“Paulo Guedes precisa se demitir ou ser demitido urgentemente. Ele não tem repertório para enfrentar essa tsunami”.
Leonardo Attuch, jornalista
“Paulo Guedes precisa se demitir ou ser demitido urgentemente. Ele não tem repertório para enfrentar essa tsunami”.
Leonardo Attuch, jornalista
Por Cosme Rímoli
A situação de Ronaldinho Gaúcho e Assis se complicou de vez. O advogado da empresária Dália Lopez, Marcos Estigarribia, acaba de afirmar que os passaportes falsificados não foram ingênuos presentes ao ex-jogador e ao empresário, para que pudessem lançar a biografia de Ronaldinho.
Os documentos seriam necessários para a criação de uma empresa. E com Ronaldinho e Assis ‘naturalizados’, tudo seria facilitado. Os documentos falsos seriam uma maneira de apressar a criação dessa casa de investimentos.
O trâmite legal da naturalização levaria muito tempo. Ou seja, nada teria sido ‘por acaso’. Mero ‘agrado’ ao ex-atleta que foi duas vezes melhor jogador do mundo. Tanto que a Corte Suprema de Justiça do Paraguai garante: jamais houve pedido de naturalização de Ronaldinho Gaúcho ou Assis.
Apesar de o advogado negar, a TV ABC Color, principal do Paraguai, assegura que a empresa teria como principal sócia Dália, que levou Ronaldinho e Assis a Assunção. Ela está com a prisão decretada. Dália está foragida da justiça.
O ministro Anticorrupção, René Fernández, tomou à frente do caso. E o quer fazer simbólico. Mostrar que o país vizinho não tolera mais falcatruas. As investigações estão sendo sérias e rápidas.
Elas já indicaram que houve uma articulação criminosa para a obtenção dos passaportes. E que teria à frente, ela mesma. Dália.
Ela é presidente da ONG Fundação Fraternidade Angelical. Fundada no ano passado, a FFA teria como principal missão levar hospitais móveis à população carente, no interior do Paraguai. Só que o MP paraguaio chegou à conclusão que ela usava a ONG para lavar dinheiro e sonegar impostos.
Dália sempre se cercou de celebridades para seu eventos, buscando dinheiro de milionários para a ONG e apoio de políticos. A Miss Paraguai já esteve ao lado da empresária buscando dinheiro para a Fundação Fraternidade.
Quanto a Ronaldinho Gaúcho e Assis, o caminho da falsificação dos passaportes parece já estar traçado. Graças ao depoimento da mulher do empresário Wilmondes Sousa, Paula Regina Oliveira.
Nesta manhã, a situação ficou mais clara. De acordo com Regina, Dália articulou o esquema de corrupção que conseguiu que duas mulheres tirassem seus passaportes e os entregassem à empresária, para que fossem violados.
Os números dos documentos foram mantidos. Apenas as identificações foram mudadas. Passaram a ter Ronaldinho e Assis como ‘donos dos documentos’.
Uma falsificação tola ou arrogante, dependendo do ponto de vista. Idiota porque uma mera checagem, por computador, mostraria que os documentos pertenciam a duas mulheres. Ou arrogante, se a empresária acreditasse que pela importância de Ronaldinho Gaúcho, ninguém teria coragem de checar, de verdade, seus documentos.
A verdade é que as mensagens de Dália no celular de Regina são devastadoras. A empresária manteve a brasileira informada porque os documentos falsos foram enviados a Wilmondes Sousa, que os repassou ao ex-jogador e seu irmão e empresário, Assis.
A defesa de Ronaldinho entrou com um óbvio recurso. O pedido de prisão domiciliar. Para que ele e seu irmão possam sair da cadeia, a Agrupación Especializada da Polícia Nacional, onde estão desde sábado.
E passar a responder ao processo em um imóvel em Assunção. Alugado ou comprado, tanto faz. A resposta será dada pela justiça em 48 horas. Se conseguirem a transferência, seria um movimento certo para o segundo passo da defesa. O pedido para que ambos respondam pela falsificação no Brasil.
Há enorme pressão da opinião pública e do próprio Ministério Anticorrupção. Para que não seja dada a regalia da prisão domiciliar aos brasileiros. E que eles sigam cumprindo a ordem da juíza Clara Ruiz Diaz.
Ela determinou que os dois seguissem presos, atrás das grades, enquanto durassem as investigações. Até o final. Ruiz Diaz não aceitou a tese de prisão domiciliar, já levantada pela defesa, por conta da possibilidade de os dois fugirem para o Brasil.
Como não há extradição para nascidos aqui, se ficar comprovado crime no Paraguai, os dois poderiam não ser punidos. As investigações podem levar seis meses.
E se ficar comprovada a culpa dos dois, enfrentarão julgamento no Paraguai. Ronaldinho Gaúcho e Assis seguem sem querer dar declarações.
O domingo era dia de visitas. Ronaldinho conversou muito com o ex-jogador Gamarra. O paraguaio disse que o ídolo brasileiro está ‘revoltado’ com a situação e diz ser ‘inocente’.
O ex-jogador foi para o pátio tomar sol. E deu inúmeros autógrafos para visitantes dos presos. Enquanto isso, sua situação se complica a cada instante.
Já há um motivo para a falsificação dos passaportes. A criação de uma empresa paraguaio/brasileira.
Isso é muito grave…
POR GERSON NOGUEIRA

Foi o Re-Pa mais equilibrado da temporada e com resultado mais justo – se é que se pode falar em justiça quando o assunto é futebol. O placar de 1 a 1 define bem a partida dura, de marcação forte no meio-campo e velocidade no ataque, coisa que quase não se viu no primeiro clássico. Com a rapidez dos homens de meio e ataque, o jogo se tornou interessante.
O começo teve predomínio remista, com movimentação interna de Lukinha e com Djalma sendo o homem de referência no meio. O Leão surpreendeu pela intensidade, em contraposição à lentidão do Papão. Nem parecia um time desfalcado de oito jogadores importantes.
Dois chutes bem colocados de Eduardo Ramos e um de Lukinha mostraram que o Remo tinha mais pressa em chegar ao gol. O PSC se preservava, aceitando a pressão remista. Reflexo disso é que, até os 15 minutos, o atacante Nicolas só tocou na bola duas vezes.

Como Eduardo Ramo abria espaço e lançava os companheiros, aproveitando as arrancadas de Lukinha, o mais produtivo atacante do Remo, os volantes do Papão não tinham outra opção a não ser cuidar de fazer a cobertura. Raramente tentavam criar jogadas, problema que prejudicava o trabalho dos atacantes Vinícius Leite e Nicolas.
Quando o time conseguiu finalmente sair de seu campo, aproveitando que o Remo arrefeceu um pouco o jogo de pressão, os espaços (e a fragilidade) defensiva começam a aparecer do lado azulino. Depois de uma tentativa tímida, aos 15 minutos, Vinícius Leite fintou Nininho e tocou com o lado do pé para Nicolas finalizar, de curva, aos 18’, abrindo o placar.
Parecia que ia se repetir a narrativa do primeiro Re-Pa, quando o PSC chegou ao gol quando o Remo era melhor em campo. Desta vez, porém, o Remo manteve as rédeas do confronto, fazendo aproximação e pressionando sempre, mas sem criatividade para colocar Jackson em condições de finalizar dentro da área.
A opção era Lukinha, que recorria aos dribles para abrir caminho, errando às vezes, mas sempre levando incômodo à zaga bicolor. Foi justamente Lukinha que sofreu a falta que devolveria a igualdade ao placar. Ele foi derrubado por Uchoa junto à área e Eduardo Ramos acertou uma bomba, pelo alto, sem defesa para Gabriel Leite, aos 34 minutos.
Impossível não observar a grande diferença de postura dos remistas em relação ao que a equipe mostrava sob o comando de Rafael Jaques. Vibrante, o time agora toma iniciativa, agride e não se intimida, valoriza a posse de bola e não se limita a esperar o adversário em seu campo.
O Papão jogou como se estivesse travado. Com os volantes Caíque e Uchoa na marcação e Serginho mais à frente, faltava dinamismo e foco. Nos lados, Collaço e Vinícius atuaram bem. Tony também fez boa partida, tarefa facilitada pela ausência de pressão remista por aquela faixa de campo.
O Remo estancou o ritmo, acusando cansaço, e o PSC equilibrou o jogo, principalmente quando o meia Alex Maranhão entrou, substituindo a Serginho. PH já havia entrado no lugar de Caíque. Luiz Felipe apareceu substituindo ao improdutivo Uilliam.
Ainda assim, a bola do jogo pertenceu ao Remo, aos 24’. Precisamente, nos pés de Eduardo Ramos, que recebeu assistência perfeita de Jackson e avançou até a área. O meia bateu rasteiro, mas a bola saiu caprichosamente à direita da trave de Gabriel Leite.
Já sem forças, Ramos foi substituído por Gelson. Jackson ainda fez grande jogada pela direita, aos 33’, cruzando na medida para Wesley, que não alcançou a bola na pequena área. Laílson foi expulso aos 39’, por falta providencial em Maranhão à entrada da área.
Técnico resgata ER e Nicolas mantém escrita
Mazola Jr. havia estreado contra o Carajás, mas esperou o clássico para apresentar suas credenciais: a forma destemida de atacar e o estilo ruidoso, jogando com o time. O Remo vinha de técnicos introspectivos, que acompanham o jogo como se estivessem em sala de aula. Com o novo comandante, o time mudou. Partiu para cima e chegou a encurralar o rival.
Além da boa atuação coletiva, o Remo deve ao novo treinador a recuperação do futebol de Eduardo Ramos. Dado por muitos como descartável, o camisa 10 voltou a desfilar a categoria no trato da bola e o conhecido talento nas bolas paradas. Atuou na faixa de campo onde se faz respeitar, seja com passes curtos ou lançamentos.
Do lado alviceleste, em jogo sem maior brilho e bem marcado, Nicolas aproveitou a única oportunidade para deixar sua marca. Passe na medida de Vinícius Leite, que ele usou de toda a conhecida categoria, para bater tirando dos zagueiros e vencendo o Vinícius do Remo.
Paragominas surpreende e Bragantino afunda
Depois de levar uma surra na Curuzu, perdendo por 5 a 0 para o PSC, o Paragominas parecia ter perdido fôlego no campeonato. Com Robson Melo no comando, o Jacaré goleou o Independente, em Tucuruí, por 4 a 1, e volta à condição de candidato sério à classificação.
A grande vitória do Tapajós sobre o Bragantino recupera o time santareno, que conseguiu dar um salto para fora da zona do rebaixamento, e empurra para a penúltima posição o time que ficou em 3º lugar no Parazão 2019.
Sob o comando de Cacaio, o time de Bragança parece que esmoreceu de vez e fica agora ameaçadíssimo de queda.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 09)
O escritor e sociólogo Jessé Souza, que está lançando o livro “A guerra contra o Brasil”, sobre como os Estados Unidos passaram a controlar o Brasil a partir da Lava Jato, afirma que Washington colocou um chefe de quadrilha no comando do Brasil. Confira seu tweet:
“O corte do bolsa família, por razões de mera perversidade patológica, a quem mais precisa, mostra o monstro que temos na presidência. Desta vez os EUA se superaram: puseram um chefe de quadrilha asqueroso no maior país latino-americano”.
Depois de vistoria no estádio Mangueirão, que desfez as suspeitas de um problema na estrutura das arquibancadas do Lado B, uma reunião foi realizada entre autoridades da área de segurança, dirigentes da FPF e do clubes e decidiu pela realização do clássico Re-Pa, às 17h deste domingo.
O perfil oficial do Clube do Remo no Twitter havia anunciado, às 14h, a realização do jogo. A mensagem foi confirmada – por telefone – pelo presidente do clube, Fábio Bentes. Ceca de 15 mil ingressos foram vendidos antecipadamente.

Comissão de segurança da FPF e do estádio fazem neste momento vistoria nas arquibancadas e áreas internas do Mangueirão. Um estrondo ouvido no final da manhã pode ter sido causado por um deslocamento de placas de concreto no andar superior. O acesso dos torcedores para o clássico Re-Pa por enquanto está suspenso. Há risco de adiamento do jogo.
Segundo as primeiras informações sobre a vistoria, o problema com as placas seria do lado B do Mangueirão, destinado à torcida do Paysandu.
Por Cosme Rímoli
Nada de festas varando a madrugada, em Porto Alegre, Paris ou Barcelona. Nem nos piores pesadelos, Ronaldinho Gaúcho imaginaria onde comemoraria os seus 40 anos. Na cadeia.
É o que a justiça paraguaia acaba de determinar. O homem escolhido por duas vezes, como o melhor jogador do mundo, em 2004 e 2005, terá de pagar caro por haver entrado no Paraguai com passaporte falso.
A juíza Clara Ruiz Díaz ouviu por seis horas as suas desculpas, as do irmão Assis e as explicações dos caros advogados que o defendem. Mas não se convenceu. Pelo contrário, até.
Destacou dois departamentos do Ministério Público para investigar os passaportes falsos dos irmãos. O primeiro tem a missão de descobrir como os documentos chegaram às mãos dos dois antes de chegarem ao Paraguai.
Há a desconfiança que não foi apenas o empresário Wilmondes Sousa Lira. E qual o motivo que fez o ex-jogador e Assis não usarem seus RGs, que seriam aceitos, no desembarque no país. Ruiz Díaz foi além.
Destacou que investigadores, especializados em lavagem de dinheiro, dissequem todas as relações de Ronaldinho Gaúcho e os empresários que o levaram para o Paraguai. Há pessoas envolvidas com cassino.
A juíza acredita que uma peça chave para entender o que está acontecendo é a empresária Dália Lopez (na foto acima com Ronaldinho), responsável direta pela ida do ex-atleta ao Paraguai.
Dália estava no alvo da Receita Federal (Ministério de Tributação). A desconfiança é que ela tenha desviado, no mínimo, 10 milhões de dólares, cerca de R$ 40 milhões. E que a visita de Ronaldinho, paga, seria uma maneira efetiva de burlar o fisco.
A empresária está presa. E ficará assim enquanto durarem as investigações.
Ronaldinho e Assis foram algemados ao Palácio de Justiça de Assunção. E saíram de lá, da mesma maneira. Os dois ficarão presos em uma delegacia especializada em crime organizado, a Agrupación Especializada da Polícia Nacional.
A detenção da dupla pode durar até seis meses. A defesa dos dois tentou, sem sucesso, transformar a detenção em prisão domiciliar. O ex-jogador alugaria uma casa em Assunção. A juíza recusou.
E reforçou que os dois precisam estar em uma cela para evitarem fugas. Os dois têm recursos suficientes para virem ao Brasil. Por isso a negativa.
Como ‘embaixador’ do Turismo do governo Bolsonaro, há a expectativa se a embaixada do Brasil se posicionará em relação ao ex-jogador. A sentença já começou quando os dois deixaram o Palácio da Justiça, no final da tarde de hoje.
Ronaldinho Gaúcho completará 40 anos no dia 21 de março. Restam apenas três semanas. As chances de sair do cárcere, até essa data, são remotas.
A pressão para que o trabalho policial seja bem feito é imensa no país vizinho. A começar pelo presidente do Paraguaii, Mario Abdo Benítez. Ele assumiu com a bandeira anticorrupção. E contra a lavagem de dinheiro.
A situação de Ronaldinho se complicou de vez…
Por Maria Lúcia Fattorelli

Não foi por um ato de bondade que um dia decidiram que nós mulheres também poderíamos votar e ser votadas, ocupar cargos públicos e exercer a nossa cidadania. Tudo foi conquistado às custas de muita luta de nossas antepassadas, escravizadas e desrespeitadas em sua inteligência, capacidades e liberdade. Rendemos a nossa imensa gratidão a todas que nos antecederam.
Ainda falta muito para conquistar: ainda existe muita discriminação e violência contra as mulheres. Seguimos marchando, tecendo a história com cada ponto que cada uma contribui em seu espaço de atuação.
Temos avançado. É preciso reconhecer isso para seguirmos cada dia mais animadas, especialmente nos dias atuais, marcados pela financeirização selvagem que se alimenta do Sistema da Dívida, sangra os orçamentos públicos e impede o atendimento aos direitos sociais básicos da população.
Precisamos seguir lutando pelos direitos das mulheres, mas também pela mudança desse modelo econômico que idolatra o dinheiro, abandona seres humanos e desrespeita o ambiente, comprometendo a vida no planeta.
A luta das mulheres de hoje é uma luta pela verdadeira democracia, que só existirá de fato quando houver igualdade de oportunidades, respeito aos direitos e garantia de vida digna em abundância para todas as pessoas.
Muita força e coragem para todas nós!
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