Lula avisa: vai piorar

Durante debate em Berlim, nesta terça-feira (10), esta terça-feira (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que é preciso estar preparado “para dias difíceis no Brasil”. Com o tema “A defesa da democracia no Brasil”, o encontro fez parte de extensa agenda na Europa.

“Estejam preparados para dias difíceis no Brasil”, disse Lula. “O PIB não cresce e o presidente (Jair Bolsonaro), em vez de explicar, preferiu contratar um comediante para esculhambar. Seria melhor e mais digno ele ter coragem de dizer que não vai ter crescimento enquanto não falar em desenvolvimento, emprego e distribuição de renda”, completou.

O ex-presidente criticou por diversas vezes o posicionamento do governo diante do que considera questões importantes. “Se essa gente que está no governo não quiser resolver, não adianta jogar a culpa na China e no corona vírus. O Brasil é um país grande e tem um mercado extraordinário. Deixem de olhar para cima, o governo tem que fazer investimento como fiz. Crédito para pessoas investirem e investimento em infraestrutura”, disse.

Estado forte

Lula defendeu o papel do Estado na recuperação da economia e no enfrentamento de crises. “A verdade nua e crua é que os países mais justos do mundo tem o Estado forte. Só quem faz política social é o Estado. Não dá para achar que o Estado fraco resolve problema da população. Não resolve.”

“Aprendam: só tem um jeito do Brasil se recuperar, e é com investimento público”, acrescentou. “Nenhum empresário vai investir em um Estado que não acredita em si. Se o governo não tem credibilidade e não merece, se não passa previsibilidade, ninguém vai investir. O governo tem que investir. Lamentavelmente, o povo vai ter que aprender com essa gente que está lá. Até agora não utilizaram política industrial, financiamento e desenvolvimento. Sem isso, não há economia que cresça. O Brasil não precisa de mais arrocho, mais golpe. Precisa de mais democracia.”

“Quando a Europa desempregou 100 milhões na crise de 2008, criamos 20 milhões de empregos. Empregos formais, de carteira assinada. Todas as categorias tiveram aumento acima da inflação. O salário mínimo aumentou 74% acima da inflação. Em 13 anos, fizemos mais do que eles fizeram em toda a história do país. Quando criei o Bolsa Família, disseram na Globo que esse dinheiro seria melhor aplicado em estrada e ponte. Respondi que quando o povo comesse asfalto eu faria. No momento, o povo precisava de feijão”, completou.

Por fim, Lula lembrou que Bolsonaro é resultado da consciência política da população e de uma série de golpes e influências externas na opinião pública. “Bolsonaro ganhou e vamos amargar esses quatro anos. Não torço para governantes darem errado. Quem paga o pato é o povo trabalhador. Mas estamos vendo a destruição da democracia”, apontou. “O ódio tomou conta do país. Nós que queríamos democracia e paz e temos um candidato que o símbolo é arma, miliciano, morte de pretos e pobres das periferias.”

Ameaça do coronavírus pode adiar primeiras rodadas das Eliminatórias

AFP

O surto do coronavírus no mundo pode influenciar na disputa das eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. De acordo com o UOL, existe a expectativa – por parte da Conmebol e da Fifa – de que as duas primeiras rodadas da competição sejam adiadas. Nisso, inclui-se a partida da Seleção Brasileira no Recife, contra a Bolívia, no dia 27 de março.

O outro duelo será contra o Peru, no dia 31, em Lima. Por outro lado, a Federação Pernambucana de Futebol se pronunciou, dizendo que não acredita no adiamento e que a programação está mantida, com a venda de ingressos iniciando nesta quarta-feira (11). 

Doria: presidente não pode governar só para “bolsominions”

Em agenda em Brasília nesta terça (10), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou o estilo de governar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e defendeu a busca por diálogo para atingir a recuperação econômica.

“Ele [o presidente] tem que respeitar os votos que recebeu e os votos que não recebeu. Ele tem que governar para todos os brasileiros e não apenas para os seus seguidores, para os que votaram, ou os que são seguidores como bolsominions, ou entusiastas do presidente Bolsonaro. É preciso governar para todos os brasileiros. Esse é o sentimento que move uma democracia. Você não pode governar só para aqueles que você gosta, ou aqueles que gostam de você, governe para todos”, disse Doria.

“Você também não governa através de manifestações, seja via imprensa ou seja via Whatsapp”, completou o governador após encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Para baixar a temperatura e diminuir as chances de um rompimento democrático, Doria acredita que são necessárias manifestações dos três poderes. “Nós temos poderes legitimados, bem constituídos e bem consolidados. A democracia no Brasil está sólida, mas ela não pode sofrer agressões e nem ameaças por parte do presidente da República”.

Segundo ele, a situação de instabilidade que o país atravessa afeta a economia nacional, os investimentos externos, dificulta a entrada de capitais no Brasil, impede a geração de empregos e a confiabilidade internacional ao Brasil. “Portanto, presidente Bolsonaro, vamos ao diálogo, ao entendimento e ao respeito pela democracia”, conclamou Doria.

Na campanha de 2018, Doria incentivou o movimento “bolsodoria”, que pregava voto combinado em Jair Bolsonaro para a Presidência da República e em Doria para o governo de São Paulo. Recentemente, os dois trocaram farpas pela mídia e romperam politicamente. Os dois têm planos de concorrer a presidente em 2022 em lados opostos.

Na ONU, mais de 80 entidades pedem apoio internacional contra Bolsonaro

Da coluna de Jamil Chade no UOL:

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A Ordem dos Advogados do Brasil, Instituto Vladimir Herzog, Amazon Watch, Instituto Ethos, Artigo 19, Conselho Indigenista Missionário, Society for Threatened Peoples, Conectas e mais 80 organizações nacionais e estrangeiras se unem num ato raro para pedir que a comunidade internacional pressione o governo brasileiro diante do desmonte dos mecanismos de proteção aos direitos humanos no primeiro ano da presidência de Jair Bolsonaro.

Numa denúncia apresentada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, as entidades afirmam que o Brasil vive “graves ataques” que “corroem o estado de direito e a democracia no País”. “Chamamos a comunidade internacional a dar urgente atenção e a desenvolver ações incisivas ante esse grave quadro de direitos humanos no Brasil”, pediram.

“A situação de direitos humanos no Brasil deteriorou drasticamente no primeiro ano do governo Bolsonaro”, declarou o grupo em um texto lido pelo jurista Paulo Lugon Arantes.

“Consolidou-se a aversão ao ativismo, com a extinção e enfraquecimento de mais de 50 órgãos de participação social fechando ainda mais o espaço da sociedade civil”, denunciou.

Os motivos misteriosos por trás do interesse de Moro no caso Ronaldinho

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Por Malu Aires, no Facebook

Os irmãos Assis já são velhos conhecidos de trambiques, evasão de divisas, fraudes fiscais maquiadas de filantropia e essas maravilhas que só craques da bola fazem e nunca pagam pelos crimes.

Por isso, a “paixão nacional”. Apaixonados, os brasileiros nem percebem que, a cada lance e drible, são feitos de IDIOTAS. Cada passe milionários de clube a clube, é equivalente a milhões de dólares em lavagem de dinheiro do crime organizado. 

Novidade? Nenhuma. Mas a paixão é cega.

Pois bem.

Os irmãos pilantras foram ao Paraguai onde abririam nova ONG de fachada. Mandaram fazer documentos falsos pra abertura da ONG fantasma. Marcaram encontro com a quadrilha especializada, num hotel de luxo ligado a um cassino (onde malas de dinheiro entram e saem). Foram recepcionados por uma agente pilantra que encomendou até evento de fachada, com crianças paraguaias, pra disfarçar o movimento. 

Já estava tudo armado. O trio abriria uma “fundação” no Paraguai, para LAVAR DINHEIRO. Usando a pilantropia como disfarce, clubes, TVs (fábrica de ídolos de araque) e credenciais do governo brasileiro (Ronaldinho é embaixador do esporte, caso perguntem o que ele tanto conversa com o Bolso). 

A quadrilha especializada em lavagem de dinheiro, opera com um cassino (Il Palazzo) de um brasileiro (Nelson Luiz Belotti dos Santos), lavador de dinheiro conhecido do seu Moro, desde Banestado, passando por Farsa Jato. O dinheiro entra no cassino, vira “sorte” no jogo e sai limpo – truque velhíssimo que ninguém contesta (muito menos seu Moro). 

Moro quis acompanhar o caso dos pilantras que apoiam o traste que todos os pilantras ajudaram a eleger (inclusive, o traste anda falando de cassinos, no Brasil). Seu interesse, na certa, é saber até onde essa história vai respingar na sua cara (de paisagem), com doleiros e lavagem de dinheiro, desde tenra idade no crime da super-toga. 

Então, meus queridos, aquelas cenas dum craque se fodendo com algemas, não é só sobre falsificação de documentos. É sobre lavagem de dinheiro, crime organizado, golpe financeiro, uso de filantropia pra bandidagem milionária e participação de “empresários” na evasão de divisas.

Agora é torcer pelo Paraguai, para que a justiça de lá faça 7×0 no time de golpistas brasileiros. E que os irmãos pilantras padrão Fifa, depois desse péssimo lance, passem a bola pra gente descobrir quem é o juiz Moro na história dos crimes de lavagem de dinheiro no Brasil. 

Ué, o que Moro tem a ver com isso?

Desde que vestiu a toga, o juiz malandro operou numa Vara que atende aos crimes da tríplice fronteira. Em todas as investigações sobre crimes financeiros, passando dinheiro (através de doleiros) pelo Paraguai, Moro atuou nos casos, embaralhando toda a investigação e mantendo os peixes graúdos longe dos holofotes e da justiça. 

Moro foi chamado por Bolsonaro, por sua maior especialidade: lavagem de dinheiro. 

Isso não é um governo. É crime organizado.

Milicianos vão a júri popular pelo assassinato de Marielle e Anderson

Marielle Franco; Ronnie Lessa e Élcio Queiroz

Às vésperas de completar dois anos do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista Anderson gomes, assassinados no dia 14 de março de 2018, a Justiça do Rio de Janeiro decidiu que Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz serão julgados pelo júri popular pelos crimes.

“O embate entre a tese ministerial (do Ministério Público) e as defensivas deve ser decidido pelo Tribunal Popular”, escreveu o juiz Gustavo Gomes Kalil, da Justiça do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (10).

O advogado de defesa de Élcio de Queiroz, Henrique Telles, afirmou que que devem recorrer da decisão. “Eu e o meu grupo de advogados, estamos analisando, examinando [a sentença]. A nossa contrariedade é com a pronúncia. Não há prova contra o meu cliente”, afirmou o advogado.

A informação é do G1.