Seduc garante merenda em marmitas a alunos da rede pública, mesmo com aulas suspensas

Um esquema de rodízio de servidores foi montado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) nas 982 escolas públicas estaduais para garantir, além do atendimento emergencial em alguma eventualidade, o fornecimento da merenda a todos os matriculados durante o período de suspensão das aulas, como parte das ações de enfrentamento ao novo Coronavírus (Covid-19). As refeições serão entregues em marmitas, de acordo com a logística de cada unidade.

“As escolas estaduais estão com aulas suspensas. Mas para garantir a alimentação dos alunos, a merenda está sendo feita e será distribuída de forma que os alunos possam vir buscar, sem aglomerações”, confirmou a titular da Seduc, Elieth de Fátima Braga. A entrega deve ocorrer de forma rápida, em horário ou período definido pelas escolas, e o aluno e/ou pais, pegam a embalagem e podem voltar para casa.

O Governo do Estado determinou, ainda na terça-feira (17), como medida preventiva – antes mesmo da confirmação do primeiro caso da doença no Pará -, a suspensão das aulas em toda a rede pública estadual a partir desta quarta-feira (18). Ainda de acordo com Elieth Braga, posteriormente haverá reposição para garantir que não haja prejuízos ao processo de aprendizagem.

Servidores enquadrados em grupo de risco que apresentarem os sintomas do novo Coronavírus não participarão do revezamento de servidores, esquema que também será definido de acordo com a rotina de cada escola. “Gostaria de tranquilizar os pais, dizer que podem vir, com tranquilidade, em busca da merenda. O Estado está agindo de forma preventiva, e está preparado para esse enfrentamento. E nos demais momentos, a gente pede para que as crianças estejam em casa”, reforçou a secretária.

Esforço conjunto – O diretor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Rodrigues Pinagé, Gláucio Figueiredo, disse que adotou a entrega da merenda em dois horários: entre 12 e 12h30, e entre 14 e 14h30. “Estamos todos em um esforço conjunto para garantir a merenda, que é o mais importante nesse momento, além do rodízio entre funcionários, administrativo e apoio técnico-pedagógico”, informou.

Enquanto o Estado segue colocando em prática ações de enfrentamento ao novo Coronavírus, nas escolas os servidores se revezam para garantir que a suspensão das aulas não afete a distribuição da merenda escolar, considerada parte essencial das refeições diárias para muitas famílias. Diariamente, as unidades se organizam logisticamente para garantir que as marmitas sejam distribuídas sem que haja nenhuma fila ou aglomeração.

Na Escola José Alves Maia, no bairro do Telégrafo, os 1.498 estudantes recebem o alimento entre 11h30 e 12h30. Uma tranquilidade para a família da dona de casa Ivani Palheta, que tem dois sobrinhos matriculados. “Tem quem chegue lá só com o café da manhã, então é muito importante. No nosso caso, eles já chegam satisfeitos em casa sem querer almoçar. Sem aula, tem mãe que não tem como dar essa refeição”, justifica.

(Da Agência Pará)

Força Sindical reage à proposta do governo de redução de salários

As medidas anunciadas ontem, 18/03, pelo presidente Bolsonaro para conter a crise sanitária e econômica gerada pela pandemia de coronavírus, é mais uma clara demonstração da natureza de seu governo: antidemocrático, antinacional, antipopular e anti-sindical.

Os trabalhadores estão protegidos pelas convenções coletivas, com pisos salariais e tais proteções constitucionais contradizem a proposta do governo de editar uma Medida Provisória (MP) para autorizar as empresas a reduzir salários e jornada. O contrato coletivo é o que garante proteção aos trabalhadores, enquanto o contrato individual sempre visa retirar direitos.

Na última terça-feira entregamos ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, uma proposta que visa preservar os empregos contemplando a contenção do avanço do coronavírus, na qual sugerimos:

1 – Que o governo conceda o valor de 500 reais ao trabalhador informal durante três meses, ou enquanto tiver durando a crise.
2 – Que usemos todos os mecanismos, através de negociação coletiva, de férias remuneradas, lay-off já previstas em lei.
3 – Se tais medidas não forem suficientes, propomos suspensão do contrato de trabalho por três meses, nos quais o governo paga o seguro desemprego ao trabalhador.

Estas serão emendas propostas à MP do governo. Isso está sendo conversado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e com os líderes da Câmara. 

Rodrigo Maia garantiu que será criado, em caráter de urgência, um grupo de trabalho composto por representantes dos trabalhadores, dos empresários e dos parlamentares para elaborar o projeto com base na proposta das centrais sindicais. A criação do fundo tem que passar pela aprovação do Congresso Nacional. Esta proposta, negociada entre entidades de trabalhadores e patronais, pode suspender os contratos, com pagamento do seguro-desemprego.

A criação do Fundo de Estabilização Econômica e Social que prevê o investimento de $75 bilhões para que 50 milhões de trabalhadores recebam meio salário mínimo durante 3 meses, garantirá emprego e renda aos trabalhadores mais vulneráveis durante o período de pandemia.

O País tem hoje 94,6 milhões de trabalhadores, somando aqueles que estão nos mercados formal (carteira assinada) e informal. Garantir renda para 50 milhões desse total será suficiente para que os mais vulneráveis possam atravessar o período projetado para a pandemia e ainda fazer a roda da economia continuar a girar.

Esta é uma proposta viável e que revela comprometimento em conter o avanço do coronavírus, sem que provoque aumento do desemprego e da pobreza. É nosso papel, como sindicalistas, zelar pela preservação dos empregos e defesa dos trabalhadores. Neste momento, queremos um Brasil com emprego e renda para todos!

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical

RSF: governo Bolsonaro está na lista dos "Predadores da Imprensa"

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou um balanço dos 20 Predadores Digitais da Liberdade de Imprensa de 2020. No estudo que aponta empresas, instituições e governos do mundo que atacam os jornalistas, o governo de Jair Bolsonaro é classificado na categoria Perseguição.

“Decidimos publicar uma lista de 20 predadores digitais para revelar uma outra realidade das violações à liberdade de imprensa, mas também para chamar a atenção para o fato de que esses reservas agem, por vezes, a partir dos países democráticos ou em seu interior”, explicou o secretário geral da organização, Christophe Deloire.

O levantamento foi divulgado na última semana, no marco do Dia Mundial da Luta contra a Cibercensura, no dia 12 de março. “A lista não é exaustiva, mas esses 20 Predadores Digitais da Liberdade de Imprensa representam em 2020 um perigo evidente para a liberdade de expressão, garantida pelo artigo 19 da Declaração Universal do s Direitos Humanos”, informou a entidade.

Segundo Repórteres Sem Fronteira, os 20 que aparecem na lista tem atuado na “predação do trabalho jornalístico”. “Alguns Predadores Digitais operam agora em países despóticos, governados por Predadores da Liberdade de Imprensa já repertoriados pela RSF. Mas algumas empresas privadas especializadas em ciberespionagem direcionada localizam-se em países ocidentais como os Estados Unidos, o Reino Unido, a Alemanha e Israel”, apontou a organização.

Assim, ao lado do Conselho supremo de regulação das mídias egípcias, da Força 47 vietnamita, da brigada eletrônica saudita, e da Unidade jihadista cibernética sudanesa, o “gabinete do ódio” de Bolsonaro é apontado pela “campanha de insultos e de ameaças nas redes sociais”.

“O grupo, composto por conselheiros próximos ao presidente e coordenado por seu filho Carlos, tem na sua mira, entre outros, os jornalistas Patricia Campos Mello, Constança Rezende e Glenn Greenwald. Suas revelações sobre o governo brasileiro fazem com que sejam frequentemente vítimas de campanhas de ódio nas redes sociais”, descreve o RSF.

“Os homens fortes autoritários, que organizam a predação da liberdade de imprensa, estendem sua atuação no mundo digital graças a tropas de cúmplices, subordinados e reservas que também são predadores digitais determinados e organizados”, disse Christophe Deloire. (Do Jornal GGN)

Empresária sócia de Ronaldinho no Paraguai pode estar escondida no Brasil

Ronaldinho foi levado ao Paraguai por Dalia López

A empresária Dalia López, que teve sua ordem de captura decretada na última quarta-feira, pode estar se escondendo em território brasileiro. Osmar Legal, promotor envolvido na investigação sobre o uso de documentos falsos de Ronaldinho e Assis, informou que o Ministério Público do Paraguai recebeu a informação de que Dalia teria fugido para o Brasil.

O promotor, no entanto, não revelou se foi pedida a colaboração da polícia brasileira para buscar a empresária. Na última quarta-feira, Dalia não compareceu a uma audiência na qual ela seria informada oficialmente de todas as acusações contra ela em processo aberto a pedido do Ministério Público.

Segundo seus advogados, a empresária não compareceu por ter diabetes e hipertensão, entrando assim no grupo de risco do novo coronavírus. No entanto, a Justiça paraguaia entendeu que não haveria risco de contaminação no local da audiência e afirmou que tomou todas as medidas necessárias para prevenção no avanço do vírus. Com isso, Dalia foi declarada ‘rebelde’ e teve sua ordem de captura decretada. Os advogados da empresária trabalham na apelação contra a decisão. (Do R7)

Italianos respondem a insultos: “fascista, sexista, homofóbico e, além disso, vulgar”

O Partido Democrata italiano reagiu duramente à frase do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ), sobre a Itália ser como o bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. “Desejamos que os amigos brasileiros, mesmo aqueles de certa idade, nunca passem pelo que a Itália está passando. Mas exigimos que a presidência brasileira respeite a Itália e seu sofrimento, abstendo-se de declarações ilusórias e ofensivas, como as de Bolsonaro”, afirmou em nota Andrea Romano, vice do Partido Democrata e membro da Comissão de Relações Exteriores do Montecitorio.

“Nesta ocasião”, conclui Romano, “pedimos a Salvini, que é um grande defensor de Bolsonaro, que se desassocie imediatamente do ataque à Itália e de sua tragédia que vem de um de seus colegas na liderança internacional”.

Bolsonaro afirmou que “a Itália se parece com Copacabana, onde em todos os edifícios há um homem idoso ou um casal de idosos. É por isso que eles são muito frágeis e muitas pessoas morrem. Eles têm outras doenças, mas dizem que morrem de coronavírus”.

O presidente comentou ainda, sobre a crise do coronavírus na Itália. “Não é o coronavírus que mata os velhinhos, essas pessoas já estão debilitadas”, acrescentou, na tentativa de subestimar o vírus.

site Globalist, ao divulgar a notícia, afirmou ainda que Bolsonaro é uma pessoa fascista, sexista, homofóbica e, além disso, vulgar. E assim, mesmo em tempos de coronavírus, Bolsonaro não poupou as saídas repulsivas usuais, com uma vergonha ainda maior, porque ele – infelizmente para nós – também tem origens italianas antigas”.

“No Brasil, o coronavírus vai ser um genocídio”

A ministra do Desenvolvimento Social e do Combate à Fome nos governos de Dilma Rousseff, a economista Tereza Campello, prevê “um genocídio” no Brasil quando a crise do coronavírus atingir a população carente do país. As declarações foram feitas ao site Diário do Nordeste.

De Inglaterra, onde trabalha como pesquisadora convidada no Future Food Beacon na Universidade de Nottingham, Tereza Campello diz que “será uma tragédia, um genocídio”. “Quando se diz para os idosos se recolherem, esquece-se que os idosos pobres não têm cuidadores, não têm áreas isoladas nas suas casas, não têm alimentação especial”.

“Além disso há outro problema iniciado por Michel Temer e continuado por Jair Bolsonaro”, alerta, se referindo “ao trabalho informal que eles chamam de ‘empreendedorismo’”. “Há 40 milhões de brasileiros sem trabalho formal”, ressalta. “E Bolsonaro na presidência é o pior dos piores cenários”, completa.

A frase do dia

“A Dinamarca vai pagar parte dos salários dos trabalhadores para evitar demissões. Aqui o governo quer permitir que empresas cortem os salários pela metade. No meio de uma crise sem precedentes, Bolsonaro está mais preocupado com os empresários que com a sobrevivência das pessoas”.

Guilherme Boulos

Clubes e FPF decidem: Parazão está suspenso por tempo indeterminado

A dupla Re-Pa apoiou a decisão da FPF - Crédito: FERNANDO TORRES

Os presidentes de Remo e Paissandu se manifestaram, na manhã desta quinta-feira, anunciando a decisão de suspender por tempo indeterminado o Campeonato Paraense. A Federação Paraense de Futebol, através de eu presidente, Adelcio Torres, também confirma a paralisação do Parazão 2020 e deve emitir nota oficial na tarde de hoje para oficializar a medida.

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Logo cedo, o Remo se manifestou através de seu perfil oficial na internet. Atitude igualmente adotada pelo PSC. Em contato com o blogueiro, o presidente do Papão, Ricardo Gluck Paul, confirmou a nova decisão com base no registro do primeiro caso de Covid-19 no Pará. Fábio Bentes, mandatário do Leão, fez a mesma observação em conversa mantida com o blog.

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“O Campeonato Paraense está suspenso. A partir de amanhã, dia 20, as atividades na Federação também estarão suspensas”, declarou o presidente da FPF, Adélcio Torres, em sintonia com a posição dos clubes. A princípio, a FPF anunciou que o campeonato seria mantido com portões fechados. A mudança de ideia se deu por conta do primeiro caso de Covid-19 no Pará, anunciado ontem (18).

Em função da pandemia do novo coronavírus, PSC, Águia, Bragantino e Castanhal também informaram que as atividades no futebol profissional estão suspensas.

No Parazão, restam duas rodadas para finalizar a primeira fase da competição. No momento, PSC, Remo, Paragominas e Castanhal estariam classificados às semifinais do Campeonato. Itupiranga e Carajás seriam os rebaixados à Segunda Divisão.

Até o Sindicato dos Atletas Profissionais, através de seu presidente, Oberdan Bendelac, finalmente apareceu para se posicionar sobre o assunto:

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(Foto: Fernando Torres)