Conmebol suspende os jogos da Libertadores

Principal torneio do continente será pausado por causa do coronavírus

Depois de jogos sem torcida e adiamento de partidas na Europa, o coronavírus começou a causar estragos também no futebol da América do Sul. Nesta quinta-feira, através de um comunicado no Twitter, a Conmebol confirmou que todos os jogos da próxima semana da Libertadores, principal competição do continente, não serão realizados.

“Lamentamos o inconveniente que esta suspensão pode causar, mas consideramos que neste momento, a prioridade é garantir a saúde de toda a família do futebol sul-americano”, diz o comunicado da entidade.

Como a medida entra em vigor a partir da próxima semana, as partidas desta quinta-feira, como o clássico entre Grêmio e Internacional, estão mantidas. O calendário será remanejado e novas datas serão anunciadas nas próximas semanas.

Sem nenhum caso de coronavírus, Cuba desenvolve vacina que pode salvar o planeta

Segundo o ministro da Saúde Pública de Cuba, José Ángel Portal Miranda, a ilha continua sem casos confirmados do novo coronavírus que já afetou 104 nações. Até o momento, trinta viajantes foram admitidos para estudo e depois de realizar sete novas análises especificamente para o Covid-19, que, como as oito anteriores, foram negativas, o país permanece sem a doença.

O país também criou um medicamento, o ‘Interferon alfa 2B’ (IFNrec), produzido desde 25 de janeiro na fábrica cubana Chang-Heber, localizada na cidade de Changchun, província de Jilin, na China.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, destacou a relevância do trabalho entre os dois países. “Nosso apoio ao governo chinês e ao povo em seus esforços para combater o coronavírus”.

Até agora, sabe-se que o ‘Interferon alfa 2B’ conseguiu curar mais de 1.500 pacientes e é um dos 30 medicamentos escolhidos pela Comissão Nacional de Saúde da China para curar a condição respiratória.

“O interferon alfa 2B tem a vantagem de que, em situações como essa, é um mecanismo para se proteger, seu uso impede que pacientes com a possibilidade de agravar e complicar cheguem a esse estágio e, finalmente, tenham a morte como resultado”, disse Luis Herrera Martínez, consultor científico e comercial do grupo de negócios BioCubaFarma.

O grupo BioCubaFarma trabalha também no projeto de desenvolvimento de um antiviral cubano, o cigb 210, bem como de um candidato a vacina para submetê-lo à consideração da China, além de faixas rápidas para o diagnóstico da doença.

Medidas de controle

O fato de Cuba não contar com nenhum caso do coronavírus até agora se deve à eficácia de uma série de medidas adotadas prontamente para a prevenção e controle do Covid-19.

Entre as medidas estão a certificação de instalações para isolamento e hospitalização; a produção de protetores bucais no país; audiências de saúde em comunidades e locais de trabalho; o treinamento de todos os envolvidos; a atenção à população mais vulnerável e a campanha de comunicação para manter as pessoas constantemente informadas.

Treinamento com a população

O vice-primeiro-ministro Roberto Morales Ojeda disse que a primeira parte do treinamento em Covid-19 está ocorrendo atualmente, que deve continuar mais especificamente em cada um dos setores.

Uma comissão do ministério da Saúde Pública está atualmente em turnê pelo país, para revisar as condições dos locais previstos no Plano.

Ojeda também insistiu na preparação do pessoal que estaria trabalhando nessas unidades médicas, voluntariamente e por um período prolongado de tempo. Por isso, enfatizou, questões como condições para descanso da equipe e outros detalhes fornecidos em uma situação de quarentena devem ser abordadas manualmente.

O vice-primeiro ministro mencionou aspectos essenciais, como o coeficiente de disponibilidade técnica de ambulâncias, que em algumas províncias é inferior a 50% e, portanto, o apoio de outro tipo de transporte deve ser fornecido para a transferência de doentes. Também enfatizou a possibilidade de aumentar as consultas sobre sintomas respiratórios e a necessidade dos médicos determinarem as etapas a serem seguidas em cada caso, para não sobrecarregar o sistema de saúde do país.

Os ministérios da Indústria e do Comércio Interno da ilha confirmaram que o país possui cobertura de cloro que deve ser usada na desinfecção das superfícies e sua produção é estável. Ao mesmo tempo, protetores bucais são importados e a preparação de outra quantidade de máscaras já começou na indústria nacional e local.

Ao avaliar as medidas que estão sendo implementadas, o primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz considerou que houve um processo intensivo na implementação do Plano de Controle e Prevenção Covid-19 em Cuba.

E o sol nasceu em Curitiba…

Por Marco Aurélio de Carvalho

Quem costuma encher o tanque do carro com gasolina da Petrobras deve ficar em estado permanente de alerta: pode acabar sendo investigado na operação Lava Jato. Empresários, donas de casa, professores… estão todos na mira! Um pouco de exagero, claro, mas talvez já não estejamos muito longe disso. Vejamos. No final do ano passado, na esteira de uma investigação conduzida pela Força-tarefa de Curitiba, Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, foi acusado de receber milhões de reais em supostas vantagens indevidas da companhia de telefonia Oi.

Essa versão, vazada intencionalmente para a imprensa, ocultava um detalhe muito relevante. Fábio Luís e a Oi são sócios ostensivos e regulares em uma empresa chamada Gamecorp, cujo contrato foi devidamente registrado na Junta Comercial. Esta mesma empresa publica seus balanços periodicamente em jornais de grande circulação. Tudo às claras.

Esta versão oculta, também, o fato de que os referidos valores foram recebidos no decorrer de doze longos anos de atividade empresarial desenvolvida sem qualquer tipo de relação direta ou indireta com o Governo ou com qualquer órgão público.

Poucos negócios foram examinados tão detalhadamente pelas autoridades. Já passaram pelo escrutínio de duas CPIs, de duas operações de busca e apreensão da Laja Jato, além de terem sido submetidos a minuciosas investigações promovidas pelo Cade e pela CVM. Em 2016, inclusive, o próprio Ministério Público Federal  fez uma rigorosa investigação que foi arquivada a pedido dos próprios procuradores por falta de evidência de ilegalidades ou ilicitudes. Diante da eloquência dos fatos, a defesa de Fábio Luís protocolou uma ação pedindo a suspensão dessa nova investigação em um Habeas Corpus. Há exatos três meses.

Na peça, o combativo advogado Fábio Tofic denunciou com singular brilhantismo a tentativa artificial de fixação da competência de Curitiba para a investigação dos fatos em questão.

Agora entra a Petrobras. Para seguir com essa nova e redundante investigação contra Fábio Luís em solo curitibano, os procuradores lavajatistas precisavam demonstrar que suas suspeitas tinham ligações com os desvios da Petrobras, cerne de tudo que por lá tramita desde o início da Operação. Isso já parecia muito difícil, mas um dia antes do julgamento (três meses após a apresentação dos argumentos da defesa, não custa repetir), uma surpreendente “autodeclaração” de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, condenado a mais de 200 anos de prisão, é lançada aos autos em questão de forma no mínimo curiosa, o que deve ser objeto, inclusive, de minuciosa apuração.

Por “vontade” própria, Cabral relatou a seguinte história:

Anos atrás, teria recebido um pedido do ex-presidente Lula para contratar a empresa de Fábio Luís por meio da Oi, com quem seu governo já mantinha um contrato.

Cabral diz que propôs para a Oi que a empresa fosse compensada pela contratação de Fábio Luís com contratos para a Andrade Gutierrez, em obras do governo no Rio – a Andrade Gutierrez é controladora da OI.

Ainda,  segundo Cabral, a Andrade Gutierrez teria alegado que os acionistas da empresa não aprovariam a referida operação.

A “autodeclaração” fantasiosa de Cabral continua: para resolver a questão, o presidente da Andrade Gutierrez, Sérgio Andrade, teria dito que faria a compensação por meio de contratos indevidos que a empreiteira mantinha com a Petrobras.

Pois bem, querem nos convencer que o ex-governador ao acordar em sua cela na cadeia, nesta última segunda-feira, decidiu fazer uma “autodeclaração” envolvendo o filho do ex-presidente Lula e a Petrobras. Ele contou sua história sem juntar uma só prova e hora depois o texto já estava sendo usado pelo Ministério Público para ilustrar uma tese que deu suporte aos acusadores na tentativa desesperada de manter o processo em Curitiba.

Não convenceu o desembargador Pedro Gebran Neto, da segunda instância da Lava Jato. Em feliz decisão, Gebran não reconheceu a legalidade da “autodeclaração” e negou a eficácia do documento para a instrução dos debates no julgamento do Habeas Corpus impetrado em favor de Fábio Luís. Segundo ele, além da falta de provas, não foi possível identificar em que contexto, onde e como o depoimento foi obtido.

No mais, mesmo segundo os termos da “autodeclaração” de Cabral, Fábio Luís estaria tão distante dos meandros da Petrobras como uma pessoa qualquer que resolve encher o tanque do carro em um posto da esquina. Na vida real, reitera-se, sua empresa jamais prestou qualquer serviço ao poder público de forma direta ou indireta. Sérgio Cabral, por seu lado, costuma estar tão longe da verdade que nem a própria Procuradoria Geral da República aceitou fechar com ele um acordo de delação premiada.

Mas, na perseguição implacável contra os “Lulas da Silva”, tudo parece valer e fazer sentido. A vida de Fábio Luís vem sendo esmiuçada em praça pública há cerca de 15 anos, sem que nada contra ele tenha sido provado. A surpreendente “autodeclaração” de Sérgio Cabral é mais um exemplo do vale tudo de que são capazes alguns investigadores para tumultuar e confundir a opinião pública e os Tribunais.

De toda sorte, é bom que se diga que a velha e surrada estratégia já não merece o prestígio que recebeu no decorrer dos 06 anos de operação Lava Jato. Em julgamento memorável, com destaque para uma didática e competente sustentação oral promovida pelo patrono da causa, o TRF- 4 refutou, de forma unânime, a tese sustentada pelo MP, deslocando a competência  das investigações sobre o caso para São Paulo.

Quem sabe agora, em um ambiente menos contaminado, se possa finalmente fazer justiça.

Que o filho tenha o julgamento justo que ao pai vem sendo reiteradamente negado…

Para o próprio bem do Estado de Direito e de nosso tão combalido e desacreditado Sistema de Justiça.

(*) Marco Aurélio de Carvalho. Advogado que integra a defesa de Fábio Luis Lula da Silva

Oito empresas são investigadas por lavagem de dinheiro no caso Ronaldinho

As autoridades do Paraguai investigam esquema de lavagem de dinheiro e evasão cambial no caso Ronaldinho. É o que informa o jornal Extra desta quarta (11), que conseguiu confirmar a informação com uma autoridade daquele País. A trama já havia sido revelada pelo jornal paraguaio El Independiente. Até o momento, o que se sabe é que pelo menos 8 empresas estão na mira dos investigadores.

Uma delas seria a Fundação Fraternidade Angelical, criada pela empresária Dalia López, responsável por organizar eventos sociais para justificar a passagem dos irmãos Assis pelo Paraguai. Segundo o diário, a intenção dos brasileiros, na verdade, era usufruir de um esquema de lavagem que poderia movimentar quantias bilionárias.

Publicamente, contudo, Ronaldinho alegou que foi participar do lançamento de um programa voltado para crianças carentes. Desde o dia 4 de março está preso, pelo porte dos documentos falsos. Cerca de 11 pessoas envolvidas na fraude já foram denunciadas.

Dalia seria, de acordo com jornais locais, “a líder do esquema de lavagem de dinheiro”. Ela opera viabilizando a entrada de dinheiro vivo pelas fronteiras. Os recursos são, então, transferidos em dólar para os Estados Unidos, e depois “repatriados de maneira clandestina”, narrou o Extra.

A Lava Jato sob Sergio Moro já chegou a investigar, mas poupou de denúncia formal, o empresário Nelson Luiz Belotti dos Santos, amigo de Dalia e responsável por convidar Ronaldinho ao Paraguai. Para os procuradores de Curitiba, Belotti poderia ser parte do esquema de lavagem de Alberto Youssef, possivelmente em benefício de José Janene, ex-senador do PP.

Moro chegou a ligar para o ministro do Interior, Euclides Acevedo, para pedir que Ronaldinho fosse solto, sem sucesso. Na noite de terça (10), a promotoria do Paraguai mandou um recado: “somos independentes”.

Segundo o EXTRA, os investigadores não deram mais detalhes do caso Ronaldinho, como o nome das outras empresas investigadas por lavagem, para não prejudicar as apurações em andamento.

O jogador tentou ser transferido para a prisão domiciliar, mas a Justiça negou o pedido na terça (10). Além da possibilidade de fuga ou de obstrução das investigações, o juiz entendeu que Ronaldinho não detém os “documentos necessários” para utilizar um imóvel de 800 mil dólares que possui no Paraguai como “fiança”.

Pandemia do coronavírus paralisa a NBA

A NBA suspendeu a temporada 2019/2020 por tempo indeterminado por conta do coronavírus nesta quarta-feira (11). A decisão veio após a confirmação de que Rudy Gobert (foto), pivô do Utah Jazz, contraiu o COVID-19 – o caso aconteceu dois dias após o francês brincar com os microfones da sala de imprensa para “provar que o vírus não era nada demais”. O teste saiu logo antes da partida entre a equipe e o Oklahoma City Thunder, que foi cancelada.

“A NBA está suspendendo os jogos após a conclusão da rodada desta noite até as próximas notícias. A NBA irá usar o hiato para determinar os próximos passos de como agir em relação a pandemia do coronavírus”, diz o comunicado oficial da liga. (…)

Sobre a série de Marielle

Por Pablo Villaça

Acho que é importante – não: fundamental – que paremos de lidar com questões políticas como se estivéssemos falando de absolutos. Às vezes, são, é claro: fascismo, obscurantismo e seu cruzamento no bolsonarismo devem ser rechaçados e ponto final.Mas nem sempre é fácil assim. Estou vendo, por exemplo, muita gente (de esquerda; da direita eu já esperaria) chamar a produtora Antonia Pellegrino de “canalha” e de outras coisas pesadíssimas por ter convidado José Padilha para dirigir a série sobre Marielle Franco para a Globo. O diálogo se rompe já no início.

Em primeiro lugar, julgo importante deixar clara minha posição sobre o tema da discussão em si: a ideia de contratar Padilha para dirigir a série é, francamente, desastrosa. Desastrosa. Marielle era uma importante ativista de esquerda, integrante de um partido que sempre marcou posição sobre a Lava-Jato e Moro.Padilha dirigiu O Mecanismo.

“Ah, mas Padilha reviu sua posição”. Não interessa. (E não acredito.) Bem antes e depois de O Mecanismo, Padilha ajudou a demonizar a esquerda e a endeusar Moro e a Lava-Jato. E, vale lembrar, Moro foi visto (com razão) pela família de Marielle como empecilho às investigações e claramente agiu no sentido de tentar atrapalhá-las como podia. Colocar o cara que ajudou a beatificá-lo para comandar a série sobre a história da mulher fantástica que se opunha a tudo que ele representa é ofensivo. Simplesmente não dá para conciliar o perfil de Padilha com o de Marielle. Já elogiei trabalhos do diretor anteriores e posteriores a O Mecanismo (fui um dos poucos que defenderam seu Sete Dias em Entebbe na Berlinale), mas colocá-lo neste projeto é inaceitável.

Por outro lado, condenar Pellegrino por ter a iniciativa (com aprovação da família de Marielle) para produzir uma série sobre a vida da vereadora é algo ridículo. Se ela tem condições, influência e poder para viabilizar o projeto, atacá-la por fazê-lo é miopia.

Mas aí vem a questão central: como feminista ativa que é, faltou a ela a percepção fundamental de colocar em prática a ideia da representatividade que corretamente prega ao falar sobre as mulheres em posições de poder. Um leitor, por exemplo, brincou no Twitter ao dizer que agora só faltava escalar Mariana Ximenes para interpretar Marielle – uma brincadeira que traz uma verdade importante, pois a representatividade ao contar histórias não deve estar só diante das câmeras. A escolha de Padilha é, sim, tão absurda quanto seria a escalação de Ximenes.

E Pellegrino se colocou numa situação ainda mais delicada ao falar um absurdo sem tamanho como ter sido forçada a convidar Padilha porque “não há um Spike Lee brasileiro”. Cometeu o mesmo erro que as produtoras do longa “Loop” no Festival de Brasília quando disseram que não investiram numa equipe feminina porque não havia diretorAs de fotografia no país.Pois há duas questões aqui:

1) Se não há um “Spike Lee brasileiro” é por pura falta de oportunidade. Que ela poderia dar como produtora de um projeto como este. Spike Lee fez três longas até “virar” Spike Lee em Faça a Coisa Certa. Uma produtora com influência pode ajudar nisso.

2) Podemos não ter um “Spike Lee brasileiro”, mas temos um Gabriel Martins. Um André Novais. Uma Sabrina Fidalgo, que arrebentou no último Festival de Brasília. Aliás, a última edição do festival foi uma comprovação de como temos, SIM, cineastas negras(os) fabulosos à disposição.

E se houvesse alguma dificuldade para encontrar profissionais negras(os) para preencher a equipe da série (e não deveria haver), bastaria entrar em contato com a Associação das(os) Profissionais do Audiovisual Negro (APAN).Sim, há uma associação! Seria facílimo.

O problema é que em vez de apontar estas questões, abrir o diálogo e dizer “Olha, Antônia Pellegrino, tenho certeza de que se refletir um segundo verá que sua posição foi equivocada. Vamos aproveitar a oportunidade para abrir espaços etc etc etc?”, a discussão já parte pro insulto. E como todo animal, o ser humano é um bicho previsível: acuado, ele ataca de volta. Finca os pés. Eu sei porque já aconteceu comigo algumas vezes: falar algo idiota, alguém chegar me insultando e eu, irritado, insistir ainda mais na posição inicial só de raiva. Por outro lado, sempre que a postura é de diálogo, eu acabo refletindo com mais abertura sobre o que falei/fiz. Praticamente todo mundo é assim. É a natureza humana.A esquerda contemporânea, por outro lado, parece gostar mais de bater nos seus do que na extrema-direita.

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P.S.: Há algum tempo, publicamos um artigo no Cinema em Cena sobre as(os) jovens cineastas negras(os) que vêm surgindo no Cinema pernambucano. É preciso nutrir, estimular, promover essa moçada. https://cinemaemcena.com.br/coluna/ler/2484/jovens-estudantes-negros-abrem-caminhos-no-cinema-em-pernambuco

P.P.S.: Depois que publiquei as considerações acima no Twitter, me chamaram de “senhorzinho da Casagrande”. Comprovando exatamente o que falei sobre como a esquerda adora atacar os seus em vez de dialogar. E olha que eu condenei a contratação de Padilha, defendi a de realizadores negros e até citei caminhos.Honestamente, nem sei por que ainda tento.

“Somos independentes”: a sova moral do promotor paraguaio do caso Ronaldinho em Moro

Por Kiko Nogueira

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O Paraguai é aqui.

Em sua chegada ao Palácio da Justiça em Assunção na terça, dia 10, o promotor Osmar Legal, que cuida do caso Ronaldinho Gaúcho, deu uma sova moral no ministro da Justiça Sergio Moro.

Ele foi questionado sobre as injunções de Moro junto a autoridades paraguaias com relação à prisão do ex-craque e de seu irmão Assis.

“Somos independentes, tanto internamente quanto externamente”, respondeu.

À Folha, declarou que “os dois não sairão até que tragam a informação verdadeira sobre a finalidade dos passaportes falsos”.

“Eles são parte de uma investigação maior que estamos fazendo, que envolve outras pessoas e outros crimes com os quais eles poderiam ter vínculos.”

Ponto.

O ministro do Interior do Paraguai, Euclides Acevedo, relatou que “Moro me escreveu no sábado (dia 7) e perguntou sobre a situação de Ronaldinho”.

“Quis saber se ele e Assis poderiam ser libertados. Respondi que não depende de mim”, contou Acevedo.

“Também perguntou se estão em um local seguro, e respondi que sim. Ele não gostou da prisão de Ronaldinho.”

Acevedo não foi desmentido.

Falta trabalho? Falta festival de punk rock para censurar?

Se o Brasil fosse sério, Sergio Moro estaria explicando agora a preocupação com rematado pilantra, a ponto de interferir em país alheio.

Mas isso aqui é o Paraguai.