A frase do dia

“Uma coisa é Bolsonaro chamar ato para apoiá-lo. É democrático, mesmo que não seja usual. Outra coisa é um evento cujas convocatórias visam constranger e ameaçar os outros Poderes. É proibido ao presidente da República, como se lê no artigo 85 da Constituição”.

Flávio Dino, governador do Maranhão

Nova afronta de Bolsonaro irrita cúpulas do Congresso e do STF

A nova declaração dada pelo presidente Jair Bolsonaro sobre os atos do dia 15 de março, convocado por apoiadores do ex-capitão contra o Congresso Nacional e o Pode Judiciário, incomodou a cúpula da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Daniel Carvalho, Julia Chaib e Bernardo Caram, da Folha de S. Paulo, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Davi Alcolumbre, e do STF, Dias Toffoli, demonstraram irritação a pessoas próximas após a convocação feita pelo presidente em discurso feito durante evento em Boa Vista (RR).

Alcolumbre e Toffoli teriam conversado sobre o assunto e prometido uma declaração mais dura dos dois poderes contra o gesto de confrontamento do chefe do Executivo.

“Não é fácil. Já levei facada no pescoço dentro do meu gabinete. No dia 15 agora tem um movimento de rua espontâneo”, foi o que disse Bolsonaro a apoiadores

Apesar de dizer que o ato não é contra os demais poderes, diversos panfletos circularem com esse teor. “Participem. Não é um movimento contra o congresso, contra o Judiciário, é pró-Brasil”, declarou.

Justiça descobre indício de conexão de Ronaldinho com lavagem de dinheiro e grupo de direita

Por Alexandre Aguiar

Ronaldinho na cadeia – Situação de Ronaldinho e seu irmão Assis, presos ontem por autoridades paraguaias e conduzidos a um presídio, é muito mais complicada do que parece. Vai ao fundo da mistura de ilegalidade e poltica dominante no Paraguai. Segue o fio.

Autoridades paraguaias trabalham com hipótese de que os documentos falsos são apenas parte de um “esquema criminoso” que vai muito além e que incluiria uma “máfia” de falsificadores e delitos de maior gravidade e complexidade que serão investigados por uma unidade especializada.

A principal suspeita é sobre lavagem de dinheiro. A Procuradora-Geral do Ministério Público do Paraguai Sandra Quiñonez trocou de mãos o caso e colocou as investigações de Ronaldinho a cargo do fiscal (promotor) Omar Legal, da unidade de lavagem de dinheiro e especialista no tema.

O promotor Omar Legal pediu à Subsecretaria de Estado e Tributação (Receita) e à Secretaria de Prevenção de Lavagem de Dinheiro informações fiscais sobre diversas pessoas. O requerimento tem como mira central Dalia López, presidente da Fundação Fraternidad Angelical.

Dalia López, suposta empresária, é uma mulher com vastas conexões políticas e tem uma fortuna de origem duvidosa, que já levantava suspeitas no Paraguai. O pedido de informações fiscais inclui seu filho Héctor Manuel D’Ecclesiis, ligado ao deputado paraguaio Freddy D’Ecclessis.

Também constam do pedido de informações fiscais Luis Alberto Gauto, sócio de Dalia em empresas que operam no Aeroporto Silvio Pettirossi de Assunção e dois cidadãos brasileiros até agora não citados e sobre os quais nada se sabe: “Tiago Silva Tristoa e Paula Oliveira Lira” (sic).

As empresas de Dalia López são investigadas já faz meio ano pela Receita paraguaia. Movimentaram 10 milhões de dólares em cinco anos “sem ter capacidade operacional”. Haveria operações fraudulentas de comércio de eletrônicos para evasão, sonegação e lavagem de dinheiro.

Fundação Fraternidade Angelical anunciou ter trazido Ronaldinho para lançar livro e programa de saúde infantil. Tal fundação não tem site, redes sociais ou contato, sendo desconhecida até ter explodido o escândalo. Só se encontrou uma página no Facebook “Ronaldinho en Paraguay”.

Dalia López transitava na elite e até foi fotografada junto ao presidente Marito Abdo. Aportava dinheiro para clubes, organizações e eventos, vendendo-se como filantropa. Participou de vários atos públicos com políticos do Paraguai, onde a corrupção é endêmica.

Dalia, além da fundação, preside a Permanent Oriental Holding S.A., que nos registros oficiais possui diversas atividades, da pecuária a importação de autopeças. O vicepresidente é Luis Alberto Gauto, que também figurou na lista de pessoas que recebeu Ronaldinho no aeroporto.

Dalia tem vínculos muito antigos também com o Partido Colorado (ANR), da direita paraguaia. Seu secretário particular é da poderosa família de políticos colorados, os Vázquez, do ex-deputado Juan José Vázquez e a também parlamentar Perla de Vázquez.

Seu secretário José Luís Vasquez, conhecido como Moreno Váquez, apareceu em rumoroso vídeo de 2017, com pilhas de dinheiro e munição, vestindo uma camisa com o dizer “HC” ou “Honor [honra] Colorado”. No vídeo afirma: “Vamos fazer dólares”. (Com informações do ABC e Última Hora).

Ronaldinho é preso e algemado no Paraguai

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Ronaldinho Gaúcho, 39, e seu irmão Roberto de Assis, 49, chegaram algemados para uma audiência, às 10h deste sábado (7), no Palácio da Justiça, em Assunção (o horário local é o mesmo de Brasília). O promotor Oscar Legal declarou em Assunção que o MP do Paraguai pediu a manutenção da prisão preventiva de Ronaldinho e Assis: “Por que há risco de fuga e o Brasil não extradita seus cidadãos”. A defesa tenta transformar em prisão domiciliar.

As imagens de Ronaldinho algemado chegando à Justiça paraguaia ficam ainda mais constrangedoras pela imagem de certa alienação que ele passa. Cumprimentando as pessoas, sorrindo, como se nada estivesse acontecendo.

A impressão geral é de que ainda falta descobrir muito sobre o caso Ronaldinho. Aparentemente, prevalece um misto de arrogância e certeza de impunidade, como se autógrafos e selfies com fãs pudessem camuflar uma grotesca falsificação de passaporte.

Presos em Assunção, no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho e seu irmão e empresário, Roberto de Assis, passaram a noite de sexta para sábado em uma cela comum bem calorenta. A temperatura era de cerca de 35 ºC, e a única mordomia concedida foi um ventilador usado para refrescar a dupla. Fora isto, nada mais.

Eles ficaram no Grupo Especializado da Polícia Nacional, uma prisão considerada como de segurança máxima. Lá, Ronaldinho e Assis tinham como companhia presos acusados, entre outras coisas, de envolvimento com narcotráfico, políticos e homicídios, apurou o ESPN.com.br.

O ex-jogador de Grêmio, Barcelona, Milan, Atlético-MG e outros clubes e seu irmão deixaram o local na manhã deste sábado. Eles foram levados por agentes da polícia local para o Palácio de Justiça de Assunção, no qual chegaram algemados. No local, tinham uma audiência com a juíza Clara Ruiz Diaz, que determinará se eles continuarão presos ou não pelo uso de documentos falsos.

A dupla pode seguir detida ou pagar um valor de fiança fixado pela juíza e responder ao processo em liberdade. “Aqui no Paraguai, infelizmente, há muito culto às celebridades. Não é como no Brasil, no Chile, em que juízes tomam medidas contra quem for”, afirmou uma fonte ouvida pela reportagem.

Entenda o caso

Entenda o caso Ronaldinho e Assis desembarcaram em Assunção na quarta-feira para participarem de um evento. Os dois foram pegos com documentos aduterados no país e passaram a ser investigados.

Os passaportes haviam sido expedidos em nome de outras duas pessoas e, postoriormente, adulterados.

Além disso, a promotoria acusou outras três pessoas: o empresário Wilmondes Sousa Lira, apontado pela defesa do ex-atleta como responsável pelos documentos falsos, e as paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero, que foram as paraguaias que constavam nos documentos expedidos.

Na quinta-feira, o fiscal Federico Delfino afirmou que Ronaldinho Gaúcho e Assis não seriam presos por entrarem com documentos falsos no Paraguai, tendo apenas que pagarem uma “multa social”. Mas o juiz responsável pelo caso tomou uma decisão totalmente contrária nesta sexta-feira. (Com informações de O Globo e ESPN)

Trivial variado da malta que defendeu o golpe e que hoje finge não ver o caos

“Se não tem panelaço diante da realidade econômica do país tá mais que ‘cuspido e escarrado’ que o que houve em 2015/2016 foi ódio de classe, preconceito contra o PT, misoginia contra a Dilma, egoísmo, perversidade. Esfreguem isso com gosto isso na cara deles”. Kurukulle

“Faltou o concluio da mídia fazendo chamada ao vivo para os raivosos. Datena e companhia mandando os tontos acenderem e apagarem as luzes em seus condomínios de ignorância”. Douglas Boriz

“Coco Bambu, Giraffas e Madero. Quando você come um lugar desses, está financiando o Bolsonarismo. Eu não dou meu dinheiro para quem apoia o fascismo. Se você gosta, sirva-se à vontade”. Fabio Pannunzio

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“Não era só ‘tirar a Dilma’? Mesmo com uma reserva bilionária cambial deixada pelo PT de herança, a Economia brasileira não está dando conta do despreparo explícito de Bolsonaro e de suas medidas fracassadas. Em 2020 o Real foi a moeda mais desvalorizada em relação ao dólar”. José Guimarães

“Sobre o vídeo do Trump Bananeiro convocando e apoiando a manifestação contra o Congresso e o STF só tem uma razão. IMPUNIDADE. Quanto mais IMPUNE Trump Bananeiro vai ficando, mais afrontoso, provocador, irresponsável ele será”. Monica Fortes

“O dono do Madero que é sócio de Luciano Huck apoia o fechamento do Congresso. Aí o que faz Huck? Posta que amigos concordam e discordam e que as diferenças de opinião fazem o mundo plural. Fechar o Congresso visa justamente evitar a pluralidade. Huck só finge não ser fascista”. Maribel Nascimento

Jair vai aos EUA fechar o acordo dos cassinos que o filho começou

Por Luis Nassif, no GGN

Alguém consegue imaginar Jair Bolsonaro envolvido em qualquer tema politico ou econômico que não haja interesse direto do submundo da economia, do qual ele é representante?

A BBC supôs, usando para Bolsonaro a regra que cabe a todo presidente de país sério, que  se iria encontrar com políticos dos EUA, em sua próxima viagem, só poderia ser para tratar de temas de interesse dos políticos. E toca levantar os temas preferenciais de Rick Scott e Marco Rubio, dois dos políticos com os quais Bolsonaro irá se encontrar. Venezuela? Ceticismo climático?

Recentemente publiquei o “Xadrez de como os cassinos financiaram a ultradireita e negociam com os Bolsonaro”, mostrando como o lobby dos cassinos americanos estava entrando no Brasil através do representante comercial dos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, negociando com Sheldon Adelson, o cappo maior dos cassinos de Las Vegas.

Vamos conferir agora que são os políticos que se encontrarão com Bolsonaro.

Rubio já foi candidato a candidato à presidência da República pelo Partido Republicano em 2015. Sua participação em um dos debates foi curiosa.

Jed Bush Jr atacou Donald Trump, acusando-o de ter feito doações para sua campanha para governador porque tinha interesse em aprovar o funcionamento dos cassinos na Flórida. Era uma acusação pesada, da qual outros candidatos poderiam se valer para enfraquecer Trump. Mas Rubio calado, e sua assessoria alegou que ele não quis se envolver porque, afinal, os candidatos citados já estavam despencando nas pesquisas.

The Guardian matou a charada. Ambos, Jed Bush e Rubio, disputavam as doações de campanha de Sheldon Adelson, o bilionário que está tratando com Flávio Bolsonaro a abertura dos cassinos no Brasil. Segundo The Guardian, Rubio conseguiu a maior parte das doações de Adelson por ter defendido grande parte de suas demandas, os cassinos e o lobby de Israel. Adelson estaria preparando uma doação multimilionária para a ONG Conservative Solutions Project, pro-Rubio.

Já Rick Scott foi governador da Florida. 13 dias após ter sido eleito, em 2013, ele estava em Las Vegas se encontrando com Sheldon Adelson. Na volta instruiu sua equipe a trabalhar na legislação do cassino.