Aumenta procura por remédio cubano contra coronavírus

Cuba produziu o medicamento Interferon Alpha 2B, usado pela China para tratar pacientes com coronavírus e que gerou interesse de compra em cerca de 15 países, informaram especialistas médicos da ilha nesta sexta-feira.

É um antiviral que repõe as defesas humanas. “O Interferon é um produto terapêutico, não é uma vacina”, disse Eduardo Martínez, presidente do grupo industrial estatal BioCubaFarma, negando publicações nas redes sociais que informavam que havia uma cura para essa pandemia no país.

Ele lembrou que, segundo a associação farmacêutica chinesa, “entre as propostas (para combater o coronavírus), o primeiro produto de ação antiviral recomendado é o Interferon”, entre trinta opções.

Martínez explicou que, além de Cuba, o medicamento também é fabricado por uma joint venture na China, o que facilitou o tratamento. (…)

Família Bolsonaro faz com a Fox o que já fez com a imprensa brasileira

Glenn Greenwald / Eduardo Bolsonaro em entrevista à Fox

O jornalista norte-americano Glenn Greenwald fez uma análise no Twitter sobre o que aconteceu nesta sexta-feira 13 em relação à cobertura da imprensa no que diz respeito ao resultado do teste de coronavírus de Jair Bolsonaro. A Fox News noticiou a princípio que o teste de Bolsonaro deu positivo para o coronavírus, com base em informações que teriam sido passadas pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. Eduardo negou pouco depois pelo Twitter.

Em seguida, a Fox confrontou a versão do deputado, reafirmando que ele havia dado entrevista à emissora com a versão do teste positivo.

“Tão bizarro o que está acontecendo no Brasil. O movimento Bolsonaro – incluindo seus filhos – está gritando FAKE NEWS! contra repórteres da mídia que noticiaram que o filho de Bolsonaro confirmou que o teste era positivo”, escreveu Glenn no Twitter.

“O problema? O relatório veio da Fox, que eles adoram”, acrescentou o jornalista, resgatando uma declaração de um repórter da Fox, John Roberts, que afirmou: “Depois de contar à Fox que seu pai fez um teste POSITIVO preliminar para coronavírus, Eduardo Bolsonaro agora conta à Fox que o teste foi negativo. Bolsonaro diz que entrou em contato com a Casa Branca”. (Do Brasil247)

Assassinato de jogador do São Paulo continua impune

Por Cosme Rímoli, no R7

Allana e Cristiana. Sem julgamento, elas acusam judicialmente jornalistas

Daniel Correa foi brutalmente assassinado no dia 27 de outubro de 2018. Morreu em São José dos Pinhais, cidade-satélite de Curitiba. Tinha 24 anos. Foram meses de investigações até as acusações finais.

O jogador do São Paulo estava completamente bêbado, com 13,4 decigramas de álcool por litro de sangue, o que o deixava indefeso.

Foi espancado brutalmente. Por quatro homens. Socos, pontapés, pisões na cabeça. Seu rosto sangrava pelo nariz, boca. Os olhos inchados pelos violentíssimos socos. Até que com uma faca de churrasco, o empresário Edison Brittes confessou ter cortado o pescoço de Daniel. Ele queria decapitá-lo.

Não conseguiu, mas o matou com o corte na jugular. Não satisfeito, cortou seu órgão genital e o atirou em cima de uma árvore. Arrastou o cadáver até uma plantação de pinus, espécie de pinheiro, e foi embora.

Edison, Allana e Cristiana. No dia seguinte à morte de Daniel. Risada no shopping

No dia seguinte, Edison, a esposa e a filha foram a um shopping conversar com os autores do crime e testemunhas (acima). Propôs um pacto. Que ninguém falasse à polícia sobre o que havia acontecido.

A filha, Allana, já havia até trocado mensagens com a mãe de Daniel, garantindo que ele havia saído vivo, saudável da sua casa, onde havia começado o massacre do jogador. 

Allana. Influenciadora digital e dona de loja virtual fora da cadeia

Como é público, o jogador foi morto por, na comemoração dos 18 anos de Allana, ter invadido o quarto de Edison. E ter deitado na cama com a esposa Cristiana, que estaria dormindo. Cristiana teria começado a gritar ao perceber Daniel ao seu lado. O que desencadeou o espancamento.

Tudo ficou pior quando o jogador decidiu tirar fotos ao lado de Cristiana, na cama, pouco antes dela acordar. E as mandou no seu grupo de amigos, no whatsapp. Foi o que teria decretado sua morte.

Quando as viu, Edison decidiu que Daniel seria decapitado e castrado. As informações todas são da Polícia Civil do Paraná. Edison, Cristiana, Allana e mais três amigos de Allana, Eduardo, Igor e David, foram presos.

Um ano e cinco meses, depois do brutal assassinato, a justiça brasileira mostra toda sua lentidão. O julgamento ainda não aconteceu. Apenas Edison continua na cadeia.

Daniel pertencia ao São Paulo. Brutal assassinato no Paraná

A sequência de libertação dos acusados é impressionante.

07/08/2019 – Allana Brittes
12/09/2019 – Cristiana Brittes
09/10/2019 – Eduardo Henrique Ribeiro da Silva
09/10/2019 – Ygor King
09/10/2019 – David Willian Vollero

Vale relembrar os crimes que são acusados.

Edison Brittes: homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima; ocultação de cadáver; fraude processual; corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
Cristiana Brittes: homicídio qualificado por motivo torpe; fraude processual; corrupção de adolescente e coações no curso do processo;
Allana Brittes: fraude processual; corrupção de adolescente; coações no curso do processo;
David Willian Vollero: homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima; ocultação de cadáver e fraude processual;
Ygor King: homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima; ocultação de cadáver e fraude processual;
Eduardo Henrique Ribeiro da Silva: homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima; ocultação de cadáver; fraude processual e corrupção de adolescente;
Evellyn Brisola Perusso (amiga de Allana): fraude processual.

Só Edison Brittes, assassino confesso, permanece preso. Mas pedindo liberdade

Além de o julgamento não ter acontecido, a situação se inverteu. Allana foi ontem ao 3º Distrito Policial de Curitiba para registrar Boletim de Ocorrência contra um jornalista. Ele a teria ofendido em um grupo de whatsapp, a  qualificado como ‘vagabunda’.

Ela lembrou que trabalha como influenciadora digital. Tem 87 mil seguidores. No seu Instagram, fez até sorteio de alongamento de unhas. Além disso, abriu a Brittestore, loja virtual que vende roupas. Sua mãe, Cristiana, pivô do assassinato, também procurou a justiça. Para processar mais jornalistas.

Lavrou dois Boletins de Ocorrência. Um por injúria e difamação por ter sido acusada do homicídio de Daniel. E o segundo pela divulgação de uma foto íntima. Cristiana estaria nua em cima de uma moto.

Advogados de Edison Brittes tentaram a liberdade do assassino confesso de Daniel. Não conseguiram. E tiveram de lidar com outro problema. A justiça determinou que Edison pague pensão de R$ 5 mil à filha do jogador assassinado. Até que ela, que tem dois anos, complete 25 anos.

O assassino não pagou por quatro meses. E teve seu carro e sua casa bloqueados pela justiça.

Enquanto isso, o julgamento ainda não foi marcado. Um ano e cinco meses após o bárbaro assassinato.

Assim caminha a justiça neste país…

Rebate falso: Bolsonaro informa que teste deu negativo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) testou negativo para o novo coronavírus (Covid-19), informou o perfil oficial do presidente em uma rede social. O presidente se submeteu a teste na quinta-feira (12) após a constatação de que o secretário especial de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, está infectado.

Fox News confirma: Bolsonaro tem coronavírus

“O filho de Bolsonaro, Eduardo, disse à Fox News que eles estão fazendo mais testes para confirmar o diagnóstico, acrescentando que esperam o segundo conjunto de resultados de testes ainda nesta sexta-feira”, noticiou a Fox News nesta sexta-feira 13.

Pelo Twitter, Eduardo Bolsonaro afirmou, pouco depois, que o teste ainda não foi concluído.

Agora esse vírus leva o farelo…

Covid-19 pode afetar campeonatos

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POR GERSON NOGUEIRA

A pandemia do novo coronavírus mata pessoas, espalha o caos na economia mundial e paralisa eventos de grande porte no mundo todo. Depois da suspensão da temporada da NBA e das rodadas iniciais das Eliminatórias, foi anunciada ontem a paralisação da Taça Libertadores.

A Conmebol suspendeu temporariamente a Libertadores depois que nove dos 10 países da América do Sul adotaram medidas restritivas a jogos de futebol. O único país que permanece permitindo jogos com portões abertos ainda é o Brasil, onde tudo, como se sabe, fica para depois.

Como a confederação costuma ir a reboque de decisões governamentais, preferiu esperar até ontem pelo posicionamento dos países do continente. Até quinta-feira da semana passada, apenas três países da América do Sul tinham adotado restrições a grandes eventos.

Ontem, porém, mais seis países oficializaram medidas de limitação a jogos de futebol. O rápido avanço dos índices de contaminação do Covid-19 deve fazer com que a CBF adote providências parecidas em relação ao Campeonato Brasileiro (todas as divisões), à Copa do Brasil e estaduais.

Os vizinhos agem com mais presteza e antecipação. O governo da Argentina baixou ordem para que todos os jogos da Superliga (campeonato nacional) sejam realizados com portões fechados. Determinou o mesmo procedimento para os grandes eventos esportivos. Postura igual foi adotada no Paraguai, no Equador e na Colômbia.

Já a CBF mantém o critério de esperar pelo Ministério da Saúde. “Existe a compreensão que, até este momento, não há motivo para nenhuma providência especial em relação ao calendário do futebol no país”, justificou a entidade em comunicado de dois dias atrás.

E aqui no Pará? Dirigentes de clubes, FPF e Ministério Público não se manifestam sobre a possibilidade real de adiamento de jogos ou medidas restritivas ao acesso de torcidas aos estádios. Nem mesmo uma reunião de pré-avaliação do cenário foi realizada entre os envolvidos com o Parazão 2020, o que pode levar a providências de afogadilho.

É compreensível que a dupla Re-Pa receie a perda de receita caso os jogos sejam realizados com portões fechados, mas a possibilidade existe e deveria ser analisada. Goiás determinou oficialmente que todos os jogos do campeonato estadual serão disputados com portões fechados.

O fato é que o risco de contaminação ainda é avaliado como “brando” pelo mundo do futebol no Brasil, o que não chega a surpreender, visto que a postura do próprio presidente da República segue essa linha. Nos últimos dias, ele minimizou os riscos à população, avaliando a pandemia como “fantasia da mídia” e “um pequeno problema”.

Com pandemias é desaconselhável postergar providências, principalmente pela mudança rápida de cenário quanto ao registro de casos da doença. O bom senso recomenda a prevenção, tanto sobre os riscos quanto ao possível impacto da doença nas diferentes áreas de atividade. Que o futebol paraense, através de seus gestores, não durma no ponto.

Blindagem para uns, má vontade com outros

O Santos faz campanha 100% na Libertadores e caminha para a classificação à próxima fase do Paulistão, mas o técnico Jesualdo Ferreira segue sob a mira implacável de corneteiros e da mídia paulista. Um tratamento que contrasta com a extrema boa vontade com que todos tratam o Corinthians, de Tiago Nunes, eliminado da Libertadores na primeira fase e capengando nas últimas posições do campeonato estadual. Mais que isso: praticando um futebol horroroso.

O que, afinal, determina blindagem para uns e bombardeio sobre outros? Nunes, ao que parece, ganhou esse habeas corpus preventivo porque o Corinthians como instituição é normalmente preservado pelos grandes veículos da mídia tradicional.

Há um quê de não-me-toques em relação ao clube mosqueteiro, coisa antiga. Com o Peixe, porém, não há trégua. Nem mesmo quando tinha o melhor ataque do mundo – Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. A economia, atrelada ao tamanho da torcida, pode explicar muita coisa dessa histórica desigualdade de tratamento.

Justiça entra em campo em defesa do torcedor

O projeto Esporte com Justiça, do Tribunal de Justiça, vai marcar presença no jogo Remo x Independente, pela 8ª rodada da fase inicial do Campeonato Paraense, amanhã (15h30), no estádio Evandro Almeida. Será a primeira atuação no Baenão. O projeto, de grande relevância para a paz nos estádios, realiza atendimentos a conflitos e inibe delitos em eventos esportivos de massa.  

Em fevereiro, a Coordenadoria dos Juizados Especiais solicitou o cumprimento, por parte de Remo e do PSC, de adequação técnica nos respectivos estádios. A portaria 2.761/2019, do Gabinete da Presidência do TJPA, autoriza atividades do Juizado Itinerante do Torcedor em jogos de grande presença de público nos estádios de Belém, não se restringindo apenas ao Mangueirão, como ocorria desde 2014.

A atuação do Juizado Itinerante no Baenão foi assegurada pela diretoria do Remo em reunião realizada no TJPA, no último dia 6 de março. O Baenão foi dado como apto para receber a unidade do Juizado do Torcedor depois de inspeção das secretarias de Engenharia e Informática do TJPA em fevereiro. Amanhã, a equipe será integrada por servidores do Juizado Especial Itinerante, coordenados pelo juiz Márcio Bittencourt.

O plantão é feito antes, durante e depois da partida, para atendimento das demandas. Entre as mais corriqueiras, estão queixas quanto ao preço de ingressos vendidos por cambistas e brigas entre gangues de torcedores.

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 13)

Coronavírus, coitado, leva a culpa pelo fim da “Marcha de Itararé”

Por Fernando Brito

Daqui a pouco Jair Bolsonaro, não sei se sem ou com a fantasia de uma máscara antivírus (que, na sua live de Facebook foi um erro da produção, porque é um modelo errado não é N95, que dá proteção eficaz) entra em rede nacional de rádio e TV para “desconvocar” a manifestação que não estava convocando.

A “Marcha de Itararé”, que foi usada por duas semanas para pressionar o Congresso e o Supremo, com a ameaça atropelá-los tinha, desde o início, o destino de ter esta morte antecipada, com a desculpa do coronavírus.

Este blog vem afirmando isso desde o fevereiro.

Qualquer um percebe que a flama bolsonarista murchou muito e permanece apenas nos gravemente contaminados pelo ódio.

Tanto não funcionou que teve uma pesada derrota ontem, com a derrubada do veto à ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), uma pauta que não lhe deixou muito espaço para vociferar contra os parlamentares.

O que não se esperava é que os fatos ajudassem e ocorressem situações concretas, como o do sujeito que aparelha a Secretaria de Comunicação do Presidente ter testado positivo pelo vírus e, dadas as horas e intimidades em hotel e no avião, poder ter passado o patógeno ao próprio Bolsonaro.

Assim, o presidente fica poupado de ter de exibir a musculatura política que não tem.

E dá ao Brasil dois acontecimentos inéditos na República: uma “manifestação espontânea” convocada por ele dentro e uma quartel da Força Aérea e “desconvocada” em rede nacional de televisão.

O ato acabou porque nunca foi para valer.