Mês: março 2020
Doria: presidente não pode governar só para “bolsominions”
Em agenda em Brasília nesta terça (10), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou o estilo de governar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e defendeu a busca por diálogo para atingir a recuperação econômica.
“Ele [o presidente] tem que respeitar os votos que recebeu e os votos que não recebeu. Ele tem que governar para todos os brasileiros e não apenas para os seus seguidores, para os que votaram, ou os que são seguidores como bolsominions, ou entusiastas do presidente Bolsonaro. É preciso governar para todos os brasileiros. Esse é o sentimento que move uma democracia. Você não pode governar só para aqueles que você gosta, ou aqueles que gostam de você, governe para todos”, disse Doria.

“Você também não governa através de manifestações, seja via imprensa ou seja via Whatsapp”, completou o governador após encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Para baixar a temperatura e diminuir as chances de um rompimento democrático, Doria acredita que são necessárias manifestações dos três poderes. “Nós temos poderes legitimados, bem constituídos e bem consolidados. A democracia no Brasil está sólida, mas ela não pode sofrer agressões e nem ameaças por parte do presidente da República”.
Segundo ele, a situação de instabilidade que o país atravessa afeta a economia nacional, os investimentos externos, dificulta a entrada de capitais no Brasil, impede a geração de empregos e a confiabilidade internacional ao Brasil. “Portanto, presidente Bolsonaro, vamos ao diálogo, ao entendimento e ao respeito pela democracia”, conclamou Doria.
Na campanha de 2018, Doria incentivou o movimento “bolsodoria”, que pregava voto combinado em Jair Bolsonaro para a Presidência da República e em Doria para o governo de São Paulo. Recentemente, os dois trocaram farpas pela mídia e romperam politicamente. Os dois têm planos de concorrer a presidente em 2022 em lados opostos.
Na ONU, mais de 80 entidades pedem apoio internacional contra Bolsonaro
Da coluna de Jamil Chade no UOL:
A Ordem dos Advogados do Brasil, Instituto Vladimir Herzog, Amazon Watch, Instituto Ethos, Artigo 19, Conselho Indigenista Missionário, Society for Threatened Peoples, Conectas e mais 80 organizações nacionais e estrangeiras se unem num ato raro para pedir que a comunidade internacional pressione o governo brasileiro diante do desmonte dos mecanismos de proteção aos direitos humanos no primeiro ano da presidência de Jair Bolsonaro.
Numa denúncia apresentada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, as entidades afirmam que o Brasil vive “graves ataques” que “corroem o estado de direito e a democracia no País”. “Chamamos a comunidade internacional a dar urgente atenção e a desenvolver ações incisivas ante esse grave quadro de direitos humanos no Brasil”, pediram.
“A situação de direitos humanos no Brasil deteriorou drasticamente no primeiro ano do governo Bolsonaro”, declarou o grupo em um texto lido pelo jurista Paulo Lugon Arantes.
“Consolidou-se a aversão ao ativismo, com a extinção e enfraquecimento de mais de 50 órgãos de participação social fechando ainda mais o espaço da sociedade civil”, denunciou.
Os motivos misteriosos por trás do interesse de Moro no caso Ronaldinho
Por Malu Aires, no Facebook
Os irmãos Assis já são velhos conhecidos de trambiques, evasão de divisas, fraudes fiscais maquiadas de filantropia e essas maravilhas que só craques da bola fazem e nunca pagam pelos crimes.
Por isso, a “paixão nacional”. Apaixonados, os brasileiros nem percebem que, a cada lance e drible, são feitos de IDIOTAS. Cada passe milionários de clube a clube, é equivalente a milhões de dólares em lavagem de dinheiro do crime organizado.
Novidade? Nenhuma. Mas a paixão é cega.
Pois bem.
Os irmãos pilantras foram ao Paraguai onde abririam nova ONG de fachada. Mandaram fazer documentos falsos pra abertura da ONG fantasma. Marcaram encontro com a quadrilha especializada, num hotel de luxo ligado a um cassino (onde malas de dinheiro entram e saem). Foram recepcionados por uma agente pilantra que encomendou até evento de fachada, com crianças paraguaias, pra disfarçar o movimento.
Já estava tudo armado. O trio abriria uma “fundação” no Paraguai, para LAVAR DINHEIRO. Usando a pilantropia como disfarce, clubes, TVs (fábrica de ídolos de araque) e credenciais do governo brasileiro (Ronaldinho é embaixador do esporte, caso perguntem o que ele tanto conversa com o Bolso).
A quadrilha especializada em lavagem de dinheiro, opera com um cassino (Il Palazzo) de um brasileiro (Nelson Luiz Belotti dos Santos), lavador de dinheiro conhecido do seu Moro, desde Banestado, passando por Farsa Jato. O dinheiro entra no cassino, vira “sorte” no jogo e sai limpo – truque velhíssimo que ninguém contesta (muito menos seu Moro).
Moro quis acompanhar o caso dos pilantras que apoiam o traste que todos os pilantras ajudaram a eleger (inclusive, o traste anda falando de cassinos, no Brasil). Seu interesse, na certa, é saber até onde essa história vai respingar na sua cara (de paisagem), com doleiros e lavagem de dinheiro, desde tenra idade no crime da super-toga.
Então, meus queridos, aquelas cenas dum craque se fodendo com algemas, não é só sobre falsificação de documentos. É sobre lavagem de dinheiro, crime organizado, golpe financeiro, uso de filantropia pra bandidagem milionária e participação de “empresários” na evasão de divisas.
Agora é torcer pelo Paraguai, para que a justiça de lá faça 7×0 no time de golpistas brasileiros. E que os irmãos pilantras padrão Fifa, depois desse péssimo lance, passem a bola pra gente descobrir quem é o juiz Moro na história dos crimes de lavagem de dinheiro no Brasil.
Ué, o que Moro tem a ver com isso?
Desde que vestiu a toga, o juiz malandro operou numa Vara que atende aos crimes da tríplice fronteira. Em todas as investigações sobre crimes financeiros, passando dinheiro (através de doleiros) pelo Paraguai, Moro atuou nos casos, embaralhando toda a investigação e mantendo os peixes graúdos longe dos holofotes e da justiça.
Moro foi chamado por Bolsonaro, por sua maior especialidade: lavagem de dinheiro.
Isso não é um governo. É crime organizado.
Milicianos vão a júri popular pelo assassinato de Marielle e Anderson

Às vésperas de completar dois anos do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista Anderson gomes, assassinados no dia 14 de março de 2018, a Justiça do Rio de Janeiro decidiu que Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz serão julgados pelo júri popular pelos crimes.
“O embate entre a tese ministerial (do Ministério Público) e as defensivas deve ser decidido pelo Tribunal Popular”, escreveu o juiz Gustavo Gomes Kalil, da Justiça do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (10).
O advogado de defesa de Élcio de Queiroz, Henrique Telles, afirmou que que devem recorrer da decisão. “Eu e o meu grupo de advogados, estamos analisando, examinando [a sentença]. A nossa contrariedade é com a pronúncia. Não há prova contra o meu cliente”, afirmou o advogado.
A informação é do G1.
Galeria do rock
Wings e Paul McCartney em turnê pela Europa, idos de 1980. Rock’n’roll sobre rodas e asas.
O que diziam as pesquisas em 2018?
O manso
Moro paga mico internacional ao pedir soltura de Ronaldinho

Segundo informações do ministro do Interior do Paraguai, Euclides Acevedo, Moro entrou em contato no dia 7 de março para perguntar se Ronaldinho e seu irmão, Assis, “poderiam ser libertados”. “Respondi que não depende de mim”, rebateu o paraguaio.
“Falo seguidamente com o ministro Moro, temos muitos convênios. Ele me escreveu no sábado (7) e perguntou sobre a situação de Ronaldinho. Quis saber se ele e Assis poderiam ser libertados, e respondi que não depende de mim. (Moro) também perguntou se estão em um local seguro, e respondi que sim. Ele não gostou da prisão de Ronaldinho”, contou Acevedo ao canal C9N.
O jogador e o irmão seguem presos na Agrupación Especializada da Polícia Nacional, desde que foram pegos tentando entrar no país com documentos falsos. O advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho, conselheiro da Human Rights Watch, avaliou que Moro passou vergonha.
“Inacreditável. De paladino da justiça, de juiz ‘exemplo’ no combate à corrupção, de magistrado rápido e imparcial, para ministro que perdoa caixa 2 e usa o cargo para ajudar os amigos presos. VERGONHA!”, escreveu no Twitter.
Internet reage: fraude em 2018 foi contra a candidatura Lula

Em resposta à mais uma teoria da conspiração lançada por Jair Bolsonaro, que disse que venceu as eleições de 2018 no primeiro turno, mas que o pleito foi fraudado, internautas levantaram a hashtag #EraLulaNo1Turno e desafiam o presidente a mostrar quem realmente fraudou as eleições.
“#EraLulaNo1Turno Avisa ao Bolsonaro que quem fraudou as eleições foi o ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da justiça. Foi o TSE ao mudar o “entendimento” de sub judice para impedir a candidatura do Lula”, tuitou Tulipa Lula.
“A única fraude que houve foi “vc prende ele e eu te dou o cargo de ministro, Moro. Talkey?#EraLulaNo1Turno #EraLulaNo1Turno”, escreveu Alexandre Reis.
“Na verdade, era #EraLulaNo1Turno! Mas Moro, com um olho no atual ministério que ocupa, foi mais rápido. É assim que age a corja que faz campanha com fake news, falta debates, prende sem provas e julga com parcialidade. Eles mesmos são uma fraude!”, tuitou o deputado José Guimarães (PT-CE), vice-presidente da sigla.
Mentir sobre fraude eleitoral é crime que pode levar a impeachment
Por Kennedy Alencar
O presidente Jair Bolsonaro mente ao dizer que houve fraude no primeiro turno da eleição presidencial de 2018, alegando ter vencido já na etapa inicial. O sistema de votação e apuração no Brasil é seguro, algo comprovado em diversas eleições pós-redemocratização desde a adoção da urna eletrônica.
Mentiroso e irresponsável, Bolsonaro tem o método de criar fatos diversionistas em momentos de dificuldade e crise. Em discurso em Miami, ele falou que tinha provas da fraude, mas não as apresentou.
Ora, deveria tê-las apresentado na hora, junto com a comprovação de um empréstimo que diz ter feito a Fabrício Queiroz, miliciano e ex-braço-direito da família Bolsonaro. Até hoje, Bolsonaro não apresentou prova disso. Xingou o repórter que perguntou.
Um presidente da República não pode agir como Bolsonaro. Muitos ainda pedem que ele se comporte com responsabilidade, mas é algo impossível, porque ele nunca agiu assim.
Bolsonaro defende torturadores. Sempre os defendeu. Ataca a democracia. Sempre a atacou. Já cometeu inúmeros crimes de responsabilidade, mas essa última fala é preocupante porque se trata de preparação para um golpe. Desacreditar o processo eleitoral é uma estratégia para dizer que não é preciso realizar eleições. Se ele perder em 2022, usará a cartada da fraude eleitoral.
Bolsonaro mente e comete mais um crime de responsabilidade. Já passou da hora de responder a um processo de impeachment no Congresso. Autoritário e despreparado, ele é uma ameaça à democracia no Brasil. Bolsonaro aprofundará as crises econômica e do coronavírus.
O Congresso Nacional e a Justiça Eleitoral precisam reagir a essa acusação mentirosa do presidente da República. Até a manhã de hoje, a reação foi insignificante. O ministro da Justiça, Sergio Moro, anda caladinho. O procurador-geral da República, Augusto Aras, também não faz nada.
Se não der início a um processo de impeachment, haverá omissão do Congresso Nacional, porque Bolsonaro já deu muito mais motivos do que os apresentados contra Dilma Rousseff no impedimento tabajara de 2016. Fraude eleitoral em 2018 foi o uso intensivo do WhatsApp para disparar fake news.
Bolsonaro, Moro, Guedes e cia. tem um projeto de distopia para o Brasil.
Ataque ao sistema eleitoral, sem provas, é indício de flerte com regime de exceção

A jornalista Maria Cristina Fernandes chama atenção, em artigo no Valor desta terça (10), sobre a hipótese, agora legitimada, de que Jair Bolsonaro não entregue o cargo de presidente em 2022, caso perca a reeleição. Segundo ela, a hipótese decorre do fato de que Bolsonaro não cansa de questionar a lisura do sistema eleitoral no Brasil. Começou ainda em 2018, antes e depois de ser eleito. E segue, em plena crise econômica de 2020, atacando diretamente a Justiça Eleitoral, que referendou sua vitória no segundo turno.
Na noite de segunda (9), Bolsonaro afirmou, perante a imprensa internacional, que tem “provas” de que houve “fraude eleitoral” em 2018. Ele afirma que, em sua visão, foi eleito no primeiro turno.
São três coisas: Bolsonaro dá mais um motivo para que os movimentos de direita que vão às ruas em 15 de março possam melindrar as instituições brasileira; tenta fugir da responsabilidade sobre a crise, já que não tem proposta além das reformas que engatinham, e “dá todos os motivos para se desconfiar de que flerta com um regime de exceção.”
“Com a provocação, Bolsonaro não apenas dissemina a desconfiança nas instituições, mote da manifestação de domingo, como legitima a hipótese de, se derrotado na sucessão de 2022, pode não entregar o cargo”, escreveu a jornalista.