Festival faz surgir supergrupo com músicos do Guns, Pearl Jam, Red Hot e Foo Fighters

O guitarrista Mike McCready, do Pearl Jam, promoveu um festival de música chamado “Peak To Sky”, no último fim de semana, em Big Sky, Montana, Estados Unidos. Entre diversas atrações, o evento contou com uma animada super jam reunindo astros de algumas bandas conhecidas.

Mike McCready reuniu, no palco, os músicos Duff McKagan (baixista do Guns N’ Roses), Chad Smith e Josh Klinghoffer (respectivamente baterista e guitarrista do Red Hot Chili Peppers), Taylor Hawkins (baterista do Foo Fighters) e Brandi Carlile.

O supergrupo apresentou versões inspiradas para clássicos do rock, como “Moby Dick”, “Good Times, Bad Times” e “Dazed And Confused” (todas do Led Zeppelin), “Sweet Emotion” (Aerosmith), “Purple Rain” (Prince), “Under Pressure” (Queen e Bowie), entre outros.

O goleador ainda não chegou

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POR GERSON NOGUEIRA

Desde que o ataque parou de funcionar, o Remo mergulho numa fase negativa na Série C. Sem os gols, o time sofre para obter empates e não consegue reverter a situação quando o placar é desfavorável. Foi assim contra S. José e PSC, as duas derrotas azulinas na competição, marcadas pela incapacidade de mudar a cara do jogo diante do mau resultado.

O curioso é que o sistema de jogo desenvolvido pelo Remo exigia a presença de um atacante de referência na área. O jogador foi contratado, mas a carência persiste, o goleador ainda não chegou. Marcão Assis veio para assumir a camisa 9. Não entrou de cara contra PSC e Boa Esporte, mas foi lançado contra o Juventude.

Para quem esperava uma nova atitude por parte do setor ofensivo, o cenário mostrou-se ainda mais frustrante. Ao longo da partida, apesar da insistência em fazer a bola chegar até a área, o Remo não conseguiu produzir jogadas que se enquadrassem no estilo do centroavante.

Marcão não é um centroavante-raiz, do tipo que briga fisicamente com as defesas inimigas. Alto e magro, adapta-se mais ao jogo rápido de infiltrações e passes dentro da área. Talvez venha a se sentir à vontade no esquema que Márcio Fernandes utiliza, mas, para isso, o Remo precisará utilizar jogadores que saibam integrar Marcão ao jogo na área.

Carlos Alberto e Guilherme Garré têm estilos que contemplam esse perfil. São habilidosos, rápidos e sabem fazer o chamado facão, cortando caminho em direção à área. Carlos Alberto era quem mais podia ter ajudado Marcão no jogo de sábado, mas foi substituído (por Emerson) no intervalo, em nome de uma presença mais robusta na linha ofensiva.

Ao acrescentar força ao ataque, o técnico tirou a opção da leveza e das jogadas de habilidade, que poderiam favorecer Marcão. Por ora, sua presença pouco acrescentou ao time. Se as jogadas não fluírem, dificilmente ele será o goleador esperado pela torcida.

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Papão faz opção preferencial pelo Mangueirão

No Bola na Torre de domingo, Guilherme Guerreiro informou que o PSC decidiu que a partir do jogo com o Volta Redonda, no dia 22 deste mês, voltará a mandar suas partidas no estádio Jornalista Edgar Proença. Razões de natureza técnica e anímica levaram a essa decisão.

Os jogos na Curuzu não têm cumprido a finalidade de atrair mais público e ainda geram ocorrências lesivas ao clube quando os resultados são desfavoráveis, com a torcida atirando objetos e protestando agressivamente.

No aspecto técnico, a mais recente atuação do time no Mangueirão resultou em empate diante do Luverdense, significando que em qualquer campo a qualidade do futebol é que poderá fazer a diferença.

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Uma guerreira de verdade jamais se curva

A simpatia que jogadores de futebol costumam demonstrar por autoridades e chefes de governo é um dos aspectos mais reveladores do baixo nível de politização, educação e consciência do universo boleiro masculino. Não é só no Brasil. Verifica-se a constrangedora ocorrência de salamaleques e babação de ovo em quase todos os países. Sócrates e Cantona são exceções que confirmam a regra. Só isso já serviria para colocar em evidência um saudável exemplo que vem da América – e do futebol feminino.

No Mundial encerrado no domingo, em Lyon, na França, a campeã e melhor jogador do torneio, Megan Rapinoe, ergueu a taça, vibrou muito com a torcida e as companheiras. Nenhuma palavra ou gesto de simpatia ou subserviência em relação ao poder político, ao chamado stablishment. Megan, aliás, avisou que não iria à Casa Branca em caso de triunfo.

Sempre focada na defesa de causas sociais, comportamentais e das minorias, Megan não canta o hino americano antes dos jogos. Não é raivinha besta. Faz isso para não misturar as estações e por se considerar uma militante em tempo integral. Homossexual assumida, seu discurso é pelos despossuídos e pelos que não têm posição política dominante. No Brasil de hoje seria execrada pelos bárbaros.

Já chamou Donald Trump de sexista, burro, misógino e racista. Foi censurada por ele, que resolveu misturar alhos com bugalhos, alegando que ela desrespeitava a pátria americana. Megan se manteve firme. Ao ganhar o tetra mundial, deixou claro que não se curvaria às diatribes do presidente. “Ele representa o oposto de tudo o que eu penso”, disse.

Palavras corajosas que o mundo masculino do futebol ainda não consegue pronunciar quando a situação exige. Antes da entrega das premiações aos campeões na França pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, a torcida começou a cantar “equal pay” (salários iguais), espécie de mantra repetido por Megan nos últimos anos, criticando a defasagem de ganhos entre homens e mulheres no futebol americano.

Na Copa, a reivindicação se estendeu à diferença de premiação às seleções – R$ 400 milhões na Copa masculina e R$ 30 milhões na feminina. Pedra no sapato dos poderes que controlam o futebol, Megan terá seu papel devidamente reconhecido quando as mudanças se confirmarem daqui a algum tempo.

Que mulher!

(Coluna publicada no Bola desta terça-feira, 09)

Deputada se manifesta contra censura ao III Facada Fest

A deputada Marinor Brito (PSOL), presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, manifestou, nesta segunda-feira (8), através de nota pública, seu protesto pela não liberação pela Polícia Civil da realização do III Facada Fest.
A deputada pediu respeito às manifestações culturais e para que a liberdade de expressão seja observada e garantida em nosso Estado.

“Os órgãos de segurança do Estado responsáveis não liberaram as licenças para a realização do evento, que estava confirmado para ser realizado no sábado (06).
Desde o lançamento do material publicitário, causou polêmica e chamou a atenção com várias manifestações nas redes sociais. O cartaz mostrava um palhaço com uma faixa presidencial, com um lápis que atravessava seu corpo. Para existir enquanto arte, a liberdade de criação e democracia devem sempre prevalecer. É isso que defendemos.
É verdade que o país vive uma crise com o enfraquecimento da democracia (Golpe, 2016). No campo das artes, tenta se estabelecer uma ‘nova ordem’ obscurantista, preconceituosa e antidemocrática.
É essa a essência de que criticou o cartaz do 3ª FacadaFest. A arte existe para a contestação da ordem estabelecida, na busca da transformação dos valores da sociedade, proporcionando novos rumos e embates na cena cultural contemporânea, multifacetada, híbrida e democrática.
A crítica preconceituosa, autoritária e o impedimento violento da realização do 3ªFacadaFest precisa ser apurado, pois contraria a lei, o estado democrático e a liberdade de expressão e pensamento”, diz a nota da deputada.

Sergio Moro aposta no vale-tudo

Por Denise Assis, para o Jornalistas pela Democracia

Como já foi veiculado, entre os dias 15 e 19 deste mês o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, estará de licença não remunerada para resolver problemas particulares. Tais problemas não foram especificados, posto que são de ordem particular, mas a julgar pelo nível de tensão que se estabeleceu depois dos últimos vazamentos feitos pelo jornal Folha de São Paulo, no final de semana, é possível que o ex-juiz tenha ido acalmar os nervos com algum “tarja preta”.

Afinal, desta vez, além de transgredir os incisos II e IV do artigo 145, do Código de Processo Civil e inciso IV do artigo 254 do Código de Processo Penal (ambos referentes à suspeição do juiz quanto à parcialidade dos seus atos) – haja vista ter o magistrado aconselhado uma das partes do processo, e conduzido a investigação, indicando o seu interesse pessoal no desfecho –, ainda somou a isto o crime de lesa-pátria, ao enviar documentação de maneira “informal” à Venezuela.  

E, o que mais grave, mostrou ser reincidente, ao transferir ao presidente Bolsonaro conteúdo de processo que corre em segredo de Justiça sobre crimes cometidos por seu partido, o PSL. Sergio Moro deixou muito claro não hesitar em obstruir a Justiça – a mesma sob sua responsabilidade – e apostar no “vale tudo”.

Agora, de “férias”, só falta pegar um jatinho e, tal como o personagem da novela que levou este nome (Vale Tudo), dar uma banana ao povo brasileiro, rumo ao exterior.  Não foram poucos os juristas que já se pronunciaram sobre a conduta do ex-juiz, apontando-a como “criminosa”. Desafiando todos os técnicos e especialistas, ele insiste em negar a autenticidade dos documentos e escapar com evasivas, embora em atitude ambígua, quando diz não ver nada demais no que foi dito. (Foi dito, ou não foi dito, seu juiz???).

Diante do cerco que se fechava em torno do ex-juiz, o presidente Bolsonaro, que até então se negava a falar do assunto, na semana que passou saiu-se com aquela: “o povo vai dizer se nós estamos certos ou não”, como se estivéssemos na antiguidade, quando as decisões eram tomadas à base do polegar. Exposto ao teste, a megalomania de Bolsonaro não o permitiu perceber que a estrondosa vaia que eclodiu no Maracanã na decisão entre Brasil X Peru, não foi apenas para Sergio Moro, mas para ambos. A vaia foi destinada ao seu governo, ao conjunto da obra. E, tudo leva a crer, considerou ter prevalecido a reprovação, pois a tal licença não ficou bem explicada, na nota emitida pelo ministério. Seria um tchau? Faz até lembrar aquela canção: “Será que Cristina volta?/ Será que fica por lá…”

Certo é que o presidente precisa entender o funcionamento da democracia e do país que governa. Nesse modelo o povo se pronuncia nas urnas. Daí por diante, prevalecem as instituições. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são os pilares desse sistema. Quando um juiz resolve peitar este último e fazer as leis a seu modo, caímos naquele caso “estabelecido” por Moro no auge da Lava-Jato: “Momentos excepcionais exigem medidas excepcionais”. Tá certo isto, Arnaldo? Claro que não. Moro precisa urgentemente ser enquadrado e responder por seus crimes, como qualquer cidadão.

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CBF confirma Juninho Paulista para o lugar de Edu Gaspar

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Campeão do Mundo em 2002 e da Copa das Confederações em 1997, o ex-jogador Juninho Paulista é o novo coordenador da Seleção Brasileira Masculina Principal. Ele assume o cargo após iniciar sua passagem na gestão da CBF como diretor de Desenvolvimento do Futebol, departamento que passou a fazer parte da estrutura organizacional a partir da posse do presidente Rogério Caboclo. Juninho entra no posto que estava sendo ocupado por Edu Gaspar desde o dia 20 de junho de 2016.

Na despedida da Seleção Brasileira, Edu liderou o planejamento e cuidou de todos os passos do projeto que resultou no título da Copa América 2019, troféu que não conquistávamos há 12 anos.

Houve pressa da cúpula da CBF para fechar com Juninho porque haverá uma viagem para a Suíça para discutir a organização do Mundial sub-17 que terá sede no Brasil. Ou seja, o presidente da confederação não estará no país e queria deixar o negócio resolvido. A última barreira era a aprovação de Tite. Edu Gaspar sai para assumir função no Arsenal, mas já não era bem avaliado na CBF.

Desde o Mundial da Rússia-2018, tem sofrido desgaste pela forma como lida com questões internas como o trato com jogadores. Sua declaração sobre Neymar após o Mundial – disse que era muito difícil ser Neymar – foi considerada inapropriada em uma derrota. A escolha de Juninho, apesar da suposta concordância de Tite, rompe com a chamada “era corintiana” que dominava a comissão técnica da Seleção Brasileira.

Juninho foi nomeado diretor da área de desenvolvimento quando o presidente Rogério Caboclo tomou posse, em abril. Ele se desligou do Ituano, clube em qual foi gestor do futebol nos últimos 10 anos. Para a CBF, ele tem o perfil desejado pela instituição para o cargo de coordenador: experiência como jogador – também na Seleção – e dirigente.

No último domingo, o dirigente acompanhou a final da Copa América no camarote da CBF, no Maracanã, e esteve na festa do título realizada no Copacabana Palace. Juninho tem bom trânsito com Caboclo, além de entrosamento com Branco, atual coordenador das categorias de base.

Uma das primeiras missões no novo cargo será participar da definição dos amistosos de outubro e novembro, provavelmente na Ásia e no Oriente Médio. Em setembro, Edu Gaspar deixou fechados acordos para a Seleção enfrentar a Colômbia, dia 6, em Miami, e o Peru, dia 10, em Los Angeles.

Por dívida com a Fazenda, sede do Leão vai a leilão judicial

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O Remo terá que contestar judicialmente a decisão que coloca em leilão o terreno onde se localiza a sede social do clube, na avenida Nazaré. Pela programação da Justiça, o leilão está previsto para os próximos dias e o valor do imóvel está fixado para o leilão em R$ 15 milhões.

A exequente é a Fazenda Nacional e o fiel depositário é Raimundo Ribeiro Filho, durante cuja gestão foi consignada a dívida fazendária. A primeira data que consta do mandado de intimação é 17 de julho, às 10h. A segunda data do leilão, caso haja necessidade, é 31 de julho, às 10h.

A diretoria do Remo, comunicada oficialmente, se movimenta agora para entrar com recurso na Justiça que permita sustar o leilão da sede social.

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Papa Francisco ganha camiseta #LulaLivre

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O Papa Francisco recebeu nesta segunda-feira, 8, uma camiseta em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A entrega da camiseta foi divulgada pelo perfil do ex-presidente Lula no Twitter, sem muitas informações.

O Papa Francisco já deu várias manifestações contrárias à prisão política do ex-presidente Lula. Em maio deste ano, Francisco escreveu uma carta a Lula em que diz orar por ele e pede que o e-presidente ‘não deixe de rezar por mim’. O Papa Francisco lamenta ainda “as duras provas que o senhor viveu ultimamente” e cita a morte de dona Marisa, do irmão de Lula, Genival Inácio, e do neto dele, Arthur.