












Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!
(Mário Quintana)
“Nunca acredite numa só fonte. Procure se informar lendo, relendo, pesquisando a informação produzida por vários veículos, blogs e plataformas. E tente entender a motivação de cada um. Não pense que é fácil encontrar a isenção. Siga o dinheiro e saberá a que senhor cada um serve”.
Sidney Rezende, jornalista

A eliminação do Brasil em partida contra a Bélgica na última sexta-feira (06) afastou o interesse de parte dos telespectadores para os jogos seguintes da Copa do Mundo. A queda foi de até 36% comparando os resultados deste sábado (07) com o passado (30/06).
Neste sábado, por exemplo, tanto Suécia x Inglaterra como Rússia x Croácia, exibidos às 11h e 15h, respectivamente, não empolgaram no Ibope apesar de terem registrado índices acima do que a Globo alcançaria com sua grade normal.
Com Suécia x Inglaterra, entre 11h e 12h52, a média foi de 16,6 pontos. SBT e Record TV tiveram 6,9 e 2,6 pontos, respectivamente.
O canal de Silvio Santos não foi impactado, mas a Record TV, com a exibição do “Esporte Fantástico”, segue sendo prejudicada. Em relação à semana passada, a queda é de 36%. Com França x Argentina, a Globo havia marcado 26 pontos de média.

Por Charles Alcantara, no Facebook
É ingenuidade acreditar que Moro detém o poder. Moro serve a quem tem poder, e será protegido enquanto servir.
É ingenuidade (de muitos) e má fé (da maioria) acreditar que a atuação de Moro é contra a corrupção. Moro está cercado de gente corrupta, e é com essa gente que se refestela em eventos e rega-bofes.
Deixaram esse moço agir sem qualquer limite.
Concederam-lhe licença para agir fora-da-lei.
Esquentaram-lhe as costas a tal ponto, que passou do ponto. Eis aí o couro do moço a exalar odor de queimado.
Os reais detentores do poder não costumam cativar os que não lhes têm mais serventia, e esse moço já começa a não servir mais.
Teresa Cruvinel, no Jornal do Brasil, faz outra boa análise do imbroglio judicial de ontem e de suas consequências. E com o diagnóstico que parece unânime, salvo nos repletos de ódio insano: sem poder fazer campanha, Lula cresce com o episódio, no qual se mostra explicitamente que vale tudo para mantê-lo preso.

Por Teresa Cruvinel, no JB
As praças se encheram de pessoas esperando por Lula Livre e a noite caiu sem que a ordem de soltura do desembargador Rogério Favreto fosse cumprida. Uma sequência de atos impróprios e mesmo ilegais postergaram a soltura até que se encontrasse a solução para manter Lula preso, mandando às favas os escrúpulos em relação ao Estado de Direito, como fizeram os que assinaram o AI-5. Solto, mesmo não podendo ser candidato, Lula mudaria completamente a dinâmica da disputa presidencial. Por isso valeu tudo ontem para mantê-lo preso.
O longo domingo terminou com o presidente do TRF-4, Thompson Flores, decidindo que o desembargador de plantão não tinha autoridade para conceder habeas corpus a Lula, e dando razão a Gebran Neto, que desautorizara a soltura. Este capítulo inesperado da saga de Lula – que em nenhum momento acreditou que seria liberado – terá suas consequências, e a mais óbvia delas será o aumento da percepção de que há parcialidade da Justiça contra Lula. E isso terá seus efeitos eleitorais.
O juiz Sérgio Moro será novamente denunciado ao Conselho Nacional de Justiça, agora por desobediência à Justiça e quebra da hierarquia. Por outros abusos, nunca foi molestado. Nove entre dez juristas, do porte de um Lênio Streck, sustentaram ontem que um juiz em férias não pode se imiscuir em procedimentos judiciais. E muito menos, determinando à PF que descumprisse a ordem de um desembargador que lhe é superior, violando a hierarquia. Foi com absoluta naturalidade, como se isso não fosse escandalosamente ilegal, que policiais federais informaram os deputados petistas autores do pedido de habeas corpus – Paulo Pimenta, Paulo Teixeira e Wadih Damous – que o juiz havia ligado de Lisboa desautorizando a soltura.
E quem foi que avisou Moro em Lisboa? Pimenta soube que foi o delegado-chefe, Roberval Ricalvi. Só numa republiqueta um delegado federal, ao invés de cumprir uma ordem judicial, vai atrás do juiz que condenou o réu, pedindo sua autorização. Depois da ordem telefônica, Moro tascou um despacho contrário à soltura, embora estando de férias. Esta sua disposição para sujar a toga na caça a Lula foi maior que na condução coercitiva e que na divulgação de grampos ilegais para impedir que Lula fosse nomeado ministro, e com isso seus processos fossem transferidos para o STF. Difícil de prever com que rigor o CNJ examinará o caso, agora que o Judiciário perdeu completamente a racionalidade.

A ordem de Moro era ilegal e discutível, e por isso a PF seguiu protelando a soltura até que viesse solução mais consistente. E veio a manifestação do desembargador Gebran Neto, alegando o fato de ter sido relator do processo de Lula no TRF-4. A defesa usara argumentos impróprios, induzindo seu colega Favreto a erro, disse ele. Mas Gebran também está de férias, e logo tão impedido quanto Moro.
Às 16hs04m Favreto expediu sua terceira ordem de soltura, dando prazo de uma hora para ser cumprida e contestando o colega. Não fora induzido a erro algum. Lula, além de ter ainda direito a recursos, devia ser solto em função de fato novo, a condição de pré-candidato a presidente. Com ele preso, privado de participar da campanha, o processo eleitoral se entortará, sem a garantia de igualdade de oportunidades aos concorrentes.
Um país com os nervos retesados esperou pelo transcurso desta uma hora. Atos se formaram em Curitiba, Rio, Brasília e outras cidades. O Sindicato de São Bernardo novamente foi ocupado. Às 18 horas, os deputados petistas foram levados a uma sala da PF, e informados de que a ordem de soltura só agora havia chegado. E lá ficaram sem receber informações, enquanto lá fora o país seguia em suspense. Finalmente, a solução para manter Lula preso foi dada por Thompson Flores, com o despacho em que deu razão a Gebran Neto.
Essa batalha não acabou ontem. Ela desemboca na eleição com Lula livre ou preso. O Judiciário saiu mais desacreditado e a vitimização de Lula, fortalecida.


A eliminação diante da Croácia, nesta quarta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo2018, frustrou o sonho da seleção russa em conquistar um heroico título mundial em casa. Porém, o revés não manchou a campanha histórica da equipe anfitriã, que não chegava tão longe no torneio desde 1966, quando ainda formava a União Soviética. A prova disso é a festa feita pela torcida neste domingo, em uma “Fan Fest” de Moscou.
Uma multidão vermelha, azul e branca invadiu a “Fan Zone” localizada em Vorobiovy Gory, próxima à Universidade Estatal de Moscou, para saudar os jogadores que tanto orgulharam o país nas últimas semanas. A seleção nacional subiu ao palco e, fazendo uso de um microfone, pôde participar do clima festivo e ter um contato maior com os torcedores. (Da Gazeta Esportiva)

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu um comunicado neste domingo repudiando as manifestações racistas contra Fernandinho, após a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Bélgica, na última sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. “A CBF repudia os ataques racistas sofridas pelo jogador Fernandinho e seus familiares. O futebol representa a união das cores, gêneros, culturas e povos. Estamos com vocês. Racistas não passarão!”, escreveu a entidade em sua conta no Instagram.
No Twitter, o volante foi chamado de macaco por ser apontado como principal culpado pela eliminação do Brasil no Mundial. Fernandinho também teve de fechar o seu Instagram para comentários em função das ofensas.
Na manhã deste domingo, parte do elenco da Seleção e membros da comissão técnica desembarcaram no Rio de Janeiro, onde foram recepcionados calorosamente. O jogador do Manchester City não fez parte deste grupo, já que mora na Europa.
De volta às semifinais da Copa do Mundo após 32 anos, a Bélgica enfrentará a França por uma vaga na decisão. O duelo europeu está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.

A comemoração do croata Domagoj Vida após a classificação da Croácia para a semifinal da Copa do Mundo rendeu ao zagueiro uma advertência formal da Fifa. Por um vídeo vazado nas redes sociais, onde dedica o triunfo ao povo da Ucrânia, o zagueiro está sendo investigado pela entidade máxima do futebol e corre o risco de ser punido até mesmo com a perda de jogos.
Desde 2014, Rússia e Ucrânia vivem uma crise política decorrente de questões territoriais e após a partida o zagueiro gravou um vídeo, divulgado no Instagram do ex-jogador e atual membro da comissão técnica, Ognjen Vukojevic, onde ambos gritavam “Glória a Ucrânia”. A Fifa já avisou que está investigando as imagens para decidir sobre a aplicação de punições ao atleta.
“A Comissão Disciplinar da Fifa enviou uma advertência a Domagoj Vida por sua declaração filmada”, indicou um porta-voz da organização futebolística a AFP.
A frase dita por ambos os atletas (“Glória à Ucrânia!”) faz referência ao slogan da revolução pró-europeia que levou à destituição do presidente ucraniano pró-Rússia Viktor Yanukovich em 2014 e a uma enorme crise na relação entre os dois países. Após o fato envolvendo o zagueiro croata, parlamentares russos pediram à Fifa duras sanções contra a seleção classificada à semifinal.
Diante da grande repercussão, Vida se manifestou frente à imprensa ressaltando não ter tido a intenção de atacar o país anfitrião do Mundial. “Adoro o povo russo, era só uma brincadeira”, afirmou o zagueiro, que teve seu discurso corroborado pela Federação Croata em um comunicado oficial.

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