Em vantagem, Peixe aposta na velocidade do contra-ataque para se classificar

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Após jogos ruins e a eliminação precoce no Campeonato Paulista, o Santos conviveu com críticas em boa parte do primeiro semestre. Aos poucos, porém, a equipe comandada por Dorival Júnior parece começar a “encaixar” na temporada. Na última semana, bateu o Santa Fe por 3 a 2 no Pacaembu e deu um passo importante para passar de fase na Libertadores. Apesar da vantagem de 2 a 0, construída no duelo de ida, na Vila Belmiro, o Santos está ciente de que não terá vida fácil no estádio do Mangueirão, em Belém, contra o Paysandu, a partir das 21h45 (horário de Brasília).

Bruno Henrique, autor de um golaço no primeiro confronto, não tem vergonha de usar a estratégia do arquirrival para a equipe ter sucesso nas oitavas de final da Copa do Brasil. “Hoje em dia, todos os clubes brasileiros e europeus jogam assim, fechadinho. O Corinthians foi campeão assim, saindo no contra-ataque. Por que não podemos fazer isso? Vamos sair rápido, Ricardo pelo meio, saindo no contra-ataque. Se fizermos um gol, eles terão que fazer quatro”, analisou o atacante, sem deixar de ressaltar o regulamento.

“A gente teve um bom resultado em casa, vamos usar o fator placar. Sabemos que jogar aqui é difícil, vamos respeitá-los e impor o jogo que sempre estamos jogando”, disse.

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Mesmo sem ser brilhante no confronto de ida, no último dia 26 de abril, o Santos venceu por 2 a 0, na Vila Belmiro, e conquistou uma boa vantagem para o duelo desta quarta. Afinal, pode perder por até um gol de diferença que mesmo assim avança para as quartas do torneio mata-mata.

Apesar da superioridade no placar, os santistas têm pregado respeito ao Paissandu. “Sabemos que lá (Belém) tem o apoio da torcida deles. Já joguei por aqueles lados e sei que a torcida influencia bastante. Temos que nos defender bem e sair fortes nos contra-ataques”, explicou Jean Mota.

O santista será uma das novidades do técnico Dorival Júnior contra o Papão. Suspenso na vitória sobre o Santa Fe, Mota foi substituído por Matheus Ribeiro nas últimas duas partidas. O lateral ambidestro, porém, não encantou o comandante e voltará ao banco de reservas.

Meia de origem, Jean Mota já tinha assumido o posto de lateral-esquerdo após a saída do titular Zeca, lesionado desde o início de abril, depois do jogo contra a Ponte Preta, nas quartas do Paulistão. Outra mudança na equipe será a entrada de Cleber Reis. Ele assume a vaga de David Braz. Isso porque o titular da zaga santista sentiu dores na coxa esquerda durante o treino do último sábado, e, após passar por exames, foi vetado pelo departamento médico.

Com apenas essas duas alterações, o Santos deve entrar em campo com: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cléber Reis e Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.

Antes de encarar o Santos no duelo de ida, no último dia 26 de abril, na Vila Belmiro, o Paissandu vinha de uma invencibilidade que durava 15 partidas. Na época, o time comandado por Marcelo Chamusca ostentava o fato de estar há mais tempo sem perder no ano entre todas as equipes que disputam as Séries A, B e C do Brasileirão. (Com informações de ESPN, Gazeta Esportiva e Folha de SP) 

Local: Estádio Jornalista Edgar Proença, 21h45 
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro; assistentes  Cristhian Passos Sorence e Leone Carvalho Rocha

Ingressos – arquibancada, R$ 30,00; cadeira, R$ 50,00

PSC: Emerson; Ayrton, Gilvan, Perema e Hayner; Wesley, Rodrigo e D. Oliveira; Leandro Carvalho, Bergson e Alfredo. Técnico: Marcelo Chamusca

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cleber Reis e Jean Mota; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior

Povo acompanha Lula em Curitiba

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No centro de Curitiba, manifestantes se reúnem em apoio ao ex-presidente Lula, que presta depoimento nesta quarta-feira ao juiz Sérgio Moro, da Lava Jato. Ônibus de todos os Estados brasileiros levaram militantes, sindicalistas e agricultores para manifestações em defesa de Lula na capital paranaense.

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Fim da Farmácia Popular prejudica pacientes de baixa renda

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A partir deste mês, os pacientes de baixa renda ou que dependem de medicamentos importantes que até então eram distribuídos gratuitamente enfrentarão mais uma dificuldade. É que neste mês de maio serão fechadas as 393 unidades da rede própria do programa Farmácia Popular, de distribuição de medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto. Agora, os produtos serão distribuídos unicamente pela rede de farmácias conveniadas. E essa medida do Ministério da Saúde prejudica os pacientes.

É o que afirma a advogada especializada em Direito à Saúde, Claudia Nakano, do escritório Nakano Advogados Associados. “O fechamento das centenas de unidades Farmácia Popular vai afetar principalmente os pacientes que procuram por medicamentos específicos e que não são encontrados facilmente nas farmácias conveniadas”, ela pontua.

A quantidade de remédios ofertados pode diminuir em cerca de 72%. Na rede própria, são ofertados, hoje, 112 medicamentos – sendo os mais procurados os remédios para hipertensão, diabetes e asma. Já nas drogarias com desconto são disponibilizados apenas 32 medicamentos. Caso o remédio que o paciente necessita não esteja disponível nas conveniadas, o paciente precisará se informar para saber onde consegui-lo.

“Todo o processo ficará mais dispendioso para a população carente que faz uso desse serviço. Além de ser responsável por procurar uma unidade básica de saúde para descobrir onde encontrar o remédio, corre-se o risco de acabar tendo que pagar o valor cheio em uma farmácia particular comum”, avalia.

A especialista alerta também para a dificuldade que isso poderá trazer aos moradores mais carentes que vivem longe dos grandes centros, nas cidades do interior. “Quem mora nas capitais pode encontrar alternativas, mais recursos, já que os governos estaduais e municipais têm alguns outros programas de fornecimento de remédios. Porém, em muitas cidades do interior, a Farmácia Popular é a única opção para quem toma medicamentos onerosos e de uso contínuo”, conclui.

Segundo o Governo Federal, a desativação da rede própria irá economizar aproximadamente R$ 80 milhões para os cofres públicos. A intenção é repassar o montante para a compra de medicamentos.

Justiça fecha instituto e cria clima de guerra para depoimento de Lula

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POR BAJONAS TEIXEIRA

O fechamento do Instituto Lula, quando a tensão social tornou-se aguda e chegou a um clímax, às vésperas do depoimento em Curitiba, não deixa dúvidas: a Justiça federal colocou-se como antagonista, valendo-se do seu poder para acirrar os ânimos e gerar o conflito. Não se vislumbra a mais remota sombra de justiça nessa medida que, ao contrário, faz pensar em uma “guerra de todos contra todos”. O que mais choca é lembrar que zelar pela paz social é atribuição fundamental da justiça, a sua razão de ser — então, como pode ocorrer que, num momento de tal tensão, se jogue um fósforo aceso sobre o barril de pólvora?

O juiz que determinou o fechamento das atividades fundamentou o ato assim:

“Como o próprio acusado [Lula] mencionou que no local [sede do Instituto Lula] se discutia vários assuntos, e há vários depoimentos que imputam pelo menos a instigação de desvios de comportamentos que violam a lei penal, a prudência e a cautela recomendam a paralisação de suas atividades. Há indícios abundantes de que se tratava de local com grande influência no cenário político do país, e que possíveis tratativas ali entabuladas fizeram eclodir várias linhas investigativas”, escreveu o juiz de Brasília em um trecho do despacho.

Vejam só, não há outro fundamento senão esse: “vários depoimentos que imputam pelo menos a instigação de desvios de comportamentos que violam a lei penal”. Fosse por aí, se mandaria fechar o Congresso, o STF e até, por que denúncias nunca faltaram, o Vaticano.

O próprio juiz federal poderia, se motivos como esses fossem suficientes para fechar alguma coisa, perder a sua fonte de renda, uma vez que a própria justiça federal, poderia ser fechada. Ou não há inúmeras denúncias de que “imputam pelo menos a instigação de desvios de comportamento que violam a lei penal” na justiça federal brasileira? Quantos juízes são denunciados todos os dias? Mas, respeitando a lei, nada se faz até que se provem que são culpados.

A sensação que deixa é que se trata de uma retaliação pelas diversas iniciativas da defesa de Lula questionando um dos membros da justiça federal, o juiz Sérgio Moro. Como aquele que, diante de dois adversários em luta, dá um tremendo murro pelas costas de um dos adversários, assim soa essa decisão da justiça. Como decisão judicial, não faz sentido. Como golpe contra um adversário, sim.

Até que se prove o contrário, Lula é inteiramente inocente, e não há nada que possa ser imputado ao Instituto Lula. O efeito dessa ação, o fechamento do Instituto, é só um ato alheio ao estado democrático de direito, que age pelas costas do direito, e transforma o poder de polícia da justiça em arma contra um inimigo seu.

A justiça federal se coloca como inimiga de Lula e, portanto, não como o mediação social neutra, destinada a conter o crime e punir os criminosos. Se trata de punir os inimigos da justiça, ou seja, aqueles que, valendo-se das leis, como Lula faz, lutam para não serem vítimas do arbítrio.

Essa decisão será revista? Muito provavelmente. Mas seu efeito já terá se verificado: o que ela busca é desmoralizar,  macular e depredar a imagem da Lula. Ou seja, atuar na destruição de um inimigo. Tornar mais factível a sua prisão aniquilando previamente a sua imagem. Uma justiça que trabalha pela destruição do seu inimigo destrói, antes de tudo a justiça. Não há justiça na guerra. Como bem se sabe, na guerra todas as armas são bem vindas.

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Central convoca trabalhadores para vigília na Câmara dos Deputados

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Como agenda do “Maio de Lutas”, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) convoca classe trabalhadora para vigília, no Anexo 2 da Câmara dos Deputados, às 10h, no dia 17 de maio. De acordo com Adilson Araújo, “o corpo a corpo junto aos parlamentares, somando com a ampla agenda entre os dias 15 e 19, será fundamental para pressionar ainda mais os parlamentares a votarem contra a PEC 287, que acaba com a Previdência Social pública”.

O dirigente também sinalizou que a Central está empenhada em mobilizar toda a sua base para a grande marcha unitária das centrais que ocorrerá, em Brasília, no dia 24 de maio. “O dia 28 de abril já entrou para história e o maio de lutas será construído com ainda mais energia. A marcha do dia 24 será mais um marco nesta intensa luta em defesa dos direitos”, afirmou Adilson.

E completou: “A luta em Brasília será decisiva, seja pela ameaça de votação na Câmara da PEC 287, que pode ir à plenário ainda em maio, seja pela tramitação da reforma Trabalhista que está no Senado e que já sinaliza calendário até o segundo semestre legislativo. De modo que uma nova greve geral não está descartada, pelo contrário. Resistir a todo custo contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas é e será nossa palavra de ordem”.

Serviço

Dia 17 de maio – Vigília no Anexo 2, às 10h, da Câmara dos Deputados, em Brasília;
Dia 24 de maio – Grande marcha unitária das centrais em defesa dos direitos sociais e trabalhistas.

O reino da in-Justiça

Juiz manda fechar Instituto Lula, sem provas ou denúncias claras. Ao mesmo tempo, Instituto FHC, há muito mais tempo em funcionamento e igualmente ajudado pela iniciativa privada, segue funcionamento normalmente.

A frase do dia

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“Tomei Lula como modelo, um progressista que nunca procurou a tensão. Agora vemos uma tensão que não é benéfica para o Brasil.”

Jose Mujica, ex-presidente do Uruguai

Até a direita já aponta erros cometidos pelo juiz de Curitiba

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Em sua coluna nesta terça-feira, no jornal O Globo, Merval Pereira deu uma bronca no juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, por suas recentes atitudes. Para Merval, as ações de Moro “abrem caminho para eventual derrota em recurso judiciais”, escreve. Confira abaixo alguns trechos do texto, publicado em O Globo:

“Ao utilizar o Facebook para um chamamento aos ‘apoiadores da Operação Lava-Jato’ para que não façam manifestações em Curitiba amanhã, dia em que Lula será interrogado, Moro deu margem a que os advogados do ex-presidente o acusassem de ter um lado no processo que julgará.

Com relação à negativa da gravação da audiência por parte da defesa, Moro se utiliza do artigo 251 do Código de Processo Penal, que diz que ‘ao juiz incumbirá prover à regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos, podendo, para tal fim, requisitar a força pública’.

Em seu despacho ele alega que ‘não se ignora que o acusado [Lula] e sua defesa pretendem transformar um ato normal do processo penal, o interrogatório, oportunidade que o acusado tem para se defender, em um evento político-partidário, tendo, por exemplo, convocado militantes partidários para manifestações de apoio ao ex-presidente na referida data e nessa cidade, como se algo além do interrogatório fosse acontecer’.

No entanto existe, de fato, um debate sobre a possibilidade de gravação própria das audiências, e não há um entendimento pacificado sobre o tema. Houve ações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra uma decisão de 2015 do Tribunal de Justiça de São Paulo que dizia que, ‘não obstante ausência de previsão legal acerca da gravação da audiência pelas partes, compete ao juiz do feito, no âmbito jurisdicional, autorizar ou vedar a referida gravação’.

Não chegou a haver uma decisão do CNJ, pois o TJ-SP mudou a regra logo depois, com a publicação do novo Código de Processo Civil. A partir de então, a Corte paulista definiu que a gravação deve ser ‘comunicada ao magistrado previamente ao início da gravação’.

(…)

Como está convencido de que a intenção da defesa de Lula é politizar o interrogatório, e não utilizar o vídeo próprio ‘com finalidades privadas ou com propósitos compatíveis com os admitidos pelo processo, por exemplo permitir o registro fidedigno do ocorrido para finalidades processuais’, Moro proibiu a filmagem, mas ampliou sua abrangência cênica. No entanto sua alegação de que o Código de Processo Penal não trata da gravação das audiências, como faz o Código de Processo Civil, é equivocada, pois o CPP prevê que ‘a lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica (…)’. Resta saber qual será a interpretação do TRF-4. O mais provável é que o tribunal permita a gravação mas proíba sua utilização para fins políticos.” (Do Brasil247)