Rock de pegada clássica, Some Might Say é um dos grandes hits do segundo e mais bem-sucedido álbum do Oasis, Morning Glory, lançado em 2 de outubro de 1995. Nos dias que se seguiram ao lançamento, as lojas da HMV de Londres passavam duas cópias do disco por minuto em suas registradoras. O LP é o terceiro álbum mais vendido no Reino Unido em todos os tempos, atrás somente de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, e Greatest Hits, do Queen.
Dia: 3 de outubro, 2015
Os desafios do Leão
POR GERSON NOGUEIRA
Contra um Palmas previsivelmente fechado, explorando contra-ataques, o Remo precisa jogar ofensivamente, marcando no campo inimigo e buscando o gol sem tréguas. A receita é óbvia, deve ter sido repetida exaustivamente pelo técnico Cacaio aos jogadores, mas resta saber se o time será capaz de reproduzir em campo essa estratégia matadora e se terá a escalação adequada para isso.
Até agora, na disputa da Série D 2015, o Remo não conseguiu fazer uma partida inteiramente convincente, capaz de encher os olhos do torcedor pela aplicação e a vontade. O time chegou até as oitavas de final da competição, mas vive de lampejos. Foi assim que ultrapassou a maioria dos adversários, sem convencer seu próprio torcedor quanto ao seu poderio técnico.
O melhor momento do Remo na competição foi a vitória sobre o Nacional, em Manaus, quando venceu por 1 a 0 e mostrou comprometimento, aplicação tática e alguma vibração. Inexplicavelmente, na rodada seguinte, em Roraima, foi fragorosamente derrotado pelo limitado Náutico, um dos piores times da chave.
Essa oscilação é responsável pela insegurança do torcedor quanto ao rendimento da equipe. Para piorar, no primeiro confronto do mata-mata, sábado passado, o Remo foi derrotado em partida na qual mostrou pouquíssima disposição para vencer. Acautelou-se em excesso, desperdiçou o espaço no meio-campo que o adversário permitia e acabou vítima de um erro grotesco de arbitragem.
A derrota, em função do penal inexistente, aprofundou as dúvidas do torcedor, que continua acreditando em acesso, mas teme pelas fragilidades coletivas do time. A esperança se concentra em peças individuais, como Eduardo Ramos, mas não se baseia na força do conjunto.
Esse estado de espírito é perfeitamente compreensível, levando em conta que o Remo dispõe de bons valores, mas não consegue funcionar harmoniosamente como time. O vital setor de meio-de-campo tem jogadores de bom nível, tanto para marcar como para criar, mas não deu liga até agora.
Ilaílson, Chicão e Eduardo Ramos se empenham, mas a meia-cancha é quase sempre improdutiva, como no jogo de Palmas. Em determinados momentos, os volantes tentam ir à frente, a fim de ajudar os atacantes, mas isso não ocorre da maneira organizada que o futebol exige para dar certo.
Na frente, a entrada de Kiros só agravou os problemas já existentes. Típico homem de área, ele depende dos cruzamentos de laterais e meias. Sem isso, sua presença não se justifica. Pelos treinos da semana, Cacaio insistirá com sua escalação. Deve estar consciente da necessidade de produzir jogadas de linha de fundo e cruzamentos mais certeiros. O fato é que o sucesso ofensivo vai depender da inspiração e velocidade de Léo Paraíba, melhor atacante do time.
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Papão luta para se manter no G4
A parada é indigesta, não apenas pelo poder de fogo do Atlético Goianiense, mas pelas baixas que o time do Papão coleciona. Sem um atacante de ofício, o técnico Dado Cavalcanti precisará improvisar novamente. Aylon será o centroavante, embora com liberdade para sair da área, trabalhando jogadas com Rony e Léo, como no jogo contra o Vitória, no último sábado.
Caso a movimentação se estabeleça como naquela partida, as perspectivas são interessantes. Foi diante do rubro-negro baiano que o Papão realizou sua melhor apresentação nas últimas seis rodadas. Exibiu força de marcação, dinamismo nas laterais e velocidade nas manobras ofensivas. Podia ter empatado ou vencido, mas acabou golpeado por falhas pontuais e boa dose de falta de sorte.
Na partida de hoje no Serra Dourada, a equipe ganha o reforço de Augusto Recife na marcação, o que é uma garantia de qualidade na saída para o ataque, mas se ressente da ausência de seu zagueiro mais qualificado, Gualberto.
Como a reta final da Série B é normalmente pontilhada de problemas de contusão, o Papão precisa reunir todas as forças possíveis para se manter no G4. Uma vitória garante permanência e talvez até a recuperação de posições. Já um novo revés representará possivelmente a saída da zona de acesso.
O Atlético vem de vitória até surpreendente contra o Paraná, em Curitiba, e contará com o retorno do goleiro titular Márcio. No ataque, Junior Viçosa é o atacante a ser marcado com atenção. Depois de algum tempo fora do time, recuperou-se e voltou a fazer gols. Outro trunfo do time goiano é o técnico Gilberto Pereira, com excelente retrospecto desde que assumiu o comando.
(Coluna publicada na edição do Bola deste sábado, 03)
Com apito contra, Fogão empata no Maranhão
A sentença eterna
Enquanto houver um miserável, um homem com fome, o sonho socialista continua.
Ariano Suassuna.
