TV Cultura lembra 40 anos da morte de Vlado

O próximo final de semana será dedicado à homenagem aos 40 anos de morte do jornalista Vladimir Herzog na TV Cultura de S. Paulo. A emissora preparou atrações e convidou personalidades para a ocasião. Na época em que foi assassinado por militares, em 25 de outubro de 1975, Herzog era diretor de jornalismo do canal.

Os especiais começam a ser exibidos no sábado, 24, quando vai ao ar o ‘Clássicos’. O programa vai exibir gravação exclusiva de concerto realizado na Sala São Paulo em homenagem à memória de Vlado, como o comunicador era conhecido. O encontro teve como convidados a atriz Fernanda Montenegro, que leu um texto escrito pela jornalista Míriam Leitão em defesa da liberdade, o pianista e maestro Robert Levin, a pianista Ya-Fei Chuang Levin e o violinista Guido Santana. As crianças das fundações Cafu e Bachiana cantaram o hino nacional, acompanhadas pela Bachiana Filarmônica e regidas por João Carlos Martins.

No domingo, 25, as homenagens ficarão sob responsabilidade do ‘Matéria de Capa’, que colocará a ditadura militar no centro dos debates. A atração vai recordar a luta pela restauração das liberdades democráticas e vai citar jornalistas que ainda lutam para garantir a liberdade de expressão. Para completar, o programa entrevistou profissionais como o diretor do Instituto Vladimir Herzog, Nemércio Nogueira, o jornalista Lucio Flávio Pinto e o repórter Leonencio Nossa. (Do Comunique-se)

A internet e os textões sobre “elefantes”

A internet e os textões sobre "elefantes"

POR EDNEY SOUZA, no Linkedin

Todos os dias eu leio um texto sobre alguém que acabou de descobrir um elefante.

E geralmente o texto é incrível e vem seguido de um monte de compartilhamentos e elogios.

Aí dias depois outra pessoa descobre um elefante e faz outro texto incrível, e esse texto também tem um monte de compartilhamentos e comentários.

Aí de repente os autores dos 2 textos sobre elefantes começam a brigar e cada um tem sua legião de fãs e eles discutem agressivamente sobre seus pontos de vista sobre elefantes por dias e eu não vejo o menor sinal de convergência.

Eu fico muito triste porque os 2 estavam certos e se eles somassem suas percepções sobre elefantes eles teriam uma visão mais ampla da realidade.

O primeiro conheceu o elefante pela perna e descreveu ele como uma grande palmeira.

O segundo conheceu o elefante pelo tronco e o descreveu como um grande muro.

Eles ainda vão brigar muito com quem conheceu o elefante pela orelha, pela tromba ou pelo rabo, até entenderem que cada um conhecia uma parte diferente do elefante e deduziu que o elefante todo era daquele jeito.

É uma metáfora antiga, mas explica muito bem o que vejo na internet todos os dias.