Papão definido para enfrentar o CRB de Mazola

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O técnico Dado Cavalcanti continua a fazer mistério sobre a escalação do Paissandu para o jogo contra o CRB, neste sábado, às 16h30, no estádio Jornalista Edgar Proença. A principal dúvida se localiza no ataque, onde ainda não está definido o parceiro de Leandro Cearense. Pelos últimos treinos, a equipe mais provável é a seguinte: Ivan; Pikachu, Tiago Martins, Gualberto e João Lucas; Capanema, Fahel, Jonathan e Aylon; Leandro Cearense e Welinton Jr. A grande novidade é a presença do atacante Betinho no banco de reservas, voltando de longa ausência por contusão.

Em comunicado divulgado no final da tarde desta sexta-feira, a CBF informou a antecipação do jogo do Papão contra o Luverdense de sábado para sexta-feira, 13/11, às 21h, no Mangueirão. (Foto: MÁRIO QUADROS)

Na Série D, Remo tem média de público maior que nove times da elite nacional

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POR FLÁVIA MATOS, do Portal iG

A torcida do Remo, um dos clubes mais tradicionais do país, tem inúmeros motivos para comemorar. O time paraense se classificou para a Série C do Campeonato Brasileiro de 2016 depois de sete anos e disputa as semifinais da quarta divisão. Ostenta a maior média de público e é dono de quase metade da renda total arrecadada no torneio, além de ser o oitavo clube que mais cresceu em número de sócios-torcedores no ano.

O Leão ainda tem a chance de terminar o ano como campeão da Série D. Apesar de perder o primeiro jogo para o Botafogo-SP por 1 a 0, em Ribeirão Preto, a volta será em casa, neste domingo, onde tem retrospecto mais do que favorável. Em três jogos no Mangueirão, foram três vitórias e nove gols marcados.

Apoio não irá faltar. O Remo tem média de 15.136 torcedores por jogo, a maior no campeonato. Em comparação com times da Série A, supera Coritiba, Vasco, Joinville, Santos, Avaí, Chapecoense, Figueirense, Ponte Preta e Goiás.

Colocando em números, o maior público do Santos, que briga por vaga na Libertadores de 2016, no campeonato deste ano foi registrado contra o Figueirense: 25.930 pagantes. O do Remo, 34.780 espectadores nas quartas de final da Série D, contra o Operário. A hegemonia dos estádios lotados deu o apelido de “torcida mais apaixonada da região norte” aos azulinos.

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Sócio-torcedor

Outro campo que o Remo vem surpreendendo é no número de sócios-torcedores. O clube é o 16º no ranking do Movimento por um Futebol Melhor com 13.321 torcedores, mas ultrapassou Fluminense, Grêmio, Santos e Cruzeiro como o time que mais conquistou sócios este ano. Está em oitavo lugar com média de 1.151,1 associados por mês.

O programa de sócio foi reestruturado no começo do ano, o Nação Azul, e vem fazendo ações pontuais de marketing para aumentar a fidelização dos torcedores. Para o jogo deste domingo, por exemplo, um carro será sorteado para quem comprar o ingresso do jogo decisivo contra o Botafogo-SP. Um sistema de “perdão” também foi lançado pela direção. O sócio inadimplente seria perdoado da dívida se pagasse uma mensalidade atrasada mais a do mês vigente.

A história do Remo é marcada por muitas dificuldades financeiras. Em 1908, o clube perdeu a sede por conta de uma severa crise e foi extinto. Três anos depois, após o contrato de aluguel da antiga sede ter terminado com um estabelecimento comercial, um grupo de onze azulinos reabriu o clube.

Os anos 90 foram dourados. Em 1991 o Leão fez a melhor campanha de um time nortista na Copa do Brasil e dois anos depois repetiu o feito com o oitavo lugar na Série A do Campeonato Brasileiro. Após o feito, o Remo passou a competir na Série B, caindo para a terceira divisão em 2005.

Em 2014, já na quarta divisão, apostou alto no elenco gastando R$ 600 milhões, o que causou atrasos de salários e greve de jogadores. Desde então, o time passa por momentos delicados.

Em junho, alguns torcedores se mobilizaram para ajudar o Remo a pagar os salários atrasados dos funcionários. Um movimento foi criado, o Unidos pela Luta, e reuniu 22 pessoas que andavam pelas arquibancadas com uma urna para doação. O valor era simbólico, apenas R$ 1 e rendeu ao clube R$ 8.693,91.

Apesar da crise, a direção seguiu firme no propósito de novos sócios. Em agosto lançou a campanha Pelo Remo Somos Leões. Na ocasião o clube estava em 18º lugar no ranking do Movimento por um Futebol Melhor. No mês seguinte, foi o quarto com mais adesões. A diferença de receita bruta entre o começo de fevereiro e setembro de 2015 foi de R$ 101.061,51. Valor que ajudou a levantar o clube paraense.

Os planos disponíveis aos torcedores tem custo acessível. O mais barato – ferinha custa R$ 9,99 por mês e é voltado para o público infantil, os associados do ferinha tem a chance de entrar em campo com os jogadores em dias de jogo. O mais caro – Executivo que custa R$ 150 mensal, dá direito a um setor exclusivo do estádio. Todos os planos têm descontos no ingresso, nos produtos oficiais do clube e nas redes filiadas à Nação Azul, além de direitos sociais e participações em promoções.

A receita de público é mais um destaque da temporada. O clube arrecadou R$ 3.471.030 dos R$ 7,5 milhões acumulados nos 184 jogos disputados até agora na Série D. Isso corresponde a 45,2% de toda renda bruta do torneio.

Volante aposta em classificação do Bota-SP

Mais uma vez a situação se repete. O Botafogo/SP constrói sua vantagem no jogo de ida, em casa, e no confronto da volta administra o resultado. Foi assim nas oitavas diante do Crac, nas quartas contra o São Caetano e agora na semifinal espera fazer o mesmo em cima do Remo.

A primeira parte já foi feita no último domingo (25), quando o Pantera venceu em seus domínios por 1 a 0. Confiante, o volante Rodrigo Thiesen espera manter a “sina” e classificar o time de Ribeirão Preto para a final da Série D do Campeonato Brasileiro. “Estamos cumprindo bem nosso papel e felizmente fizemos mais uma vez o dever de casa. Mas assim como nas outras ocasiões, precisamos estar atentos na partida da volta e fazer o nosso jogo, pois não tem nada definido ainda. A equipe não vai jogar só se defendendo, sabemos que só isso não bastar para trazermos a classificação”, destacou o jogador, que soma seis vitórias, quatro empates e apenas uma derrota com a camisa do clube.

Apesar da pressão que espera encarar no Mangueirão, Thiesen aposta na força do grupo e acredita que o time vai lidar bem com a situação, até porque o Botafogo já passou por isso nas últimas duas fases e saiu com a classificação. “O Remo tem uma grande equipe e sabemos que vão colocar pressão em cima de nós, mas estamos preparados. Passamos por isso em outros confrontos e não será novidade para o time essa situação. Vamos acreditar em nosso trabalho e procurar manter a concentração durante o jogo todo”, concluiu.

O segundo duelo entre Botafogo/SP e Remo acontece neste domingo (01), às 19h, em Belém. (Da AV Assessoria)

Viva Baião!

Minha querida Baião festeja hoje 236 anos de emancipação política. O nascimento foi em 1694, mas a regularização política ocorreu quase um século depois, em 1779. Localizado na região do Baixo Tocantins, a 204 quilômetros de Belém, Baião originou-se de um povoado criado em 1694 pelo português Antonio Baião, que ali instalou a sede de vasta sesmaria às margens do rio Tocantins. Em 30 de outubro de 1769, o capitão-general e governador, Fernando da Costa de Athayde Teive, consagrou a doação efetuada por Coelho de Carvalho e deu ao lugar o nome definitivo, em homenagem ao sesmeiro. O encarregado de executar a ordem foi Manoel Carlos da Silva, então Diretor de Índios.

No ano de 1833, o conselho do Governador da Província, nas suas sessões de 10 a 17 de maio, promulgou uma Resolução através da qual o “lugar Baião” foi elevado à categoria de vila, recebendo a denominação de Nova Vila de Santo Antônio do Tocantins. A mesma resolução criou a Câmara Municipal, tendo como presidente o padre Francisco Gonçalves Martins e Pontes. Esse primeiro período legislativo terminou em 1837 – após a pacificação da Cabanagem -, quando nova Câmara foi eleita, sendo Francisco Mendes da Silva o seu novo presidente.

Baião já foi o maior município do Pará em extensão territorial. Seus limites iam até Conceição do Araguaia, no sul do Estado. Municípios importantes do Pará, como Tucuruí e Marabá, nasceram de vilarejos baionenses. Calados, Joana Peres, Umarizal, Tambaí, Arequembaua, Açaizal e São Joaquim de Ituquara são os distritos municipais. Baião tem área de 3.758,273 quilômetros quadrados, com altitude 30 metros. A população, segundo o último censo do IBGE, gira em torno de 45 mil habitantes.

Cadê o governador?

POR LÚCIO FLÁVIO PINTO – lucioflaviopinto.wordpress.com

Onde está o governador do Estado, Simão Robison Jatene?

Eu podia pegar o telefone, ligar para uma meia dúzia de fontes e saber do paradeiro de sua excelência. Preferi neste momento proceder como um cidadão comum. Se tem que aparecer para mim, o governador tem que aparecer para qualquer um dos 2 milhões de habitantes da Grande Belém ou dos 8 milhões de paraenses espalhados por este território de continente.

Os belenenses estão muito assustados. O cidadão comum anda receoso pela rua. A família que pode evitar circular. Todos se comportam como se estivesse para cair uma tempestade. Pode ser uma nova chacina. Pode ser um novo ataque a policial, do qual logo derivará uma chacina. Pode ser um desses assaltos e assassinatos cotidianos sem conexão entre si. Pode não surgir nada. Mas a população está assustada, indefesa, com medo, revoltada e indignada.

A maior autoridade pública do Estado devia já ter feito, pelo menos, o seguinte:

1 – Reunido todo o sistema de segurança pública e determinado o início de uma operação reforçada de segurança, colocando, em turnos alternados, todo efetivo policial na rua, com um plano de ação ordenado e entrosado, para apresentar resultados, dentro da lei.

2 – Ido pessoalmente dar meus pêsames ou seu conforto pessoal às famílias do PM assassinado e do outro PM gravemente baleado.

3 – Feito o elogio dos oficiais que deram proteção ao hospital da Unimed, para impedir um novo atentado à vida de um cidadão e ao grau de civilização de um povo, seja lá de quem for.

4 – Convocado um pronunciamento público pelos meios de comunicação para prestar contas do que fez, do que vai fazer e do que espera de cada um para que a normalidade e a paz voltem a se estabelecer na comunidade.

5 – Demitir todos os servidores públicos, especialmente os detentores de cargos de confiança, que não se portaram com competência, dignidade e coerência no exercício das suas funções.

Mas o governador sumiu. E o seu desaparecimento causa uma grave lesão à sua autoridade. O pai do militar assassinado se investiu do direito, conferido por sua dor, de chamar à ordem o governador, criticá-lo e quase ofendê-lo. O excesso da mensagem pela internet de Ílson Pedroso tem que ser relevado pela circunstância de que nem ele, sua família e o cadáver do seu filho receberam o apoio do governador. E a presença do secretário de segurança pública, um homem de gabinete, foi tardia.

Quando o Estado renuncia à sua função na sociedade, que é o de arbitrar, dirimir conflitos, orientar e dar uma diretriz civilizatória, reina a barbária, o caos, a desordem. É a vez de Behemoth ou Leviatã. Da próxima vez, o fogo.

Remo vende ingressos na sede e Baenão até sábado

A diretoria do Remo informa que os ingressos para o jogo Remo x Botafogo estão sendo vendidos até sábado nas bilheterias do estádio Evandro Almeida e na sede, na avenida Nazaré. Ingressos para o estacionamento do Mangueirão também já estão sendo comercializados. Para sócios torcedores, a venda acontece no Nação Azul. No domingo, caso haja ingresso disponível, a venda se concentrará nas bilheterias do Mangueirão.

Preços – arquibancada custa R$ 50,00, cadeira sai por R$ 100,00.

Intermunicipal de Jiu-Jitsu deve reunir 1.000 atletas

O Ginásio João Paulo II (Abacatão)  em Ananindeua receberá no dia 8 de novembro o Intermunicipal de Jiu-Jitsu, com atletas representando mais de 30 municípios do Pará. As inscrições para a competição encerram já na próxima semana.
Com expectativa de mais de 1.000 atletas inscritos, o Intermunicipal é realizado pela Federação de Jiu-Jitsu do estado do Pará (FJJP). As inscrições irão até o dia 4 de novembro (quarta-feira), pelo site da federação, no valor de R$ 30,00.
Os atletas vencedores nas suas categorias receberão medalhas e a academia campeã do Intermunicipal ganhará troféu. Já a melhor academia do estado ganhará troféu e uma quantia de R$ 2 mil.
Serviço- O Intermunicipal inicia às 8h do domingo (8 de novembro) e contará com atletas na categoria pré-mirim ao sênior. Com destaque para as lutas da categoria absoluto. As inscrições podem ser feitas no site da Federação de Jiu-Jitsu do Estado do Pará neste link http://www.campeonatodejiujitsu.com.br/fjjp/home.asp

O papel dos pais na escolha profissional dos filhos

POR SOFIA ESTEVES, no Linkedin

A escolha da graduação e a entrada dos filhos no mercado de trabalho tira o sono de muitos pais. Afinal, nós não queremos pouco para os nossos filhos: queremos que saibam fazer as escolhas certas, que estudem em boas universidades, que consigam uma oportunidade de trabalho sem tanta pressão ou estresse, que tenham uma carreira de destaque e, de preferência, uma vida financeira bem confortável.

As expectativas muitas vezes podem parecer altas, mas são compreensíveis e é natural que sejam assim. As intenções dos pais sempre são as melhores possíveis, porém alguns cuidados são fundamentais para não aumentarmos a ansiedade e a insegurança dos jovens – sentimentos estes bastante comuns em processos de escolha.

É difícil tomar decisões quando ainda não se tem opiniões formadas sobre o que se gosta de fazer e quais habilidades possui. Por isso, é nessa esfera que os pais podem e devem contribuir. Em geral, tendemos a reconhecer qualidades e habilidades nos outros com mais facilidade do que as reconhecemos em nós mesmos. Além disso, tendemos a achar que porque somos hábeis nisso ou naquilo nossos filhos também serão. Talvez eles possuam outras habilidades, não necessariamente as suas. Se perceberem quais habilidades têm desde a infância, por exemplo, poderão identificar a profissão, os estágios e os trabalhos que mais lhes trarão felicidade. Promover este autoconhecimento é uma forma de também evitar que seu filho estude, invista tempo e recursos em algo que não gosta.

Qual o papel dos pais nas escolhas profissionais dos filhos?

Outra alternativa é oferecer meios, ainda no ensino médio, de os filhos conhecerem de perto diversas profissões e áreas de atuação. Dessa forma, ganharão repertório para fazer escolhas mais consistentes. Quando se tem acesso apenas às profissões de pessoas próximas (pais, tios, vizinhos etc), há um considerável risco de que as escolhas sejam pautadas em poucas alternativas e não necessariamente as mais adequadas ou aderentes ao perfil/gostos/habilidades do indivíduo.

Estas são formas de participar sem interferir nas escolhas dos filhos. Aliás, “não interferir” é uma das grandes preocupações de muitos pais. Por essa razão, alguns acabam adotando uma postura neutra demais e, sem querer, deixando os jovens mais angustiados. Se um pai não se sente confortável em conversar sobre o assunto com o filho, talvez o caminho seja indicar que procure um profissional especializado em orientação de carreira. O que não pode é deixar o jovem sem apoio nessa etapa repleta de incertezas.

Não existe uma fórmula ou caminho ideal, pois cada jovem é diferente assim como cada família tem seu jeito de funcionar. Cada uma tem que encontrar a sua própria maneira com afeto, bom-senso e tranquilidade.  Afinal, seja qual for a escolha dos filhos, sempre é importante lembrar que nenhuma é definitiva, pois sempre é possível mudar de rumo, adaptar algo ou mesmo recomeçar.

Texto originalmente publicado no blog “Carreira em Gerações” da Exame.com

Duelo fora das quatro linhas

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POR GERSON NOGUEIRA

Quando o Papão obteve o acesso à Série B em campanha surpreendente – embora tortuosa – na Terceira Divisão do ano passado, o então técnico Mazola Jr. teve seu valor questionado por muitos torcedores e boa parte da diretoria do clube. Havia o mal disfarçado temor de que ele não tivesse o perfil para trabalhar na segunda divisão nacional.
Apesar de entendimentos para sua permanência terem sido encaminhados pela nova diretoria, o técnico acabou descartado por ter cobrado valores muito acima do orçamento estabelecido pelo clube para 2015.
À época, foi informado extraoficialmente que Mazola pedia algo em torno de R$ 100 mil para ele e sua comissão técnica, mais carro e apartamentos, um para o treinador e outro para os auxiliares. Mazola negou esses valores, mas ficou a imagem de um profissional que buscava se valorizar em cima do reconhecimento pelo trabalho bem executado.
Na comparação direta com Dado Cavalcanti, que substituiu ao sucessor de Mazola (Sidney Morais), o custo não ficou tão distante assim do valor pretendido pelo técnico responsável pelo acesso. Mas neste caso não cabem críticas ao clube, pois os gastos têm a ver com situação de um mercado sempre inflacionado.
Mazola, técnico do CRB, está de novo na berlinda porque vem a Belém enfrentar o Papão em jogo que vale muito para os bicolores quanto às possibilidades de subida à Série A. Há seis jogos sem vencer, o time de Dado está sob pressão e precisa urgentemente dar uma resposta ao torcedor.
Sabedor disso e conhecendo bem os intestinos do Papão, Mazola espertamente já começou a botar o dedo na ferida. Em entrevista a um portal alagoano, falou de seu amor pelo clube paraense, jogou charme para a torcida e meneios à imprensa, mas não perdeu a chance de deixar umas cascas de banana pelo caminho.
Disse, sobre o atual momento de seu ex-clube, que jogadores e comissão técnica estão sob pressão “porque cantaram o acesso e o título muito antes da hora, e estão pagando o preço disso”. E, bem ao estilo professoral que cultiva, acrescentou: “Uma pressão totalmente desnecessária em um momento desnecessário”.
Cinco pontos atrás do Papão na tábua de classificação, o CRB tem remotas chances de subir, mas Mazola quer obviamente fechar a temporada com uma grande campanha e pretende usar de toda a expertise motivacional para alcançar esse objetivo, daí o enorme perigo que representa na partida de amanhã.

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Sobre Dado, ele tem a vantagem de haver vencido o confronto direto no primeiro turno, por 3 a 0, na atuação mais criticada do Papão na competição. Não é preciso ser pitonisa para saber que o CRB vem disposto a explorar ao máximo a instabilidade que ronda o time bicolor.
Ainda na entrevista, Mazola disse que seu único motivo de má lembrança em relação ao futebol paraense se localiza “do outro lado da avenida (Almirante Barroso)”, referindo-se à perda do título estadual de 2014. Em tempo, há empate nesse quesito entre os dois técnicos, pois Dado também foi vice-campeão estadual nesta temporada.
Por todos esses ingredientes, a disputa particular entre os dois comandantes é um dos atrativos mais interessantes do confronto que pode dar ao Papão novo alento na batalha para voltar ao G4. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Arquivo do Blog)

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Ataque do Leão pode ter Kiros e Welton

Na penúltima movimentação para o jogo de domingo, Cacaio treinou o Remo ontem com os titulares Max, Levy e Eduardo Ramos de volta ao time. A entrada de Felipe Macena no meio-campo, substituindo ao suspenso Chicão. Para o ataque, a dupla testada no treinamento foi Kiros e Welton, combinando força e jogo aéreo. Os dois atacantes nunca atuaram juntos na competição.
A não ser por uma surpresa de última hora, a escalação deve ser mantida para enfrentar o Botafogo-SP no Mangueirão.
As características do jogo, mesmo ressalvando a diferença de nível entre os adversários, lembram a do mata com o Palmas-TO. Na ocasião, o Remo precisava também reverter em Belém a derrota sofrida pelo escore mínimo no jogo de ida. Kiros foi o centroavante escalado e marcou dois gols, decidindo o confronto.

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Direto do blog

“Bruno Rangel era o atacante titular no jogo do Salgueiraço e, mesmo não tendo culpa de o Papão não ter conseguido o acesso, ele foi dispensado na época pela diretoria do LOP. Isso só serve pra mostrar o quanto nossos dirigentes são despreparados”.

Marcelino Jr., a respeito da competência de Bruno Rangel (hoje na Chapecoense) para fazer gols

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Cobrar pênalti não é para qualquer um

Quando o zagueiro Gum ajeitou a bola na marca penal e recuou cerca de dois metros apenas para armar o chute, tive a quase certeza de que iria se complicar na cobrança. Isso de fato aconteceu, com a bola indo parar lá nas cadeiras especiais da Allianz Arena palmeirense.
Esse pressentimento mais ou menos óbvio deve ter ocorrido a muitas pessoas na noite de anteontem, por ocasião da semifinal entre Palmeiras e Fluminense.
Gum, zagueiro de estilo duro e bom de cabeceio, nunca brilhou pela técnica ou elegância no trato com a bola. Sempre deu chutão e era justamente isso que se esperava dele na execução do penal. Ao ensaiar uma cobrança mais caprichada, como os craques costumam fazer, buscando pouca distância, anunciou que iria desperdiçar a penalidade.
A regra não escrita do futebol ensina que jogadores habilidosos costumam bater pênaltis colocando a bola fora do alcance do goleiro, encaixando geralmente nos cantos ou nos ângulos superiores. Raramente se aventuram a disparar foguetes.
O oposto ocorre com os beques e volantes roceiros, que fecham os olhos e enchem o pé, quase sempre vencendo o goleiro pela violência do chute.
O supremo pecado de Gum foi tentar quebrar essa regra sagrada. Deu-se mal e levou o Fluminense junto com ele.

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 30)