Campanha do Leão faz ST Nação Azul disparar

O programa de sócio torcedor Nação Azul do Remo atingiu ontem a marca de 10.071 torcedores cadastrados. A previsão é de que, se o acesso à Série C for conquistado domingo, haja um incremento de até 50% nas adesões ao ST remista, que já está no Top 20 do Torcedômetro nacional. A luta da coordenação do Nação Azul, sob responsabilidade direta do diretor André Cavalcante e de Fábio Bentes, é para reduzir a inadimplência, ainda acima de 30%.

Quando Cavalcante assumiu, no final de junho, o ST tinha pouco mais de 2 mil sócios. Em julho e agosto, a equipe arrumou a casa, lançou ações promocionais e o plano conquistou 8 mil novos sócios em pouco mais de dois meses, alavancado pela trajetória do time na Série D.

Dado escala Jonathan na direita e testa meias

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Ainda sem poder contar com o volante Augusto Recife e o lateral Pikachu (suspenso), o técnico Dado Cavalcanti começa a definir nesta quarta-feira o time para enfrentar o Macaé no próximo sábado, 21h, pela Série B. No coletivo de ontem, na Curuzu, ele primeiro escalou a equipe com Emerson; Jonathan, Tiago, Dão e Paulo Otávio; Fahel, Fernando Aguiar, Léo e Valdívia; Aylon e Leandro Cearense. No segundo tempo do treino, o time foi modificado: Emerson; Jonathan, Gualberto, Pablo e Djalma; Sérgio Manoel, Carlinhos, Léo e Edinho; Leandro Cearense e Misael.

O lateral-esquerdo João Lucas, que foi liberado para visitar a família no Paraná, é aguardado hoje na Curuzu. Augusto Recife, que se recupera de lesão na coxa, não poderá atuar. O coletivo de hoje está previsto para o estádio Mangueirão. (Foto: MÁRIO QUADROS)

Goleiro mais alto não evita gol em bola aérea

O goleiro Jefferson não escondeu a tristeza por ter sido reserva de Alisson no duelo da seleção brasileira desta terça-feira contra a Venezuela, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018. Após o duelo, que teve triunfo do time canarinho por 3 a 1, o atleta desabafou em conversa com jornalistas. “Fiquei bastante triste”, afirmou Jefferson. “Ao mesmo tempo respeitando a opção do professor Dunga e meu companheiro Alisson. A comissão técnica passou total confiança no meu trabalho, faz parte”, analisou o jogador.

Jefferson disse que recebeu a notícia na noite de segunda, sendo consolado pelo ex-goleiro Taffarel, que faz parte da comissão técnica de Dunga. “O Taffarel me chamou e disse para eu ficar tranquilo, pois a confiança em mim ainda era grande. Ninguém quer ser reserva, mas acho que tem que ter respeito pelo companheiro. O Dunga já me deu muitas oportunidades, preciso trabalhar para ter novas chances”, continuou Jefferson.

“Não sei (se fui crucificado pela derrota no Chile), não posso dizer, mas às vezes sobra para alguém mesmo. Vou levantar a cabeça e continuar trabalhando”, disse o goleiro. Pouco antes, Dunga justificou a escolha devido às bolas aéreas da Venezuela – o gol, inclusive, saiu em lance assim. “Conversamos muito com os jogadores, todos têm que estar preparados para jogar. Quem entrar, tem que dar algo a mais. Era uma equipe que aposta nas bolas aéreas, o Alisson tem boa estatura”, declarou o treinador. (Da ESPN)

Espanhóis não querem Diego Costa na seleção

Atacante se envolveu em confusão no Chelsea e foi repreendido por Del Bosque

Fora da convocação do técnico Vicente del Bosque para a última data Fifa, o atacante Diego Costa não parece estar com grande prestígio entre os torcedores espanhóis. Em uma enquete do jornal Marca, fãs da seleção escolheram os 23 jogadores que iriam compor, na opinião deles, o elenco da ‘Fúria’ na Eurocopa, e o brasileiro naturalizado espanhol não esteve entre os mais votados.

Atacante do Chelsea, Diego Costa se envolveu em confusão no clássico contra o Arsenal, tendo provocado a expulsão do brasileiro Gabriel Paulista. Posteriormente, ele acabou suspenso por três jogos pela Federação Inglesa, e teve sua atitude recriminada por Del Bosque, que assim deixou ele ausente da última lista de convocados.

Morata, da Juventus, é o único centroavante entre os mais votados pelos 73.000 torcedores que participaram da votação. Pedro, do Chelsea, e Nolito, do Celta, seriam outros jogadores para compor o setor ofensivo. (Da ESPN)

Vitória sem brilho

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POR GERSON NOGUEIRA

Willian marcou dois gols no primeiro tempo, aos 36 segundos e aos 42 minutos. Foram os melhores momentos do Brasil em campo contra a Venezuela. Muito pouco para quem prometia se reabilitar da vexatória derrota para o Chile na estreia das Eliminatórias. Aliás, a situação só não azedou porque o adversário não teve audácia suficiente para buscar o gol de empate na etapa final.

O Brasil repetiu os erros já conhecidos, com destaque para a ausência de criatividade no meio-de-campo e a excessiva preocupação com a marcação. Não fosse pelo esforço de Willian, que concentrava as jogadas pelos dois lados do campo, a Seleção teria tido dificuldades ainda maiores para superar o time venezuelano.

Com os gols marcados no primeiro tempo, a Seleção iniciou o segundo bem à vontade, mas abusando da lentidão na saída e pouca agressividade pelos lados, pois apenas Felipe Luís aparecia para ajudar os atacantes. Daniel Alves raramente avançava e Oscar voltou a exibir a sonolência habitual.

Depois de um bom chute de média distância e uma bola na trave, o Brasil voltou a se acomodar. O tempo ia passando e, aos poucos, a Venezuela entendeu que era possível chegar. Mesmo tropeçando em seus próprios erros, aproveitou um apagão da zaga brasileira e diminuiu aos 19 minutos, com Sanches.

Por alguns minutos, a partida ficou perigosa para o Brasil, pois a Venezuela insistia em buscar o empate. Nesse esforço, terminou por se expor na defesa e abriu espaço para seguidos cruzamentos de Willian e Felipe Luís. Aos 28 minutos, a zaga cochilou e Ricardo Oliveira ampliou.

Dunga aproveitou então para lançar Lucas Lima e Kaká, injetando velocidade e talento no meio-de-campo, mas o ritmo de treino dominou conta da parte final do jogo. O Brasil não tinha interesse em forçar ações ofensivas e a Venezuela sabia que a parada estava decidida.

A prometida recuperação do time de Dunga não aconteceu e as preocupações com o futuro só aumentam.

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Torcidas fazem acreditar em dias melhores

A festa que cerca de 4 mil torcedores azulinos promoveram no aeroporto de Val-de-Cans, no domingo à noite, representou bem mais do que a recepção aos jogadores do Remo pela vitória no primeiro jogo contra o Operário-PR. Foi, acima de tudo, uma explícita declaração de amor pelo clube, que desde 2005 busca a chance de reeditar seus dias de glória em certames nacionais.

Sem parar de cantar antes, durante e depois do desembarque da delegação, a torcida abraçou os jogadores e saiu acompanhando o ônibus da delegação. A manifestação repercutiu na mídia esportiva nacional, que continua impressionada e não para de enaltecer a fidelidade do chamado Fenômeno Azul.

No dia seguinte, outro evento digno de registro, só que do outro lado da avenida Almirante Barroso. Desta feita, em comemoração ao Dia das Crianças, o estádio da Curuzu abriu as portas para os torcedores mirins do Papão confraternizarem com os jogadores.

Uma animada pelada reuniu a garotada e atletas, como Pikachu e Djalma. Sem dúvida, um dia inesquecível para as crianças e para os jogadores, que fizeram questão de destacar sua satisfação pelo festivo encontro.

Dois exemplos vigorosos da pujança do futebol paraense a partir do amor de suas grandes torcidas.

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Um oportuno convite à paz

Recado dos mais ponderados sensatos postado ontem nas redes sociais pelo amigo André Cavalcante, que integra a diretoria de Futebol do Remo e também um dos responsáveis pelo programa de sócio torcedor Nação Azul:
“Amigos, acabei de receber uma ligação do deputado Milton Campos, que estava em Ponta Grossa/PR com a Delegação do Clube do Remo. O mesmo me assegurou que todos foram tratados muito bem pela Diretoria do Operário e que os episódios envolvendo a torcida foram pontuais, não refletindo a atitude da grande maioria. Ele me falou que ficou assustado com o clima de guerra criado aqui, dizendo que ‘de um clipe, fizeram uma papelaria’, se referindo o exagero e a proporção que tais episódios tomaram. Os fatos no hotel se restringiram a poucos torcedores, porém tudo foi rapidamente contornado pela Polícia Militar local. Também no estádio, apenas os mais exaltados se manifestaram, mas nada anormal. Enfim, fico com as impressões do Milton Campos, a quem reputo uma pessoa séria e responsável, e desarmo meu espírito. Vamos focar no nosso time.”

São palavras que servem para serenar e desarmar espíritos, sinalizando para o objetivo maior do Remo neste momento, que é fazer uma grande partida e superar o Operário. Questões extracampo não acrescentam nada a essa altura do campeonato.

Manifestação de André Cavalcante vem na contramão de posicionamentos da imprensa esportiva paranaense, que resolveu botar fogo numa disputa até aqui restrita às quatro linhas.

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Alves: como analista político um lateral sofrível

Daniel Alves se jogasse metade do que acha que joga seria um jogador mediano. Incensado exageradamente por setores da mídia, jogando mais com o nome do que por méritos, conseguiu se segurar mais um pouco no Barcelona depois de se arrastar em campo na última Copa do Mundo.

Ontem, nas janelas de entrevistas que antecedem jogos da Seleção, Daniel aproveitou para se enxerir em questões de natureza político-econômica. Lá pelas tantas, soltou a pérola: “A Seleção não pode pagar o pato pela crise no Brasil”.

Ora, a tal crise, superdimensionada ou não, é questão que nada tem a ver com os muitos problemas da atual Seleção, raquítica e indolente, sem esquema tático definido e com jogadores – como Daniel – que não representam a essência do nosso futebol.

Por outro lado, o lateral direito perdeu boa chance de falar sobre os escândalos que enlameiam a Fifa, sobre a prisão do ex-presidente da CBF e dar uma explicação para a surra que ele e seus companheiros tomaram da Alemanha em Belo Horizonte.

Como Romário disse sobre Pelé, Daniel Alves calado é um poeta.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 14)