A esperança renasce

POR GERSON NOGUEIRA

Até por força do hábito, boa parte dos torcedores, dirigentes e da crônica esportiva segue com aquele discurso choroso quanto à realidade do futebol paraense. Não duvido que haja sinceridade nesse posicionamento. A derrocada dos clubes, o endividamento crescente e a falta de uma política de modernização das divisões de base estimulam em grande medida a descrença em dias melhores. Por outro lado, é preciso ver que há motivos para crer em dias melhores.

Por um desses milagres que o futebol gosta de proporcionar, a dupla Re-Pa vive momentos auspiciosos dentro de campo. Concentro a análise na situação dos velhos rivais porque o futebol do Pará é, essencialmente, mantido e bancado por eles. Quando estão em alta, todos ganham e se beneficiam. Quando despencam, todos sofrem.

Na Série B, o Papão empreende campanha elogiável, que já lhe garantiu permanência na segunda mais importante divisão brasileira em 2016. Caso o time reaja e a sorte ajude, pode até alcançar o acesso à Série A, sonho considerado quase impossível quando o campeonato começou.

O investimento do Papão é alto para os padrões regionais, mas bem abaixo do que gastam Botafogo, Bahia, Santa Cruz e Vitória para disputar a mesma competição. Ainda assim, com méritos demonstrados em campo, conseguiu ainda no começo do returno afastar qualquer risco de rebaixamento, mantendo até as últimas rodadas esperanças legítimas de subir.

Tudo isso só é possível pela nova mentalidade reinante na Curuzu. Controlado hoje por um grupo rejuvenescido de dirigentes, o Papão se moderniza e implanta conceitos de gestão antes deixados de lado. Graças a isso, os avanços se materializam no sucesso do programa de sócio torcedor (Sócio Bicolor, com mais de 17 mil cadastrados) e na constante troca de ideias em prol da instituição.

Foi-se o tempo em que bicheiros e aventureiros em geral faziam e aconteciam no clube, impondo seus próprios métodos e criando verdadeiros feudos internos. Hoje, o velho estádio Leônidas Castro passa por obras de revitalização e deve dispor até o fim do ano de um moderno hotel para abrigar seus jogadores e clubes visitantes.

O Remo saiu do limbo ao conquistar, no domingo passado, o acesso à Série C. Para isso, precisou de esforço geral de seus dirigentes, comissão técnica, jogadores e torcida. Uma força-tarefa que impulsionou o time à conquista tão almejada nos últimos anos.

Para se entender a real importância do feito, vale recordar os martírios enfrentados pelo clube nas últimas temporadas. Em consequência de gestões desastrosas a partir de 2006, o Remo foi diminuindo de tamanho no campo esportivo e em termos patrimoniais. Perdeu a sede campestre em leilão mal explicado e quase fica sem o estádio Evandro Almeida, alvo da cobiça do mercado imobiliário e oferecido a preço vil por um presidente mal-intencionado.

No começo do ano, o clube voltou a balançar perigosamente, ameaçado de perda da área do Carrossel pela pressão dos donos de sua dívida trabalhista. Correu ainda mais perigos ao decidir em sua primeira eleição direta entre candidatos pouco habilitados para o desafio de conduzir o clube a dias melhores.

Em esforço conjunto de velhos e novos dirigentes, o clube conseguiu se salvar com resultados improváveis em campo. Contra todas as previsões, conquistou o bicampeonato estadual e foi vice-campeão da Copa Verde, além de se garantir na Copa do Brasil e na Série C 2016.

Botecos, festas, feijoadas, bazares, pedágios e campanhas encetadas pela torcida contribuíram para diminuir os custos, ajudando o Remo a ter de novo um calendário preenchido para a próxima temporada. Cenário que pode ficar ainda melhor para os azulinos com a conquista, possível, do título brasileiro da Quarta Divisão.

O tema é amplo e rico, merecendo futuras abordagens, mas este recado visa abrir discussão. Muitas vezes a fartura e a bem-aventurança batem à porta e não são atendidas. É inegável que nossos grandes clubes estão renascendo, por razões diversas, algumas até casuais. Mais do que nunca precisam de apoio para resistir às forças do atraso, que nunca desistem e estão sempre à espreita.

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Preocupante e desalentador mundo novo

A demissão de 34 profissionais da ESPN Brasil, anunciada ontem, joga luz sobre a difícil realidade do jornalismo esportivo no país, às voltas com desafios gigantes para permanecer influente e de pé. O avassalador crescimento da comunicação on-line não se faz acompanhar de sustentação financeira para manter equipes, investimentos tecnológicos e coberturas cada vez mais caras.

Quando uma redação qualificada como a da ESPN faz cortes na própria carne, todos temos a lamentar, pois todos perdemos – profissionais da área e público consumidor. Há quatro meses, o Portal Terra já havia feito várias demissões. Outros veículos também reduzem seus quadros.

Cobrir esportes no Brasil sempre exigiu muita grana até porque, com exceção das redes de TV aberta, os grandes anunciantes a cada dia se mostram mais refratários a estabelecer parcerias. No mundo inteiro, o mercado jornalístico sofre com a chegada de um novo tempo, delimitada pelo jornalismo digital, sem que se tenha saída a curto ou médio prazo.

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Um exemplo que interessa a todos

À saída do jogo contra o Ceará, na terça à noite, o goleiro Jefferson, do Botafogo, contrariou a manada e confessou ter cometido o pênalti que provocou a derrota alvinegra. Diante de uma pergunta que levantava a bola para que negasse a penalidade, o arqueiro não se abalou e disse que a falta existiu e que havia derrubado o atacante cearense. Com a simplicidade desconcertante dos verdadeiros atletas. Tinha que ser do Botafogo.

A título de comparação, lembro que, há uns dois anos, o goleiro Felipe, do Flamengo, cravou uma resposta bem diferente dessa. Ao final de um jogo decidido em lance duvidoso contra o Vasco, ele afirmou que vencer com gol roubado é mais gostoso. Arrogante, queria fazer média com o torcedor mais raso, obviamente, mas menosprezava ali um dos princípios mais sagrados do desporto.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 23)

Cruyff luta contra câncer no pulmão

Ídolo holandês do Barcelona, Johan Cruyff, de 68 anos, sofre de um câncer no pulmão, segundo informaram na manhã desta quinta-feira as rádios locais “Catalunya Rádio” e “RAC1”. A doença foi detectada na última segunda-feira em Barcelona, e o ex-técnico e jogador ainda passa por novos exames para avaliar sua evolução.

Cruyff já foi submetido a uma operação no coração em 1991. Depois disso, iniciou luta para parar de fumar, tendo inclusive protagonizado campanha contra o tabagismo, com o slogan: “Na minha vida, tive dois grandes vícios: fumar e jogar futebol. O futebol me deu tudo e, em troca, fumar quase me tira”. Cruyff, em sua luta para deixar de fumar, substituiu o cigarro por balas de nicotina para atenuar os nervos durante os jogos do Barcelona.

Como jogador, Cruyff teve passagens destacadas por Ajax, Barcelona e seleção da Holanda – foi vice-campeão e melhor jogador da Copa do Mundo de 1974 na Alemanha, liderando o legendário Carrossel Holandês.

Depois, foi técnico dos dois clubes, tendo sido o primeiro a ser campeão da Copa da Europa, em 1992, com o time catalão. Entre 2009 e 2012, também comandou a seleção da Catalunha. (Da ESPN)

Papão pode participar de torneio nos Estados Unidos

Por intermédio do ex-lateral Roberto Carlos, o Paissandu teria firmado contrato com a empresa de Ronaldo Fenômeno para participar de um torneio nos Estados Unidos como convidado, no começo do próximo ano. Galatasaray e Roma seriam alguns dos times contratados. Roberto Carlos e Ronaldo também já fizeram negócios com o clube paraense emprestando jogadores, além de viabilizarem o patrocínio da operadora Claro. Há a possibilidade, segundo fontes ligadas à diretoria do Papão, de acontecerem novas transações envolvendo jogadores, que incluiria a ida do lateral Pikachu para o futebol norte-americano. A notícia ainda carece de confirmação oficial por parte da diretoria do clube. (Com informações de Magno Fernandes e Dinho Menezes)

ESPN Brasil demite 34 profissionais

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DO PORTAL COMUNIQUE-SE

No Brasil, a ESPN vai trabalhar, a partir de agora, com menos funcionários. A medida tomada durante revisão de operações demitiu 34 funcionários da comunicação, dentre eles jornalistas, repórteres, produtores e blogueiro. Para explicar a situação, o canal falou que o cenário está cada vez mais competitivo e que, assim, precisa se preparar para o futuro.

Em comunicado oficial, a emissora informou que as operações foram alteradas globalmente. “Como parte desse plano de esforços, a ESPN no Brasil terá de eliminar algumas posições de trabalho”. Em outros países, cortes no quadro de funcionários também foram realizados. No Brasil, colaboradores com anos de casa foram dispensados.

A lista de demitidos tem nomes como o de Roberto Salim, que por 20 anos foi produtor da ESPN. O repórter Vinicius Nicoletti, com 17 anos de empresa, o produtor Luis Alberto Volpe, o narrador Alessandro Sabella, o jornalista Sérgio Loredo e o blogueiro José Roberto Maglia também foram cortados. Mesmo com a falta desses profissionais na equipe, o canal comenta que vai se “concentrar em aprimoramento e desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e serviços”.

A íntegra do comunicado:
Dentro de um cenário cada vez mais competitivo e com compromisso de manter o desenvolvimento do negócio, a ESPN revisou suas operações globalmente para se preparar para o futuro. Como parte desse plano de esforços, a ESPN no Brasil terá de eliminar algumas posições de trabalho. A ESPN continua com o compromisso de ter a melhor entrega para o fã do esporte, parceiros e clientes e se concentrará no aprimoramento e desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e serviços.

Globo propõe adiantar R$ 20 milhões aos clubes

Até aqui, a emissora tem recebido negativas em sua tentativa de prolongar o acordo

Com o dólar em alta e a crise financeira se arrastando por todo o país, a Rede Globo acenou aos clubes com um possível ‘socorro’ para que coloquem suas contas em dia. Na tentativa de prorrogar o contrato de TV do Brasileiro que se encerra em 2018 até 2020, o executivo de esportes da emissora, Marcelo Campos Pinto, ofereceu a eles possibilidade de antecipação de R$ 20 milhões em cotas.

O total varia de acordo com os direitos de transmissão de cada um, mas esse é o valor inicial disponibilizado e pode ser maior dependendo do time. A Globo se esforça para seduzir ainda com as condições para a antecipação: o dinheiro seria ‘descontado’ ao longo dos cinco anos de contrato, sem cobrança de juros ou mesmo correção.

Até aqui, ela não tem tido sucesso em sua estratégia.

A emissora, atenta a uma eventual mudança de cenário, procura os clubes para tentar prolongar o contrato de TV do Brasileiro até 2020. A emissora carioca detém os direitos de transmissão até 2018 e mantém desde o mês passado reuniões para tentar se antecipar a um possível avanço de concorrentes e alteração no calendário com o fortalecimento da Liga Sul-Minas-Rio.

Elas prosseguem nesta semana.

Ao todo, outros 16 times contam com acordo com a emissora por mais três temporadas: Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Grêmio, Inter, Atlético-MG, Coritiba, Atlético-PR, Goiás, Bahia e Sport.

O principal receio global é com a promessa da Sul-Minas-Rio de se tornar, de fato, embrião de uma liga nacional. No comando da entidade, Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG, prega jogo duro. Em outra frente, o Esporte Interativo também ameaça na disputa pela Série B. O atual contrato se encerra apenas no fim de 2017, mas o objetivo é concluir as conversas ainda neste mês.

A princípio, a recepção dos clubes procurados até aqui pela Globo para estender o contrato do Brasileirão até 2020 não foi positiva. Entre as divergências, está o detalhe de que a prorrogação do acordo não viria acompanhada de luvas polpudas. O bônus pela renovação anterior chegou a R$ 30 milhões na época. (Com informações da ESPN e UOL)

Neymar volta e Dunga prestigia corintianos

Cássio, do Corinthians, é a grande surpresa de Dunga para os dois próximos jogos da seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo. O time enfrenta a Argentina, em Buenos Aires, no dia 12 de novembro, e o Peru, no dia 17 de novembro, em Salvador, na Arena Fonte Nova. O goleiro é convocado pela primeira vez pelo atual treinador após ter passagens na era de Mano Menezes, sendo o último chamado em 2012. O corintiano herda a vaga de Marcelo Grohe, do Grêmio, que está se recuperando de lesão no ombro.

Danilo, do Real Madrid, também voltou a ser convocado por Dunga e ficou com a vaga que normalmente tem sido de Fabinho. Daniel Alves, titular nos últimos dois jogos contra Chile e Venezuela, também foi mantido. Kaká, do Orlando City, e Ricardo Oliveira, do Santos, também seguiram na lista.

A apresentação será em São Paulo, no dia 8, e a equipe fará os treinos no Centro de Treinamento do Corinthians, para viajar para Buenos Aires apenas na véspera. Del Nero voltou a se recusar a falar sobre a possibilidade de viajar para acompanhar o time.

Barcelona Comemora Gol BATE Borisov Champions 20/10/2015

Goleiros: Cássio (Corinthians), Jefferson (Botafogo) e Alisson (Internacional);

Laterais: Danilo (Real Madrid), Daniel Alves (Barcelona), Filipe Luís (Atlético de Madrid) e Marcelo (Real Madrid);

Zagueiros: David Luiz (PSG), Miranda (Inter de Milão), Marquinhos (PSG) e Gil (Corinthians);

Meio-campistas: Luiz Gustavo (Wolfsburg), Fernandinho (Manchester City), Elias (Corinthians), Renato Augusto (Corinthians), Lucas Lima (Santos), Kaká (Orlando City), Willian (Chelsea), e Oscar (Chelsea);

Atacantes: Neymar (Barcelona), Hulk (Zenit) e Douglas Costa (Bayern de Munique), e Ricardo Oliveira (Santos)

A frase do dia

“Agora passou, agora é esquecer. Quem tinha que viajar viajou, quem queria ver a família viu e quem queria festejar festejou. Temos agora um adversário para enfrentar e uma meta a cumprir até o final do ano – levar o Remo ao título. São mais quatro jogos, menos de um mês pra coroar ainda mais essa campanha maravilhosa. Quem não gosta de ser campeão? Está todo mundo de parabéns pelo acesso, mas nossa torcida merece mais esse troféu”.

Fernando Henrique, goleiro do Remo

#BTTF2015: o futuro chegou

POR PABLO VILLAÇA, no Submarino

Quando Marty McFly embarcou no DeLorean para fugir dos terroristas líbios que haviam matado seu amigo Doc Emmett Brown, a máquina do tempo construída pelo cientista acabou levando o adolescente para 30 anos no passado – como o filme se passava em 1985, a data final da jornada de Marty era, portanto, 1955.

Pois se “De Volta para o Futuro” fosse produzido hoje, o herói retornaria para 1985.

Sim, 30 anos voaram – e, em apenas três décadas, a trilogia comandada por Robert Zemeckis e co-escrita com Bob Gale se tornou um clássico do Cinema, despertando a imaginação de milhões de fãs ao longo do tempo. Este ano, por exemplo, uma exibição especial foi feita durante o Festival de Tribeca, que cobri aqui para o Submarino, e reuniu centenas de pais que, entusiasmados, dividiam a paixão pelo filme com os filhos ou mesmo com os netos.

O que me fez lembrar de minha própria experiência com os longas: em novembro de 1997, quando o Cinema em Cena tinha menos de 20 dias de existência, aproveitei o espaço que havia acabado de criar para publicar textos sobre as três partes. Eram críticas ainda cruas, com alguns erros de português e um estilo ainda trôpego – algo natural para alguém que tinha, então, apenas três anos de carreira. Porém, mesmo com todas as fragilidades, mantenho um imenso carinho por aqueles textos, que traziam, em um de seus trechos, a seguinte passagem:

“De Volta Para o Futuro é, em suma, um grande filme que deve ser visto, revisto e rerevisto. Aliás, mal posso esperar para revê-lo ao lado de meus filhos (que ainda nem nasceram) e conferir suas reações às aventuras de Marty.” 

Pois Luca, meu mais velho, assistiu à trilogia há alguns anos; e Nina, a caçula, foi apresentada a ela neste fim de semana, cerca de 18 anos depois que escrevi aquelas palavras. E curtiu.

Mas como não curtiria? Os roteiros de Zemeckis e Gale são inventivos, divertidos, inteligentes e muitíssimo bem estruturados, dobrando-se sobre si mesmos, repetindo ações a partir de pontos de vista diferentes e recontextualizando cenas sobre as quais julgávamos já saber tudo. Enquanto isso, a direção de Zemeckis combina a maestria técnica que este exibe em todos os seus trabalhos a uma energia invejável que nem sempre ele voltaria a demonstrar em outros projetos.

E há, claro, o elenco: Michael J. Fox, então estrela da série Caras & Caretas, praticamente saltou ao estrelato absoluto graças ao primeiro longa ao conferir humor e carisma a Marty, mostrando-se igualmente confortável com as sequências de ação e as gags físicas, ao passo que Christopher Lloyd, como Doc, basicamente homenageava/subvertia/recriava o clichê do “cientista maluco” em uma só tacada. E se Lea Thompson e Crispin Glover transformavam o futuro casal McFly em personagens pelos quais torcíamos e temíamos ao mesmo tempo, Thomas F. Wilson estabelecia Biff Tannen como o típico vilão que amamos odiar.

Já a trilha de Alan Silvestri, bom… você provavelmente já começou a cantarolá-la aí apenas o relembrar a trilogia.

No entanto, 2015 não marca apenas o aniversário de 30 anos do longa original, mas também uma outra data especialíssima na mitologia da trilogia – afinal, na segunda parte, Doc traz Marty e sua namorada Jennifer (Claudia Wells na produção de 85; Elisabeth Shue nas continuações) para 21 de Outubro de 2015. 

Sim, hoje.

Claro que decepcionamos em relação à visão original de Zemeckis e Gale: não temos carros voadores, tênis com cadarços que se amarram sozinhos, pizzas desidratadas que surgem gigantescas com poucos segundos e nem skates voadores (perdão: hoverboards). Por outro lado, tampouco tivemos que aguentar mais 15 continuações de Tubarão, o que já é alguma coisa.

Mas, mais importante do que isso, temos algo que os personagens daquelas obras jamais tiveram ou terão: o prazer de contar com a trilogia De Volta para o Futuro em nossas vidas cinéfilas.

Acho que é uma boa troca.

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Universal Pictures

Aliás, há uma vantagem relacionada a isto: não só temos os filmes para aproveitar, mas todo tipo de “brinquedo” para mantê-los presentes – e sei que adultos preferem falar em memorabilia ou “itens de colecionador”, mas, bom, não tenho qualquer problema em chamá-los do que quer que seja, desde que possa brincar com eles.

Semana passada, por exemplo, postei no Facebook que havia acabado de receber meu modelo do DeLorean em escala 1:18 (há diversos modelos aqui), mas este é apenas um dos produtos que os fãs apreciarão – e acho que o único filme que me inspirou a comprar mais itens do que De Volta para o Futuro foi O Poderoso Chefão. Além do carro, tenho também o livro sobre os bastidores da trilogia (lindíssimo, por sinal) e, claro, versões dos filmes não só em Blu-ray e DVD, mas também VHS.

É, eu sei. Sou doente.

Mas querem saber? Não me ofereçam cura, pois já até infectei meus filhos. Meus netos virão em seguida.

Mas daqui a uns 30 anos escrevo sobre isso.