Minowa se prepara reassumir presidência do Remo

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O presidente licenciado do Remo, Pedro Minowa, prepara seu retorno à gestão do clube com o fim da licença que solicitou. O afastamento terminará em dezembro, mas Minowa já se movimenta nos bastidores para tentar vencer as muitas resistências à sua volta. O dirigente solicitou a licença à Assembleia Geral do clube em função do desgaste provocado por denúncias sobre irregularidades administrativas e financeiras em sua gestão. Seus aliados alegam, em sua defesa, que os atrasos salariais foram heranças deixadas pela gestão anterior.

Minowa venceu as primeiras eleições diretas da história do Remo, realizadas em 2014. No primeiro pleito, saiu vitorioso sobre o candidato e então presidente Zeca Pirão por pequena margem, mas denúncias de erros na apuração levaram a uma nova eleição, também vencida por ele. Atualmente, com a licença de Minowa, o presidente do Conselho Deliberativo, Manoel Ribeiro, acumula o cargo de presidente. (Foto: MÁRIO QUADROS)

Sobre a barbárie golpista que ameaça o Brasil

Verissimo

POR LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

Às vezes imagino como seria ser um judeu na Alemanha dos anos vinte e trinta do século passado, pressentindo que alguma coisa que ameaçava sua paz e sua vida estava se formando mas sem saber exatamente o quê. Este judeu hipotético teria experimentado preconceito e discriminação na sua vida, mas não mais do que era comum na história dos judeus. Podia se sentir como um cidadão alemão, seguro dos seus direitos, e nem imaginar que em breve perderia seus direitos e eventualmente sua vida só por ser judeu.

Em que ponto, para ele, o inimaginável se tornaria imaginável? E a pregação nacionalista e as primeiras manifestações fascistas deixariam de ser um distúrbio passageiro na paisagem política do que era, afinal, uma sociedade em crise mas com uma forte tradição liberal, e se tornaria uma ameaça real? O ponto de reconhecimento da ameaça não era evidente (…). Muitos não o reconheceram e morreram pela sua desatenção à barbárie que chegava.

A preocupação em reconhecer o ponto pode levar a paralelos exagerados, até beirando o ridículo. Mas há algo difuso e ominoso se aproximando nos céus do Brasil, à espera que alguém se dê conta e diga “Epa” para detê-lo? Precisamos urgentemente de um “Epa” para acabar com esse clima. Pessoas trocando insultos nas redes sociais, autoridades e ex-autoridades sendo ofendidas em lugares públicos, uma pregação francamente golpista envolvendo gente que você nunca esperaria, uma discussão aberta dentro do sistema jurídico do país sobre limites constitucionais do poder dos juízes… Epa, pessoal.

Se está faltando algo para nos avisar quando chegamos ao ponto de reconhecimento irreversível, proponho um: o momento da posse do Eduardo Cunha na presidência da nação, depois do afastamento da Dilma e do Temer.

Média de público nacional: Leão é 15º e Papão é 16º

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Ranking agrupado de público (por média) das Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro, segundo o site Sr. Goool:

1º Flamengo – 34.294

2º Palmeiras – 32.027

3º Corinthians – 31.552

4º Grêmio – 24.592

5º Atlético-MG – 24.472

6º São Paulo – 21.157

7º Cruzeiro – 20.953

8º Fluminense – 18.912

9º Fortaleza – 18.073

10º Internacional – 17.568

11º Bahia – 17.556

12º Atlético-PR – 16.566

13º Vila Nova-GO – 15.752

14º Sport – 15.309

15º Remo – 15.136

16º Paissandu – 14.780

17º Coritiba – 14.700

18º Ceará – 14.291

19º Vasco – 12.486

20º Santa Cruz – 11.929

(Fotos: MÁRIO QUADROS)

Recuperado, atacante reforça o Papão

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DA AV ASSESSORIA

Retorno providencial. Assim pode-se considerar a volta do atacante Welinton Junior ao time do Paysandu. Sem jogar desde a 26ª rodada, quando sofreu uma entorse no joelho, o jogador está recuperado e liberado pelo departamento médico para o duelo do final de semana.

Com Welinton em campo, o time vinha conquistando bons resultados, tanto é que o atleta não perde há sete jogos, são cinco vitórias e dois empates. Por outro lado, desde que saiu da equipe, o Papão não venceu mais, foram cinco jogos sendo três derrotas e dois empates. Além disso, com a sequência negativa, o clube saiu do G4.

Ansioso para voltar aos jogos, o atacante se mostra confiante para retomar os bons resultados em campo com seus companheiros. “Temos que levantar a cabeça e passar por cima dessa fase de instabilidade para recuperar aquele bom momento e alcançar novamente o G4, que é o nosso grande objetivo. Foi muito ruim ficar parado e ter que acompanhar tudo de fora, sem poder ajudar. Felizmente já estou bem e pronto para jogar, me esforcei ao máximo para voltar o quanto antes”, declarou o atleta de 22 anos.

Neste sábado (24), às 17h30, o Paysandu enfrenta fora de casa o Sampaio Corrêa, adversário que também está na briga pelo acesso. “A semana está sendo de trabalho forte para ir lá no Maranhão e buscar os três pontos. Será um jogo duro, até porque a equipe do Sampaio tem qualidade, mas se quisermos chegar entre os quatro primeiros, precisamos de um bom resultado nesse jogo”, concluiu.

O volante Ricardo Capanema, depois de longa inatividade por contusão, já voltou a treinar com bola na Curuzu e pode reaparecer na equipe titular já nas próximas rodadas do campeonato. (Foto: MÁRIO QUADROS)

Independência ou conchavo?

POR GERSON NOGUEIRA

O brado de libertação ensaiado pelos clubes de Minas e Rio Grande do Sul começa a receber a adesão de outras agremiações do resto do país, também insatisfeitas com as imposições da CBF e de seus parceiros mais notórios – Rede Globo à frente. Por outro lado, existem pontos obscuros merecendo esclarecimentos.

No discurso, quase ninguém se opõe ao projeto de gaúchos e mineiros, idealizadores da Liga Sul-Minas-Rio. É evidente que representa um sopro de ar que pode abalar as estruturas acomodadas do futebol no Brasil.

O problema será conciliar a partilha de lucros e as cotas de televisão. Flamengo, Inter, Cruzeiro, Grêmio e Atlético-MG têm muito a discutir sobre ganhos e precisam se entender ainda com a Globo, verdadeira dona do futebol no país. Negociações, pelo que se sabe, já estão em marcha.

Outro aspecto a ser considerado é o impacto sobre os campeonatos estaduais das três regiões, que naturalmente ficarão esvaziados com a criação da Liga. É justamente quanto a isso que a CBF mostra resistências, depois de ter aparentemente aceitado a ideia num primeiro momento, chegando a autorizar a competição.

Depois de perceber o real alcance da novidade, a entidade refez seus cálculos e avaliou o tamanho do baque que a Liga poderá causar no campo político e também quanto às suas próprias finanças.

Um sinal disso é que, anteontem, a CBF lançou a ideia de uma assembleia geral entre os clubes e federações para decidir sobre a criação da Liga, o que na prática a inviabilizaria, pois a totalidade das federações é contra a iniciativa. Os dirigentes da Liga não aceitaram se submeter à assembleia e o risco de um impasse é cada vez mais forte.

Como está projetada, a primeira competição da liga recém-criada tem tudo para ser um sucesso, seguindo as pegadas (e até superando) da Copa do Nordeste, que congrega as principais agremiações da região, independentemente de seus posicionamentos nas divisões estabelecidas pela CBF.

De início, a competição reuniria somente clubes gaúchos e mineiros, mas a imediata adesão da dupla Flamengo e Fluminense concede à liga uma força política e popular ainda maior, agregando ainda representantes paranaenses e catarinenses. Os paulistas consultados não demonstraram qualquer interesse em participar, leais a Marco Polo Del Nero, poderoso chefão da CBF.

Será disputada provavelmente em 20 datas, coincidentes com as dos campeonatos estaduais, de fevereiro a 30 de março. Serão três grupos de quatro clubes: Cruzeiro, Flu, Avaí e América-MG no 1; Grêmio, Inter, Atlético-PR e Chapecoense no 2; e Atlético-MG, Flamengo, Figueirense e Coritiba no 3.

Os clubes fundadores são 15, mas somente 12 estarão na primeira edição. Ricardo Calil, que preside a liga, defende que as questões de natureza jurídica sejam rápidas, com ocorre nas ligas europeias, tendo como eixo de referência o Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

Consultada, a assessoria da Liga informa que clubes brasileiros de outras regiões – Nordeste, Centro-Oeste e Norte – por ora não serão aceitos, pelas dificuldades de datas e também pela logística, que tornaria a competição extremamente dispendiosa. Isso vale para o Papão, cuja diretoria chegou a manifestar interesse em se filiar à nova entidade e participar do torneio.

Por ora, em plena fase de estruturação, a Liga Sul-Minas-Rio ainda gera mais perguntas do que respostas. A conferir.

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Desafio do Leão é superar a acomodação pós-acesso

Além das ausências de Eduardo Ramos e Levy, a comissão técnica do Remo tem um desafio a mais para as semifinais da Série D contra o Botafogo de Ribeirão Preto: a acomodação natural do time depois do grande esforço pela conquista do acesso.

Várias declarações de jogadores logo depois da vitória sobre o Operário-PR, enfatizando que o dever havia sido cumprido na competição, deram a impressão de que o prolongamento da competição pode ter deixado de ser prioridade.

Para o torcedor, porém, o campeonato continua e entra em fase tão interessante quanto antes da obtenção do acesso à Série C. Passa a valer a conquista da taça de campeão. Além do prestígio e da posição na ranking da CBF, há o lado financeiro.

Caso chegue à final da competição, o Remo terá oportunidade de faturar algo em torno de R$ 2,5 milhões nos dois jogos (semifinal e final) em casa.

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Blog campeão alcança nova marca 

www.blogdogersonnogueira.wordpress.com bate mais um recorde. Alcançou ontem a marca de 5.854.000 acessos, com média de 3.600 acessos/dia. São seis anos de funcionamento ininterrupto, com debates e comentários sobre jornalismo, futebol, política, cinema, livros, rock & outros ritmos. A nova vitória se deve à generosa contribuição de baluartes, colaboradores e visitantes fiéis. Por isso, faço questão de dividir a boa nova com todos os leitores e amigos.

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Restrições à imprensa desafiam bom senso 

Com a imprensa outra vez barrada nos portões da Curuzu, o Papão treinou e começou a definição do time para enfrentar o Sampaio no sábado à tarde, em São Luís. Esquisita providência a de punir os profissionais da mídia esportiva pela má fase do time na Série B. Comparável à história do marido traído que resolve tirar o sofá da sala para resolver o problema do adultério.

O Papão não chegou à vice-liderança do campeonato por força do trabalho da imprensa, mas também não caiu de rendimento por culpa da cobertura dos veículos de comunicação.

É natural que a comissão técnica procure se blindar diante das queixas da torcida, expostas de maneira ruidosa no sábado à noite no Mangueirão, mas momentos de crise exigem atitudes inteligentes. E criar restrições à imprensa não é seguramente a medida mais sábia.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 21)

Episódio Cunha pode ser o Titanic da oposição golpista

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POR RENATO ROVAI, na Revista Forum

Quem abusa da hipocrisia corre o risco calculado de ser desmascarado. Não há ingenuidade em abusar da cara de pau condenando algo que se faz no privado. Isso vale pra mulher ou homem adúlteros. E pra políticos corruptos.

O PSDB e o DEM são partidos com muitos esqueletos no ármario. Têm uma história bastante recheada de casos escabrosos. E em boa medida só conseguem escapar de julgamentos mais duros por conta da sociedade política que têm com a mídia tradicional.

Mas mesmo assim seus líderes não cansam de gritar “pega ladrão” a qualquer coisa que se aproxime de uma suspeita e envolva alguém do governo federal.

Agora, porém, um dos seus aliados conjunturais, o presidente da Câmara,  Eduardo Cunha, é suspeito de ter operado propinas que podem atingir meio bilhão de dólares. Isso mesmo, 500 milhões de dólares. Um mero deputado movimentar isso é um monstruoso escândalo. Mas nem um pio.

Isso mesmo. Nem um pio de nenhum tucano ou demo graduado. Um silêncio catatônico.

O custo político deste posicionamento para a oposição a Dilma não será pequeno. E sua fatura pode significar a derrota desses grupos já em 2016.

PSDB, DEM e quetais não conseguirão tirar a tatuagem de Cunha de suas marcas. Sempre haverá alguém a perguntar, mas e o Cunha?

Para a dona Maria e o seu José o caso Cunha é muito simples de explicar. E por isso também será muito difícil para este eleitor mais simples entender por que o time de Aécio se calou neste episódio.

E aí a cobra vai morrer mordendo a língua. Ela pode até ter envenenado sua vítima antes. Mas não vai ser favorecida pela sua morte.

Em suma, a oposição antipetista pode até enfraquecer e derrotar o PT. Mas não será herdeira do seu espólio. Há uma clara possibilidade para um novo projeto político menos hipócrita e mais sério ser construído para 2018. Só faltam os líderes para ele. E como na política não existe espaço vazio, tudo é apenas uma questão de tempo.