Votação no TCU foi o canto de cisne do golpe

POR MIGUEL DO ROSÁRIO, em O Cafezinho

Amigos e leitores estão assustados com o clima de golpe criado pela votação no Tribunal de Contas da União (TCU). Tenham calma, por favor. Não caiam no jogo terrorista da mídia e dos militantes do ódio.

O resultado no TCU era jogo jogado. O mercado político já tinha assimilado a reprovação unânime das contas do governo.

Só que isso não derruba presidente.

A Folha publicou há dias, e o Cafezinho reproduziu, entrevista esclarecedora com o jurista Marcelo Lavenerè, que assinou o pedido de impeachment de Fernando Collor. Lavenerè explicou que TCU não dá margem para impeachment. É uma reprovação política, um indicativo para o governo se “comportar” melhor no ano seguinte.

Não sejamos ingênuos, claro. Foi tudo meticulosamente preparado. Eduardo Cunha, alguns dias após se reunir a portas fechadas com editores do Globo, promoveu a votação recorde de contas de todos os governos passados, para “limpar” o caminho para a aprovação ou não das contas de Dilma.

Votação esta que, é bom lembrar, é a primeira desde Getúlio Vargas, num demonstrativo do estado de exceção antidemocrático que estamos vivendo há tempos, após essa aliança espúria entre golpistas do judiciário e golpistas da mídia.

Entretanto, o espetáculo de hoje é o canto do cisne do golpe, porque essa era a última cartada da oposição.

O golpe começou a morrer hoje, e por isso fazem tanto estardalhaço. Querem ir embora com pompa e fogos de artifício.

Ainda temos a votação do TSE, mas esta vai demorar e não envolve o legislativo. Não acredito que o TSE seria capaz de cassar uma candidatura de 54 milhões de votos e empossar Eduardo Cunha.

Não teria lógica. Seria “hondurenho” demais até mesmo para nossos mais renhidos golpistas.

O golpômetro atinge o hoje o ponto máximo, uns 15 pontos, e ainda pode subir um ou dois pontos nos próximos dias, mas deve estabilizar na semana seguinte e declinar paulatinamente ao longo das próximas semanas, retornando a níveis aceitáveis para a estabilidade democrática que todos precisamos.

O governo teve sorte de fazer uma reforma ministerial que lhe garantiu uma base mínima para barrar o impeachment, na Câmara e mais ainda no Senado.

A oposição tentará o golpe, claro, mas vai perder.

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O governo tem agora 220 deputados fieis, com espaço para conseguir ainda mais apoio. No senado, onde o impeachment é decidido, a base do governo é ainda mais forte.

Uma sessão pelo impeachment se daria no senado, presidida não por Renan Calheiros, mas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Agora, por amor ao debate, o que aconteceria se a oposição conseguisse, com ajuda da mídia, derrubar um governo eleito e reeleito, um governo de um partido que acumula quatro vitórias eleitorais consecutivas, possui milhares de vereadores, deputados estaduais, federais, senadores, prefeitos e governadores, além de milhões de militantes ou simpatizantes?

Lula é o político brasileiro mais famoso e mais amado em todo mundo.

Imaginem se Lula começasse a denunciar – como fatalmente fará em caso de golpe – lá fora este atentado da direita midiática à democracia brasileira?

Será uma mancha que ficará pespegada na oposição e na mídia por mais cinquenta anos!

Isso além da mancha que a oposição já tem, por conta de seu apoio à ditadura.

O relator das contas do governo, Augusto Nardes, foi deputado federal pela Arena, o partido da ditadura. É um homem de direita, um golpista nato, que passou as últimas semanas passeando pela mídia propagandeando seu voto, intimidando seus próprios pares, fazendo proselitismo político contra o governo.

A Globo, que é na verdade o coração do golpe, nasceu com dinheiro da ditadura e se consolidou defendendo o arbítrio. Um outro golpe político contra a esquerda, apoiado pelas mesmas forças que atuaram em 1964, seria letal para o futuro do grupo e seus tentáculos na política, no longo prazo.

Ainda teremos meses turbulentos pela frente, mas tenham calma, muita calma. Não acreditem na mídia.

Se a direita derrotada nas urnas cometer o erro histórico de patrocinar um golpe, enfrentará uma oposição acirrada dos setores mais progressistas da sociedade.

O jurista do impeachment de Collor deixou bem claro: hoje, no Brasil, grandes e respeitados juristas não vêem base jurídica ou política para o impeachment de Dilma. Ainda mais com votação de TCU.

O impeachment, portanto, seria golpe, sim, diz Lavenerè. Para mim, essa entrevista de Lavanerè enterrou o golpe, porque não será mais possível aplicá-lo sem a oposição acirrada de tantos juristas, jornalistas, intelectuais, políticos.

Nenhum governo sob críticas desse quilate teria mínimas condição de exercer um mandato com dignidade. A menos que apelem para a violência, o que será pior.

Em 64, eles mataram, intimidaram, cassaram mandatos, censuraram, e só assim conseguiram assegurar um mínimo de estabilidade política ao regime.

Hoje a direita não conseguirá fazer nada disso. E a imprensa corporativa não terá mais a desculpa de que o governo a censura. Ela terá que, por conta própria, aplicar uma autocensura ainda mais desavergonhada da que faz hoje.

Os jornais e canais de TV terão que afundar-se em mentiras, demitir críticos, esconder denúncias, ou seja, cavarão a sua própria cova.

Eles proibirão os políticos, juristas e intelectuais progressistas de irem aos jornais, rádio e TV denunciarem o golpe?

Haverá repressão contra lideranças estudantis e sindicais?

E a internet? Como silenciarão a internet, rebelde e democrática por natureza?

Seus próprios apoiadores, os fascistinhas, sairão de cena após o golpe.

Como silenciarão esta grande e barulhenta militância de esquerda, a mesma que ganhou quatro eleições seguidas em batalhas épicas na internet?

Com Fernando Collor, havia unaminidade entre os juristas. Com Dilma, não. Os melhores juristas, os mais progressistas, defendem o mandato de 54 milhões de votos da presidenta.

Não vai ter golpe.

E se chegarem perto de um ato tão infame contra a democracia, serão denunciados lá fora pelos brasileiros mais prestigiados no mundo.

Aqui mesmo, no Cafezinho, já providenciamos um parceiro tradutor, para publicar nossas denúncias em inglês. Ele deve começar a trabalhar nos próximos dias, com ou sem golpe.

Todos os presidentes latino-americanos, todos os latino-americanos progressistas, ficarão ao lado dos protestos contra o golpe, porque eles conhecem muito bem a desonestidade e truculência da direita entreguista do nosso continente.

Será uma crise de proporções internacionais!

O mundo assistirá chocado uma democracia de 202 milhões de habitantes ser conspurcada por um bando de corruptos e canalhas, como são as lideranças do golpe, que não aceitam uma derrota eleitoral e apelam para o tapetão judicial, valendo-se da pressão da mídia mais reacionária e mais golpista do planeta.

Paraenses disputam mundial de karatê na Eslovênia

Os alunos de karatê da Academia Machida, Bruno Assis e Enzo Silva, foram convocados pela Confederação Brasileira de Karatê-Do Tradicional para fazer parte da delegação que vai disputar o 1º Campeonato Mundial Unificado de Karatê, além do XVIII Campeonato Mundial de Karatê-Do Tradicional, na cidade de Koper, na Eslovênia. A disputa ocorre entre os dias 12 e 18 de outubro.

Para o jovem carateca Enzo Silva, de 15 anos, as expectativas para o campeonato são altas. Participando pela segunda vez de um mundial, Enzo conquistou o quinto lugar no último Campeonato Mundial de Karatê que participou, realizado no Japão. Vindo de uma família de esportistas, o atleta diz que contou com todo o apoio – moral e financeiro – da família para participar da competição. “Meu pai é quem me apoia muito. Ele também pratica exercícios e já praticou karatê também. O amor pelo esporte vem de família”, conta.

Instrutor há mais de 10 anos e professor de karatê da Machida, o bicampeão brasileiro de karatê JKA, modalidade kata individual, Adalberto Sanches, diz que esta disputa será bastante importante aos participantes. “A competição vai ajudar a dar muita visibilidade aos atletas. Podendo até render uma provável vaga para disputar as Olimpíadas de Tóquio, em 2020”, conta.

O 1º Campeonato Mundial Unificado de Karatê e o XVIII Campeonato Mundial de Karate-Do Tradicional ocorrem na cidade de Koper, na Eslovênia, entre os dias 12 e 18 de outubro. Aproximadamente, 80 atletas compõem a delegação brasileira de karatê e, entre eles, dois caratecas representando o Estado do Pará. (Da Temple Comunicação)

Cacaio modifica Leão para o jogo no Paraná

O técnico Cacaio comandou treino coletivo na tarde desta quarta-feira, no estádio Evandro Almeida, fazendo algumas mudanças na equipe titular para o jogo de sábado contra o Operário-PR. A novidade foi o reaparecimento do volante Leandro Santos, que havia perdido espaço desde as falhas no jogo contra o Náutico. Depois de começar o treino com o time que jogou com o Palmas, mais o lateral Mateus Miller (substituto de Alex Ruan, suspenso), Cacaio substituiu Aleilson por Leandro, passando a usar três volantes.

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Com Leandro em campo, o time titular perdeu o primeiro tempo por 1 a 0. Na segunda metade, Cacaio sacou Leandro e lançou Edcléber, que permaneceu até o final. Os titulares terminaram o coletivo vencendo por 2 a 1. Provável time para sábado, em Ponta Grossa: Fernando Henrique; Levy, Max, Henrique e Mateus; Ilaílson, Chicão e Eduardo Ramos e Edcléber; Léo Paraíba e Kiros. (Com informações do repórter Magno Fernandes – foto: MÁRIO QUADROS)

Tragédia expõe pobreza de um porto rico

POR LUIZ OCTAVIO LUCAS

Cinco mil bois naufragados, alguns poucos esquartejados por ribeirinhos miseráveis, outros tantos resgatados, mas a maioria submersa no rio Pará, a espera de um resgate, ainda que já sejam cadáveres em decomposição. Este é o retrato do acidente com o navio que transportava gado em pé, com destino ao exterior, a partir do Porto de Vila do Conde, em Barcarena, nordeste do Pará, nesta terça-feira, 6 de outubro.

O tombamento da embarcação apenas evidencia diversos dramas que um olhar mais atento pode observar: a pobreza da população de Barcarena, que mesmo com um dos maiores produtos internos brutos do Estado, ainda encontra em tragédias como essa uma forma de subsistir e aplacar sua fome, vendendo a carne naufragada? Apenas comendo? Lucrando um parco dinheirinho que pode aliviar o drama financeiro do dia a dia?

E o que fica em troca das cenas atrozes presenciadas na outrora bela praia do vilarejo? Como esquecer aquelas rodinhas em volta do gado morto, mãos armadas com facas e serras, ensanguentadas, a partir a carne entre si, sem se importar com o olhar estupefato de curiosos e câmeras de cinegrafistas? Passos apressados com sacos de tripas e carnes, ostentados como verdadeiros troféus em meio a também famintos urubus e o sol escaldante que, em outra época, servia apenas para bronzear ainda mais a morenice dos habitantes locais.

Intestinos retalhados que derramam quilos de fezes de gado na areia e empesteiam o ar de um ex-paraíso. E como se isso já não fosse tragédia o suficiente, ainda há que se acostumar, mais uma vez, com o derramamento de óleo diesel nas águas, com o odor fétido que isso exala e com a mortandade de peixes que sempre vem quando esses acidentes ambientais impactam a localidade.

Assim foi a terça-feira de Vila do Conde, assim serão os próximos dias. É o preço que se paga pelo estratégico porto, de onde riquezas made in Brazil são exportadas. É o sofrimento de um povo que tem a sina de viver em um polo industrial sujeito a esse tipo de intempérie. Que ganha em troca pão e circo, como shows internacionais e festivais que escondem o “abacaxi” que há muito se transformou esta cidade.

O pesadelo do povo, que por algumas horas pareceu ser sonho, com a carne fácil que já está apodrecendo, ganha mais um capítulo com este triste episódio. Pobre Barcarena! Pobre Pará!

Aprendendo a ser jornalista na Praça da Sé: 7 regras preciosas para quem quer escrever bem

Aprendendo a ser jornalista na Praça da Sé: 7 regras preciosas para quem quer escrever bem

POR ANDRÉ FORASTIERI, no Linkedin

Sexta de manhã no Poupatempo da Praça da Sé, uma semana atrás. Perdi faz dois meses minha carteira, cartões, grana, foto do filho, RG e carteira de motorista. A bobeada me valeu duas visitas ao centro de São Paulo, ambas – surpresa! – prazerosas.

Na primeira levei Tomás e juntos fizemos as identidades. Vai pra cá, pega uma fila, pega outra, toca piano – tudo fica mais leve e todo mundo fica mais simpático quando tem um moleque de cinco anos com você. Foi bem rápido. E ainda sobrou tempo para um turismo básico pelas redondezas. O moleque foi conhecer a Praça e a Sé. Eu não lembrava de nada, então foi como a primeira vez para mim.

Foi a primeira igreja em que ele entrou na vida. Achou bem interessante. Eu que já entrei em um monte não me impressionei tanto. Me perguntou o que o guerreiro medieval que ilustra uma parede em um mosaico esquisito, com barba de Rei Arthur e espada na mão, tem a ver com São Paulo, a cidade. Eu não soube responder.

Na segunda visita, uma semana atrás, fui sozinho e portanto preparado para uma empacada radical. Levei agenda, revista e livro. Um homem prevenido vale por dois e não se entedia fácil. Foi providencial. A visitinha durou três horas.

Não tenho um A para reclamar dos funcionários do Poupatempo. O povo é rápido e eficiente. O processo é que é surreal. Para que preciso ir até lá para tirar a segunda via da carteira de motorista, considerando que não é preciso assinar nada nem tirar a impressão digital? Deveria ser possível fazer por carta. Até porque foi por Fedex que eu recebi ontem a minha nova. Graças à Valderez, que compartilha com minha mãe nome e gentileza.

A demora acabou sendo boa. Porque no tempo que passei lá, estava offline total. Então consegui ler uma coisa que eu precisava ler, por razões de trabalho, e estava empurrando com a barriga. Foi útil. E porque quando acabou a peregrinação, decidi que estava merecendo um agradinho e acabei garimpando um agradão.

Na saída estava um sol gostoso de inverno, céu azul e brisa estimulante. Fui dar uma banda pela Rua do Carmo. É um prédio mais bonito que o outro – o da Escola Fazendária devia ser tombado, se já não é – e uma loja mais maluca que a outra – uma portinha só vende essências, outra só tem folhinhas e calendários…

A praça na frente da Igreja do Carmo estava cheia de barraquinhas. Tinha roupa, sapato, bibelôs estrambóticos, um peruano desafinando uns boleros, DVD pirata e badulaques evangélicos. Minha favorita se dedica a apontadores feitos de metal, em formas diversas – Torre Eiffel, Ópera de Sidney, veículos variados. Comprei um em formato de avião-radar Awac para dar de presente para o meu filho.

Desesperado de fome e a dois metrôs de distância do meu trabalho, chequei as opções mais rápidas em volta da Sé. Foi a primeira vez que entrei em um Giraffas. Comi um Tri Giraffão, cheese salada, batata frita e Coca Zero, treze reais, 1118 calorias segundo avisa o próprio  Giraffas, num aviso pregado na parede.

Demorou um pouco mais do que fast food normal – “é que é feito tudo na hora”, explicou a moreninha de aparelho. E por isso é mais gostoso, entoa o slogan da rede. É mesmo. Melhor que um Big Mac, que não como faz uns vinte anos e nunca mais comerei.

O Giraffas surpreende pela convivência pacífica entre fast food gringa e slow food brazuca. Porque, você sabe, um almoção brasileiro é demorado pra fazer e demorado pra digerir. As mocinhas vão educadamente enchendo as bandejas, essa tem filé de frango, arroz e feijão; essa hambúrguer; essa bife; aquela nuggets.

Empanturrado com meu Tri Giraffão, fui atrás do meu agradinho. Livros, que mais? O sebo virando a esquina era pequerrucho. Encontrei edições originais de dois livros obrigatórios de Paulo Francis, O Afeto que se Encerra e Nu e Cru. O primeiro é de memórias e chave na minha vida. O segundo, uma coletânea de artigos preciosos. Comprei para dar de presente para uma jornalista amiga e jovem. Se fosse milionário, dava os dois para cada calouro de jornalismo do país.

Perguntei pro moço que espanava um livros velhos, tem livro em inglês aqui? Tem, subindo a escada. Cheio de batata frita e com hora para trabalhar, relutei uns segundinhos, mas encarei.

Era só uma estante. Livro sobre Ilhas do Pacífico, livros técnicos, Morris West. Lá embaixo, a surpresa: The Economist Style Guide, letras prateadas sobre a capa preta e dura.

O livro é uma versão expandida do manual que os profissionais da The Economist usavam em 1986. Minha versão é a atualizada, de 1993. Você pode e deve discordar do conservadorismo polido advogado pela revista. Mas não há nada parecido no planeta em termos de análise concisa e coloquial, semana após semana, desde priscas eras – 1843.

Não estrago o prazer de quem decidir comprar, entregando o ouro sobre os verbetes. Só digo que além de utilíssimo para quem queira escrever bem em inglês ou qualquer língua, é uma delícia de ler.

Deve ser porque eles seguem o conselho do autor de “1984”, que citam de cara na introdução. Vão me perdoar a tradução tosca:

“As Seis Regras para escrever bem de George Orwell:

1. Nunca use uma metáfora ou qualquer figura de linguagem que você não está  habituado a ver impressa.

2. Nunca use uma palavra longa se a curta resolve.

3. Se for possível cortar uma palavra, corte sempre.

4. Nunca use o passivo se pode usar o ativo.

5. Nunca use uma frase estrangeira, palavra científica ou jargão se você conseguir imaginar um equivalente coloquial.

6. Quebre qualquer uma dessas regras se a alternativa for escrever algo pavoroso.”

O Economist Style Guide emenda uma sétima regra. É dica de Henry Hazlitt, lenda do jornalismo  americano, que todos devemos seguir, jornalistas ou não. Mais fácil dizer do que fazer: “escrever de maneira genuína é escrever como qualquer um fala – qualquer um que tenha perfeito comando das palavras, e que discurse com facilidade, força e perspicácia, abandonando qualquer floreio pedante”.

Alguma disposição de sair às ruas, alguma capacidade de observação, algum respeito pelas lições de quem fez antes e melhor – o que mais você precisa para se intitular jornalista?

(Publiquei essa croniqueta em setembro de 2009. Sempre é hora de falar de Orwell, e portanto aqui está… e mantenho as outras recomendações: Francis, The Economist, e vamo pra rua, que a vida tá lá fora!)

Bahia demite técnico após empate com Papão

Logo depois do jogo com o Paissandu, no Mangueirão, a diretoria do Bahia anunciou a demissão do técnico Sérgio Soares. O empate foi considerado um mau resultado depois da derrota no clássico com o Vitória, no sábado passado. Além desses dois jogos, Soares enfrentava desgaste junto com aos dirigentes.

Leão tem melhor média de público da Série D

Com os 28.130 pagantes no jogo contra o Palmas-TO, sábado passado, o Remo consolidou a primeira colocação como dono da maior média de público do Brasileiro da Série D. Nas cinco partidas como mandante, o time teve 59.135 pagantes, com a média de 11.827 por partida. O Leão lidera também no valor arrecadado, com R$ 1.862.674,00 nos cinco jogos.