Jogo do Leão teve 28 mil pagantes

Um público de 28.130 pagantes compareceu ao estádio Jornalista Edgar Proença, na tarde deste sábado, para assistir Remo x Palmas (TO) pelas oitavas de final da Série D. A renda foi de R$ 1.034.082,00, sendo que o saldo destinado ao Remo foi de R$ 483,864,91, descontadas as despesas e a parte que cabe à Justiça do Trabalho.

Morre ex-centroavante de Inter e Seleção

Ex-jogador de clubes como Inter, Grêmio, Flamengo e da Seleção Brasileira, João Leithardt Neto, mais conhecido como Kita, morreu na manhã deste sábado em Passo Fundo. O ex-centroavante, que estava com 57 anos, era diabético e vinha enfrentando um câncer que acabou por comprometer diversos órgãos. Ele estava internado desde quinta-feira no Hospital do Trauma IOT, em Passo Fundo. Kita morreu às 13h15min.

Há quatro anos, teve o pé esquerdo amputado depois de contrair uma infeção quando fazia uma cirurgia para reconstituir os ligamentos do tornozelo. Ficou internado durante várias semanas em estado grave, mas acabou se recuperando.

— Na quinta-feira, ele não se sentiu muito bem e foi internado — conta a amiga e vizinha Luciane Gilioli.

Além da Dupla Gre-Nal e do Flamengo, Kita atuou em clubes como Passo Fundo, Brasil de Pelotas, Inter de Limeira, Portuguesa, Figueirense e Atlético-PR. Foi campeão gaúcho pelo Inter em 1984, mesmo ano em que ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles defendendo a Seleção. (Do Zero Hora)

Clube do Remo x Palmas/TO – Atlético-GO x Papão (comentários on-line)

Série D do Campeonato Brasileiro 2015

Remo x Palmas (TO) – estádio Jornalista Edgar Proença, 16h

Na Rádio Clube, Guilherme Guerreiro narra; Carlos Castilho comenta. Reportagens – Paulo Caxiado, Paulo Fernando.

Rádio Clube _ IBOPE_ Segunda a Sexta _ Tabloide

Série B do Campeonato Brasileiro 2015

Atlético-GO x Paissandu – estádio Serra Dourada, 16h30

Na Rádio Clube, Valmir Rodrigues narra; Gerson Nogueira comenta. Reportagens – Dinho Menezes. Banco de Informações – Adilson Brasil 

O que mais Cunha tem que fazer para ser detido?

POR PAULO NOGUEIRA, no DCM

O que mais Eduardo Cunha tem que fazer para que o detenham? Assaltar um banco à luz do sol? Bater na sogra no Dia das Sogras?

Um, dois, três, quatro, cinco depoimentos coincidem em acusá-lo de coisas pesadíssimas no terreno da corrupção.

Daqui a pouco não haverá mais dedos para fazer essa contagem macabra.

E o que se vê é Eduardo Cunha conspirando como se estivesse livre de qualquer suspeita.

Sabe-se que ele quer agora derrubar uma decisão, a um só tempo, do STF e de Dilma, a que vetou dinheiro de empresas nas campanhas.

Intocável

Cunha tenta achar uma gambiarra que permita a manutenção dessa que é a fonte primária de corrupção no país. Em qualquer situação, seria um acinte. Nas presentes circunstâncias, é um crime de lesa pátria.

Como sempre, ele legisla em causa própria. Cunha simplesmente não existiria sem os milhões que as empresas investem nele para que, no Congresso, defenda os interesses delas.

Ele se elege com este dinheiro e, como sua capacidade arrecadadora é enorme, ajuda a eleger outros políticos que comerão depois em sua mão.

Foi assim que virou presidente da Câmara.

Tantas evidências se acumulam contra ele e Cunha age como um Napoleão do Congresso, para vergonha do país. Por que essa impunidade não termina?

Cunha simplesmente desmoraliza a tese de que o Brasil trava um combate épico contra a corrupção.

Ao contrário, ele reforça a suspeita de muitos de que este combate épico é seletivo, cínico e demagógico. É fácil engaiolar Dirceu, Genoíno, Vaccari. E virtualmente impossível dar o mesmo destino ao outro lado, mesmo com a folha corrida de um Eduardo Cunha

Fiz a pergunta que abre este artigo no Facebook: o que Cunha tem que fazer para responder por suas delinquências?

Uma resposta foi aplaudida por muitos internautas: filiar-se ao PT.

Parece que esta é uma condição na Lava Jato de Moro e da PF: ser do PT.

Rir ou chorar?

Os filósofos sempre recomendaram rir da miséria humana em vez de chorar.

Riamos, então, da miséria da Justiça brasileira.

O estupro diário do jornalismo

POR LUIS NASSIF, no Jornal GGN

Não há nenhum apuro técnico nesse festival de denúncias bancado pela mídia.
Valem-se de um recurso que descrevo em meu livro “O jornalismo dos anos 90”, fartamente praticado pela revista Veja.
Juntam-se alguns pontos verdadeiros – porém irrelevantes – e com base neles desenham uma história muito mais ampla, na qual os pontos relevantes são meras suposições, que não vêm acompanhada de fatos.
É o caso da tal “denúncia” do Estadão sobre o lobby junto à Casa Civil para estender os benefícios da redução do IPI às empresas Hyundai e CAOA.O que diz a matéria do Estadão:

– A manchete, parte principal da matéria, aquela em que o rigor jornalístico tem que ser redobrado, afirma que Medida Provisória “teria sido” comprada.

– Na reportagem, fica-se sabendo de que um tal Mauro Marcondes “teria” acertado o pagamento de R$ 4 milhões a alguém do PT. Mas não teria revelado o nome de ninguém que teria recebido a propina.
– A matéria diz que um dos escritórios repassou R$ 2,4 milhões a um filho de Lula. Assim, parágrafo solto, sem nenhuma informação adicional que corrobore a acusação, sem investigações adicionais nem nada.
– Aí aparece alguém no dossiê dizendo que nada foi pago e que era golpe do Mauro Marcondes para desviar dinheiro.
– Na sequência, constata-se que, quando percebeu que estava sendo vítima do golpe, a CAOA pulou do barco e também não pagou nada. E o escritório ameaçou divulgar gravações das conversas entre eles.
– Por fim, o grande elo perdido: um dos lobista seria Alexandre Paes Santos, supostamente ligado à Erenice Guerra.
Alexandre, ou APS, era ligado à revista Veja, tal qual Carlinhos Cachoeira. Usava a revista para espalhar dossiês contra adversários de seus clientes. Entrou na história sem se saber por que e, dentre todas as ligações dele, supôs-se uma com Erenice, o elo perdido.
No fundo, o que se tem é a história de um espertalhão que tentou passar a perna na CAOA vendendo lobby em favor de uma MP que seria aprovada. Descoberto o golpe, e os desvios de dinheiro, as empresas pularam fora. E ele as chantageou ameaçando com gravações onde elas topavam subornar alguém que só o lobista sabia quem.
A única empresa que acreditou no espertalhão foi o Estadão.

Documentário desnuda o mito Chico Buarque

O diretor Miguel Faria Jr. durante uma das entrevistas com Chico Buarque

POR FLAVIA GUERRA, em CartaCapital

Em versão mais enxuta (com 270 filmes contra os mais de 500 de outras edições), o Festival do Rio 2016 começa para o público depois de ter tido uma sessão de abertura para convidados na noite de quinta. Um documentário foi o escolhido para dar a largada da maratona cinéfila, que segue até o próximo dia 14. O aguardado Chico – Artista Brasileiro, de Miguel Faria Jr., fez sua première no Cine Odeon (que voltou a abrigar o festival depois do intervalo de 2015) para uma plateia de convidados ansiosos para conferir o retrato que o diretor fez de Chico Buarque.

“Para mim é o maior orgulho ser convidado pela terceira vez para abrir este festival tão importante. Com  O Xangô de Baker Street (em 2001), Vinícius (em 2005) e agora o Chico, que é a cara do Rio. Este é um filme feito em equipe, com o trabalho de muita gente”, declarou o diretor.

A sessão marcou também a primeira exibição com projetor 4k do novo Cine Odeon (que agora leva também o nome de Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro). Projeção perfeita, salvo um pequeno problema no áudio (rapidamente solucionado, sem que a exibição fosse suspensa) justamente na cena em que Maria Bethania canta Olhos nos Olhos ao lado de Chico, em uma das tantas raras e deliciosas imagens de arquivo do longa.

A propósito, são as cenas garimpadas por Miguel e sua equipe um dos pontos fortes do filme. Um exemplo de encaixe perfeito entre passado e presente é quando Tom Jobim fala da genialidade de Chico, em um diálogo com declarações de que o autor de A Banda acabara de dar, no tempo presente, sobre sua eterna busca por ser o mais próximo possível de seu mestre soberano, como a letra de Paratodos entoa. Não por acaso, são justamente os versos em que Chico canta a brasilidade que encerram o longa, em um desfecho emocionante, que arrancou palmas efusivas de uma plateia feliz.

Mesmo que fique um certo desejo de saber ainda mais da vida de um dos artistas mais avessos a entrevistas da música, e da literatura, brasileira, o prazer de ver o próprio Chico falar de assuntos delicados como sua separação de Marieta Severo (em meados dos anos 90, depois de 30 anos de casados), sua relação com a solidão (apesar das namoradas, ele não se imagina casando novamente), seu processo criativo e sua busca pelo irmão alemão, Sergio Günther.

As cenas em que Miguel acompanha o cantor em Berlim, que assiste a um vídeo do irmão cantando na TV da Alemanha Oriental, são genuínas e revelam, como poucas, um Chico despido da capa de proteção de sua intimidade. Seus olhos marejam discretamente quando conta que perguntou aos amigos alemães que trabalharam com o irmão (morto aos 50 anos em 1981) se ele conhecia A Banda, e ouviu um sonoro ‘Claro que conhecia!’. “Ele de certa forma me conheceu”, diz o cantor. Impossível não se emocionar.

Ainda que, diferentemente do longa anterior de Miguel Faria Jr., Vinícius (O documentário mais visto da história do cinema brasileiro, com mais de 300 mil espectadores), de 2005, conte a história de um personagem ainda na ativa, e que por isso perca em alguns pontos, Chico tem sua força.

Além das imagens de arquivo, dos depoimentos, sempre muito simpáticos ao personagem principal, de figuras como Edu Lobo, Wilson das Neves, Miúcha, Maria Bethânia, Hugo Carvana, sua maior qualidade está na capacidade de desnudar, a custo de 30 horas de entrevista e muito dom para perguntar e ouvir, o mito Chico Buarque.

Quando ele fala do irmão. Quando revela como percebe, anos depois, que suas letras falam de momentos difíceis na vida, que “na hora” não quis ou não soube como lidar. Quando conta sobre a relação com os netos e o que de novo eles levam para dentro de sua casa (incluindo o rock progressivo, que ele “deixou passar” nos anos 70).

Ou quando rebate a fama de tímido e revela que nunca o foi. Mas sim que ficou traumatizado e que seu medo do palco começou com as tantas recepções frias que teve de plateias na Europa (nos anos em que se exilou em Roma, durante a Ditadura Militar). E quando divide com o público de como foi nos anos magros de exilado que compreendeu que era sim um músico profissional que precisava tocar e compor para viver… São estas conversas, olhando nos olhos únicos de Chico, que tornam o filme um documento histórico, que humaniza o mito e, por isso, emociona.

“Cinema é psicanalítico. E é isso que a gente faz durante os 14 dias do festival”, declarou Ilda Santiago, diretora do festival ao lado da também diretora do evento Walkiria Barbosa, pouco antes de chamar Miguel Faria Jr. ao palco. De fato. Que venha a maratona de análise cinéfila!