Enfim, a primeira goleada

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Por Gerson Nogueira

Foi preciso esperar seis rodadas para ver a primeira goleada do campeonato. O Remo mudou o desenho do meio-de-campo, aumentou a presença de volantes e atuou de forma mais simplificada, crescendo mais no segundo tempo. Como reflexo direto disso, encurtou o caminho para o gol. Fez quatro, mas podia ter chegado a números mais expressivos, tal a quantidade de oportunidades criadas no primeiro tempo.

O Gavião confirmou a impressão de time brigador, aguerrido e pouco articulado. Edinaldo, Luiz Fernando e Balão Marabá são os mais habilidosos, mas terminam se perdendo em meio às limitações dos demais. 

Disposto a lutar por uma bola feliz no ataque ou pelo menos assegurar o empate, o Gavião entrou muito recuado, defendendo-se com até oito jogadores. Apenas Gaguinho ficava na frente. Como sempre ocorre nessas situações, o time sofreu forte bombardeio desde os primeiros minutos. Resistiu até os 22 minutos, quando André acertou o pé em cobrança de falta e abriu o placar.
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Ao invés de sair em busca da igualdade, o Gavião se manteve lá atrás, esperando o Remo pressionar. Podia ter encaixado algumas boas saídas em contra-ataque, mas se perdia em passes errados e precipitação na hora de avançar. Dono da bola, dominando todos os setores, com Eduardo Ramos, Tiago Potiguar e Dadá bem desenvoltos, o Remo falhava sempre no arremate final.
Para o segundo tempo, Charles Guerreiro optou por Val Barreto no ataque e botou Zé Soares. As mudanças deixaram o time mais veloz e envolvente. Logo aos 3 minutos, o zagueiro Carlinho Rech fez o segundo e abriu a porteira do Gavião, cuja marcação se confundia até nos lances mais bobos.
Cinco minutos depois, Barreto ampliou. Aos 17, o mesmo Barreto fecharia a contagem. A 15 minutos do fim, Athos entrou no lugar de Eduardo Ramos. Não acrescentou grande coisa e o time pareceu tirar o pé. O Gavião se assanhou um pouco e andou rondando a área, mas o goleiro Fabiano apareceu bem.
Os cinco minutos finais foram horrorosos, principalmente pelo estilo confuso do árbitro Marco Antonio Mendonça, que parava todos os lances, e pelo desinteresse do Remo, que praticamente abriu mão de atacar.
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A goleada reabilita o Remo depois da derrota no Re-Pa, mas o time continua precisando de ajuste fino. Tem bons momentos, mas ainda é muito propenso a apagões. No ataque, uma dúvida se estabelece: Val Barreto substituiu a Leandrão e marcou dois gols, além de mostrar mais desembaraço na área. E aí, Charles?
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Três garantidos nas semifinais
O jogo do Mangueirão classificou antecipadamente remistas, bicolores e cametaenses. Nas demais partidas, vitória do Cametá sobre o Santa Cruz e um empate cheio de gols (3 a 3) em Paragominas, entre o invicto São Francisco e os donos da casa. Domingo, PFC e Leão santareno decidem a última vaga à semifinal, coincidentemente enfrentando a dupla Re-Pa.
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Novo capítulo da novela Pikachu 
Boatos que povoaram as redes sociais e os bastidores do futebol dão conta da presença em Belém do misterioso investidor que alega ter adquirido os direitos econômicos de Pikachu. Caso não consiga convencer a diretoria do Paissandu a liberar o jogador, o empresário estaria disposto a ir à Justiça defender o cumprimento do acordo firmado com o então presidente Luís Omar Pinheiro, há dois anos. A conferir.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 30)

13 comentários em “Enfim, a primeira goleada

  1. A diferença deste para os demais jogos é que a bola entrou.

    Mas senti o time mais sólido, os passes estavam indo na direção correta.

    O problema era na finalização. Num lance, num contra-ataque que poderia ter sido fulminante depois de um falta perto da área do Remo, o Jhonatan cruzou e quem estava na área para arrematar era o Max!! O Leandrão estava longe ainda.

    A questão do preparo para os atletas mais velhos está realmente comprometendo o rendimento de alguns.

    Fosse um preparador físico, deixava alguns jogadores para recuperarem a forma física.

    Ontem, o Val Barreto sobrou fazendo pouco.

    Tomara que siga dessa forma.

    Já somos o líder e vamos para Paragominas confirmar a liderança.

    Tudo no seu devido lugar

    (Eu falei que a diferença era de um gol apenas, amigos bicolinos)

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  2. Muito boa imagem do jogo.

    Pra mim o nome do jogo foi o Dadá. Até cansar, combateu e criou com muita qualificação e apuro nos passes. Tem que ser mantido como titular.

    Não obstante, ele teve uma falha grotesca que quase leva ao gol do Gavião. Deu um bote destrambelhado (entrou de primeira, quando poderia ter apenas feito o certo) no atacante adversário que estava dentro da área, mas já na linha de fundo, sem maiores opção de jogada mais aguda, salvo a que o Dadá lhe deu de presente.

    Naquela jogada, além do mole para o atacante, que pôde virar e servir ao companheiro, que não fez o gol por pouco (ou muito desleixo no arremate) também poderia ter resultado um pênalti infantil.

    Mas, esta afobação, certamente deve às férias e ao tempo em que ficou sem jogar, só treinando. com a sequencia de jogos adquire melhor condicionamento e maior equilíbrio, destreza e concentração.

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  3. Gerson e amigos, sinceramente, mas do jeito que voltou o Gavião para o 2º tempo, não precisava nem do Val Barreto… Vale lembrar que o Leandrão iria volta para o 2º tempo, mas pediu pra sair, minutos antes do Remo voltar ao gramado… Penso que o torcedor do Remo, tem que comemorar essa vitória, mas não se iludir… Time, não melhorou, e pior, não contará na última partida, com jogadores importantes, como André, E.Ramos e Max…

    Temo pelo Remo, nesta semi final… Mas fico na torcida, para que esteja errado..

    É prudente aguardar

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  4. Achavas que o Leadrão faria esses dois gols, Cláudio?
    Vale lembrar que Val esteve relacionado com 3 dos quatro gols que o Remo marcou. Dois foram dele e, no gol do Rech, ele estava lá para garantir que a bola entraria.
    O que o Palheta disse é muito válido. Leandrão está sem presença de área, não chuta forte, não é driblador e o único gol que fez, até minha vó faria. Só sabe fazer a parede…Por que mantê-lo?

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  5. É bastante improvável, porém o Independente ainda tem chance de ser o 4º colocado, desde que ganhe hoje do Psc – o que seria uma grande zebra – e do Cametá no domingo.

    No entanto, creio que a 4ª vaga ficará entre S. Francisco e Pfc, conforme vaticina o ilustre blogueiro baionense.

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  6. No caso Yago, penso que o maior prejudicado seja o jogador.

    Gerson, tire-me uma dúvida. A lei Pelé extinguiu a ideia de passe, posto que passava a imagem de escravidão, ja que você fica preso a uma instituição. Por isso, agora tudo é contrato.

    Pergunto, os empresários quando dizem comprar os direitos federativos, compram o quê? Passe? Um contrato de longo prazo?

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