Héliton retorna para reforçar ataque do Papão

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Com problemas para reforçar seu ataque, o Paissandu chamou de volta o atacante Héliton, que havia sido cedido ao ABC-RN. O jogador já se reapresentou ao técnico Mazola Junior e se integrou ao elenco que faz pré-temporada em Barcarena. Junto com Héliton, chegou na sexta-feira o volante Zé Antonio, que atrasou reapresentação devido a problemas pessoais. Já o lateral-direito Pikachu, cujas negociações com o Goiás sofreram interrupção, viajou com a delegação e aguarda o desfecho do entendimento entre as diretorias dos dois clubes. Quanto ao atacante Marcelo Nicácio, que tem contrato com o clube, deve acertar transferência para um clube nordestino. Por ora, a diretoria não se pronunciou sobre a transação envolvendo o centroavante. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola) 

Miami é cidade mais miserável dos EUA, diz Forbes

Apesar do sol, das praias e das mansões, Miami conquistou a dúbia honraria de ser a cidade mais miserável dos Estados Unidos, segundo uma nova pesquisa. Playground dos ricos e famosos, a cidade da Flórida passa por uma paralisante crise habitacional, tem uma das mais elevadas taxas de criminalidade do país, e seus habitantes passam horas demais no transporte todos os dias – fatores que contribuíram para a liderança de Miami no ranking da Forbes.com.

“Miami tem sol e tempo bonito, mas outras coisas tornam a cidade intratável. Você tem essa sociedade de dois escalões: a reluzente South Beach atrai celebridades, mas a desigualdade de renda disparou nos últimos anos”, explicou Kurt Badenhausen, editor-sênior da Forbes.

Os rankings se baseiam em fatores como desemprego, criminalidade, despejos, renda e impostos sobre os imóveis, e também leva em consideração o clima, o tempo gasto nos transportes e a corrupção política. Há décadas ressentindo-se do declínio da indústria automobilística dos EUA, a turbulenta dupla Detroit e Flint, em Michigan, ficou em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

West Palm Beach (Flórida) e Sacramento (Califórnia) completam a lista das cinco piores cidades dos EUA, que pode ser vista em http://tinyurl.com/75clrr9

Artilheiro troca de camisa na Alemanha

De acordo com o jornal alemão Bild, o atacante polonês Lewandowski já está em Munique para realizar exames médicos e, assim, assinar contrato com o Bayern de Munique. A apresentação do jogador deve acontecer na próxima semana. Ainda de acordo com a publicação, Lewandowski firmará contrato com o Bayern até junho de 2019.

Em final de contrato com o Borussia Dortmund, Lewandowski é sondado pelo Bayern há pelo menos um ano. A chegada do polonês esquenta a disputa por uma vaga no ataque do atual campeão europeu. Atualmente, Guardiola conta apenas com um genuíno camisa 9 no elenco: o croata Mandzukic. (Da Placar) 

A F-1 sem Schumacher

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Por Fábio Seixas

Foi um exercício que, jornalistas cobrindo a F-1, praticamos por anos. Normalmente, uma resposta àquela cantilena de que “na época de Senna, Piquet, Prost e Mansell era muito melhor”.

Não que não fosse. Acho até que era mesmo. Mas o exercício valia. Como diversão, como provocação e como uma maneira de dar a merecida dimensão aos feitos do ferrarista.

Pegue os sete Mundiais que Schumacher venceu: 1994, 1995 e de 2000 a 2004. Exclua o alemão. O que teríamos? Batalhas acirradas pelo título. Campeonatos épicos. Duelos históricos.

Hoje, lembraríamos com saudades daqueles confrontos Hill x Berger x Hakkinen x Alesi. Ou Hakkinen x Coulthard x Barrichello x Fisichella. Ou Barrichello x Montoya x Coulthard x Raikkonen.

Mundiais decididos na ponta do lápis, nas etapas finais, nos mínimos detalhes. Recordes batidos, brasileiro campeão do mundo, ah, que maravilha.

Mas não. Nada disso houve. Schumacher existiu. E era muito superior a todos. Colocou todos no bolso. Desequilibrou.

Um extraterreste.

O exercício se encerrava com outra pergunta. “Será que aqueles anos dourados só o foram porque não havia um ponto de desequilíbrio?”

Senna, Piquet, Prost e Mansell eram pilotos sensacionais, claro, mas o que ficou mais marcado para o grande público, o que é mais louvado, é o resultado do equilíbrio entre eles.

Seriam os quatro igualmente extraterrestres? Ou nenhum deles o era?

Um achismo: se Schumacher corresse naquele final de anos 80, lembraríamos hoje de sensacionais confrontos a cinco. Uma opinião: ele não pode ser culpado, ou ter os feitos diminuídos, por ter se destacado tanto em sua época, por ter sido o único extraterrestre de sua geração.

Outros três fatores contribuem para que seu status de mito não seja unanimidade. Começa pela forma como ele conquistou o primeiro Mundial, jogando o carro para cima de Hill. Depois, a forma como ele conseguiu boa parte das 91 vitórias: na base da estratégia –e nunca vou esquecer do GP da França de 2004, que ele ganhou fazendo quatro pit stops.

Por fim, há no Brasil um ranço pelo fato de o alemão ter sido o “próximo Senna”. Sentimento só agravado pelos anos em que ele foi companheiro de Barrichello e impôs seu status de número 1 –da mesma forma como o tricampeão fez com Berger nos anos de McLaren, privilégio registrado em contrato.

Talvez Schumacher receba parte do reconhecimento agora, entrevado num leito de hospital. É da natureza humana. Mas que ele se recupere para gozar isso. E que, daqui a um ano, possa comemorar seu aniversário de 46 anos com a família, dando risada de tudo isso.

Feliz aniversário, Michael.