Zagueiro não poderá defender o Papão

O Departamento Jurídico do Paissandu informou na noite desta quarta-feira que o zagueiro Jacó, recém-chegado ao elenco, não poderá ser inscrito como atleta do clube no Campeonato Brasileiro da Série B 2013. O atleta já havia feito três transferências na temporada. A decisão ocorreu após consulta minuciosa junto à CBF. (Com informações da Ascom/PSC) 

Organizada protesta contra jogadores na Curuzu

Torcedores ligados a uma facção organizada do Paissandu protestaram na tarde desta quarta-feira no estádio da Curuzu contra a má campanha na Série B. Cerca de 200 torcedores se concentraram em frente à sede da torcida, que ocupa um ponto comercial no estádio da Curuzu, e entraram nas arquibancadas, depois de serem revistados pela Polícia Militar. Aos gritos de “queremos raça!” e “fora chinelinhos!”, os torcedores atiraram pipoca no gramado, referindo-se à suposta falta de empenho dos jogadores do clube. A chefia da segurança do Papão manteve observação sobre os protestos, que se mantiveram pacíficos.

destaque-255288-luiz-guilherme“Este protesto já havia sido avisado pela torcida. Nós já sabíamos e eles tinham nos dito que seria sem violência. Nós entendemos a reclamação da torcida e vamos fazer uma comissão com quatro representantes deles para conversar com a diretoria do clube. Além disso, estamos reforçando a segurança aqui também”, explicou Carlos Silva, chefe de segurança do estádio. O Papão está na 18ª posição da Série B, com 15 pontos em 17 jogos disputados. O próximo compromisso será contra o Bragantino-SP, às 16h20 do sábado (31), no estádio Nabi Abi Chedid, em Braganca Paulista (SP). (Foto: Luiz Guilherme/DOL) 

Caso Vitinho expõe gestão desastrosa no Fogão

20130828-163626Aos poucos, revela-se que Maurício Assumpção (foto) está longe de ser o que aparenta e que enganou até muita gente boa. Sua administração é um desastre. Além de ter aumentado a dívida do Botafogo para, segundo os cálculos mais modestos, 600 milhões de reais, até a parte que estava consolidada, e permitia ao clube tocar sua vida sem maiores percalços, foi por água abaixo, porque o clube não cumpriu a chamada Ata Trabalhista, ao tentar ludibriar a Justiça do Trabalho.

Ao criar duas empresas, a Companhia Botafogo e outra para gerir o Engenhão, o Glorioso deixou de saldar seus compromissos na proporção real de seu faturamento, pois canalizava os recursos para tais empresas, disfarçando o as somas que entravam no clube. Prática devidamente flagrada pela Justiça e que, registre-se, começou ainda antes da até hoje mal explicada interdição do estádio. E mal explicada por quê?

Porque Assumpção entrou para a política mais miúda do Rio de Janeiro ao filiar-se ao PMDB do governador fluminense e do prefeito carioca, numa óbvia sinuca de bico, impedido de se manifestar e de defender o interesse do Botafogo com a veemência que o caso exigia. O episódio da venda de Vitinho é apenas a gota d’água, mais uma prova da incompetência administrativa de quem, faz tempo, vem jogando para a plateia, até com lances melodramáticos.

Lembremos que logo no começo de sua gestão, em 2010, um empréstimo feito na CBF de 8 milhões de reais, mudou sua posição de apoio ao Clube dos 13 para ser candidato como vice-presidente da chapa de Kléber Leite, apoiado por Ricardo Teixeira e pela Globo Esporte. Ali já ficava claro que, antes de pensar no Botafogo, Assumpção pensa apenas nele mesmo.

A diferença para agora é que muito mais gente, e dentro do clube, se deu conta disso. Daqui por diante sua vida não será fácil. Porque como já dizia Abraham Lincoln, “você pode enganar uma pessoa por muito tempo, algumas por algum tempo, mas não consegue enganar a todas por todo o tempo”.