Pensata: Tolerância social zero

Por Kennedy Alencar, da Folha SP

A vocação do PSDB para se distanciar do povo parece não ter limite. No seu partido, os tucanos paulistas são os campeões de insensibilidade social. FHC chegou aonde chegou porque resolveu um problema concreto do povo: a alta inflação. Os mais pobres eram os que mais sofriam. O reconhecimento aconteceu em duas eleições presidenciais vencidas no primeiro turno.

No governo, porém, FHC deu espaço tímido aos que lhe pediam programas sociais mais amplos, como Vilmar Faria e Ruth Cardoso. Com muito esforço, nasceram programas de assistência social que se tornaram o embrião do projeto que seria massificado na gestão Luiz Inácio Lula da Silva.

Faz pouco tempo que o PSDB e seus aliados tradicionais abandonaram o discurso contra o Bolsa Família. Os tucanos entenderam que valia muito mais a pena brigar pela paternidade de programas sociais hoje elogiados no mundo inteiro.

O governo de São Paulo tem entendido bons resultados na segurança pública como uma aval para praticar a tolerância social zero. Na administração do cordial Geraldo Alckmin, houve violência policial exagerada contra estudantes, ação desastrada da PM na cracolândia paulistana, dirigente da CDHU culpando moradores pelos defeitos de habitações populares e um atentado contra os direitos humanos no Pinheirinho.

Não são casos isolados. Refletem uma visão conservadora, de direita, que enxerga a questão social como caso de polícia. O Brasil até precisa de uma partido de direita, desde que não seja uma direita obscurantista, golpista e autoritária como tivemos antes e durante a ditadura militar de 1964. Para ser uma alternativa de poder competitiva, o PSDB precisa de um banho de povo.

15 comentários em “Pensata: Tolerância social zero

  1. Fui e sou eleitor do Lula.Se ele se candidatasse novamente teria meu voto e mais os de pessoas que eu iria conquistar. Por que ele foi um presidente que deu um bote salva-vida para cada um brasileiro que se afogava, isolado e sem ajuda.Pode ter cometido seus erros, mas foi um dos melhores presidentes.
    Collor por exemplo que tinha curso superior e fala tres, quatro línguas foi o pior , para mim.
    Então isso ninguém vai apagar e nem mudar minha opinião.
    Mas não sou petista e não compreeendo essa campanha incessante contra um partido quando sabemos que na politica atual não é partido que governa sozinho e sim uma coligação e mais outras pessoas.

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  2. Amigo Gerson minha postagem aqui e em outro post não foi publicada.E o Post sobre a classificação do Parazão 2012bem que o sr.poderia atualizá-lo sempre.Assim seria um Post utilizado até o final do campeonato e sempre recebendo comentários.Por exemplo os 3 pontos da Tuna já poderiam estar computados e aí seguem os comentários e depois com os resultados de amanhã novos números e seguem mais comentários.Eu pelo menos quando tento consultar no site da radio clube não consigo e assim teríamos um post voltado para classificação o tempo inteiro.

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  3. O povo é mal educado(por culpa do governo), mas não é idiota. As vitórias do FHC tiveram a contribuição do Lula e do PT que não reconheciam os méritos tucanos pela estabilização da economia. Enfim, Lula mudou o discurso e deu um grande passo para a vitória em 2002. Agora são os tucanos que já somam três derrotas presidenciais por não reconhecerem os méritos desse governo, principalmente os avanços sociais. Se continuarem insensiveis ao povo, novas derrotas serão inevitáveis.

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  4. Minha professão de fé politica algumas vezes já foi aqui declarada.
    Aliás, nem sei porque assim procedi. Talvez para eliminar o minimo
    de dúvida que pudessem causar minhas postagens (politicas ?).
    Se cabe ao partido do FHC o credito pelo freio da quase indomável inflação, reconheçase então o grande serviço pestado à sociedade
    e ao pais como entidades sociais e politicas.
    Acredito ser o mais velho entre os blogueiros que aqui se agasa-
    lham o que me dá vantagem de prestar certps testemunhos.
    Cresci ouvindo minha mãe falar em carestia. Meu pai cabal, falava
    em inflação e seus efeitos perversos.
    Adulto, entrei para o rol dos brasileiro sofredores, cujos salários
    solviam-se, nos primeiros dias pós pagamento.
    Esse sofrimento durou uma vida, considerandp-se que o controle da inflação só foi alcançado a partir de 94.
    Não tenho “carteirinha” partidária o que me permite reconhecer os
    méritos de qualquer matiz politica.
    Morava em Manaus em 88 quando escolhi Lula como candidato do segundo turno. Havia preferenciado no primeiro turno o candidato Mário Covas pelos méritos de oposionista sabidamente honesto.
    Divaguei, volto aos trilhos e concluo: se nada mais o HFC tenha feito, basta reconhecer-lhe a feliz ideia de dar forma politica a um trabalho técnico.

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  5. O pior para nós paraenses é que o governo Jatene se inspira no de Alkimim. O atual governador do Pará disse até que vai adotar a política da “MERITOCRACIA” na educação. Ana Júlia foi uma decepção e o Jatene, se continuar a querer imitar o governador de São Paulo nas coisas ruins, será uma lastima. Ta mais que evidente que precisamos de novas lideranças políticas com um olhar voltado para a realidade de exclusão social que vivemos. Estamos cansados de discursos hipócritas.

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  6. O articulista da Folha, para variar, publica um texto tendencioso. Acho válido apresentar algumas informações complementares:
    1.A maioria dos estudantes da USP mostrou-se contrária à invasão da reitoria da USP e favorável à presença da PM no campus;
    2.A esmagadora maioria dos paulistanos apoiou a ação da PM na “Cracolândia”; e
    3.A retirada das famílias do Pinheirinho foi cumprimento de uma ordem judicial, que só foi dada depois do fracasso das negociações prévias (depoimento da juíza responsável no link abaixo):

    P.S.: Não podemos esquecer que o PT está doido para assumir a prefeitura de São Paulo…

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  7. Obrigado amigo e nobre baionense.Meu histórico de postagens fala por mim.Minha preocupação não é somente por mim, minha esposa se sentiu ofendida ao ler certas pstagens desse clone doente, pediu-me que eu me afastasse do blogue por conta de minha imagem.Sou paraense da gema aprendi com minha mãe a ser honrado, cresci em meio a dificuldades na sacramenta e na marambaia ,mas tenho uma imagem de professor e de pastor além de cidadão limpas.Além disso seu blogue é um dos melhroes do país não merece ser achicalhado assim como outros cidadãos de bem que foram ofendidos aqui.Vida que segue.

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  8. Não acredito que seja tendenciosa Eduardo. Concordo no que diz respeito à sua análise sobre a presença policial no campus da USP, mas no que tange à Cracolândia, os governos municipal, estadual e federal, questões de ordem eminentemente social são sim encaradas como caso de polícia. E isto não é exclusividade de legendas como o PSDB.

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  9. Meu nariz é grande mas não tão grande para ser chamado de tucano, logo, entendam esta colocação: cairam de pau em cima do Alckimin e do Kassab pela desocupação policial da Cracolandia ; pesquiza de opiniao revela que a aprovação por parte da população foi de 82%. E agora, como ficam os “academicos” diante
    dessa pesquiza.

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  10. Depois do clássico consegui conectar a radioclube e agora ouço o gol de empate do Independente.Repito papão ainda pode faturar esse turno, conforme postei ontem e ante-ontem.Uma vitória em clássico faz um bem enorme.
    Mas quero falar aqui tbm do árbitro que já foi elogiado pelo blogueiro.Foi muitissimo bem na partida.Muito mesmo.O espelho da atuação do árbitro é quando o jogo termina e a gente não lembra que ele esteve lá apitando.Parabéns a ele.

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  11. Já esse árbitro dessa partida está sendo bastante contestado.Jogadores inflamados, reclamando muito .

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  12. Não é tendenciosa, Daniel? Ele classificou como “desastrada” uma ação que foi aprovada por mais de 80% dos paulistanos. O fato concreto é que o estágio em que estava a Cracolândia exigia uma ação inicial mais ostensiva, para depois serem tomadas as medidas adequadas. Isso foi feito. O problema é que a abordagem política quase prejudica todo o trabalho…

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