Vampeta e a frase célebre

“Isso foi uma brincadeira que fiz após ter sido campeão da Copa do Mundo de 2002. Tinha aquela Copa dos Campeões e o vencedor jogaria a Libertadores. O Corinthians havia sido campeão da Copa do Brasil e já estávamos na competição. Só que éramos campeões do Torneio Rio-São Paulo e fomos disputar só para encher linguiça. Acho que jogaríamos contra o Fluminense e veio o papo de que eles não entrariam em campo por causa de uma greve. Brincando com o Ricardinho, Fábio Luciano, Deivid e Gil, me perguntaram se recebia no Flamengo. Só que tinha um cara gravando o bate-papo. Aí, falei: “Pagavam nada. Eles fingiam que pagavam. E eu que jogava”. Mandaram isso para todos os meios de comunicação e tive que falar. Convoquei uma coletiva no Corinthians e expliquei que não tinha dado entrevista para ninguém, mas que tinha falado mesmo que o Flamengo não pagava”, completou o ex-jogador Vampeta, neste sábado, em Atibaia, ao visitar o hotel que hospeda o Vasco na cidade.

A frase a que Vampeta se refere ficou célebre e tornou-se mais importante que o futebol mediano do ex-volante. O que poucos sabem é que foi pronunciada provavelmente em Belém, durante a Copa dos Campeões de 2002. E o repórter que gravou a conversa foi ninguém menos que o nosso Paulo Bad Boy Fernando, da Rádio Clube do Pará.

Marcos parou em boa hora; seu tempo havia passado

Do Blog do Menon

“O Marcão entrou, não entrou?” foi uma frase que ouvi muito há dois anos quando escrevi o livro “Os 11 maiores goleiros do futebol brasileiro” há dois anos. Era uma pergunta, era uma sugestão, uma sutil ameaça e também uma forma de proteção ao jogador. A relação do torcedor com Marcos é assim: ele o admira, é agradecido por tudo o que fez, mas também sente necessidade de ajudá-lo. Mesmo em um caso banal como esse, como se fosse possível o goleiro pentacampeão do mundo não estar entre os 11 maiores.

A união entre o torcedor do Palmeiras e Marcos não se deve apenas às tantas defesas que fez, aos tantos gols que impediu, ao fato de pegar os pênaltis cobrados por Marcelinho, Vampeta e Dinei, mas também por haver jogado a segunda divisão com o clube, a não aceitar a oferta do futebol inglês, às tantas contusões que impediram que os 530 jogos com a camisa do Palmeiras fossem muitos mais. O pacto não é de torcedor com ídolo. É mais do que isso, é de torcedor para torcedor. Você defende o gol do Palmeiras e eu te defendo aqui fora. Faço você entrar no livro. Não admito que outro goleiro possa estar no seu nível, já esqueci os 6 a 0 do Coritiba, os 7 a 2 do Vitória, nem me lembro dos 4 a 4 com o Santo André ou aquele gol contra o Manchester United.

Marcos deixa o futebol como um dos grandes goleiros do futebol brasileiro. Sai como alguém incontestável, de uma forma acima de suas qualidades técnicas. É amado pelos palmeirenses e respeitado pelos adversários. Para os verdes, é São Marcos. Para os outros, é o Marcão, um boa praça que merece todos os elogios.

O goleiro que hoje deixa o futebol é também um cara dos velhos tempos. É representante do futebol dos velhos tempos, em que alguém faz a carreira toda a vida em um clube. Como Oberdan. O normal hoje é um jovem como Jean Chera passar a adolescência no Santos, depois inventar uma ponte e acertar com o Flamengo. Ele nunca sonhou em ver a torcida do Santos gritar o seu nome, nunca sonhou em ser campeão com o time de Pelé, nunca amou o clube que defendeu. Futebol é dinheiro, mas que tipo de homem é esse?

Edson Silva acertou com o São Paulo. Disse que não preteriu o Palmeiras. O motivo? “Foi meu empresário que definiu para onde eu iria. Nem fiquei sabendo”. Novos tempos são assim. Não são para Marcos, que optou por jogar no Palmeiras, teve a capacidade de definir o seu destino.

Estou passando uns dias em Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. Fui comprar uma camisa do time de Foz e não havia. Fui comprar uma do 3 de Febrero, do Paraguai e não tem. Os novos tempos são assim: não existe o futebol local, não existe vontade em jogar por um time do Brasil. O jeito é cair fora logo – como Lucas Piazon – e faturar em euros.  Marcos tinha de parar mesmo, é de outros tempos. Old fashion.

Agora, é cada um por si. O torcedor palmeirense sabe que não terá mais um fanático como ele próprio a defender o gol do seu Palmeiras. Terá um profissional, possivelmente muito competente, mas nada de paixão. Nada de São Marcos.

 

Equipe de esportes da RBA faz confra

Aconteceu na noite desta sexta-feira (6), na Peixaria do Garcia, localizada na travessa Barão do Triunfo, na Pedreira, a confraternização anual dos integrantes da equipe de esportes da RBATV, especialmente dos programas Camisa 13 e Bola na Torre. Em torno de um jantar à base de pratos de pratiqueira, pescada e dourada, funcionários e colaboradores conversaram animadamente, das 19h às 22h30.

Tomazão foi o mestre de cerimônias do farto sorteio de brindes e prêmios, cuja grande vencedora – pelo segundo ano consecutivo – foi a repórter e editora Lourdes Cezar, que abiscoitou um moderno televisor em tela LED. “Como ganhei uma TV no ano passado, vou levar esta para a minha mãe, lá em Mosqueiro. Ela adora futebol e é grande fã do Bola na Torre”, explicou a sortuda jornalista.

Guilherme Guerreiro fez breve saudação destacando a união, o companheirismo e a qualidade da equipe. Em seguida, liberou a comilança. Presenças de Zaire Filho, Valmireko, Rui Guimarães, Nonato Cavalcanti, Toninho Costa, Lino Machado, Lourdes Cezar, Doriedson, Almeida, Iran, Lily, Mara, João Luís e Adilson Ribeiro. (Fotos: MARCO SANTOS/Bola)