Papão apresenta o último reforço

O Paissandu apresentou seu último reforço antes da estreia no campeonato estadual.  Trata-se do meia Almir Júnior, 20 anos, contratado junto ao Grêmio (RS). O jogador foi revelado pela Tuna e passou pelas divisões de base do Remo. Atuou também pelo Santos e Internacional (RS), pelo qual sagrou-se campeão brasileiro sub-23, em 2010. “Lá (Grêmio) o grupo já estava fechado. Por isso, vim para o Paysandu para vestir a camisa do clube com muita vontade. Quero mostrar meu trabalho. Sei que agora estão dando oportunidade para a base e isso vai ser bom para todos. Vou brigar para ser titular”, garantiu Almir. (Foto: MARCO SANTOS/Bola)

Magnum se apresenta no Baenão

Principal contratação do Remo para o Parazão 2012, o meia Magnum foi apresentado na tarde desta sexta-feira no Baenão. O jogador se disse bem condicionado e disposto a construir uma história dentro do clube. Planeja fazer um bom campeonato e pensa até em encerrar a carreira no Pará. Depois da apresentação, conversou com o técnico Sinomar Naves e iniciou os treinos físicos. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

A força das circunstâncias

Por Tavernard Neves

As contratações em massa, sempre marcaram (infelizmente) o futebol paraense e nem sempre corresponderam ao sacrificio feito.
Este ano, por razões sabidas, houve freio e a orgia dos anteriores não foram repetidas (ainda bem).
Num passado recente, times inteiros eram contratados às vesperas da competições e outras mais aconteciam no decorrer da temporada.
Mas, já diz o ditado que a dôr ensina a gemer, e os nossos clubes estão gemendo faz tempo e agora parece que não escondem mais essas dores.
Como dor é efeito, nossos clubes parece que resolveram atacar pelo  menos uma causa, a indigestação de contratações.
Sem dinheiro, eles ( os clubes)  voltaram-se para o que era possivel e apostaram no racional aproveitamento de jogadores já conhecidos e compativeis  com suas relidades financeiras.
Torço para que essa proposta cirnustancial dê certo e não se repita os erros anteriores de contratar no meio da competição.
Não havendo qualidade técnica, pelo menos haja respeito dos jogadores com as camisas que envergarão, mostrando-nos espirito de luta, ardor na disputa que são formas também de tornar agradável uma partida de futebol.
A cultura das desenfreadas contratações ainda fazem a cabeça (lamentável mente) de muitos que se desmotivam, assim, de ir aos estádios.
Não esperemos maravilhas nem exijamos tanto, pelos menos nos primeiros jogos.
Pacientes com os enganadores que aqui já aportaram, sejamos também tolerantes com essa turma nova que está tendo oportunidade.

Transcrito do blog da Aclep, www.aclep.com.br

Papão anuncia jovem e problemático reforço

A diretoria do Paissandu acertou com o meia paraense Almir, que ultimamente estava no Grêmio-RS. Ele tem 20 anos e teve passagem pela pela base de Santos e Internacional. Deve se apresentar na segunda-feira. O problema com o jogador é o comportamento extra-campo. No ano passado, emprestado à Ponte Preta para a disputa da Série B, nem chegou a jogar devido ao excesso de barcas noturnas. Foi devolvido sem estrear. Por outro lado, nenhum dirigente confirma interesse em Leandro Cearense, que rescindiu contrato com o Vila Nova (GO) e deve fechar com o Santa Cruz. (Com informações do repórter Michel Anderson, da RBATV)

Há maluco (e esperto) para tudo

Em meio às denúncias de envolvimento nas maracutaias da ISL, que envolvem propinas pagas a altos dirigentes da Fifa, o veterano João Havelange ganha um mimo inusitado: será indicado ao prêmio Nobel da Paz deste ano, por iniciativa de uma desconhecida Academia Brasileira de Filosofia (ABF). A entidade prepara a candidatura do veterano cartola apoiada no argumento de que o dirigente (que completa 96 anos em 2012) “promoveu a paz através da difusão do futebol como negócio gerador de empregos e justiça social”. Os mentores da disparatada ideia veem o trâmite do escândalo ISL na Suíça e a recente renúncia do brasileiro como membro do Comitê Olímpico Internacional (antecipando-se a uma expulsão) como mero “jogo político” ligado à sucessão de Joseph Blatter na Fifa em 2014. Presidente supremo da academia, abrigada no Rio de Janeiro, João Ricardo Moderno já preparou até a carta oficial destinada ao braço norueguês da Fundação Nobel, responsável por organizar o prêmio da Paz. A indicação brasileira será encaminhada já nos próximos dias, antes do prazo limite para inscrições, que expira em 1º de fevereiro. “A ABF vai encaminhar o dossiê até o final da semana. Somos credenciados para indicar nomes do país para o Nobel de literatura, vamos indicar o Carlos Nejar [poeta gaúcho, membro da Academia Brasileira de Letras]. Mas também podemos apresentar indicações para outros prêmios”, afirma o Moderno, desmentindo um lance de marketing para limpar a imagem de Havelange.

Te dizer…

Coelhinha da Playboy quer desvirginar craque

Rico, famoso e aparentemente virgem, o quarterback Tim Tebow, 24 anos, é uma das estrelas da atual temporada da NFL, a liga norte-americana de futebol americano, e também um dos mais cobiçados partidos entre a mulherada. O jogador do Denver Broncos, questionado por alguns críticos, conquistou legião de fãs ouriçadas fora de campo. No último domingo, decidiu o jogo dos playoffs contra o Pittsburgh Steelers com um passe para touchdown na prorrogação, fazendo sua equipe avançar no torneio. Metido a carola, daqueles que cita os mandamentos sagrados a cada meia frase, Tim faz campanha anti-aborto e jura chegar virgem ao casamento. Fosse aqui no Brasil já estaria com fama de dengoso.

O certo é que o estilo recatado do garotão deixa as garotas enlouquecidas. Depois de ser apontado como possível caso da esquiadora Lindsey Vonn, musa gostosíssima do esporte americano, ele agora chamou atenção da voluptuosa Heather Knox, coelhinha da Playboy dos EUA neste mês.

Em entrevista ao site Busted Coverage, a desinibida abriu o jogo: “Só ouvi coisas extracampo sobre ele recentemente. Eu sabia que ele era bonito, então foi nisso que eu reparei primeiro. Depois eu ouvi falar sobre o lado pregador e as coisas religiosas dele. Só ontem descobri que ele pode ser virgem, e é excitante, eu acho”, disse Heather, que logo foi perguntada sobre a possibilidade de “batizar” Tebow. “Bem, não estou dizendo que eu não faria. Que tal?”

Filha de um pastor evangélico, a belezura da Katy Perry (foto abaixo), jovem e despudorada cantora pop americana, também estaria a fim de conhecer o Tim. Cheia de boas intenções, obviamente.

A grande vitória de Amarildo, o Possesso

Por Bruno Freitas

Na batalha contra um câncer na garganta desde setembro de 2011, o ex-jogador Amarildo comemora no início deste ano a resposta positiva de seu organismo à severa rotina de tratamento e diz confiar na recuperação completa. No Rio de Janeiro, onde vive, o herói brasileiro da Copa de 1962 ainda afirma que o apoio manifestado por fãs italianos tem sido fundamental para seu estado de espírito diante da adversidade da vida. Em contato com a reportagem do UOL Esporte, o substituto de Pelé no Mundial do Chile relatou que já passou pela fase mais dura do tratamento, em sessões de quimioterapia e radioterapia. Agora, diz ter reestabelecido peso e vigor.

“No início não podia falar, nem comer. Não conseguia engolir. A dificuldade era enorme, mas agora está tudo normal, não sinto nenhum problema”, afirmou o ex-jogador de 72 anos. “Não posso fazer tudo aquilo que fazia, não posso tomar muito sol, gastar energia. Perdi o cabelo, é normal, mas eu não tinha muito também, usava corte raso. Mas ganhei 8 quilos, estou com 67 kg. Me alimento normalmente, os doutores estão contentes com a evolução”, acrescenta Amarildo. O ex-jogador da seleção vem sendo tratado por uma equipe do Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Rio de Janeiro. “Ele vem sendo acompanhado pelo dr. Jacob Kligerman. Foi o presidente do Botafogo [Maurício Assumpção] que conseguiu o tratamento”, diz dona Maria do Carmo Silveira de Souza, irmã de Amarildo.

No Rio de Janeiro, além das sessões de tratamento Amarildo mantém uma rotina pacata, de repouso, muito futebol na televisão e rápidos passeios pelo quarteirão no bairro da Tijuca. O antigo goleador diz que espera concluir a etapa de quimioterapia em um ou dois meses.

MENSAGENS DIÁRIAS DE APOIO

Amarildo conta que mantém contato com alguns amigos da “velha guarda” dos tempos de Botafogo, como Zagallo, e também diz receber telefonemas periódicos de dirigentes do clube. No entanto, o ex-atacante relata que é da Itália que vêm as mensagens mais entusiasmadas de apoio. O brasileiro atuou por nove anos na Itália e viveu por quase três décadas no país. Amarildo diz que recebe mensagens por e-mail diárias de gente que conhece e de muitos torcedores que nunca viu na vida. Todo o material é controlado pelo filho Rildo. “Todo dia recebo mensagens da Itália. É uma coisa extraordinária. Joguei por Fiorentina, Roma e Milan, mas recebo mensagens até de torcedores de times que não defendi. Até fiquei admirado de saber que eles conhecem o meu caso. Fico muito emocionado, não pensei que gostassem tanto de mim lá”, afirma.

HERÓI EM 1962 

Nascido em Campos dos Goytacazes em 29 de julho de 1939, Amarildo vestiu as camisas de Flamengo e Vasco. No entanto, foi com o branco e preto do Botafogo que viveu seus melhores momentos no futebol brasileiro, no timaço de Garrincha, Didi, Nilton Santos e companhia. Na Itália, onde viveu por algumas décadas, o ex-atacante conhecido nos gramados como “O Possesso” defendeu Milan, Fiorentina e Roma. No entanto, o instante mais célebre da carreira de Amarildo aconteceu mesmo no Chile, durante a Copa de 1962. O então jogador do Botafogo foi o escolhido pelo técnico Aymoré Moreira para substituir Pelé, machucado ainda na primeira fase. Diante do que poderia ser uma “fria”, jogando na vaga do Rei, o ex-atacante conseguiu cumprir a missão com louvor.

O botafoguense foi fundamental na dramática vitória de virada por 2 a 1 sobre a Espanha no último jogo da primeira fase, tido como o mais complicado do Brasil naquele Mundial, com dois gols marcados. Amarildo voltaria a balançar as redes mais uma vez, no primeiro gol do triunfo por 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia na final em Santiago.

Enfim, uma boa notícia

Por Gerson Nogueira

A quase sacramentada contratação do meia Magnum pelo Remo é até aqui a melhor notícia sobre um Campeonato Paraense econômico em atrações. O torneio ganha o reforço qualificado de um jogador de comprovados recursos técnicos e que viveu grandes momentos com a camisa do Paissandu e do Santos.
Apesar de veterano, Magnum pode se tornar peça fundamental para a construção do novo time remista, que carece (e muito) de um organizador. Volantes abundam, armandinhos brincam de pira no Baenão. O problema é arranjar jogadores criativos, capazes de levar o time à frente e dar ao meio-de-campo a consistência que um setor tão importante exige.
Quando despontou para o futebol, ainda garoto, Magnum chamava atenção pela facilidade para passes e lançamentos. Aliava a isso uma movimentação excepcional, garantindo dinamismo e velocidade à meia-cancha. Não deve ter mais todo esse fôlego, mas deve ter aperfeiçoado o talento para deixar os companheiros na cara de gol, coisa que fazia com extremo desembaraço quando surgiu no Paissandu.
Digno de elogios também foi o cuidado com que os dirigentes do Remo encaminharam a negociação com Magnum, só deixando vazar a informação quando o acordo já estava praticamente fechado. No empobrecido mercado local, não é fácil arranjar um jogador desse nível. Direcionar os olhos para o exterior – no caso, o Japão – foi prova de competência e boa informação.
Resta agora esperar para ver o jogador em ação e observar a maneira como será utilizado por Sinomar Naves na meiúca azulina, capitaneando a boa safra de garotos revelados pelas divisões de base do clube. 

A homenagem da FPF a Bira, maior artilheiro (de uma edição) do certame estadual, tem o mérito de fazer justiça a um de nossos melhores atacantes e serve para reabrir o debate sobre a qualidade dos times atuais de Remo e Paissandu. Bira veio do Amapá e, graças ao faro de gol, ganhou oportunidades tanto na Curuzu quanto no Baenão.
Triste admitir que, hoje, com a crescente ausência de interesse por atletas regionais, um fenômeno como o “Tremendão” talvez passasse em brancas nuvens, sem ser notado pelos nossos clubes. 
 
 
O amigo Paulinho Oliveira, sempre atento à coluna, manda algumas observações sobre a participação dos garotos do Remo na Copa SP, a partir do comentário de Tavernard Neves aqui reproduzido na quarta-feira. “O futebol – todos os esportes, na verdade – é um tripé de talento + trabalho + quantidade de jogos. O futebol daqui tem essas três vertentes em ordem decrescente: talento, devemos ter aos montes; trabalho, a gente faz com muitas imperfeições; e jogamos apenas um campeonato estadual ridículo, com um ou dois jogos mais puxados”, analisa.
Quanto à necessidade de apoio psicológico aos garotos, Paulinho avalia que antes disso é preciso atender parte do tripé citado acima. “Do que adianta ter o acompanhamento de um psicólogo se me submeto a um exame em universidade de primeira linha sem ter estudo qualificado, nem ter sido submetido a provas de alto grau de dificuldade? Nervoso ou calmo, o resultado seria o mesmo”, acrescenta.      

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 13)