Os 70 anos do Pantera Negra

Por Rodrigo Dominguez

Há 70 anos, vinha ao mundo um miúdo negro.

Filho de Laurindo, um ferroviário angolano e Elisa, uma moçambicana, ficou órfão de pai aos 8 anos. Como todos os outros cachopos, faltava as aulas para correr descalço pelas ruas de Lourenço Marques, hoje Maputo.

Tendo sido “leão” em Moçambique, em Portugal seria “águia”, aos 18 anos, em 1960, pelas mãos de Béla Guttmann. Mesmo com problemas no joelho na juventude, sua velocidade e agilidade eram impressionantes.

Criado com muita coragem pela mãe, chegava a Lisboa para encantar tudo e todos. Vestiria o “encarnado” que seria a sua imagem no imaginário dos amantes do futebol.

O Mundial de 1966, em Inglaterra, foi o esplendor do Pantera Negra. Seus 4 golos contra a Coreia do Norte ficaram eternizados, assim como o seu choro na derrota para a Inglaterra nas meias-finais.

Eusébio é tão definidor da identidade portuguesa, da alma lusa, quanto o Mosteiro dos Jerónimos, Amália Rodrigues, o Pastel de Belém, o vinho do Porto ou o Fado.

O esférico hoje celebra e agradece. Obrigado, Pantera!

A prova de que o vôlei ainda tem salvação

Quando eu já havia perdido as esperanças de que o vôlei pudesse ser um esporte interessante, eis que surge uma luz no meio da quadra. Luciane Escouto, mais bela jogadora de vôlei do país, já pode marcar na agenda a data em que vai disputar um título nacional neste ano: 22 de setembro. Apesar de a Superliga feminina ter final marcada para 14 de abril, seria uma surpresa se ela estivesse jogando a decisão do principal campeonato de vôlei do Brasil. A central de 1,85m defende o mineiro Mackenzie, que ocupa a modesta sétima colocação na última rodada do primeiro turno. Para Luciane, porém, a decisão é de outro nível: vai disputar o concurso Miss Mundo Brasil depois de conquistar o título do concurso “A Mais Bela Gaúcha”, em outubro, em Porto Alegre. Nascida em São Leopoldo (RS), ela é a atual Miss Mundo Rio Grande do Sul.

E, como se vê na foto maior, Luciane reúne atributos em abundância para brigar por esse laurel mundial. Desde já, o blog – sempre engajado nas grandes causas – estará na torcida pela gaúcha.

Parazão 2012: classificação do primeiro turno

Rafael Paty, do Cametá, é o principal artilheiro, com 4 gols.

POS TIMES PG J V E D GP GC SG AP
Remo 10 4 3 1 0 5 2 3 83.3
Águia 9 4 3 0 1 6 3 3 75.0
Cametá 8 4 2 2 0 6 4 2 66.7
São Francisco 6 4 1 3 0 5 4 1 50.0
São Raimundo 4 4 1 1 2 4 6 -2 33.3
Paysandu 3 4 1 0 3 5 7 -2 25.0
Tuna 3 4 1 0 3 4 6 -2 25.0
Independente 1 4 0 1 3 2 5 -3 8.3

A frase do dia

“Cair é permitido, se levantar é obrigatório. É preciso esquecer a Copa do Rei. Já não podemos pensar no que aconteceu ontem. Devemos nos levantar e pensar na partida contra o Zaragoza [sábado, pelo espanhol]. Agora, nossa meta obviamente é outra: lutar para manter a vantagem na Liga e buscar uma vitória nas oitavas de final da Champions League”.

De Iker Casillas, goleiro e capitão do Real Madri, sobre novo insucesso contra o rival Barcelona.

Wright leva cartão vermelho na Globo

O repórter Edu Cesar em seu site Papo de Bola informa que o ex-árbitro de futebol José Roberto Wright não faz mais parte da equipe de comentaristas de arbitragem da TV Globo. O contrato, encerrado no fim do ano passado, não foi renovado. Lembra Edu Cesar da oficialização de Leonardo Gaciba, novo integrante do quadro de analistas de arbitragem da emissora. Gaciba, que até então só prestava serviços ao canal fechado Sportv, passou a dar pitacos sobre arbitragem também na TV aberta, a exemplo de Arnaldo Cezar Coelho e Renato Marsiglia, os outros ex-apitadores que fazem esse tipo de trabalho para a Globo nas transmissões de futebol.

Nunca entendi a opção por Wright, um dos piores e mais polêmicos árbitros brasileiros dos últimos tempos.  

Oscar: o fundo do poço?

Por André Barcinski

Será essa a pior edição do Oscar?

A safra de filmes hollywoodianos de 2011 foi tão ruim que a Academia não conseguiu nem selecionar o máximo de dez candidatos para o prêmio de melhor filme. Escolheram só nove, incluindo uma das coisas mais ridículas já perpetradas em celulóide, “Cavalo de Guerra”, e o dramalhão “Extremely Loud and Incredibly Close”, que foi malhado pela crítica. O ano foi tão ruim que “Kung Fu Panda 2” foi indicado ao prêmio de melhor animação. Vou repetir bem devagar, pra ninguém achar que me enganei: Kung.. Fu.. Panda.. Parte dois… foi indicado… a um… Oscar. Um OSCAR, capisce?

Achei que nunca conseguiriam superar 1995, quando a disputa ficou entre “Coração Valente”, “Apollo 13”, “Babe, o Porquinho Atrapalhado”, “O Carteiro e o Poeta” e “Razão e Sensibilidade”. Ou 1998, com “Shakespeare Apaixonado”, “A Vida é Bela”, “O Resgate do Soldado Ryan”, “Elizabeth” e “Além da Linha Vermelha”. E que tal 2008, com “Quem Quer ser Um Milionário?”, “Milk – A Voz da Igualdade”, “Frost/Nixon”, “O Leitor” e “Benjamin Button”? De lascar.

Ainda não vi “O Artista” e “Hugo”, então não quero opinar sobre a safra 2011. Mas não estou lá muito otimista. Para piorar, conseguiram esnobar Albert Brooks, que está fantástico no papel do mafioso em “Drive”, e Michael Fassbender, uma revelação como o viciado em sexo de “Shame”. E trouxeram de volta Billy Crystal para apresentar o prêmio. Socorro.

Não é de hoje que o cinema americano está em crise. Só faz continuações, filmes em 3D e adaptações de quadrinhos. Se o Oscar, que na teoria é o melhor de Hollywood, está nessa lama, imagine o cinema mais comercial?