Coluna: De olho nos números

A segunda etapa da Série C nem começou direito, persistem os riscos de cancelamento e já surgem as famigeradas projeções matemáticas quanto ao acesso para a Série B e classificação para a final do campeonato. No grupo E, que nos interessa diretamente, o Paissandu desponta com amplo favoritismo, segundo o Chance de Gol. Tem 80.9% de chances para o acesso e 49.8% para ser finalista.
O segundo classificado seria o Rio Branco, com 59.0% e 25.5%, respectivamente. O América (RN), com 57% e 24.2%, vem logo a seguir. O CRB, para os matemáticos do site, não tem a menor possibilidade de classificar ou ir à decisão.
Sou cabreiro com esses prognósticos. Já vi o mesmo Chance de Gol se atrapalhar todo para arranjar explicação plausível para a campanha de recuperação que o Fluminense fez há dois anos na Série A, escapando por milagre do rebaixamento. Existem também exemplos inversos, de clubes que pareciam a salvo e terminaram sendo rebaixados.
De qualquer maneira, trata-se de indicativo baseado na campanha e no histórico dos competidores. São cálculos, nem sempre precisos. Para o bem do próprio Paissandu, porém, acho prudente não ficar acreditando nesses números antes de a bola rolar.
Quanto à pontuação para obter o acesso e decidir o título, o Chance de Gol crava que com 16 ou 15 pontos um time se garante nas duas coisas. Com 14 ou 13 pontos, o acesso está no papo e as possibilidades de jogar a final são superiores a 91%.
Em resumo, a partir de 11 pontos é seguro comemorar a ascensão à Segunda Divisão. Abaixo disso, porém, o bicho pega. E aí vem a velha história de que ganhar todos os jogos em casa não é garantia plena de sucesso. Mais do que nunca, uma vitória fora de casa é fundamental para o Paissandu alcançar seu objetivo de subir à Série B. Levando em conta, é claro, que vencerá todos os seus jogos na Curuzu. 
 
 
Fazia muito tempo que o Botafogo não cedia três atletas à Seleção Brasileira. Acho que desde os anos 70 não via isso. Desta vez, Mano Menezes chamou Jefferson, Cortês e Elkeson, que é quase um paraense, visto que foi criado em Marabá.
Os tempos mudaram e hoje pouco significa ter tantos jogadores convocados, ainda mais para uma seleção caseira. De qualquer maneira, deu para encher de orgulho o velho coração botafoguense. Só espero que o trio não me faça passar vergonha perante a galera papachibé. Que as tradições da mítica Sele-Fogo sejam honradas.
A fase alvinegra é tão profícua que, de uma só vez, o clube cedeu não três, mas quatro jogadores. É que Sebastian Loco Abreu foi convocado por Oscar Tabarez para amistosos da seleção uruguaia.   
 
 
Direto do blog
 
“Técnicos de futebol em muitas coisas são iguais. Uma delas é não aceitar pressão de ninguém pra escalar jogador. E isso acaba sendo um complicador pro Tiago Potiguar, que, em minha opinião, é o melhor jogador do Paissandu. Se dependesse de mim, ele entraria no lugar do Luciano Henrique”.
 
De Édson Amaral, metendo-se a dar pitacos no time do Gaúcho.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 23)

Remo apresenta dois reforços

Bruno Oliveira, 20 anos, centroavante revelado no Grêmio e que estava jogando no Uruguai, chegou hoje para reforçar o Remo. Outro reforço é o meia-esquerda Christian Fernandes, que foi revelado pelo Atlético-PR e estava no futebol do Mato Grosso do Sul. Ambos começam a treinar com o elenco a partir desta sexta-feira no Baenão. O diretor de Futebol Francisco Rosa, a contratação dos jogadores está dentro da expectativa  do clube. “Queremos jogadores novos com vontade de vencer e dentro da base salarial que o clube pode oferecer”, comentou o dirigente.

Paissandu aumenta preço do ingresso: R$ 25,00

Torcedor pode ir começando a se coçar. A diretoria do Paissandu anunciou no começo da tarde o preço do ingresso para domingo, na Curuzu: R$ 25,00 (arquibancada) e R$ 50,00 (cadeira).

Deve ser para rivalizar com o preço dos bilhetes do jogo da Seleção. Te contar…

Mano chama 3 botafoguenses para jogo em Belém

Mano Menezes anunciou nesta quinta-feira, no Rio, a convocação para os próximos três jogos da Seleção: contra a Argentina, pelo chamado Superclássico das Américas, quarta que vem, no estádio Edgar Proença, em Belém, e também para os amistosos diante de Costa Rica (7 de outubro, em San José), e México (11, em Torreón). As novidades – ao todo, oito – são Borges (Santos), Diego Souza (Vasco), Elkeson (Botafogo) e Emerson (Coritiba) no primeiro grupo. No segundo, surgiram Fábio (Manchester United), Hernanes (Lazio), Kléber (Porto) e Neto (Fiorentina). Saíram em relação à lista inicial da Argentina: Renato Abreu e Thiago Neves (Flamengo), Leandro Damião (Inter), Cícero (São Paulo), Henrique (Palmeiras) e Fábio (Cruzeiro).

Para o amistoso contra os argentinos, os convocados são os seguintes:

GOLEIROS – Jefferson (Botafogo), Rafael (Santos). LATERAIS – Bruno Cortês (Botafogo), Danilo (Santos), Kleber (Internacional) e Mário Fernandes (Grêmio). ZAGUEIROS – Dedé (Vasco), Emerson (Coritiba), Réver (Atlético-MG), Rodolfo (São Paulo). VOLANTES – Casemiro (São Paulo), Paulinho (Corinthians), Ralf (Corinthians), Rômulo (Vasco). MEIAS – Diego Souza (Vasco), Elkeson (Botafogo), Lucas (São Paulo), Oscar (Internacional). ATACANTES – Borges (Santos), Fred (Fluminense), Neymar (Santos), Ronaldinho (Flamengo).

Para os amistosos internacionais: GOLEIROS – Júlio César (Inter de Milão), Jefferson (Botafogo), Neto (Fiorentina). LATERAIS – Adriano (Barcelona), Daniel Alves (Barcelona), Fabio (Manchester United), Marcelo (Real Madrid). ZAGUEIROS – David Luiz (Chelsea), Dedé (Vasco), Réver (Atlético-MG), Thiago Silva (Milan). VOLANTES – Elias (Sporting), Fernandinho (Shakhtar Donetsk), Lucas Leiva (Liverpool), Luiz Gustavo (Bayern de Munique), Sandro (Tottenham). MEIAS – Lucas (São Paulo), Oscar (Internacional), Hernanes (Lazio). ATACANTES – Fred (Fluminense), Hulk (Porto), Jonas (Valencia), Neymar (Santos), Kléber (Porto).

Perguntinha do dia

Tiago Potiguar cumpriu suspensão e está à disposição de Edson Gaúcho para o jogo contra o América. Quem deve sair para o retorno do meia-atacante?

(foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Capixaba vai apitar jogo do Paissandu

A Comissão de Arbitragem da CBF divulgou nesta quarta-feira os árbitros da rodada da Série C. A coincidência nesta nova escala de arbitragem foi a permanência do capixaba Pablo dos Santos Alves para apitar o primeiro jogo do Paissandu. Aspirante à Fifa, o árbitro já havia sido escalado na última terça-feira para apitar o jogo entre CRB x Paissandu no estádio Rei Pelé, no próximo sábado (24). Com a volta do Rio Branco à competição, a CBF teve que refazer a escala de árbitros para a primeira rodada desta fase, mas Pablo foi mantido no jogo do Paissandu.

Coluna: Última chance para os dinossauros

Luciano Henrique, Ruy Cabeção, Tuta, Aloísio Chulapa, Carlinhos Bala, Leo Medeiros, Ramon, Sandro e Acosta são alguns dos dinossauros que já experimentaram fama e sucesso e hoje estão meio esquecidos nas divisões secundárias do futebol brasileiro. Todos estão na faixa acima dos 30 anos e estão em fase descendente na carreira. Alguns nem titulares mais conseguem ser em times de Série C e D.
O próprio Sandro é um exemplo. Apesar da qualidade técnica, contusões sérias fizeram com que perdesse espaço para outros jogadores. Luciano Henrique, ex-campeão pelo Sport-PE, também não conseguiu se encaixar no Paissandu. Carlinhos Bala virou nômade pelo Nordeste. Acaba de ser dispensado pelo Fortaleza, depois da eliminação na Série C.
O Brasiliense virou um principal reduto dos renegados. Tuta, ex-Fluminense, e Acosta, ex-Náutico e Corinthians, são os nomes mais reluzentes do elenco, embora não consigam fazer o time pontificar no torneio. Ramon, meia que fez sucesso no Vasco, agora empresta seu indiscutível talento ao meio-campo do Joinville na Série D. Ruy Cabeção, ex-Botafogo e Fluminense, também se refugiou no Jacaré.
Na lista há espaço até para um campeão mundial. Aloísio Chulapa, titular do S. Paulo na conquista do Mundial Interclubes de 2005, agora defende o CRB, que será adversário do Paissandu nesta fase da Série C. Tem ainda goleador de Campeonato Brasileiro, como Josiel, ora no Paissandu.
São jogadores que lutam contra o tempo, os limites físicos e o jogo mais bruto das divisões inferiores para seguir na ativa. A maioria não tem muitas chances, nem pretensões, de voltar à Primeira Divisão.
A história mostra que os veteranos só retornam à ribalta quando conseguem subir de divisão junto com os times emergentes. Caso de Fábio Júnior, no América-MG. E é aí que a coisa pode ficar interessante para clubes como o Paissandu, que tentam a todo custo retornar à divisão de elite. É o caso de juntar a fome com a vontade de comer.
 
 
A Seleção Brasileira, cuja convocação sai hoje, visita o Pará na condição de 7ª no ranking da Fifa. É a pior colocação dos últimos anos. Retrato eloquente do momento de baixa qualidade vivido pelo futebol pentacampeão. Não adianta ficar se enganando. No cenário mundial, a Seleção perdeu espaço pelos maus passos nas últimas Copas e a ausência de grandes craques. O recomeço pode estar nos pés de Neymar, que vem jogar no Mangueirão.
O encanto, porém, continua intocado. Tanto que centenas de torcedores certamente estarão hoje, às 9h, no Mangueirão, para trocar alimentos não perecíveis (2 quilos) por ingressos para assistir o treino do escrete na próxima segunda-feira.
 
 
“Uma das coisas ótimas sobre estar no R.E.M. foi o fato de que essas músicas e discos significavam muito pra gente tanto quanto pros nossos fãs. E ainda são. Ser parte de várias vidas é um dom inacreditável. Obrigado. Nós ainda somos grandes amigos. Eu sei que os verei no futuro, assim como sei que verei cada um que nos apoiou ao longo dos anos. Mesmo se for só alguém na loja de discos, ou em um clube, vendo um grupo de garotos de 19 anos tentando mudar o mundo”.
 
De Peter Buck, guitarrista do R.E.M., cravando ontem o epitáfio da grande banda, num dia de luto para o rock.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 22)

O adeus de uma grande banda

A banda R.E.M. publicou um comunicado oficial em seu site nesta quarta-feira anunciando que a banda acabou. “Para nossos fãs e amigos: Como R.E.M., e como amigos da vida toda e co-conspiradores, decidimos acabar a banda. Vamos embora com muita gratidão por tudo o que conquistamos. Para quem já se sentiu tocado por nossa música, nosso mais profundo agradecimento pela atenção”, diz o comunicado. O vocalista Stipe, o guitarrista Peter Buck e o baixista Mike Mills aproveitaram para dizer suas últimas palavras sobre o fim da banda, que no início era composta ainda pelo baterista Bill Berry, que se aposentou em 1997 para virar fazendeiro.

“Um homem sábio certa vez disse: a habilidade em ir a uma festa é saber a hora de ir embora. Nós construímos coisas extraordinárias juntos, e agora vamos nos distanciar disso. Espero que nossos fãs percebam que essa não foi uma decisão fácil, mas tudo tem seu fim e nós queríamos fazer isso agora. Nós gostaríamos de agradecer a todos que nos ajudaram a ser o R.E.M. nestes 31 anos. Nossa maior gratidão a quem nos permitiu fazer tudo isso. Tem sido incrível”, disse Stipe.

“Uma das coisas ótimas sobre estar no R.E.M. foi o fato de que essas músicas e discos significavam muito pra gente tanto quanto pros nossos fãs. E ainda são. Ser parte de várias vidas é um dom inacreditável. Obrigado. Nós ainda somos grandes amigos. Eu sei que os verei no futuro, assim como sei que verei cada um que nos apoiou ao longo dos anos. Mesmo se for só alguém na loja de discos, ou em um clube, vendo um grupo de garotos de 19 anos tentando mudar o mundo”, escreveu Buck.

A banda começou sua carreira no início dos anos 1980 e gravou, até hoje, 15 álbuns de estúdio. O último é “Collapse Into Now” e foi lançado em março deste ano. A banda não chegou a fazer turnê para divulgar esse disco. O álbum marcou o fim do contrato da banda com a gravadora Warner.

Os álbuns mais bem sucedidos da banda foram “Out of Time” (1991) e “Automatic for the People” (1992). O primeiro hit da banda foi “The One I Love”, em 1987. Também ficaram famosas músicas como “It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)”, “Losing My Religion”, “Shiny Happy People” e “Everybody Hurts”. Em 2007, a banda ganhou lugar no Hall da Fama do Rock and Roll. Os últimos shows da banda no Brasil aconteceram em novembro de 2008. (Da Folha de SP)

A pior notícia do dia, sem dúvida. Vai fazer falta.