Remo goleia Banespa na estreia de Sinomar

Depois de 104 dias sem um jogo oficial, o Remo voltou a campo neste sábado, em Augusto Corrêa, e venceu o time local do Banespa por 3 a 0. Jaime abriu o placar logo aos 14 minutos do primeiro tempo, depois de um passe de Alex Juan. O atacante azulino esperou o goleiro Pintado sair do gol e tocou com categoria para abrir o placar. Logo em seguida, veio o segundo gol, através de Alan Peterson, aproveitando escanteio cobrado por Tardelli, aos 17 minutos. O placar foi ampliado ainda no primeiro tempo, em cobrança ensaiada executada pelo capitão Diego Barros, que disparou um chute forte para marcar o terceiro gol, aos 24 minutos. A equipe azulina ainda criou diversas oportunidades, mas falhou nas finalizações. No segundo tempo, o técnico Sinomar Naves fez várias mudanças no time para observar o restante do elenco. O atacante Zé Inácio, que substituiu Jaime, marcou o quarto gol azulino aos 30 minutos do segundo tempo, complementando bom passe de Reis.

Remo – Diego Amaral (Lino); Gleison(Vando), Joãozinho, Diego Barros e Alex Juan; Alan Peterson (Gabriel), Betinho (Irlan), Jônatan (Nadson) e Tardelli (Paulo André); Jaime (Zé Inácio) e Reis.

Banespa – Pintado (Petico); Elizar, Tonico, Wilkisson e Dino (Torino); Romildo (Tchaca), Tico, Ballack e Variado (Tiquinho); Joca (Alan) e César Traquateua.

Arbitragem: Kleber Ribas de Almeida; auxiliares: Elber Pinheiro e Carlos Roberto Santiago.

Basquete quebra tabu e está de volta à Olimpíada

O basquete brasileiro vive uma noite especial e histórica. A seleção masculina despertou de um pesadelo que em 2012 completaria 16 anos. O time se classificou para a próxima edição dos Jogos Olímpicos, ao vencer a República Dominicana neste sábado, por 83 a 76. A partida histórica, que arrancou lágrimas de todos os jogadores e até do tarimbado técnico Rubpén Magnano, aconteceu no ginásio Islas Malvinas, em Mar del Plata (Argentina), pela semifinal do Pré-Olímpico, que dá duas vagas para Londres-2012. Na outra semifinal, Argentina enfrentaria Porto Rico na noite de hoje

A última participação brasileira em uma Olimpíada foi em Atlanta-1996, quando o cestinha Oscar Schmidt, 53, ainda defendia a equipe. De lá para cá, o Brasil falhou por três ciclos olímpicos consecutivos, mesmo contando com uma das mais talentosas gerações que a modalidade já produziu no país. Apesar do longo período ausente, o Brasil continua sendo o segundo mais frequente em Olimpíadas. Em Londres, completará sua 14ª participação em 18 eventos, desde Berlim-1936. Os Estados Unidos, já classificados para 2012 por terem sido campeões mundiais no ano passado, vão para sua 17ª. participação olímpica.

Curiosamente, a vaga brasileira para em Londres veio sem que o time contasse com suas principais estrelas. O ala-armador Leandrinho, do Toronto Raptors, da NBA, e o pivô Nenê, do Denver Nuggets, anunciaram que não estariam em Mar del Plata com a seleção. Alegaram, sem muitas justificativas, motivos pessoais e físicos para não se apresentarem. O também pivô Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers, chegou a se apresentar ao técnico Rubén Magnano, mas ainda não está recuperado da cirurgia no tornozelo direito, a qual se submeteu em fevereiro, nos EUA.

Com um elenco limitado tecnicamente, mas unido e raçudo, e um treinador campeão olímpico, o Brasil conseguiu superar as ausências. Hoje, fez uma partida digna de entrar para a história, por só ter sido decidido no minuto final. A vitória serviu também como revanche, porque os dominicanos foram os únicos a vencer o Brasil na competição. Na terceira rodada da primeira fase, por 79 a 74. A seleção joga neste domingo a final, a contragosto de jogadores e comissão técnica, que consideram a vaga olímpica mais importante do que um troféu de campeão do torneio. Além disso, está classificada para a Olimpíada seguinte, em 2016, porque o Brasil é o país sede. (Com informações da Folha de S. Paulo)

Foi uma vitória importantíssima, de deixar qualquer brasileiro emocionado. 

Basquete a uma vitória da Olimpíada-2012

A seleção brasileira masculina de basquete entra no ginásio Islas Malvinas, neste sábado, às 19h, carregando nas costas o peso de 16 anos sem participar de uma Olimpíada. Uma vitória sobre a República Dominicana reconduzirá, finalmente, o país ao evento, em 2012, em Londres. E completará uma sucessão de feitos históricos alcançados pela equipe desde que se iniciou o Pré-Olímpico na Argentina, em 30 de agosto. Foi agora, em Mar del Plata, que o Brasil derrotou a Argentina em um classificatório olímpico pela primeira vez desde 1995. Os maiores rivais da seleção foram os responsáveis diretos pela ausência em Pequim-2008, após triunfo em torneio em Las Vegas. O Brasil estava a uma vitória dos Jogos, assim como hoje. Mas o rival era a Argentina, então campeã olímpica. “A situação era idêntica à de agora, independentemente da qualidade do rival. Mas aquela experiência nos serve para manter os pés no chão”, disse o ala Marcelinho Machado, 36, que, pelo quarto ciclo olímpico, tenta a vaga. E todos os tabus foram superados sem contar com três importantes jogadores: o ala-armador Leandrinho e os pivôs Nenê e Anderson Varejão, que não participam por motivos pessoais ou físicos. (Com informações do Folhaonline)

A frase do dia

 “Por que isso (denúncias contra o presidente da CBF)? Porque mudou horário de jogo. O Ricardo (Teixeira) só não serve na hora que não faz as vontades. Enquanto interessou à Globo, era um gênio. No dia em que ele quis tomar uma medida que poderia ferir a emissora, ela se volta contra ele”.

De João Havelange, mentor e ex-sogro de Teixeira, criticando a Globo pelas tímidas denúncias contra seu pupilo.

Seis detalhes sobre documentário de George

Do blog Screamyell
 
George Harrison: Living In The Material World é um novo e épico documentário sobre a vida e os tempos do “beatle que mais mudou”. A revista MOJO lançará um texto completo sobre o trabalho, em uma futura edição da revista. Mas aqui estão seis coisas que você deve observar sobre o novo lançamento em DVD e Blue Ray, a ser lançado agorinha em outubro. (Tradução: JC)

1 – Há um número incrível de filmagens, fotos, outtakes e novas entrevistas para satisfazer até os fãs mais devotos dos Beatles.
Living In The Material World contém novas contribuições a partir de um pequeno exército de pessoas mais próximas e queridas de George. Apesar da ausência do aguardado Bob Dylan, há novas entrevistas com Paul McCartney, Ringo Starr, Terry Gilliam, Eric Clapton, George Martin, Yoko Ono, Tom Petty, Phil Spector, Jim Keltner, Jackie Stewart, Dhani e Olivia Harrison. Esta última, produtora do filme, fez um trabalho incrível ao peneirar os arquivos para entregar imagens inéditas, filmes caseiros e, talvez o mais importante, uma série de cartas que George escreveu para sua mãe durante os anos de Beatlemania. Narrado por seu filho Dhani, cada detalhe do pandemônio que seguiu os Beatles onde quer que fossem, das frustrações que acompanham a adoração mundial e do início de sua jornada para o espiritualismo oriental é mostrado. Qualquer pessoa familiarizada com o documentário Anthology, dos Beatles, vai se lembrar de ter visto algumas das cenas de entrevistas de Harrison, mas Scorsese e sua equipe tiveram o cuidado de não republicar narrativas do projeto. Eles também conseguiram evitar os clipes bem manjados, como The Ed Sullivan show / Shea Stadium / A Hard Day’s Night / Our world etc.

2 – Três horas e meia de duração
Como o documentário No Direction Home, de Bob Dylan, Living In The Material World é dividido em duas partes. A primeira, de 94 minutos, mostra a vida de George desde o seu nascimento em Liverpool, em 1943, até a dissolução dos Beatles em 1970. A segunda metade (114 minutos) começa com a gravação de All Things Must Pass e viaja através dos altos e baixos da década de 70 e 80 antes, de se isolar-se com sua famíla na gigantesca propriedade Friar Park, terminando com sua morte em novembro de 2001.

3 – Vai fazer você rir

Living In The Material World faz um trabalho maravilhoso de capturar a sagacidade mordaz de Harrison. Seu método de remoção do Hell’s Angels da sede da Apple e seu envolvimento com o grupo Monty Python são apenas alguns dos momentos de gargalhadas garantidas no filme.

4 – Olivia Harrison fala sobre o esfaqueamento em 1999
Na véspera do novo milênio, um esquizofrênico de 36 anos invadiu Friar Park e atacou George com uma faca de cozinha, esfaqueando-o diversas vezes. Olivia reagiu contra o assaltante e, sem dúvida, salvou a vida de seu marido. Suas lembranças daquela noite são de arrepiar e os sintomas do choque físico e mental são mostrados, revelando que o episódio poderia ser muito, muito mais grave do que se imagina.

5 – Há uma abundância revelações

Há também comentários sinceros de Eric Clapton sobre seu romance com a primeira esposa de George, Patti Boyd. Clapton insinua que a idéia de “troca” na verdade começou muito mais cedo, na era do “amor livre”. Após a explosão inicial do sucesso com All Things Must Pass e The Concert For Bangladesh, os anos 70 se mostraram uma década difícil para Harrison. As armadilhas da vida de astro do rock haviam surgido e elas aparecem dolorosamente expostos nas imagens ao vivo de sua turnê de 1974. E também há o que ele disse a Tom Petty quando Roy Orbison morreu.

6 – É uma jornada espiritual do início ao fim.

George sobre o assassinato de John Lennon: “Eu acho que é mais agradável se você pode conscientemente deixar o seu corpo na morte, diferente de algum lunático dar um tiro em você na rua”. A paixão de Harrison pelo estilo e som orientais permanece o tempo todo durante o Living In The Material World. Um homem de extremos, Harrison era um indivíduo intensamente recluso, mas que também tinha a capacidade de manter amizades duradouras com aqueles que ele amava. Leva às lágrimas o depoimento de Ringo sobre as últimas palavras George e de seu testemunho sobre sua constante viagem ao universo interior.

George Harrison: Living In The Material World será lançado em DVD e Blu-ray em 10 de outubro.