Paissandu perde e dificulta classificação

 

Com gols de Juliano César e Testinha, o Rio Branco derrotou o Paissandu (que descontou com Rafael Oliveira, a 10 minutos do final) por 2 a 1, na noite deste domingo, no estádio Arena da Floresta. O Paissandu repetiu erros já exibidos em outros jogos da Série C e, em nenhum momento, conseguiu se libertar da pressão exercida pelo Rio Branco.

Comandado por Testinha, o time acreano foi senhor das ações durante todo o primeiro tempo, chegando ao gol sem grandes dificuldades e mantendo um ritmo forte no ataque. Defensivamente, conseguiu bloquear todas as tentativas do tímido ataque paraense, cujas poucas manobras se resumiam a iniciativas de Tiago Potiguar.

Perdendo por 1 a 0 no primeiro tempo, o técnico Roberto Fernandes custou a mexer na equipe. As modificações só surgiram no segundo tempo, quando ele colocou Sandro e Josiel em campo, mas sem resultados imediatos.

O ataque só ganhou consistência com a entrada de Héliton a 15 minutos do fim, depois que Testinha já havia marcado o segundo gol do Rio Branco. Em jogada de linha de fundo, a bola foi cruzada para a área e encontrou Rafael Oliveira livre para finalizar e diminuir, aos 39 minutos. Em seguida, Ley desperdiçou um pênalti sofrido por Marcelo Brás. Alexandre Fávaro fez grande defesa e evitou que a derrota fosse mais ampla.

Com a derrota, o Paissandu precisará vencer o Araguaína por quatro gols de diferença e torcer para que o Águia não vença o Luverdense em Lucas do Rio Verde. Ontem, o Luverdense derrotou o Araguaína por 2 a 0, mantendo remotas chances de classificação. Já o Rio Branco está classificado para a próxima fase da Série C. (Fotos: EVERALDO NASCIMENTO/Bola)

Ficha técnica: Rio Branco x Paissandu

RIO BRANCO x PAISSANDU

Local: Estádio Arena da Floresta, em Rio Branco (AC), às 18h (19h em Belém).

Arbitragem: Eduardo Valadão (GO), auxiliado por Mário Jorge (AC) e Jesmar Benedito Miranda (GO).

Rio Branco – Rafael Córdova; Ley, Rodrigão, Luciano e Ananias; Zé Marco, Ismael, Rossini e Testinha (Palermo); Souza e Juliano César. Técnico: Everton Goiano.

Paissandu – Fávaro; Sidny, Leandro Camilo, Vagner e Fábio Gaúcho; Rodrigo Pontes, Charles Vagner, Tiago Potiguar e Robinho; Rafael Oliveira e Héliton. Técnico: Roberto Fernandes.

Na Rádio Clube, Valmir Rodrigues narra e João Cunha comenta. A TV Cultura transmite o jogo.

Coluna: Duelo sem favoritos na Arena da Floresta

Um brutal dilema deve ter rondado a cabeça do técnico Roberto Fernandes para escalar o Paissandu. E é normal que seja assim. Afinal, o jogo é decisivo, provavelmente o mais importante da temporada até agora. Pelo passado recente, a equipe sabe que o torcedor jamais perdoará um tropeço que comprometa a campanha pelo acesso à Série B.
Quis o destino – ou algo que o valha – que a parada se decida fora de casa, contra um adversário tinhoso, invicto em seus domínios desde 1991 diante dos bicolores. É verdade que o Rio Branco atual nem de longe lembra o time lépido e audacioso de três anos atrás, quando Testinha, Juliano César e Marcelo Brás infernizavam qualquer sistema defensivo.
Fernandes, bom de discurso, chegou ao Paissandu avisando que iria montar um time de Série B para disputar a Série C sem maiores percalços. Não conseguiu formar essa equipe e, obviamente, passou vários apertos durante o torneio.
Em outros tempos, daqueles que provavelmente não voltam mais, o Paissandu jamais estaria nessa angústia transcendental nas horas que antecedem o embate na Arena da Floresta. Não precisa nem ir muito longe. Givanildo e aquele Papão de 2002, que ganhou a Copa Norte e depois conquistou a Copa dos Campeões, jamais se assustariam com o Rio Branco, nem que viesse acompanhado da Liga da Justiça.
Tudo passa e os tempos são outros. O Pará deixou de ser hegemônico no futebol nortista, por efeito direto da decadência de seus dois gigantes. Remo e Paissandu decaíram tanto que não assustam mais qualquer oponente na região. Chegaram ao ponto de não se impor nem no âmbito interno – e o Independente Tucuruí que o diga.
Por isso, a batalha de hoje em Rio Branco tem contornos dramáticos e o loquaz Fernandes sabe muito bem disso. Vem daí minha desconfiança, quase certeza, quanto ao desenho tático do time que pisará a Arena da Floresta. Não me espantaria se fosse um 3-5-2, com Leandro Camilo, Jorge Felipe e Vagner na linha de zagueiros e mais três volantes no quinteto de meio-campo – Pontes, Charles Vagner e Diguinho.
Caso esse terrível presságio se confirme, terá o Paissandu seis beques em ação, quase um mini-exército em campo. Técnicos são seres previsíveis. Não costumam arriscar o pescoço diante de missões espinhosas. Preferem recuar os beques, plantam-se no próprio campo e deixam a vida passar. Como o empate é bom resultado, Fernandes dificilmente entrará com o meio-campo dos sonhos da torcida – Pontes, Charles, Sandro e Robinho. É bem mais provável que se decida por Pontes, Charles, Diguinho e Luciano Henrique. No ataque, nenhuma surpresa: Josiel e Rafael Oliveira (foto), para infortúnio do segundo.  
Desde já, é bom tirar o cavalo da chuva quanto à possibilidade de Héliton entrar jogando. Mesmo sendo um dos melhores puxadores de contra-ataque do futebol local, atrás apenas do papa-léguas Joãozinho. Fernandes jamais usaria um velocista desde o começo da contenda.
Potiguar tem mais chances, mas também deve ficar para o segundo tempo ou caso surjam problemas na primeira etapa. O fato é que nunca teve a preferência do técnico, embora seja o parceiro ideal de Rafael Oliveira, naquele que seria o melhor ataque possível.
 
 
Mais temível do que o ataque do Rio Branco é esse tal bandeirinha metido a superstar. Mário Jorge, que tem até torcida organizada, será um dos auxiliares do goiano Eduardo Tomáz de Aquino Valadão. Pelos “bons serviços prestados” ao Estrelão, ele arranca aplausos entusiasmados sempre que entra em campo. Olho na figura.   
 
 
O torcedor mais sensível que se prepare. Por economia, a TV Cultura decidiu usar narração e comentários de jornalistas acreanos na transmissão deste domingo. A tradição esportiva indica que o bairrismo deve dar o tom, com sérios transtornos à paciência do telespectador local. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 11) 

A miss distraída

A moça pecou por distração, mas está perdoada. Catalina Robayo, a graciosa Miss Colômbia, estampa a capa do jornal paulista “Agora”, edição do último sábado, porque se deixou fotografar sem calcinha durante evento numa escola de samba paulista. A candidata ao Miss Universo deixou a peça em casa para não marcar o vestido durante a aparição pública. O blog, sempre aliado às causas da justiça, faz questão de se solidarizar com a guapa colombiana.