Copa 2014: arena de Manaus na rota da maracutaia

Quatro dos mais caros projetos de estádios para a Copa-2014 pagaram mais de R$ 17 milhões à empresa de arquitetura do ex-sócio de Carlos de La Corte, consultor do COL (Comitê Organizador Local) e responsável pela fiscalização dos projetos das arenas do Mundial. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, a Statia conseguiu, sem licitação, fechar contrato com as arenas de Belo Horizonte, Cuiabá, Manaus e Natal. Danilo Carvalho, dono do escritório, era sócio de Carlos de La Corte até 2009. Foi o próprio fiscal do COL que sugeriu a contratação da empresa para as sedes, segundo um dos participantes da negociação. Isso ocorreu quando ele já fazia parte do Comitê.

“Procuramos a empresa de Carlos de La Corte e tivemos a sugestão do nome do Danilo, que é parceiro dele. O Carlos sugeriu dois ou três nomes. Como eu já estava em São Paulo e as outras empresas eram de fora do Brasil, foi mais fácil o contato. É aquela história de unir o útil ao agradável”, declarou o ex-secretário da Copa-2014 no Rio Grande do Norte, Fernando Fernandes.

A Stadia foi montada cerca de um mês depois de a Fifa anunciar as 12 sedes da Copa-2014. E, com 53 dias de existência, já conseguiu seu primeiro contrato, sem licitação, para projetar a arena de Manaus. Em Natal, também sem passar por licitação, a Stadia recebeu ao menos R$ 2,3 milhões pelo projeto da Arena das Dunas.

Nunca tive dúvidas sobre os reais motivos que fizeram Ricardo Peixeira e sua turma excluírem Belém da lista de sedes da Copa: aqui o estádio já estava pronto, não seria possível levantar um novo sem dar bandeira. Belém perdeu a parada porque não iria permitir um bom faturamento à Fifa e ao COL. Manaus resolveu destruir o Vivaldão e gastar cerca de R$ 800 milhões com o novo estádio. Levou a parada. Como se está confirmando aos poucos, é tudo conversa fiada a história de que a escolha foi técnica, levando em conta o meio ambiente ou outra lorota qualquer. Tudo se resume a um grande balcão de negócios.

A frase do dia

“Não tomei decisão nenhuma. Acho que a arbitragem foi injusta, teve erro de arbitragem aqui que prejudicou o Grêmio. Foi evidente. Acho que a CBF está acompanhando isso. Hoje erraram contra o Grêmio, domingo passado também. Eu não gosto de ficar chorando de arbitragem. Estou fazendo um registro público por que percebi isso. Todas as pessoas que eu falei viram que é um absurdo o que foi feito. Vamos ver se a gente sensibiliza uma melhora de quem pode conversar com os árbitros pra melhorar o nível da arbitragem brasileira”.

De Paulo Odone, dirigente do Grêmio, depois de ver seu time ser ‘operado’ no Pacaembu contra o Corinthians. Aliás, Odone é aquele cartola que invadiu o campo dos Aflitos na célebre batalha contra o Náutico para chutar o árbitro daquele jogo.