Remo planeja homenagear Ricardo Peixeira

O que é ruim sempre pode ficar pior, ensina a implacável Lei de Murphy. O Remo confirma a máxima com essa ideia de jerico de mandar uma carta de desagravo (?) a Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Essa iniciativa integra as homenagens que alguns descerebrados pretendem organizar para o cartolão antes do jogo Brasil x Argentina, no dia 28, no Mangueirão.

Claro que o objetivo é puxar saco do cartolão para tentar receber a segunda parte do empréstimo solicitado no ano passado, mas nada justifica tamanha sabujice. Ainda há tempo de recuar e evitar esse mico descabido. Isso sem falar no fato de que o Remo tinha que liderar os protestos por tudo que a entidade já aprontou contra o clube – e o futebol paraense – nos últimos 20 anos.

São Raimundo empata em casa e se complica

Com atuação decepcionante, o São Raimundo empatou em 2 a 2 com o Trem (AP) na noite desta segunda-feira, em Santarém, e comprometeu seriamente suas chances de classificação à próxima fase da Série D. Diego Ratinho abriu o placar para o Trem logo aos 13 minutos. O São Raimundo empatou aos 2 minutos do segundo tempo, com Helder, e conseguiu a virada dez minutos depois, através de Aldivan. Quando tudo indicava que o Pantera sairia vitorioso, o Trem chegou ao empate aos 34 minutos, com gol de Max Jari.

Papão não vence no Acre deste 1991

Números são números, mas o Paissandu não vence Rio Branco, no Acre, em Campeonatos Brasileiros, desde 1991. Última vitória foi por 1 a 0. Depois disso, foram três vitórias acreanas na Arena da Floresta: 2 x 1, 4 x 0 e 3 x 1. (Com informações do repórter Michel Anderson)
 
Está na hora de quebrar mais esse tabu.
 

Tribuna do torcedor

Por Armando Ricardo (ricardo_madi@yahoo.com.br)

Momento de união, força, garra, determinação, comprometimento, brilhantismo, dedicação, companheirismo em busca do resultado desejado. Uma vitória ou um empate contra o Rio Branco, para a tranquilidade geral da nação bicolor, que acredita em seus guerreiros e que tem a total confiança no acesso. Parabéns à torcida bicolor, que se tem feito presente em todas as batalhas, aos atletas pelas superações apresentadas e determinação nos embates; à comissão técnica, que tem trabalhado duro para a realização do sonho de estarmos todos juntos na Série B 2011. A nação bicolor confia em seus guerreiros e estaremos presentes em vossos corações na ponta de vossas chuteiras. Garra, Papão!!!

Coluna: Uma rodada ruim para o Paissandu

O gol de Ismael para o Rio Branco contra o Luverdense, ontem, aos 40 minutos do primeiro tempo, pode vir a ter importância capital na definição do grupo A da Série C. Até então, pela lei das probabilidades, imaginava-se que até com 14 pontos seria possível garantir classificação na chave. Com isso, o Paissandu – que tem 11 pontos e uma parada mamão-com-açúcar contra o Araguaína – podia dormir em berço esplêndido. A partir da surpreendente vitória acreana em Lucas do Rio Verde, a história mudou por completo.
Para o Paissandu, que fez bom amistoso com o Independente na sexta-feira, a semana de preparativos passa a ser decisiva. O empate será suficiente para garantir a vaga (acreditando sempre numa vitória sobre o Araguaína na última rodada), mas, pelas circunstâncias que devem cercar o jogo, seria uma imprudência se apresentar com postura defensiva na Arena da Floresta.
Roberto Fernandes, que pareceu ter gostado da movimentação do time no primeiro tempo contra o Independente, pode extrair boas opções para o confronto decisivo em Rio Branco. E algumas perguntas merecem ser respondidas de imediato. A principal é: Héliton, por exemplo, que fez um jogo impecável na Curuzu, vai continuar fora de seus planos?
Outra questão que sempre foi deixada em segundo plano por Fernandes terá que ser reavaliada: o aproveitamento de Sandro no meio-de-campo, como um misto de volante e meia. Contra o Independente, ao lado de Robinho e Potiguar, o veterano capitão passou segurança e voltou a ser o ponto de equilíbrio do time.
Com a experiência que tem em situações decisivas e a gana que demonstra de acertar as contas com a torcida, Sandro pode ser uma alternativa para domingo. Como a partida foi remarcada para um horário humano (17h de lá, 19h aqui), sua escalação pode dar à meia-cancha alviceleste a consistência necessária para encarar um adversário que irá todo à frente. 
Um terceiro aspecto precisa ser bem pesado pelo treinador alviceleste: a titularidade de Josiel. Fixo na área e sem inspiração para buscar jogo, o atacante virou um estorvo lá na frente. Héliton e Tiago Potiguar têm mais mobilidade e entrosamento com Rafael Oliveira.
São decisões importantes, que podem tornar a missão do Paissandu menos ou mais angustiante contra o Rio Branco, adversário que há muito tempo não perde em casa para times paraenses.
 
 
O novo cenário do grupo A remete, de imediato, ao grande prejuízo que foi o empate do Paissandu contra o próprio Rio Branco, no Mangueirão. Aqueles dois pontinhos perdidos devem fazer uma brutal diferença na classificação final.
 
 
Apesar do aperreio para dobrar o lanterna Araguaína, sábado à noite, o Águia fez o dever de casa e continua dependente apenas de suas forças para passar de fase. O interessante é que a vitória do Rio Branco facilitou também as coisas para a equipe marabaense em Lucas do Rio Verde na última rodada. De negativo, a perda de três jogadores importantes: Mendes, Danilo Goiano e Alan Taxista, todos suspensos.
Um problema extra no caminho do Águia é a bronca do técnico Lisca e dos jogadores do Luverdense com a derrota sofrida no Zinho Oliveira. Consideram, com certa razão, que o time foi prejudicado pela arbitragem.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 5)