Teixeira ameaça Globo com Copa América 2015

A rusga de Ricardo Teixeira com a Globo devido a veiculação de reportagem negativa envolvendo seu nome pode ter mais capítulos. O presidente da CBF disse a cartolas próximos que, se a emissora continuar produzindo reportagens contra ele, irá dificultar a vida da Globo na compra dos direitos de TV da Copa América de 2015, que será no Brasil. Prometeu agir nos bastidores para que a rede carioca não seja soberana na disputa. Ainda não está definido quem venderá os direitos de transmissão da Copa América-2015. As empresas Traffic e Full Play estão na disputa. (Com informações da Folha de S. Paulo)

Delegação do Papão ainda está no Acre

Até 13h desta segunda-feira, a delegação do Paissandu não havia deixado Rio Branco com destino a Belém. A ausência de um dirigente para resolver o problema de passagens aéreas impediu que os jogadores e a comissão técnica pudessem viajar. É aguardada uma providência, a partir de Belém, para solucionar a trapalhada. Foram pagas apenas quatro passagens e sorteadas entre os jogadores. O restante da delegação continua retida. Há também a informação de que o clube não teria pago as despesas de hospedagem no hotel.

Estressado pela indefinição do horário da viagem e de cabeça quente pela derrota de domingo, o lateral-direito Sidny revelou que está há três meses sem receber salários. Como ele, pelo menos metade do time titular também está jogando sem receber. (Com informações da Rádio Clube)

Tribuna do torcedor

Por Dennis Oliveira (dennis.redator@gmail.com)

Acontecendo a lógica, o Paysandu não se classificando no próximo domingo, não seria a hora de já começar a planejar o time para o brasileirão do ano que vem? Acredito que desse time atual poderíamos fazer a base para o ano que vem. FÁVARO + A ZAGA + OS VOLANTES + ROBINHO + POTIGUAR + RAFAEL OLIVEIRA + DIEGO GALVÃO. Acredito que essa base com um técnico competente, estratégico e líder, pode formar um time campeão. Eu digo isso porque não vi nesse grupo, em todos os jogos, jogadas trabalhadas, sistema de jogo, triangulação. Nada. Além do que, a série C não é nenhum grande campeonato. Não é um campeonato difícil. Um time como Rio Branco com jogadores velhos, um lateral que já passou por aqui num time de segunda, atacantes que nunca se destacaram no futebol nacional, não pode ser empecilho para um time de massa como o nosso. O Paysandu precisa antecipar seu planejamento. Treinar um grupo exaustivamente. Descobrir talentos no interior e também em outros estados, como foi com o Potiguar. Colocar em primeiro lugar o objetivo de subir a série B. Mesmo sendo esse discurso do presidente, não foi essa a prática. O paraense precisa ser apenas um laboratório na formação de um time vencedor. Um técnico bicolor que passou por aqui já falou que precisamos, nós bicolores, minimizar o RE x PA, porque esse jogo tem a capacidade de mascarar um time “ruim” e também prejudicar o planejamento de um time “bom”. Uma tarde infeliz, um apito mal-intencionado ou qualquer outro fator extra-campo pode colocar a perder todo um planejamento. O Paysandu precisa entender que sua história é maior que o Pará. Projeto Série B 2013. O planejamento começa na próxima segunda, 19 de setembro.

Coluna: E Testinha venceu de novo

Apesar de concentrar todo o interesse na atuação do Paissandu, a partir de determinado momento do jogo de ontem passei a observar melhor a conduta do meia-atacante Testinha. Curioso como um jogador de 33 anos consegue fazer a transição entre meio-campo e ataque com fôlego para arrancadas e dribles em velocidade.
Parecia um garoto quando comparado a jogadores mais jovens, como Robinho, Luciano Henrique e o próprio Tiago Potiguar. Comandou as ações na meia cancha, ditou o ritmo do Rio Branco (e, por tabela, do Paissandu) e foi decisivo, participando diretamente dos gols acreanos.
Impossível não lembrar que Testinha lidera esse Rio Branco há, pelo menos, quatro temporadas. Não recordo de nenhuma atuação fraca. Sempre se desincumbe muito bem de suas tarefas e assume a responsabilidade de líder e maestro da equipe.
Cheguei à conclusão de que é justamente de um Testinha que o Paissandu anda precisando. Como já é quase tradição em jogos fora de casa, o time entrou tímido e recuado. A promessa de um comportamento agressivo não se materializou em campo.
Talvez a mudança de planos tenha ocorrido no último treino, já em Rio Branco. Para variar, Roberto Fernandes caprichou no mistério, escondendo dos repórteres os exercícios e jogadas para o confronto decisivo. A escalação também fugiu ao prometido. Ao invés de colocar Héliton desde o começo, como o jogo pedia, o técnico deixou para lançar o atacante quando a derrota era praticamente certa.
Insisto: Héliton não é a última bolacha do pacote, mas é o melhor puxador de contra-ataque disponível na Curuzu. Todo mundo sabia que o Rio Branco se lançaria à frente desde o primeiro minuto em busca da vitória, abrindo espaço – como, de fato, abriu – para o contra-ataque. Com Rafael e Potiguar posicionados a léguas de distância um do outro, o Paissandu ignorou essas chances.
Mais que isso, Roberto Fernandes jamais tirou o Rio Branco da zona de conforto. Os donos da casa jogaram o tempo todo sem sustos, administrando a partida e estabelecendo o resultado que lhes interessava. O primeiro gol foi um primor de previsibilidade. Foram cobrados cinco escanteios, quatro deles no primeiro pau. E foi justamente ali que Juliano César surgiu, marcado por quatro (!!) bicolores, para desviar a bola para as redes.
No segundo tempo, quando se esperava uma reação do Paissandu, foi o Rio Branco que voltou mais aceso. Perdeu três oportunidades claras, duas delas por puro preciosismo de Juliano César. Quando Josiel substituiu Luciano Henrique, que foi novamente figura nula no jogo, Rafael passou a ter um companheiro de área.
Foi preciso, porém, que Testinha fizesse 2 a 0 para que Fernandes lembrasse de Héliton. Com três atacantes, a partir dos 30 minutos, apesar da bagunça tática, o Paissandu pela primeira vez chegou a rondar o gol de Rafael Córdova. O problema é que os jogadores paraenses chutam pouco. Quase não arriscam finalizações da entrada da área e essa inibição facilita tremendamente as coisas para a defesa adversária.
Rafael descontou ao aproveitar a única jogada de linha de fundo produzida pelo Paissandu na partida. Depois, Fávaro ainda teria tempo de defender pênalti cobrado displicentemente por Ley, mas o Paissandu não teve mais forças nem categoria para buscar o empate.
 
 
A situação complicou, pois o time não depende mais de seu próprio esforço para se classificar. A vaga ficou mais próxima do Águia. Apesar disso, possibilidades existem, mas é obrigatório golear o Araguaína, domingo, na Curuzu. Difícil será assimilar a derrota diante do Rio Branco e recobrar o equilíbrio para a rodada final, mas é bom não esquecer que ainda estão rolando os dados.   

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 12)