Suspenso, Jobson só volta a jogar em 2012

Depois de vários adiamentos, a Corte Arbitral do Esporte (CAS) determinou nesta quarta-feira punição de dois anos para Jobson. O atacante, dispensado pelo Bahia, foi flagrado com cocaína no exame antidoping realizado em 2009. Como já cumpriu uma parte da suspensão, o jogador ficará longe dos gramados até 6 de março de 2012. Dois anos é a pena máxima para casos de doping isolados. A CAS interpretou os diferentes jogos que ele atuou como o mesmo caso – do contrário, ele teria sido banido do esporte.

Uns chegam, outros cobram salários atrasados

Os últimos quatro integrantes da delegação do Paissandu que permaneciam em Rio Branco, desde sábado, por falta de passagens aéreas, desembarcam no começo da tarde desta quarta-feira em Val-de-Cans, para alívio de seus familiares. O grupo é formado pelo supervisor Dias Renato, o volante Rodrigo Pontes, o meia Tiago Potiguar e o assessor e faz-tudo Feliz.

Na Curuzu, surgiu a informação de que quatro jogadores estão pressionando a diretoria e cobrando os salários em atraso. Sidny teria avisado que não entra em campo no domingo se antes não receber os três meses que o Paissandu lhe deve.

Luciano Henrique permanece no Papão

Por falta de grana para pagar a rescisão, o meia Luciano Henrique foi reintegrado ao elenco do Paissandu e treinou normalmente na manhã desta quarta-feira, no estádio da Curuzu. Ele havia sido anunciado na lista de dispensados por ordem do presidente Luiz Omar.

Como diria o filósofo Bad Boy, o futebol não é para lisos.

Vanderson volta, mas quer receber atrasados

O volante Vanderson, cansado de levar dribles de LOP, abriu o verbo ao retornar à Curuzu: “Quando eu saí daqui acertei com o presidente, tudo direitinho, como ia ficar a situação do meu salário, mas eu estou desde maio sem receber, mas eu vim para cá com o objetivo de ajudar. Conversei com ele, já acertei de novo, eu espero que dessa vez ele possa me pagar.”

E o LOP ainda faz pose de dirigente preocupado com a imagem do clube. Te dizer…

Não e Não!

“Indigna já só a ideia de reduzir o Pará a Belém e Zona do Salgado. Coisa de político-forasteiro mal-agradecido. O cara chega à casa alheia, que o acolhe com hospitalidade, e se revela um aproveitador. Entra, fuça a geladeira, abanca-se no melhor sofá, escancara as portas dos quartos, e a gente sabe: é um folgado. Chora, estremece por seu estado de nascença, enquanto explora e desdiz do Pará, de que só pensa em chupar tudo, até o Estado inteiro, se deixarmos. O retalhador do estado (dos outros) chega e se espalha feito água. Abanca-se, invade a cozinha, destampa, tem o desplante de meter o dedo na panela, antes do dono da casa, lambuza as mãos, lambe os dedos. Como nós, os paraenses somos cordiais, ele confunde cordialidade com liberalidade. Vem, vai ficando, mergulha de unhas e garras afiadas em terras e política. Espalhado, o aproveitador, pronto, enriqueceu, encheu a pança. Fez-se fazendeiro, político de muito papo (balofo), o cara de pau. Alguns não dispensam trabalho escravo e agora dão de posar de redentores da miséria do Pará, como se só no Pará houvesse miséria.”

Por Amarílis Tupiassu

55 neles, galera!

Coluna: Escaramuças e factóides

Nos últimos dias, a frase célebre (e cínica) tem sido repetida com incrível freqüência e acerto. Nada pode ser tão ruim que não possa piorar. A diretoria do Paissandu, que se esmera em complicar o simples e atrapalhar a própria caminhada na Série C, desatinou de vez depois da derrota em Rio Branco.
O que restava de lucidez parece ter evaporado nas últimas 48 horas, num sintoma de que o alegado planejamento para conseguir o acesso à Série B não passava de bravata. Diante da primeira grande dificuldade, o clube entrou em curto-circuito. Dirigentes esqueceram até de pagar as passagens aéreas para o retorno da equipe a Belém.
Enquanto a delegação permanecia na capital acreana, já havia diretor convidando o veterano Zé Augusto a assumir a função de técnico ao lado de Lecheva. O convite, não oficial, foi depois retirado. Roberto Fernandes desembarcou ontem à noite em Belém falando ainda como treinador, mas foi avisado que o clube já tinha contratado um substituto. 
A contratação pode ser para um jogo só. Pouco importa. Aparentemente, apesar de todos os sinais em sentido contrário, dinheiro não é problema. Ou seria apenas a busca desesperada por factóides para desviar o foco da crise?
O fato é que Edson Gaúcho assume às cegas. Seu perfil não é o mais recomendado para o atual momento. Ganhou fama, inclusive na Curuzu, mais pelo temperamento rude, que não poupa ninguém – repórteres, jogadores, subordinados e até dirigentes –, do que pelo currículo.
Depois de demitido por Luiz Omar Pinheiro, ficou sem treinar clubes nos últimos três anos. A exceção foi o Criciúma, por curtíssimo período. Cabe dizer que o treinador deixou Belém culpando a imprensa pelos maus resultados e disparando críticas pesadas contra o próprio presidente do Paissandu. Pelo visto, os desaforos já foram devidamente esquecidos.
Por questão de justiça, não se deve jogar sobre os ombros de Gaúcho a responsabilidade pela salvação da pátria. Ele encontra um elenco dividido, desestimulado por atrasos salariais e emocionalmente alquebrado.
Como a maioria dos atletas (16) foi indicada por Fernandes, o novo xerife precisará debelar insatisfações e trabalhar duro para levantar a auto-estima do grupo. Tudo isso num prazo de cinco dias. Gaúcho é disciplinador, põe banca e sabe enquadrar a tropa, mas não faz milagres.
 
 
Rafael Oliveira passou maus pedaços sob o comando de Gaúcho no Paissandu. Discutiu feio com o técnico e acabou indo jogar em Pernambuco. Pelo bem geral da nação, espera-se que o treinador tenha mudado seus conceitos sobre o melhor atacante do time.
 
 
Roberto Fernandes teve aproveitamento regular em jogos, mas sua breve passagem foi insatisfatória para as necessidades imediatas do clube. Foi derrotado apenas três vezes, mas sofreu revezes importantes. Perdeu o Estadual para o Independente e deixa o time em situação delicadíssima na Série C. Trouxe uma legião de reforços, porém se perdeu no apego a algumas preferências pessoais (Charles Vagner, Jean, Luciano Henrique e Josiel). Não deixa saudades, mas não foi o único a errar – teve a companhia luxuosa de uma diretoria quase sempre omissa e ausente. 
 
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 14)