Coluna: Messi ou Maradona?

O debate surgiu na Argentina, mas hoje já se alastra pelo mundo: Lionel Messi está no mesmo nível de Diego Maradona? A resposta, pelo menos a deste escriba baionense, é ainda não.La Pulgaterá que percorrer ainda um bom trajeto até se igualar a El Pibe. Em futebol, adivinhações não funcionam, mas, pela evolução técnica exibida pelo meia-atacante do Barcelona, é quase certo que ambos logo estarão dividindo o mesmo patamar de importância.

A comparação é obrigatória pela nacionalidade de ambos e pela posiçãoem campo. Exímiosusuários da camisa 10, Maradona e Messi tem características parecidas também a partir do mirrado porte físico, embora Dieguito fosse mais atarracado.

De todos os obstáculos para desbancar o maior ídolo dos argentinos, o mais difícil de superar é o desempenho em Copas do Mundo. Maradona praticamente ganhou sozinho o Mundial de 1986, participando ainda de mais três mundiais, embora sem o mesmo destaque e aproveitamento.

Messi foi à Copa da África do Sul e operou diabruras em campo antes da fragorosa eliminação para o escrete alemão nas quartas de final. Tive a oportunidade de acompanhar dois jogos da seleção argentina, contra Nigéria e Coréia do Sul.

Nas duas ocasiões, a seleção dirigida por Maradona demonstrou ser um time comum capitaneado por um fora-de-série. A facilidade para o drible curto e em velocidade, característica do futebol argentino desde Alfredo Di Stéfano, revelou-se em toda sua essência nas atuações de Messi no torneio sul-africano. Ele parece ter o dom de fazer a bola colar ao pé. Para desarmá-lo, só a tiros.

Como astro do Barcelona, Messi começa a transformar o Real Madri em saco de pancadas preferencial, entregando-se à tarefa de derrotar os merengues com um prazer quase diabólico. Os dois belíssimos gols marcados no clássico de quarta-feira confirmam isso, lembrando até a famosa volúpia que Pelé demonstrava contra o Corinthians nos áureos tempos do Santos.

Sobre Maradona, além da reconhecida aplicação profissional, Messi leva a vantagem de não ter por enquanto oponentes à altura. O mais badalado deles, Cristiano Ronaldo, não chega a seus pés em categoria e capacidade de decidir. Diante disso, na escalada vertiginosa do craque, a Copa de 2014 surge como a chance de ouro para tentar se equiparar ao compatriota.

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E Edson Massaranduba Gaúcho foi finalmente resgatado de seu exílio involuntário. Vai dirigir o Criciúma no restante do Campeonato Catarinense e, caso dure até lá, na disputa da Série C. O ex-técnico do Paissandu estava sem trabalhar desde 2010, quando passou uma breve chuva no Vila Nova (GO). Treinador como centenas que existem no país, o diferencial negativo de Gaúcho é o temperamento explosivo e a ausência de bons modos no trato com imprensa, dirigentes e jogadores.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 29) 

18 comentários em “Coluna: Messi ou Maradona?

  1. Gerson e amigos, concordo com tudo que o Gerson fala, no que diz respeito ao temperamento do Edson Gaúcho, mas para o clube, o que interessa é que ele é competente e pode dar o retorno que o clube precisa. Isso que é importante. Veja, por exemplo, o Charles Guerreiro e o Fran Costa, que a Mídia elogia, a toda hora, qual o retorno que eles podem dar a times como Remo e Paysandu? Nenhum, logo, se os dirigentes daqui fossem competentes, nem ligariam pra isso, mas como não são e, adoram se meter a contratar, lógico que eles sempre vão bater de frente, com técnicos que tenham personalidade e, nesse caso, não é só ele que tem problemas com esses tipos de dirigentes, mas também, o Giba, o Givanildo,… . Técnicos que não precisam da opinião da Mídia, pois sabem o que fazem e, isso acaba incomodando. Acredito que se derem condições a ele no Criciúma, ele fará uma grande campanha na série B e levará esse clube à série A do brasileiro. Competência ele tem e, demais.
    – Quanto ao Messi, também penso que está, por enquanto, um pouco longe de ser um Maradona, mas poderá chegar lá.
    – É a minha opinião.

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    1. Claudio, e eu concordo com vc…sobre o Messi, quem pensa que ele é melhor que Maradona, está redondamente enganado… quem sabe quando ele ganhar uma Copa ele chegue perto…

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  2. Talvez Em Belém ele tenha sido mais explosivo pela desorganização encontrada no Clube e trato com LOP. Já a Imprensa levanta ou rerruba de vez e no caso dele foi muito batido. Na minha opinião é melhor treinador que muitos por aqui passaram. SC nem se compara. Agora Cláudio, o Charlhes só peca por não cobrar na medida dos drigentes e jogadores, coisa que o Gaúcho não abre mão, por isso não não é mais valorizado, mas já provou que pode ir longe desde que lhe seja dado condições para isso. Essa é a minha opinião. Rsrsrsrs

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    1. O Charles não cobra dos jogadores, amigo, porque se ele fizer isso, os jogadores não jogarão mais por ele e, aí eu quero ver. Aqui em Belém, amigo, está difícil sair um bom técnico e com condições de treinar Remo e Paysandu. Melhor não arriscar.

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  3. … A propósito do argumento de ganhar ou não Copas do mundo, nem levo em conta, afinal a melhor geração de jogadores do futebol brasileiro de todos os tempos (Falcão, Zico, Sócrates, Júnior, Dirceu Lopes…) nunca ganhou nenhuma copa, enquanto verdadeiros monstrengos da bola (Félix, Dario, Brito, Everaldo, Dunga, Mauro Silva, etc) ganharam. Não me convence.

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    1. Amigo Soeiro, não concordo quanto à melhor geração de jogadores brasileiros de todos os tempos. Penso que Pelé, Garrincha, Tostão, Didi, Gerson e Nilton Santos constituem nossa geração mais brilhante. Mas você tem lá suas razões quanto à conquista de Copas do Mundo. Afinal, o carniceiro Materazzi ganhou a sua e o cracaço Michel Platini nunca teve esse prazer.

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      1. Ok, caro Gerson, talvez você tenha razão quanto à qualidade das gerações. O problema é que não tive o privilégio de assistir Garrincha, Didi e Nilton santos (vamos deixar Pelé de fora, ok?), então fica difícil fazer alguma analogia. Entretanto, tenho toda a campanha da Copa de 70 (e eliminatórias), e francamente, pelo menos para mim, Gerson e Tostão não eram mais craques do que aqueles que citei. Outros exemplos: Clodoaldo era muito mais travoso do que o Cerezo. Amarildo era um perna de pau perto do Careca, e por aí vai.
        Minha implicância com o Maradona é que não admito um jogador de futebol não saber chutar com os dois pés (um de cada vez, claro). É o básico do jogador diferenciado. Aprendi esta lição com o grande Quarentinha lá no campinho do antigo colégio Lauro Sodré.

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  4. Coisas do passado vão naturalmente perdendo força e nitidez na memória, ao passo em que as do presente ficam mais impactantes. Existe um lapso de tempo entre os dois e os feitos de Messi seriam menos valorizados se surgidos logo após a geração Maradona. Pergunto:
    1- Quem era mais consistente, não tinha apagões em campo? Maradona
    2- Messi é tão líder em campo quanto Maradona? Não, nem capitão é. Maradona foi muito mais importante pro Napoli do que Messi pro Barça, por ex.
    3- Quem cobrava faltas com maestria, fez muitos gols lindos, de bicicleta, de fora da área, quem dava dribles de todo jeito e não só em velocidade, chapéus etc? Maradona
    4- Quem tem mais feitos pela seleção? Maradona
    Messi ainda tá longe, muito longe de Diego.

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  5. Apesar de usarem a camisa 10, Maradona e Messi atuam de forma diferente. Enquanto, Maradona ficava mais com a bola e coordenava as ações da meia canha, Messi é muito mais letal e os números estão ai para isso.
    É bem verdade que Messi possui um meio campo que faz o jogo fluir e assim lhe possibilitando ficar mais tranquilo pra usar sua genialidade para decidir os jogos.
    Como na discussão que teve aqui mesmo no blog de quem foi o melhor 9, romário ou ronaldo, vamos ter opiniões divergentes sobre quem é o melhor, mas o mais importante que para quem gosta de futebol é ver o barcelona jogar, pois este time tem tudo o que torcedor quer ver, além de vencer…convencer.

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  6. Pelé foi o melhor da sua geração, o Maradonna da sua e o Messi da sua. As três gerações são completamente diferentes. Não tem como comparar Pelé com Maradonna ou Maradonna com Messi.

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  7. Eu discordo de todos vocês, pois o Maradona assim como Pelé, Ronaldo Fenômeno, etc…não ganharam uma copa sozinho como todos catam em verso e prosa.
    Pelos números recentes do Messi, prefiro dizer e acreditar que ele, vive um momento muito superior que no Tempo de Maradona, pois no tempo do Maradona, Pelé, ou seja antigamente, à marcação era mais frouxa doque hoje em dia, todos os clubes Europeus, sabem como e a forma que o Barcelona joga, é sabem como o Messi joga, porém não conseguem marca-lo, pois o cara e foda com a bola em seus pés.
    Opnião cada um tem a sua, é a minha e que, ele sobra na frente do Maradona, ele está a anos luz de distância, acho que ele quando criança, deve ter assistido muito aos TAPES dos jogos do Maradona, para que podesse se tornar superior a ele, e pra mim, ele conseguio ser.

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    1. Não concordo com essa de marcação mais frouxa André. Vale ressaltar que até 1970, advento do cartão vermelho, os defensores e volantes botocudos tinham “licença”, “salvo-conduto” para “carçar” os mais talentosos em campo (a cena do gol de Pelé na final da Copa de 58, levando uma bordoada na parte interna da coxa direita ao encobrir o defensor sueco é muito pior do que muitas desferidas hoje, como aquela que Pepe desferiu no jogador blaugrana no último Real x Barcelona, por exemplo). Então, se hoje se corre e marca mais, antes se batia demais.
      Não é demais lembrar ainda que, à época de Pelé e mesmo de Maradona, e até mesmo em períodos anteriores ao destes dois emblemas do futebol mundial, a competição era nivelada por cima. Futebol não era só transpiração, era sobretudo talento. Vi craques botarem aos montes. Vi “de perto”, por exemplo, Lato, Maradona, Gary Linecker, Elker Larsen, Butragueño, Valderrama, Roger Milla, George Weah, Falcão, Zico, Sócrates, Platini, Van Basten, Gullit, Klinsmann, Lothar Mathaeus, Francescoli, Ruben Sosa, Tigana, Breitner, os irmãos Laudrup, Franco Baresi, Baggio e tantos outros que me fogem à memória… e numa época em que o futebol, segundo alguns analistas, já estava em curva descendente… Na época de Pelé, nem se fala. Só entre brasileiros, o nível era extratosférico tamanha a profusão de craques!
      E hoje, tudo se resume a dois, três, no máximo seis jogadores com performance acima da média, mas longe de serem considerados semideuses. Dentre estes, apenas Messi pode requerer tal tratamento. Cristiano Ronaldo é mais marketing, está se tornado um nova versão de David Beckham. O futebol hoje é esporte de alto rendimento… sobretudo físico. Em outras épocas, era de alto rendimento técnico.

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  8. Cara, qual é a tua mordição com o Edson Gaúcho ?? Só porque ele disse umas verdades em relação a imprensa esportiva de Belém ? O que o cara disse é a pura verdade, imprensa parcial, jornalismo esportivo parcial. Por isso que nosso futebol está igual o do Amazonas, Maranhão, Piauí…..

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