Tribuna do torcedor

Por João Lopes Jr. (englopesjr@gmail.com)

Falou e disse. Condicionamento físico é um problema crônico no Remo há muito tempo. Mas técnico, também. Como aconteceu do time do Paulo Comelli perder tanto rendimento assim, depois do ótimo começo de temporada? Será que faltam opções? Uma coisa é certa, o Marlon não vem sendo o mesmo nas últimas rodadas, nem o Elsinho. A defesa é destaque, menos o goleiro. O meio-campo cria, e o ataque não converte. Resultado óbvio, derrota… Um volante como o Moisés pode ser uma excelente alternativa para um time que tem variado pouco as jogadas. Um meia como o Ratinho pode ser mais um a preocupar a defesa adversária atuando entrosado com o Tiaguinho e na criatividade da meiuca também. A velocidade do Paraíba pode fazer diferença ao desempenho do Wellington SIlva na frente, e agora para o Finazzi, que tem boa perspectiva com a melhora que se anuncia. O Remo pode melhorar e os sinais são visíveis mas é necessário correr, marcar e pensar para vencer… Para quem assistiu à transmissão do jogo pela TV, ficou mesmo a impressão de que o time do Remo não conseguia acompanhar o ritmo do São Raimundo, faltou fôlego, mesmo antes da expulsão. Os jogadores azulinos chegavam quase sempre atrasados… Um palpite para a próxima escalação remista, se é que já “enxerguei” como pensa o Comelli: Lopes; Elsinho, Diego Barros, Rafael Morisco e Marlon; Mael, San, Moisés e Tiaguinho; Ratinho e Wellington Silva (Finazzi). Um 4-4-2 meio 4-3-1-2 argentino (duvido que dê certo no Remo). Mas entendo que posso estar redonadamente enganado… Uma formação que considero melhor seria: Léo Medeiros, Elsinho, San, Rafael Morisco e Marlon; Mael, Moisés, Tiaguinho e Ratinho; Tiago Marabá (Jailton) e Wellington Silva (Finazzi), que pode ser um 4-4-2 meio 4-3-3, meio 3-5-2, ao gosto do freguês… O Rafael Cruz é presença obrigatória no banco e o utilizaria no jogo sem nenhuma vergonha se o Moisés não se saísse bem no caso de qualquer dessas escalações que descrevi viesse a ser empregada… Bem, como ficou bastante evidente, sou só mais um desses técnicos torcedores espalhados por aí e não quero fazer da crítica uma coisa negativa, apenas procuro contribuir para o crescimento do meu clube do coração. A crítica pode ser construtiva se quem a recebe pondera para construir. Um abraço.

Remo mantém Comelli no comando

Em entrevista ao repórter Paulo Caxiado, durante o programa Linha de Passe, na Rádio Clube do Pará, na tarde desta segunda-feira, o vice-presidente de futebol do Remo, Rafael Levy, desmentiu os boatos de que o técnico Paulo Comelli teria sido demitido e o clube teria feito contato com Fran Costa, do Cametá. Comelli continua no comando, pelo menos até o jogo contra o próprio Cametá, na segunda-feira, 11.

Elvis pode deixar Paissandu antes de jogar

Mais uma das muitas histórias mal contadas na gestão de Luiz Omar no Paissandu. O meia Elvis, que chegou na semana passada, emprestado pelo Sport-PE, já quer ir embora. Seu empresário teria informado que, em função de desacertos contratuais, o jogador pode embarcar de volta nas próximas horas.

Coluna: Às portas do desespero

Os oito dias que o Remo ficou sem seu técnico (que viajou para procurar reforços) após ser eliminado nas semifinais do turno estão cobrando seu preço agora. Desarrumado e sem fôlego, o time foi batido em Santarém por um São Raimundo tecnicamente aplicado e fisicamente na ponta dos cascos. Apesar de sair na frente, o time de Paulo Comelli cedeu o empate com extrema facilidade e escapou de levar mais gols ainda no 1º tempo.
A derrota se materializou na etapa final, após a expulsão do volante Luiz André por jogo violento. Com menos um, a jornada se tornou ainda mais inglória. Além do desentrosamento de algumas peças e da franca inferioridade diante de um afinado S. Raimundo, o cansaço bateu mais cedo, dificultando a tentativa de reação.
Com valentia, o time ainda foi à frente e quase conseguiu a igualdade aproveitando-se de certo relaxamento do time da casa nos 20 minutos finais. As boas entradas de Moisés, Jailton e Ratinho tornaram o Remo mais agressivo a partir do meio-de-campo e deixaram a impressão de que o time pode ser reestruturado ao longo do returno – isto se houver tranqüilidade para driblar o desespero que ronda o Evandro Almeida.
E olha que quando Wellington Silva marcou logo aos 10 minutos, inaugurando a participação dos atacantes na campanha azulina, passou a impressão de que o Remo partiria para a vitória. A ligação entre meio e ataque acontecia naturalmente, liderada por Tiaguinho, contando com a intensa movimentação de Tiago Marabá no ataque. A defesa funcionava bem e até o jovem lateral-direito Gleidson se comportava bem.
Mas, curiosamente, bastou o Remo fazer o gol para surgirem os primeiros problemas. O time inexplicavelmente passou a tocar bolas no campo de defesa, diminuindo a freqüência dos ataques e abrindo espaço para o adversário atacar. Renato Medeiros e Sató passaram a explorar o espaço nas costas de Marlon e por ali surgiram boas chances, desperdiçadas por Leandro Guerreiro e pelo próprio Medeiros. Logo em seguida, nasceu o gol de empate, em disparo certeiro de Leandro, de fora da área.
No tempo final, a partida começou em alta velocidade, mas a balança pendeu para o lado santareno quando Luiz André foi excluído, em lance que atestou o mau condicionamento do volante, que chegou atrasado para dividir a bola. A partir daí, o Remo se encolheu, mas Daniel fez uma jogada de grande categoria na área e desempatou.
No desespero, o Remo partiu para a ousadia e quase empatou em lances de Rafael Morisco e Tiaguinho. Mas, exposto atrás, permitiu que Leandro Guerreiro ampliasse para 3 a 1. Vitória categórica desse novo S. Raimundo. 
 
No sábado à noite, o Paissandu quase se complicou ao usar um time quase reserva contra o Castanhal reestruturado por Valter Lima. Levou sufoco, sofreu um gol no fim do 1º tempo, mas tinha Mendes em campo. Com perícia, aproveitou passe de Vanderson para evitar a derrota. No Souza, o Águia não segurou a Tuna, que obteve a vitória mais surpreendente do fim de semana, aberta com o triunfo do Cametá em Tucuruí. Os 12 gols da primeira rodada indicam que o returno será de tirar o fôlego. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)     

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 4)