A frase do dia

“Fiz uma reunião por telefone com o pessoal da Fifa, já que não pude ir para a Zurique (na Suíça), e realmente eles estão preocupados. Os estádios estão atrasados. São Paulo, que é uma das forças do futebol no Brasil, não começou a obras, temos problemas de aeroportos e alguns outros. O Brasil está correndo o risco de envergonhar a gente”.

De Pelé, preocupado com o atraso e a desorganização dos preparativos para a Copa de 2014.

Coluna: Em busca da redenção

Nas 72 horas que separaram o Re-Pa de domingo e o jogo com o Águia, anteontem, o Paissandu desceu aos infernos. De time mais ofensivo e elogiado do campeonato até a quarta rodada do primeiro turno, passou a ser observado com desconfiança até pelos torcedores mais empedernidos. Sob efeito ainda do mal digerido revés no clássico, todos passaram a duvidar das possibilidades do ex-favorito ao título.
De equipe fortemente armada (e temida) transformou-se, repentinamente, em patinho feio, uma farsa, quase um cavalo paraguaio na disputa. Até seus próprios jogadores pareciam duvidar da capacidade de recuperação. Não é a primeira vez tal fenômeno acontece. Sim, o futebol é exagerado e injusto, principalmente nas derrotas.
Aí bastou fazer uns ajustes na auto-estima da equipe, organizar melhor a defesa e redefinir posicionamentos para espanar o princípio de crise. Contra o Águia, na Curuzu, o Paissandu foi um time modificado. Bem mais que as três novidades na escalação – Sidny, Ari e Alexandre Carioca –, teve atitude vencedora, item fundamental em qualquer projeto futebolístico.
O maior exemplo dessa mudança de ânimo ficou patente em Tiago Potiguar. Apagado no clássico de domingo, o meia-atacante foi incansável durante todo o tempo em que esteve no jogo contra os marabaenses. Correu com objetividade, assumiu a responsabilidade de criar as jogadas ofensivas e acertou todos os passes que deu. Parecia mordido e a fim de apagar a má impressão. Foi, enfim, o Potiguar do começo do campeonato.
Sidny, que não disputou o Re-Pa, foi outro exemplo de entrega e vontade de vencer. Billy também ressurgiu depois da jornada infeliz no Mangueirão. Ambos foram vibrantes e se destacaram no apoio a Potiguar e Rafael Oliveira na tarefa de golear o Águia.
É verdade que os demais não conseguiram manter o mesmo ritmo. Sandro continuou discreto e errando passes como nunca antes na carreira. Mendes até tentou jogar dentro da área, mas parece travado ao lado do dinamismo de Rafael Oliveira. A cobrança do penal sofrido por Potiguar só ajudou a disfarçar um pouco sua improdutiva participação, mas o torcedor não perdoou.
Outro que não teve trégua foi o técnico Sérgio Cosme e, na conversa com os repórteres, foi sincero na admissão da dificuldade em compreender reação tão hostil a uma goleada irretocável. Lá fora, os xingamentos de uma turba de torcedores pareciam ressoar no estádio vazio e talvez permaneçam zumbindo por algum tempo nos ouvidos do carioca gente-boa, que garante estar lutando para se adaptar a Belém. Difícil avaliar se terá tempo para isso.   
 
 
Breno e Herbert, os zagueiros que o Paissandu anunciou ontem, desconhecidos por aqui, devem ser os primeiros da nova leva de reforços que o clube já prepara para enfrentar as semifinais do primeiro turno. Conseqüências do clássico-rei da Amazônia.

Festa do Flu em Belém ganha repercussão

Do Blog do Torcedor (Infoglobo)

A viagem ao Estado do Pará, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, tratou de questões relacionados ao marketing do clube e ao acesso de tricolores não-residentes no Rio a ingressos de jogos importantes. Durante o jantar, um novo convênio foi firmado com a Assembleia Paraense, maior clube entre as regiões Norte e Nordeste, estreitando os laços do tricampeão brasileiro com o povo paraense.

Especificamente sobre o marketing, Peter Siemsen falou que investirá pesadamente nesta área, para o qual cooptou parceiros. O social, segundo Peter, também merecerá especial atenção. O clube quer modernizar a sede e, para isso, já decidiu que os contratos dos espaços comerciais, como bares, restaurantes e academia, serão todos renegociados. O encontro de Peter foi noticiado no Diário do Pará, um dos principais jornais da região.

A hora certa de parar

“Decidi parar quando eu percebi que eu dava um drible no zagueiro e, logo depois, ele já estava na minha frente. Dava mais uma finta e não me livrava dele, então tinha que driblá-lo de novo”.

De Mestre Zizinho, craque dos anos 50 e ídolo do Rei Pelé.

Paissandu contrata dois zagueiros

A barca do Re-Pa parece que vai finalmente desatracar na Curuzu. A diretoria do clube anunciou a contratação de dois zagueiros para reforçar o setor mais criticado do time, com 12 gols sofridos em seis jogos. Herbert Barreto Breno Gadelha. Pernambucano, Gadelha tem 24 anos e já defendeu Náutico (PE), Vasco (RJ) e Salgueiro (PE). Baiano, Herbert tem 30 anos já passou pelo ABC (RN), Bahia (BA) e Blooming, da Bolívia. Ambos devem chegar neste final de semana e, conforme se especula na Curuzu, a contratação da dupla deve significar cortes no elenco atual.

Perguntinha do dia (11)

Mendes, que teve atuação apagada no Re-Pa e foi discreto ontem contra o Águia, é o atacante que o Paissandu precisa para formar o ataque com Rafael Oliveira?