Matéria assinada por Guilherme Maniaudet, do Rio, é destaque desta quarta-feira no portal G1 (Globo) abordando a aflitiva situação do Remo. “Um time com uma torcida imensa, feitos históricos no passado e um momento atual que os fãs torcem para que passe logo. Esse é o Clube do Remo, fundado em 5 de fevereiro de 1905. Em 1972, entrou para a história do futebol nacional ao ser o primeiro time do Pará a disputar o Campeonato Brasileiro. Três anos depois, venceu uma partida histórica no Maracanã”. Assim, de maneira simpática, começa o texto (ilustrado pela foto da vitória sobre o Flamengo no Maraca). Mais adiante, ele cita o célebre encontro do Rei Pelé com a camisa azulina.
“Outro momento histórico foi no dia 29 de abril de 1965. Em uma partida amistosa contra o Santos, no Estádio Evandro, o Baenão, a torcida e o clube ganharam um presente que ficou para sempre na vida de todos. Pelé, o maior jogador de todos os tempos entrou em campo com um buquê de flores e vestindo a camisa azul do Remo, para delírio absoluto dos presentes no palco. O resultado: 9 a 4 para o Peixe, com cinco gols do Rei. Porém, nesse dia o placar pouco importava. Em 1968, mais um amistoso marcante no Baenão. O Benfica, de Portugal, que tinha uma constelação liderada pelo craque Eusébio, veio ao Brasil para um amistoso contra o Remo. Com Amoroso marcando pelo Leão e Torres pelo Benfica, as equipes ficaram no 1 a 1.”
Mais referências aos bons momentos do clube: “Os anos 90 marcaram o último grande momento do clube: 1993 e 1994 foram as últimas temporadas na Série A do Campeonato Brasileiro, sendo que no primeiro ano o time terminou a disputa em sétimo lugar. De 1994 a 1997, o Remo estabeleceu o maior tabu entre rivais no Brasil. Foram 33 jogos sem perder para o Paysandu, conquistando 21 vitórias e 12 empates, marcando 49 gols e sofrendo 20, conquistando o penta paraense no período. Em 1995, veio o Torneio de Toulon, na França, e o clube se tornou o único do Norte do Brasil a disputar uma competição na Europa. Na primeira partida, após empate por 1 a 1 no tempo normal, bateu a seleção de Bucareste nos pênaltis. Na final, o placar se repetiu no tempo normal contra o anfitrião Toulon, e a derrota ocorreu também na disputa de pênaltis.”
A matéria cita ainda algumas opiniões de Orlando Ruffeil, mencionado como “historiador” (??) do clube, e do presidente Amaro Klautau. Pra variar, AK recita aquele discurso de terra-arrasada, lembrando as dívidas e bloqueios de renda/patrocínio (que não ocorreram nos últimos dois anos). E arremata com a ficção da “moderna” arena no Aurá para 15 mil torcedores, ao inacreditável custo de R$ 18 milhões. No texto, uma potoca final: o dirigente dá novos números para a dívida trabalhista do clube. Seria de R$ 13 milhões, “excluindo as dívidas junto ao Tesouro Nacional”. Talvez seja um caso único no Brasil: um cartola que aumenta, a cada nova entrevista, os débitos do clube que dirige. Os motivos dessa inflação contábil, obviamente, todo mundo já conhece de cor e salteado.





