Coluna: Ideias em favor do futebol

Quem acompanha futebol com olhos lúcidos, muito além do campo de jogo, sabe das imensas dificuldades que rondam Remo e Paissandu, cujo futuro vai depender muito das novas gestões. No primeiro, tudo indica que as mudanças sejam drásticas, caso a oposição vença as eleições marcadas para as próximas semanas. No segundo, a situação é mais intrincada, pois o atual presidente deve continuar no cargo, o que não elimina as chances (e necessidades) de transformações.
O leitor José Maria Cardoso da Silva Compartilho, descente dos clubes e seus dirigentes, aposta em reformas a partir da posse do novo governo estadual. “Conhecendo os clubes como eu conheço, eu não vejo muita perspectiva de mudança a não ser que uma mudança significativa ocorra. Futebol hoje é um negócio profissional, não havendo espaço mais para amadores”, sentencia.
Cardoso identifica “três problemas estruturantes que minam qualquer tentativa de fazer o futebol paraense avançar”: (a) os clubes não têm planos de desenvolvimento de longo prazo; (b) os clubes estão praticamente falidos, pois não possuem recursos em quantidade e nem a credibilidade para atrair novos parceiros e investimentos; e (c) os clubes se caracterizam pela falta de gestão adequada, geralmente amadora e autocrática.
Suas sugestões para o soerguimento do futebol nativo incluem a ajuda do governo estadual. “Primeiro, o governo contrata uma empresa séria (Fundação Getúlio Vargas, por exemplo) para fazer planos de negócio de qualidade para os departamentos de futebol, levando em conta todo o potencial de arrecadação que existe no mercado paraense. Com isso, teremos um plano operacional profissional e bem qualificado de pelo menos cinco anos levando em conta a demanda popular que existe pelo futebol profissional em Belém”.
A segunda idéia diz respeito à transição dos clubes para o futebol-empresa, seguindo os planos de negócios desenvolvidos na etapa anterior. “Os clubes ficam com 50% das ações e são representados no comitê de gestão da nova empresa por um representante. O restante das ações é oferecido ao mercado visando capitalizar as empresas e atrair novos parceiros (a torcida, as empresas e o próprio Estado podem comprar ações). Com isto, os clubes resolvem a falta de recursos, pois atraem recursos novos e suficientes para a execução dos seus planos de negócios”, aconselha Cardoso.
Por fim, sugere que as empresas contratem executivos profissionais e qualificados para fazer o gerenciamento. “Equipes de suporte (marketing) e técnicas seriam contratadas para gerenciar o futebol desde a base até o profissional com base em metas e eficiência financeira”.
Cardoso crê que, a partir desse plano, os clubes ficariam atentos aos esportes amadores e se tornariam sócios do esporte profissional. Os rendimentos do futebol profissional poderiam ser usados para melhorar a estrutura social dos clubes e fomentar modalidades amadoristas. “O Estado neste caso seria o indutor da transformação dos clubes e não o tutor permanente de quem não quer caminhar com as próprias pernas”. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 5) 

26 comentários em “Coluna: Ideias em favor do futebol

  1. O maior problema dos nossos clubes é a falta de investimento na base. Nenhum deles forma jogadores. Mesmo a Tuna abandonou a formação de atletas. O resultado é que não podemos montar uma seleção paraense para disputar competições nacionais. Temos de buscar jogadores lá fora e os que aceitam vir para cá já estão velhos e recebem inexplicáveis super-salários, só vêm pelo dinheiro e para eles pouco importa ganhar títulos ou ser eliminado.

    A proposta de obrigar que Remo e Paysandu invistam 35% do patrocínio estatal na base é um merecido puxão de orelha na dupla re-pa. Em outras palavras, o governo está dizendo que gastaram mal o dinheiro recebido e agora terão que direcionar a verba corretamente. O Paysandu já esperneou, pois agora terá 35% a menos para esbanjar no time profissional… Outro recado do Jatene: mesmo com Remo e Paysandu mal, ele diz que vai olhar com carinho para os times do INTERIOR. Parece bem claro que a capital vai sendo descartada e o interior surge como a nova alternativa para nosso futebol. Lá, pelo menos, os clubes não estão atolados em dívidas e o investimento tem mais chance de aparecer, como com Icasa, Salgueiro, Guarani-CE…

    Novos erros fatalmente levarão a novas exigências do governo. Persistindo a insistência no mau gerenciamento, inevitavelmente isso acarretará a NÃO renovação do contrato em 2013. Remo e Paysandu devem se lembrar que não tem o mesmo cacife de antes. Não elegeram ninguém este ano, nem atletas, nem ex-atletas, nem o secretário Jorge Panzera, sequer a própria governadora, que idealizou o patrocínio. Se continuarem os gastos equivocados, não pensem os dirigentes que ainda haverá alguém disposto a lhes repassar verbas ou patrocinios. Encontram-se numa encruzilhada agora que os políticos não vêem mais a dupla como fonte de votos… Mas, lamentavelmente, o que vemos no Remo é o filme de sempre: a turma do Tonhão se anunciando como a única salvação para o clube. No Paysandu, LOP que pretende se eternizar no cargo. Acordem, dirigentes!

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  2. As sugestões do José Maria Cardoso são corretas e devem ser consideradas. Os clubes devem seguir uma linha produtiva e sair destas investidas mal pensadas e muitos menos panejadas para obterem sucesso. Os torcedores estão cansandos de tantos descasos e a continuar o futebol paraense ficará no esquecimento.

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  3. As sugestões do Cardoso são perfeitas, porém, infelizmente não vejo profissionais ao nível para agir nessa linha, nem governo, nem empresários e muito menos os Clubes, verdadeiras oligarquias do século XXI. O sistema não está errado e sim as pessoas.

    Vale do Rio Doce bem perto …..

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  4. Gerson, outro dia lí uma reportagem que dizia que o jogador Toró do Flamengo tinha sido desligado do elenco por causa de diferenças salariais, R$ 60.000,00 no salário e R$ 400.000,00 nas luvas, estes valores são só as diferenças entre o que ele queria e o que o Flamengo estaria disposto a dar. Então quanto seria o salário deste jogador? Pensando nessas cifras como poderemos sair do buraco em nos encontramos? Por exemplo, o Moisés ganhava R$ 3.000, 00 na base, reclamou e o LOP passou para R$ 12.000,00 e lhe financiou um apartamento, mesmo assim, não conseguiu segurá-lo. E dizem que tem jogador na base do Paysandu ganhando R$ 2.000,00 e ainda não deu um chute no profissional, quer dizer, mesmo que fossem embora todos os de fora o Paysandu ainda ficaria com uma folha bem maior do que a do Salgueiro, e o pior, com um time fraco. É difícil administrar uma situação como esta.

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  5. Ouvi nas emissoras de Rádio, que a Federação de Futebol, fará um fórum, em Belém, para debater o que está acontecendo com o Futebol Paraense, mas precisamente, com Remo e Paysandu(mais uma vez). Serão convidados alguns profissionais do Futebol, Imprensa e Dirigentes, para esse evento. Fico a pensar:
    1- Será que nesse Fórum, irão debater se a Imprensa está correta, quando tenta a todo custo ” empurrar” técnicos locais em Remo e Paysandu?
    2- Será que alguem terá coragem de tentar mostrar a algumas pessoas da Imprensa que o projeto que o Amaro estava tentando implantar no Remo, fazia parte desse soerguimento, quase que imediato?
    3- Será que alguem vai dizer aos membros da Imprensa presente, que está errado, se tentar a todo custo colocar “Pratas da Casa”, de montão,principalmente em Remo e Paysandu?
    4- Será que alguem terá a coragem de dizer que os profissionais de Imprensa devem deixar os grandes técnicos do futebol brasileiro fazerem seus trabalhos, para que possam levar esses dois times a grandes conquistas;
    5- Será que alguem terá coragem de dizer aos dirigentes presentes, que um bom time começa porum bom treinador?
    6- Será que os presentes terão, não apenas coragem, mas a dignidade de dizer que o Amaro estava conseguindo administrar o Remo, sem colocar dinheiro do seu bolso, como muitos fazem, para depois ficar falando na Imprensa?
    7- ……..

    – Como penso que nada disso e muito mais, serão postos para avaliação dos presentes, continuo a pensar, desde quando inventaram esses debates, que: A única coisa boa que se pode tirar daí, é o Coquetel, sevido no final e, Remo e Paysandu, ficam pra depois. Desculpe, mas é a minha opinião.

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  6. Desculpe, amigo Berlli, mas penso que tudo começa pelo sucesso do Futebol e, para que isso aconteça, acredito que passe por aí.

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    1. Certamente sua ótica está ligada as suas tendências, coisas que ocorrem com pessoas que dirigiram os clubes nestes últimos anos. AK, RR e LOP são mau exemplos de como administrar sem avaliar consequências, daí estar o futebol paraense na míngua, mas como com ou sem título todos votam a sua opinião deve ser computada. abraços.

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    2. Claudio penso como você, tudo tem que começar pelo futebol profissional, dando certo aí, o resto é consequência. Acho que os nossos clubes deverião ser só de futebol pois é por isso que esses clubes emergentes “estão se dando melhor”, exemplo o Águia que só tem time de futebol profissional..

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      1. Amigo Otávio, vc quer ver uma coisa que aconteceu essa semana no Paysandu e, que eu penso ser muito mais importante que esse Fórum? O Presidente LOP agendou uma reunião, solicitada por alguns torcedores, para que os mesmos colocassem o que eles pensavam ser bom e ruim para o Paysandu. Agora, ele quer ter a mesma reunião com membros da Imprensa. Sinceramente, mas essa idéia foi nota 10 e, tenho certeza que ele irá tirar mais proveito dessas reuniões, que as do Fórum que, diga-se de passagem, terá Sinomar Naves e Charles como alguns dos palestrantes. É brincadeira? Quem sabe mais tarde não convocam o Tindô? Te dizer. É a minha opinião.

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      2. Otavio,

        Permita-me discordar. Remo, Paissandu e Tuna são muito mais do que simples futebol. Há uma história muito forte nos esportes amadores que, se fossem bem divulgadas, ultrapassariam em muito as conquistas com futebol.

        Ser só futebol pode ser uma estratégia para um clube novo, como o Águia, mas pode não ser bom para um clube com a tradição dos três grandes paraenses. Por fim, lembre-se que para estes clubes nao pagarem IPTU eles precisam ter varias modalidades olimpicas. Tendo so futebol, estes clubes já estariam mais do que falidos, dado os valores do IPTU das areas que ocupam.

        Para mim, dado que o futebol tem o poder de atração que os outros esportes não possuem ainda, ele deveria ser tratado a parte dentro do contexto de uma empresa, independente da gestão do clube. Somente assim a coisa poderia funcionar.

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  7. Concordo com o Carlos que o problema principal é gestão. E o Rodrigo está certo que em Belém não temos ainda uma cultura de gestão de empresas tão sofisticada, mas há toda uma nova geração de administradores bem capacitados para atender esta demanda. O fator limitante aqui é a falta de interesse dos dirigentes dos clubes em inovar e tentar o diferente. O Rodrigo está certo quando fala das oligarquias.

    Do ponto de vista puramente gerencial, o que o Klautau estava fazendo era um erro. Ao invés de tentar vender o Baenão, um patrimônio do clube, ele deveria ter feito uma estratégia para atrair mais recursos para o futebol remista, tratando-o como um negócio com grande potencial de lucro, dada a paixão dos seus torcedores. Isso, necessariamente, implicava transformar o futebol em uma empresa, fazer um plano de negócios ousado e lucrativo e assim atrair investidores de peso para compartilhar os custos. É assim que qualquer empresa no mundo faz. Foi o que a Petrobras acabou de fazer para explorar o pre-sal e o que a Vale fez anos atrás para se tornar global. Com bons projetos, gestão transparente e de qualidade e com a perspectiva de geração de lucros, não há como não atrair investidores.

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  8. Claudio,

    Vc esta certo que um bom time começa com uma boa equipe técnica, mas esta equipe técnica também precisa de um bom ambiente gerencial e administrativo para poder trabalhar em paz e gerar resultados. O que temos hoje, desde a base até o profissional, é dirigente querendo ser técnico, técnico querendo ser dirigente, jogador querendo ser dirigente e até mesmo dirigente querendo ser jogador. Uma zona total!!

    Trabalhar com planejamento e com metas operacionais e financeiras bem definidas é a chave do sucesso. É isto que faz a diferença entre ser grande e ser pequeno.

    Sugiro a todos a leitura da obra do Ferrian Soriano intitulada “A bola não entra por acaso”, na qual o autor relata a sua experiência como gestor do Barcelona. É imperdível para quem quiser ver como a indústria do futebol funciona de fato.

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    1. Concordo plenamente, amigo José Silva, por isso sempre falei que o futebol e a parte administrativa devem andar juntos, para se obter o sucesso de um clube de massa. Agora, perceba que em clubes de grandes torcidas, não adianta planejar tanta coisa e, esquecer do futebol, que aliás, foi o único pecado do Amaro. Penso que ele tinha tudo para ser o melhor Presidente do Remo de todos os tempos, desde que o Futebol acompanhasse sua boa administração, por isso falei, logo que ele foi eleito, que colocasse o Tonhão como diretor de Futebol, mas ele preferiu o Abelardo e, deu no que deu. Entenda uma coisa: Clubes com grande apelo popular, como são Remo e Paysandu, não tem como se administrar, sem que o Futebol tenha o mesmo sucesso,por isso sou contra esse negócio de comparar esses dois clubes com um Salgueiro, Vila Aurora, América, Grarany de Sobral,….. Sempre gosto de comparar Leão e Papão, com um Goiás, Atlético-PR, Guarani-SP, Ceará(o de hoje), …. , até porque ainda penso serem esses dois clubes, de muita grandeza em nosso País . É a minha opinião.

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  9. Gerson, essas ideias nao sao novas e so voce buscar no historico do bola na sua coluna, as sugestoes que lhe enviei a 02 ou 03 anos atras, que voce publicou na sua coluna do bola, com todas as premissias que os clubes poderiam efetivar, alias gostaria de agradecer novamente pela publicacao, veja quanto tempo se perdeu, e em que situacao meu Clube do Remo se encontra hoje, ora se tivessem seguido as sugestoes publicadas nao estariamos nesta situacao de penuria e falidos. Alias so a favor de que se venda o CLUBE ou entao a marca, pelo menos nao teriamos mais Conselheiros omissos e inocuos e tambem administradores amadores. Os velhos nao podem ser eternos.

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    1. Jaime,

      Gerenciar de forma efetiva uma empresa de forma transparente com foco em resultados concretos não é novidade nenhuma. Entretanto, aproveitar o momento político para forçar os clubes a mudarem, já que eles são hoje totalmente dependentes do governo estadual, é uma inovação. Esta janela de oportunidade está entre janeiro e julho de 2011. Depois, se nada for feito, prepare-se para mais quatro anos de desastres consecutivos, pois a tendência aqui é continuar do jeito que está.

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  10. Começa assim: No dia que houver transparência nas contas dos clubes, onde os conselheiros são mais pelo clube do que pelo amigo presidente, a coisa muda e digo mais: não haverá candidato à presidencia. Tudo porque eles tem de prestar conta, desde a contratação indiscriminada de jogadores (mais de 50 jogadores por cada torneio); técnicos que vem ganhar comissão em cima de jogadores imprestáveis, como foi Giba indicando Canindé (9 meses parado). O certo é fazer boas contratações e mesclar com os de casa. Eu queria saber o que um procurador apresenta ao diretor de esporte para contratar um jogador, como vimos esse ano. Eu digo: se o Remo funcionasse como uma empresa, nesses dois anos teriamos saneado as contas, sem perder patrimônio e 2011 o clube viria com força total. O que aconteceu: não ganhamos um turno se quer e vamos perder o nosso principal patrimômio. E esse cara-de-pau presidente, que empregou seus pares, sai numa boa, sem qualquer pinição. Quem não quer ser presidente? O condel é principal culpado, pois elege presidente como RR, um forasteiro que se aproveitou do clube. Estava falido quando entrou no Remo, foi preso, mas hoje está numa boa já em outro estado, rindo desses velhotes que só querem status.

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  11. Futebol nunca foi e nunca será feito através de frases pré-concebidas. Ter o congresso de futebol é importante para ver novas idéias, sim, mas não para aplicá-las sem qualquer análise.
    Falaram em futebol empresa como solução e citaram o caso de sucesso como o Barcelona. Sempre se cita o sucesso, mas nunca os fracassos como no caso do Liverpol que está falido e em breve vendido, ou ainda em casos mais drásticos, como estamos vendo nos times de SP onde os mesmos estão até mudando de cidade.
    Falou-se muito sobre utilizar a base. Digam-me em que momento nossos clubes ganharam algo com a base? Sempre foi com contratações de fora. Agora, a diferença das contratações de outrora com as atuais, é que procurávamos em regiões próximas as nossas e agora só podemos contratamos os jogadores do Sul e Sudeste e com isso perdemos a nossa principal arma que era jogar em Belém.
    Neste seminário que deve acontecr com o apoio da Federação devia-se discutir as nossas formas de campeonato. O Salgueiro por exemplo se reforçou com gente do Petrolina, no campeonato Pernambucano. E nós consguimos buscar alguém do nosso campeonato? Os nossos jogadores ficam só mudando de lugar. Iniciam na segundinha, depois passam pro seletivo e depois pro Parazão. Assim, nunca terá revelação que apareça.
    Como disse futebol não é feito de frases e sim de ações. Muitos que aqui falam, porque não pegam o tempo que ficam vendo nada na net e em vez disso vão nas reuniões dos Conselhos Deliberativos e expõe suas idéias em vez de criticar quando não dá certo. Apontar as falhas dos outros é simples, mas dá sua opinião concreta e se expor ao fracasso é para poucos.

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    1. Caro Allan,

      Como qualquer empresa, se não for bem dirigida e ter governança interna, a tendência é falir mesmo. Vc esta se confundindo com o Liverpool. Ele não esta falido. O que há é uma briga sobre a venda ou não das ações majoritárias do Clube. Como há governança interna, os acionistas trabalharam para que o grupo americano que possui a maioria das ações não prejudicasse mais o clube. Há pelo menos três grandes investidores interessados em colocar mais recurso no Liverpool, pois o time tem tradição e torcida.

      O ponto principal de toda esta discussão é o seguinte: sem uma mudança estrutural profunda de como os clubes são administrados, a tendência é falência certa. Em um momento governo e empresas deixarão de investir e os torcedores cansarão de tanta incompetência. Todo o resto (formato de campeonato, como revelar talentos, como contratar, etc) são temas importantes mas secundários na discussão. Estes temas são estratégias que devem fazer parte do planejamento operacional dos clube-empresa e não são a questão fundamental a ser resolvida agora.

      O que se tem feito ate hoje são somente arremedos. Ser radical é ir a raiz do problema e o problema fundamental é que os clubes como são organizados e gerenciados são inviáveis no mundo moderno que estamos. Desta forma, somente uma solução radical resolve os problemas do futebol paraense. Como os clubes são totalmente dependentes do governo (e, portanto, do dinheiro público), o futuro governo tem uma oportunidade única de mudar o rumo do futebol paraense, forçando os clubes a mudarem. De outra forma, seria desperdiçar os nossos impostos para manterem estruturas falidas.

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  12. ALAN SILVA: eU NÃO SOU DE APONTAR FALHAS SEM TER UMA POSSÍVEL SOLUÇÃO. Já apresentei o sócio torcedor, que acho a única saída, desde que seja independente da diretoria do Remo. Apresentei no tempo do Salgado e também a Atar, mas nenhum teve interesse. Por que não?. Porque o dinheiro arrecadado teria o destino que o socio determinasse e era altamente transparente, diferente do que foi feito pelo Frade, cujo dinheiro não se sabe pra onde foi.

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    1. Prezado Luiz, não que a idéia do Sócio Torcedor não seja boa. Tirando a diretoria atual que ficou com as inscrições iniciais, logo em seguida foi a minha onde de cara paguei o ano todo.
      Contudo, isso não pode ser a solução definitiva. Falando pelas nossas torcidas, elas precisam que os clubes joguem e convençam para prestigiar, diferente de outros lugares.
      Citando a frase do Zico ao chegar ao Flamengo:”Vim aqui para criar estrutura, pois sem isso até podemos ganhar um ou outro título, mas é algo ao acaso, nunca permanente diferente do São Paulo, Cruzeiro e Inter que sempre chegam”.
      O foco tem de ser na estrutura que os times venham a ter. Colocar gente da base, só acontecerá ao acaso e nunca de forma consistente. Se você observar o campeonato nacional, tirando o Santos de Robinho e Diego e agora o de Neymar e de Ganso, nenhum clube ganhou títulos pela sua base e sim de contratações certas.
      Como disse em outro post, a venda do baenão seria uma das grandes revoluções que poderíamos ter. Alguns beneméritos que são contra a venda ficam neste saudosismo barato enquanto o barco afunda.

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    2. Luiz,

      Você tem razão: sem transparência e credibilidade, nenhum movimento de apoio aos clubes funcionará. Veja todas as iniciativas feitas até hoje, incluindo o desconto na conta da CELPA. O principal e mais valioso capital que os clubes tem hoje são suas torcidas. Bem mobilizadas, elas tiram o clube da miséria. Desprezadas e maltratadas, a tendência é que as novas gerações passem a torcer por outros clubes brasileiros fora de Belém, como ocorre em Manaus, Brasilia e em várias cidades do nordeste brasileiro. Até parece que esta é a meta dos nossos dirigentes: transformar o Pará em mais uma periferia do futebol do sul maravilha. Cáspite!!!

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  13. ALAN: O grande mal nosso é ajudar só quando o time está bem. Temos que primeiro tirar o clube do fundo do poço, quando então teremos credibilidade para aumentarmos o numero de sócios e de mensalidade, sendo que aí já aquele que paga mais terá sua compensação e prestígio. Nesse projeto meu, você contribui com o que você pode, para depois, com o clube saneado, vamos buscar títulos. O torcedor tem que ter essa compreensão. Como anda o futebol hoje no Brasil, em questão de qualidade, acho muito melhor formar a base e jogar com ela. Se assim tivessemos feito como o Sinomar arrumou o time, com inclusão de dois estrangeiros, tenho certeza que seríamos melhor representado. Me diga: qual o Canindé da vida que vem para cá suar a camisa, lutar por ela. Eles estão parados e de repente aparece um procurador que, com a coninvencia do presidente do clube, faz esse jogador vestir uma camisa e ganhar bons salários. Precisamos de um presidente, primeiro, para sanear o clube (e não saquea-lo) e depois criteiosamente ir subindo. O que vemos são presidentes que querem ser heróis e campeões a qualquer preço. Assim, ficaremos eternamente no fundo do poço.

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    1. Luiz, concordo com praticamente tudo. Principalmente no caso do Sinomar. É preciso ser sinceros e todos compreensivos que vamos sofrer mais um pouco, porém vamos sanear o clube e montar a estrutura interna do clube e depois podermos voltar a nos firmar no cenário nacional.
      Temos de parar de ceder ingressos para as torcidas organizadas e contarmos com os verdadeiros torcedores nesta reconstrução e acima de tudo, lutarmos por mudanças nos estatutos que são super atrasados e são um prato cheio para um monte de gente sem capacidade alguma de gestão.
      Quanto ao exposto pelo José Maria, concordo com a necessidade de mudança radical, apesar de no caso do Liverpool, o mesmo está efetivamente falido, sendo já discutido a questão do seu rebaixamento, pois lá se deve o clube cai.

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  14. Trabalhei quinze anos no Pará, sou formado em adm. de empresa, sou gestor de futebol, formado em gestão esportiva e estudioso do futebol, entendo que é lastimável o que vem acontecendo com alguns clubes, inclusive com os queridos Remo e Paissandu. Não há mágicas para resolver o problema, é trabalhar para diagnosticar as causas, planejar, elaborar o projeto e executá-lo. Não é simples mas é possível sim, os clubes tem potencial.
    Quero que ocorra e é necessário uma reestruturação do sistema e, que os amigos e torcedores Paraenses, em um futuro breve, desfrute de um grande e conquistador futebol.
    Atenciosamente.
    Senerito Souza.

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