Depois do problema trabalhista envolvendo o atacante Moisés, o Paissandu se debruça sobre outra pendência grave. Desta vez, a dívida é mais antiga e diz respeito à primeira passagem do goleiro Alexandre Fávaro pelo clube, em 2005. Por pouco, a sede social da avenida Nazaré não foi a leilão para quitar o débito com o goleiro. Foi preciso que o próprio Fávaro pedisse ao advogado para postergar a ação por 120 dias, à espera de um acordo com a diretoria. O leilão estava previsto para o dia próximo dia 26. O valor atualizado é de R$ 279 mil. Uma reunião entre a diretoria e o jogador foi realizada nesta quinta-feira para tentar achar uma saída. (Com informações de Gustavo Pêna, do Diário Online)
Mês: agosto 2010
No aniversário, Botafogo chama a galera
O presidente Maurício Assumpção cobrou maior participação da torcida na manutenção do bom momento vivido. Em 2010, a equipe quebrou jejum de conquistas com o título do Campeonato Carioca e agora tenta embalar no Campeonato Brasileiro, mas precisa de ajuda para “pagar a conta”. “Chegou o momento de a torcida comparecer, comprar produtos oficiais e virar sócio-torcedor. É a hora de os botafoguenses se fazerem presentes, nos ajudarem a pagar a conta e a escrever uma história ainda mais gloriosa para o clube”, afirmou o presidente Maurício Assumpção, que manteve o técnico Joel Santana após o Estadual e ainda concretizou a volta de nomes como Maicosuel e Jobson. O time acumula duas vitórias consecutivas no Brasileirão e não é derrotado há cinco partidas. Aos poucos, o bom futebol apresentado no primeiro semestre começa a ser retomado.
“A torcida sabe o esforço e o sacrifício que o Botafogo fez para montar uma equipe com tamanha qualidade. E fomos campeões cariocas, um título conquistado de forma indiscutível, como há muito não se fazia”, ressaltou o dirigente. Uma das formas de contribuir para o futuro é lotando as arquibancadas do Engenhão para as partidas. O Botafogo é dono da 5ª melhor média de público do Brasileirão, com 19.350 – o Corinthians lidera, com 24.907 por partida.
Galo, no sufoco, passa pelo Grêmio Prudente
Felipão segue sem vencer no Palmeiras
A frase certeira (17)
“Se a seleção atual continuar bem, os treinadores, jogadores e times brasileiros serão estimulados a mudar seus estilos. A imprensa terá também de ter um novo olhar sobre o futebol e parar de achar que jogo vibrante, mesmo feio e ruim, é sensacional”.
De Tostão, em artigo na Folha de S. Paulo
Brasil muito perto do 14º título na Libertadores
Por Juca Kfouri
Inter está a um empate, no Beira-Rio, na quarta-feira que vem, do 14º. título brasileiro na Libertadores.
Sim, é verdade, os argentinos já ganharam a taça 22 vezes.
Mas o Inter está também a um empate de ser bicampeão da Libertadores, o que o igualará ao Santos de Pelé, ao Cruzeiro e, mais importante do que tudo, ao rival local, ao Grêmio. A vitória de virada ontem à noite, em Guadalajara, por 2 a 1, com gols do amuleto Giuliano (foto) e do zagueiro Bolívar — apelido mais adequado impossível para uma taça do continente de Simón Bolívar, o grande libertador venezuelano — foi daquelas dignas de um campeão.
O nome de Bolívar é Fabian Guedes e o apelido é em homenagem ao pai, o ex-zagueiro Bolívar Modualdo Guedes, que foi campeão paulista pela Inter de Limeira, em 1986, além de ter jogado em clubes como o Grêmio e a Portuguesa e pela seleção olímpica do Brasil que disputou os Jogos de Munique, em 1972. Bolívar, o filho, já ganhou bem mais que o pai, pois é tetracampeão gaúcho pelo Inter, além de campeão da Libertadores de 2006 e da Taça Sul-Americana, em 2008.
E está em vias de ser bi da Libertadores.
Família de Jorginho dribla proibições
A última edição da revista Placar traz matéria curiosa sobre os métodos de isonomia na Seleção de Dunga e Jorginho, que disputou a Copa do Mundo na África do Sul. No voo fretado que trouxe a delegação de volta ao Brasil, depois de eliminada pela Holanda em Porto Elizabeth, uma surpresa: a família (sete pessoas) do auxiliar técnico Jorginho veio de carona. Nada estaria fora de tom se o próprio Jorginho não houvesse incentivado os jogadores a não levarem parentes para o Mundial. Os jogadores, mesmo os evangélicos como Jorginho, não gostaram da atitude. Já havia surgido um desgaste pela folga que o auxiliar curtiu enquanto a equipe era mantida reclusa na concentração e pela presença de parentes de Jorginho num treino privado da Seleção instalados numa cabine que deveria ser usada exclusivamente por patrocinadores da CBF, que foram barrados na porta da escola onde acontecia o treinamento.
Tribuna do torcedor (32)
Rickson Cavalcante Santos (ricksonremo@gmail.com)
Caro Gerson, gosto muito dos seus comentários a respeito do futebol do Pará, especialmente do meu Leão Azul. Sobre sua coluna no Bola de 11/08/2010, quero dizer que eu era a favor da venda do Baenão com a finalidade de quitação de nossas dívidas, mas estou me convencendo que toda essa cartada da diretoria azulina não passa de uma guerra psicológica tentando infiltrar na cabeça dos torcedores azulinos que essa seria a última cartada. Ou vende ou vende. Realmente parece que os nossos gestores não têm um plano B para a atuação situação financeira do clube. Pra eles, existe apenas o plano A (venda). Já tivemos algumas grandes sacadas, mas todas naufragaram, como: Rede Celpa e agora o Sócio Torcedor, que não decola… por que? Será que realmente nossos gestores arregaçam a manga da camisa e vão para o campo trabalhar. O que parece é que eles jogam a idéia no ar e ficam na sede esperando que os torcedores compareçam lá e façam a sua doação… é pífia essa situação. Nós amamos o Clube do Remo e gostaríamos muito de ajudar, seja lá de que forma for. Espero que essa diretoria possa encontrar o caminho das pedras preciosas, para que tirem da cabeça esse movimento de venda, venda.
Capa do DIÁRIO, edição de quinta-feira, 12
Inter bate Chivas e põe a mão na taça
Capa do Bola, edição de quinta-feira, 12
Coluna: Reconciliação com a bola
Meu amigo Cosme Rímoli, dono de pena afiada, não deixou por menos: Paulo Henrique Ganso teve uma atuação contra os Estados Unidos de fazer Dunga chorar. De raiva, certamente. Parece exagero, mas o comportamento do paraense bom de bola no gramado do New Meadowlands Stadium, na noite de terça-feira, foi irrepreensível. Jogou como gente grande, craque feito. Parecia inteiramente à vontade, senhor absoluto da meia cancha, como se estivesse desfilando sua arte no campinho de Francisco Vasques ou na Curuzu, nos tempos em que ainda roía a pupunha do anonimato.
Concentro-me em Ganso por razões mais do que óbvias, embora tenhamos que, por justiça, aplaudir todos os que participaram deste jogo histórico, que marcou a reconciliação do Brasil com o futebol bem jogado. Foram quatro anos de trevas, dentro e fora das quatro linhas. Um tempo que os brasileiros, acostumados com o alto padrão de nossos boleiros, não se reconheciam naquela seleção chinfrim levada à África do Sul para fazer grosserias com e sem bola.
A vitória sobre os Estados Unidos, que jogaram com a força máxima, foi redentora. Não pelo placar, pois foi 2 a 0 como podia ter sido 5 ou até 6, tamanha a profusão de chances criadas pelas triangulações e lançamentos em profundidade. A redenção está no compromisso público assumido de respeitar as origens do nosso futebol. O resgate do drible e do passe inteligente é dessas contribuições inestimáveis, que nos animam a ter esperanças nesses meninos, que começam a pôr as unhas de fora.
Comentei o jogo para a Rádio Clube, ao lado de Valmir Rodrigues e Giuseppe Tomazo, e me flagrei torcendo nervosamente pela Seleção como se o jogo valesse uma taça ou classificação. Nem lembro mais quando tive a pachorra de torcer de tal modo pelo escrete, feito um pacheco ensandecido, num mero amistoso. Talvez quando ainda garoto – e a identificação com esse grupo de moleques não podia ser mais natural.
Outro amigo, o poeta Ronaldo Franco, telefona para relatar sua emoção ao ver o time de Mano Menezes tocar a bola com a autoridade dos que dominam o ofício. Que as lágrimas do bardo da Mangueirosa sejam prenúncio de um futuro majestoso para a geração de Ganso, Neymar, André, Carlos Eduardo, Lucas e David Luiz – este, então, um beque como há muito não se via por aqui.
Um dos clubes mais gloriosos do mundo, dono de história singular, festeja hoje 106 anos de existência. Campeão desde 1907, como diz a letra atualizada do hino, o Botafogo é grande pela própria natureza. Tem 19 títulos cariocas, um brasileiro e um da Conmebol. É, com orgulho, o clube que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira em Copas, pelo que se pode concluir que as maiores glórias do nosso futebol estão intimamente associadas à Estrela Solitária. Lembrete oportuno enviado pelo engenheiro agrônomo Pedro Paulo da Costa Mota, obviamente botafoguense, como este escriba baionense.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 12)


