Jovens estrelas do Santos pisam na bola

Parte do elenco do Santos esteve, na tarde desta quinta-feira, visitando o Lar Mensageiros da Luz, que atende crianças, adolescentes e adultos, portadores de paralisia cerebral e outras deficiências, que, devido às suas limitações, necessitam de atendimento com profissionais especializados e doando ovos de páscoa para as pessoas que recebem assistência na entidade. A instituição de caridade está localizada no Canal 3, em Santos.

Mas, apesar da solidariedade do técnico Dorival Júnior e de parte de seus comandados, outra parte do grupo santista acabou frustrando os funcionários e pessoas que recebem tratamento na instituição beneficente. Isto porque, jogadores como Neymar, Robinho, Léo, Marquinhos, André e Roberto Brum, entre outros, se dirigiram até o local, no ônibus do clube, porém, não entraram na entidade. O caso mais curioso ficou por conta de Paulo Henrique. Ganso chegou dirigindo o seu próprio carro a instituição, só que quando entrava no local, foi chamado por um de seus companheiros, que bateu na janela do ônibus. O meia entrou no ônibus e não mais apareceu.

Não há uma razão específica para que os atletas não tenham descido do ônibus, entretanto, apesar da insistência do presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro e de Dorival, este grupo decidiu por manter a posição de não entrar no Lar Mensageiros da Luz, que segue a doutrina espírita.

Constrangido com a situação e tentando explicar o que aconteceu, o treinador tentou contornar o problema. “Alguns atletas não se sentem bem entrando e vendo uma situação como essa. Temos que respeitar. Todos foram convidados, aqui estão, de livre e espontânea vontade, pois é um grupo e estamos na extensão do nosso ambiente de trabalho, apenas. Não vamos entrar por esse lado, mas cada um faz as coisas dentro daquilo que acha conveniente e necessário”, comentou Dorival Júnior, enquanto os jornalistas escutavam batuques vindos de dentro do ônibus da equipe.

Incomodado, o comandante ainda tratou de enaltecer o trabalho realizado pela instituição, que mantém um apoio a pessoas com paralisia cerebral e outras deficiências, procurando dar estrutura para que todos se desenvolvam, com um acompanhamento de profissionais. O custo total deste trabalho, por mês, chega à R$ 120 mil.

Os jogadores que conheceram as instalações e entregaram 600 ovos de páscoa, para os 34 moradores do Lar Mensageiros da Luz, que existe desde 1970, foram: Felipe, Vladimir, Pará, Edu Dracena, Wesley Santos, Arouca, Wesley, Breitner, Maikon Leite, Zezinho e Zé Eduardo. “Não tem preço o que a gente viu aqui. Às vezes, nós ficamos reclamando de problemas bobos e quando você vê o que é feito aqui, vê como pensamos pequeno”, afirmou Dracena, emocionado com a visita. “Foi maravilhoso. Temos que fazer isso mais vezes. A gente tem que procurar sempre ajudar o próximo”, concluiu Wesley. (Com informações da ESPN e Ag. GE)

12 comentários em “Jovens estrelas do Santos pisam na bola

  1. Isso é inacreditável! Chega a ser surreal! Se não iam entrar por que foram até lá? O que esses rapazes pensam que são? Será que já se acham acima do bem e do mal?

    Se agiram assim por questões religiosas, o que acho difícil, penso que é nessas horas é que devemos demostrar o quanto os ensinamentos de Deus estão nos ajudando a praticar a solidariedade ao próximo.

    Isso acontecer em plena Semana Santa, deixa a situação ainda mais doída.

    Estou aguardando ansiosamente pela explicação deles, apesar de acreditar que nada justifique tal ato de desamor.

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  2. E sob o tilintar de batucadas, o que, se for comprovado Diogo, piora a situação. É por essas e outras que o futebol brasileiro, em muitos aspectos, fica devendo e muito para outros centros. Lógico que ninguém foi obrigado a estar no local, e que cada um reage de maneira diversa a uma situação que expõe choques de realidades diametralmente opostas. Mas batucada…
    O nível de concientização e engajamento de nossa boleirada é sofrível se comparado a argentinos e europeus, por exemplo. Mas as mobilizações são velozes em casos de noitadas e rodas de “pagode farofa”, que levam à falta rotineira dos mesmos aos treinos matinais em seus clubes. E o epsódio expõe um dado curioso: o boleiro brasileiro desconhece, muitas vezes, o fato de ser uma figura pública e, assim, ignora que sob esta condição, deve se portar como tal.

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    1. Falta consciência de cidadão, acima de tudo. Carinha pensa que, como boleiro, está a salvo de certas obrigações, quando a coisa é bem diferente.

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  3. Prefiro crer que tudo isso não passou de armação com objetivo de jogar os garotos contra a opinião pública. Mas, se for verdade, simplesmente lastimável tal atitude.

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  4. Não tem nada disso “armação” o que acontece é que eles estão “se achando” como se diz na giria.

    Não custava nada eles entrarem e deixar o pessoal do hospital um pouco mais feliz.

    Esse negócio de religião tembém não cola pois segundo se informa o pagode estava correndo souto no ônibus.

    Portanto, isso só tem um nome: Máscara.

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    1. Donde a surpresa, grande Jorge? Não esqueça que Marcelinho Carioca, o papa da pilantragem, é evangélico juramentado, de carteirinha.

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  5. É por isso que a religião que mais cresce no mundo é a mulçumana. A lei é dura, sem nenhuma possibilidade de convivêcia com outro caminho, ou sé é maometano ou vai-se para o mármore do inferno. Assim agem as religiões cristãs protestantes. Não tem meio termo e quem não renega a Maria, ao catolicisco e as religiões espiritualistas não tem salvação.
    Uma pena que assim se domine a mente desses milhares de jovens futebolistas que, segundo um craque da seleção francesa que eliminou o Brasil, se formaram em terrenos que nos paises desenvolvidos teriam construidos escolas em vez de campos de futebol.

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  6. E o ganso chegou a comparar o espiritismo com aquela ação criminosa das agulhas no corpo daquela criança.Quanta burrice! A explicação do Dorival Júnior de que os atletas não entraram na casa por motivos religiosos é pífia.Foram preconceituosos e ponto. Quanto mais explicarem, pior ficará. Santa ignorância!

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