Brilha a Estrela Solitária, enfim, campeã!

Por Juca Kfouri

De um lado, o Botafogo, ambicioso, num Maracanã com 50 mil pagantes e maioria alvinegra.

Do outro, o Flamengo, que se limitava à sua dupla de atacantes.

Resultado: pênalti de Ronaldo Angelim em Fábio Ferreira que, aos 23 minutos, Herrera converteu, batendo no  meio do gol.

Foi o bastante para Andrade sacar Toró e botar Vinicius Pacheco.

Aí, o Botafogo afrouxou e o Flamengo foi para pressão até que, no último minuto, Vagner Love empatou, ele que era o melhor em campo e dava alento às esperanças rubro-negras.

Esperanças que quase viraram realidade aos 19 do segundo tempo, quando Fábio Ferreira tirou o segundo gol de Vagner Love, num jogo que era intenso, equilibrado, dramático, mas com poucas chances de gol.

Aos 25, porém, o chileno Maldonado derrubou o argentino Herrera, foi expulso e nem viu o uruguaio Loco Abreu fazer, de cavadinha, o segundo gol.

O Botafogo estava perto do título carioca.

Mas este jogo tem cara de 2 a 2.

E o árbitro inventou um pênalti para o Flamengo, além de ter expulsado Herrera para compensar.

Só que o que é do homem o bicho não come e Jeférson defendeu a cobrança de Adriano.

Petkovic entrou e, aos 42, teve um falta ao seu estilo. Mas bateu na barreira.

Na sequência do lance, Somália salvou gol certo de Rodrigo Alvim.

Em seguida, Jéferson fez milagre em chute de Vagner Love.

Parecia que o Botafogo queria novo 2 a 2, queria os pênaltis para decidir a Taça Rio.

Mas Armando Nogueira não queria.

E sorri com mais um título estadual, o 19º  do Glorioso.

Ainda comemorando

Desculpem, amigos. Minha ausência hoje aqui no blog foi excessivamente prolongada pelas razões óbvias. Não é todo dia que se conquista um título de forma tão heróica, levando em conta as condições em que o Botafogo se encontrava quando Joel assumiu, logo após aquela peia de 6 a 0 para o Vasco.

Hoje à noite, quando parei com as comemorações já era quase hora do Bola na Torre. Por isso, só agora pude vir aqui dar um alô a todos, agradecendo pela torcida e força dos não-botafoguenses. Ainda estou muito emocionado porque o Botafogo está muito presente na minha vida, como alguns aqui sabem muito bem. E a gente precisava demais dessa conquista.

TSE pode afastar Dudu da prefeitura

É cada vez mais delicada a situação do prefeito Duciomar Costa. De duas condenações iniciais impostas pela Justiça Eleitoral ao prefeito Duciomar Costa (PTB) que foram objeto de multa, uma delas foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a outra o desembargador Ricardo Nunes, atuando no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), considerou que o recurso foi apresentado fora do prazo. Ou seja, essas condenações são, neste exato momento, definitivas e contra elas não cabe mais qualquer tipo de recurso. Falta ser julgado, pelo TRE, é o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) a respeito da decisão do juiz Sérgio Lima, que em dezembro do ano passado condenou Duciomar a ter o diploma de prefeito cassado, juntamente com seu vice, Anivaldo Vale (PR).
O prefeito foi condenado por usar dinheiro da prefeitura para promoção pessoal em placas e banners e também de criar, em ano eleitoral, um programa de assistência, o chamado “Passe Livre”, para o transporte gratuito de pessoas em Belém. Além disso, fez propaganda institucional fora do prazo estabelecido pela legislação eleitoral. Caso a condenação seja mantida pelo TRE quem assume o mandato de prefeito é o segundo colocado, o ex-deputado federal José Priante (PMDB). O fato de o prefeito ter sido condenado ao pagamento de multa por crimes eleitorais, ele também pode ter o mandato cassado, como ocorreu em julgamento do TSE no caso do governador do Maranhão, Jackson Lago. (Com informações de Carlos Mendes)

Paissandu dispara goleada sobre o Águia

Quem ainda tinha alguma dúvida quanto ao melhor time deste campeonato, certamente não tem mais. O Paissandu massacrou o Águia, impiedosamente, na manhã deste domingo, na Curuz, por 6 a 1, confirmando a excelente fase de alguns de seus jogadores e, acima de tudo, o acerto do esquema tático montado pelo Charles Guerreiro. Aliás, acima da habilidade de Tiago Potiguar e do oportunismo de Moisés e Bruno Rangel, paira o comando sereno e indiscutível de seu treinador.

Na partida de hoje, em apenas 28 minutos o Paissandu construiu um escore de 3 a 0, jogando com objetividade. Sofreu um ataque fulminante do ataque assim que a bola rolou. Wando invadiu pelo lado esquerdo da área e bateu forte, à meia altura. O chute explodiu no poste de Fávaro. Pode ter sido a bola do jogo para o Águia. A partir daí, o Paissandu se organizou em campo. Saía rapidamente da defesa para o ataque, com bola sempre de pé em pé, sob a liderança de Tiago Potiguar, que fazia chegar os passes aos homens de frente.

O primeiro gol veio de um escanteio cobrado por Flávio Medina. A bola desviou no caminho e se apresentou para Bruno Rangel tocar para o gol vazio, aos 9 minutos. No segundo gol, aos 15 minutos, cruzamento perfeito do meia William para Bruno Rangel cabecear e vencer o goleiro Alan, que falhou no lance. Aos 28 minutos, veio o terceiro gol. Moisés, que não havia aparecido até então, recebeu bola ao lado da área, driblou o zagueiro Darlan e disparou rasteiro, quase sem ângulo. Alan não conseguiu pegar. O Águia não conseguia trocar três passes seguidos, perdido na marcação forte de Alexandre na cabeça de área do Paissandu e na postura firme da zaga. Diante da apatia do resto do time, Wando e Vítor Ferraz tentavam lances individuais, mas eram facilmente anulados.

No segundo tempo, o Águia voltou mais fechado no meio-campo, com Rodrigo Sarará em lugar de Darlan. O meio-campo passou a trabalhar mais a bola, mas o ataque não funcionava. Wando teve duas chances, mas finalizou mal. Em jogada que envolveu o zagueiro Leandro Camilo, Moisés tenta de cabeça, mas a bola passa rente ao poste. O jogo fica morno e desinteressante. O Águia não tem forças para agredir e o Paissandu parece satisfeito com a vantagem imposta no primeiro tempo.    

A coisa só volta a esquentar aos 34 minutos, quando Moisés irrompe pelo lado esquerdo do ataque, passa pelo marcador e cruza à meia altura. Tiago só escora para as redes. 4 a 0. Na sequência, Garrinchinha (que havia substituído Tiago Marabá, apagado no jogo) é derrubado por Leandro Camilo. Pênalti, que Jales converte, aos 35. Didi substitui Bruno Rangel e, em sua primeira jogada, complementa para as redes uma grande jogada de Tiago Potiguar, aos 39 minutos. Quase em ritmo de treino, tocando com facilidade, Zeziel cruza e Moisés marca o sexto gol, aos 43 minutos. Vitória incontestável do Paissandu, para delírio do pequeno público presente à Curuzu.

O árbitro foi Fernando José de Castro Rodrigues (FPF), com boa atuação. A renda foi de R$ 40.212,00, para um público total de 3.481 torcedores, sendo 3.001 pagantes e 480 credenciados. (Fotos: MARCELO LÉLIS/Bola)

Remo joga mal e tropeça no Independente

Em jogo válido pela quinta rodada do returno do Parazinho, o Independente arrancou um empate (3 a 3) diante do Remo, no estádio Evandro Almeida, neste sábado à noite. Para explicar a má atuação de sua equipe, o técnico Giba apresentou uma justificativa inusitada: seus jogadores usaram chuteira com trava de borracha, o que dificultava o equilíbrio em campo e permitiu o domínio do Independente no primeiro tempo. O resultado manteve o Remo em segundo lugar na classificação, com 10 pontos, e o Independente em quarto lugar, com 6 pontos. Na classificação geral, a situação não se alterou: o Remo foi a 29 pontos, contra 19 da equipe de Tucuruí.  

Ao abrir o placar logo aos 4 minutos, em bela finalização de Patrick, de sem-pulo, o Remo parecia a caminho de uma vitória tranquila sobre o Independente, neste sábado à noite, no Baenão. Não foi o que se viu depois. Sem se abalar com o gol sofrido, o Independente começou a desenvolver seu jogo, saindo para o ataque em lances trabalhados pelos meias Marçal e Adelson, indo aos poucos envolvendo o setor defensivo remista. O primeiro sinal disso foi uma finalização rasteira de Ró, aos 11 minutos, que Adriano defendeu milagrosamente. Logo a seguir, aos 13, Marçal bateu da entrada da área e acertou o poste direito de Adriano.

O Remo, curiosamente, não conseguia manter o ritmo inicial de jogo e recuava tentando conter o Independente, mas a marcação era deficiente. Os volantes Fabrício Carvalho e Otacílio chegavam sempre atrasados no combate, cometendo seguidas faltas à entrada da área e sobrecarregando a linha de três zagueiros. Estes, como no jogo contra o Santa Rosa, marcavam erradamente. San, Raul e Pedro Paulo, principalmente este último, saíam frequentemente para a marcação direta aos atacantes Diego Silva e Ró, saindo em desvantagem. Aos 19 minutos, veio o empate. Em jogada cruzada na área, Adriano defendeu parcialmente e a bola sobrou para Ró mandar para as redes.

O gol abalou o Remo e deu mais ânimo ao Independente, que se manteve no ataque. O Remo não conseguia estabelecer a ligação entre meio-campo e ataque, deixando frequentemente os atacantes Landu e Héliton isolados e bloqueados pela marcação. Aos 25 minutos, veio o desempate, em lance muito bonito. Adelson se aproximou da área e, diante do bloqueio dos zagueiros, deu um leve toque de balãozinho e acionou Ró, que recebeu por trás dos beques remistas e tocou rasteiro na saída de Adriano.

Antes que o Remo ensaiasse uma reação, o Independente ampliou a vantagem. Aos 31 minutos, a bola foi lançada na área, Pedro Paulo errou o cabeceio e a bola se apresentou livre para Diego Silva, que tocou antes que Adriano pudesse abafar o chute. A virada do time de Tucuruí irritou a torcida presente, que passou a vaiar os jogadores e protestar contra o técnico Giba pela pífia atuação do Remo. Ao contrário do que se esperava, Giba não alterou a equipe, nem mudou o posicionamento. O time seguiu atrapalhado na defesa e disperso no ataque até o final do primeiro tempo.

No intervalo, o treinador azulino substituiu Héliton por Samir, cujo nome era chamado pelos torcedores desde o primeiro tempo. Logo a 1 minuto, o zagueiro Roberto levou o segundo cartão amarelo depois de acertar um carrinho em Landu junto à área do Independente. A expulsão abriu espaço no setor defensivo e permitiu que o Remo explorasse com mais objetividade o setor direito do ataque. Apesar disso, foi de Diego Silva a primeira grande oportunidade da segunda etapa. Ele passou por Raul e arrematou pelo alto, acertando a trave de Adriano.

Levy substituiu Fabrício e o time ganhou mais força ofensiva. Caindo pela direita, Levy passou a acionar Landu e Samir. As jogadas de linha de fundo começaram a acontecer e, aos 25 minutos, escorando de cabeça cruzamento de Levy, Samir diminuiu. Logo em seguida, Ró avançou com a bola, passou por dois zagueiros e tocou para Claudinei na entrada da área. Ele bateu à meia altura e Adriano fez defesa sensacional, impedindo o quarto gol do Independente. Aos 43, depois de um bombardeio remista na área do Independente, Vélber cobrou escanteio e Pedro Paulo tocou de cabeça em direção à trave. Landu entrou em velocidade e empatou o jogo. A renda somou R$ 38.299,00 – público total de 4.582 expectadores, com 4.032 pagantes e 550 credenciados. O árbitro foi Clauber José Miranda, do quadro da Federação Paraense de Futebol. 

Pela sexta rodada, o Independente receberá em Tucurui no domingo (25), às 16h, o Águia de Marabá. Já o Remo irá até Santarém no mesmo dia e enfrentará (às 17h) a equipe do S. Raimundo, no estádio Barbalhão. 

A quinta rodada continua, na manhã deste domingo, com o jogo Paissandu x Águia, na Curuzu, às 10h. O complemento só irá acontecer no meio de semana, com os confrontos entre Santa Rosa x Cametá; Ananindeua x S. Raimundo. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)