O Santos e os melhores ataques do mundo

Por Paulo Vinícius Coelho

O Santos já marcou 79 gols em 23 partidas, média de 3,4 por partida no ano. Os números colocam a equipe no topo da comparação com qualquer outro clube do planeta na temporada 2009/10. O melhor ataque da Europa, hoje, é o do Ajax, com 96 gols em 31 partidas, média de 3,09 por partida.
Na história, o melhor ataque brasileiro é o do Santos, dono de 159 gols em 41 jogos, no Paulistão de 1959, com 159 gols em 41 partidas, média de 3,87 por jogo. Abaixo, você vê a lista dos melhores ataques da Europa hoje e os recordistas de gols em cada um dos principais campeonatos europeus em todos os tempos. Compare com o Santos:

Santos
Campeonato Paulista – 64 gols – 20 jogos, média 3,2
Ano inteiro – 79 gols – 23 jogos, média 3,4

Barcelona 
Campeonato Espanhol – 77 jogos – 31 jogos – 2,48
Ano inteiro – 110 gols – 48 jogos – 2,29

ATAQUES DA EUROPA
Ajax – 96 gols, 31 jogos, 3,09
Real Madrid – 83 gols, 31 jogos – 2,67
Chelsea – 84 gols, 33 jogos – 2,54
Bayer Leverkusen – 59 gols, 30 jogos, 2,30
Internazionale – 63 gols, 33 jogos – 1,90

ATAQUES HISTÓRICOS
Santos (1959) – 159 gols, 41 jogos, 3,87
Ajax (1967) – 122 gols – 34 jogos, 3,58
Torino (1948) – 125 gols – 40 jogos, 3,12
Aston Villa (1931) – 128 gols – 42 jogos, 3,04
Bayern (1972) – 101 gols – 34 jogos, 2,97
Real Madrid (1990) – 107 gols, 38 jogos – 2,81

Marciano já acertou retorno ao Icasa

Segundo a Agência Futebol Interior, o atacante Marciano, do Remo, já acertou seu retorno ao Icasa (CE) para a disputa do Brasileiro da Série B. “A partir desta semana, reforços deverão desembarcar em Juazeiro do Norte. O atacante Marciano, que está no Remo, já acertou seu retorno para o Icasa. O jogador foi um dos destaques na campanha do acesso para a Série B no ano passado, terminando a Série C como artilheiro com oito gols ao lado de Nena, então no ASA”, informa a AFI. 

O Icasa estreia na Série B no dia oito de maio, contra o Santo André, no estádio Mauro Sampaio, em Juazeiro do Norte. Destaque do Remo e um dos artilheiros do Parazinho, com 9 gols, o piauiense Marciano caiu nas graças do torcedor e é dado como certo no time que o Leão pretende montar para a disputa do Brasileiro da Série D – caso se confirme a classificação remista.

Pesquisa Sensus dá empate entre Serra e Dilma

Do Blog do Noblat

32,7% a 32,3%. Serra e Dilma.

Ciro Gomes: 10,1%. Marina Silva: 8,1%.

Brancos e nulos: 7,7%.

Não sabe: 9,1%.

Cenário sem Ciro: Serra 36,8%; Dilma 34,0%; Marina, 10,6%. Brancos e nulos: 9,1%.

Não sabe ou não respondeu: 9,5%.

Segundo turno: Serra 41,7%; Dilma, 39,7%.

Brancos e Nulos: 10,1%.

Não sabe e não respondeu: 8,5%.

Margem de erro da pesquisa: 2,2%

Foram 2 mil entrevistas feitas entre 5 e 9 de abril em 136 municípios de 24 Estados.

Esses são os resultados da pesquisa de intenção de votos para presidente da República aplicada pelo Instituto Sensus por encomenda do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo.

Mandato de Duciomar continua cassado

O ex-procurador regional eleitoral Ubiratan Cazetta decidiu manter a sentença do juiz Sérgio Lima, que cassa o mandato do prefeito Duciomar Costa e de seu vice, Anivaldo Vale, por abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2008. O parecer de Cazetta deve chegar hoje ao TRE. (Maiores informações nas páginas do DIÁRIO, edição de quarta-feira) 

CBF fecha novo contrato de patrocínio

A marca Seara foi anunciada nesta segunda-feira como a nova patrocinadora oficial e fornecedora de carnes da Seleção Brasileira para as Copas do Mundo de 2010 (na África do Sul) e 2014 (no Brasil). O anúncio oficial aconteceu no Rio de Janeiro e contou com a presença do presidente do Grupo Marfrig, Marcos Molina dos Santos, e do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, além de dirigentes da empresa e clientes da Seara, como Savegnago, SuperMaia e Guanabara. O novo anunciante, que já tem parceria com o Santos, estará visível nos eventos que envolvam as seleções brasileiras de futebol (masculina e feminina). O contrato assinado é válido até o final de 2014, podendo ser estendido. O valor do patrocínio, como de hábito, não foi divulgado pela CBF.

Coluna: Devagar com o andor

Ouço os tambores rufando ao longe, como naqueles clássicos filmes de John Ford. Logo percebo que não passa de desassombrada euforia azulina, misturada a uma entonação quase arrogante, como se o vencedor do Re-Pa seja a quintessência do futebol moderno. Não é. Giba, bom técnico, sabe disso. Alguns de seus jogadores, mesmo evitando falar em voz alta, também sabem.
Desde domingo, tenho ouvido manifestações entusiasmadas de torcedores e dirigentes, categorias que no Pará praticamente se misturam. Há, obviamente, quem aproveite a vitória para expor mágoas acumuladas em relação aos críticos que “não acreditavam na gente” e coisas do gênero. Pipocam também as considerações sobre o valor do atual elenco, que alguns avaliam agora como não menos que impecável.
Bobagem. O elenco é desigual. Comporta jogadores de bom nível (Adriano, Marciano, Gian, Samir, Marlon, Vélber, Landu) e um grupo heterogêneo de sustentação (Pedro Paulo, Héliton, Raul, Patrick, Danilo, Fabrício) que alterna atuações seguras com outras nem tanto.
As críticas surgiram quando o time mergulhou em flagrante crise técnica, a partir do empate (3 a 3) com o Águia no fim da fase classificatória do turno, culminando com a derrota na decisão diante do Paissandu. Antes, o Remo era citado como exemplo de time arrumadinho, não perfeito, do meio-campo para a frente. Na defesa, sempre foi inconsistente. 
O triunfo no Re-Pa adquire naturalmente o caráter redentor das jornadas épicas, mas é preciso ir mais devagar com o andor. O Remo venceu, mas não é o melhor do campeonato. O Paissandu perdeu, mas não virou saco de pancadas. Foi um resultado normal no clássico – aliás, um escore dos mais frequentes em toda a histórica rivalidade. Não há, portanto, razão nem para oba-oba, nem para sangria desatada. Equilíbrio é o melhor remédio.

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Recebo e transcrevo ligeira observação de Celso Couceiro sobre a coluna de ontem. “Antes de mais nada, gostaria de dizer que admiro muito a forma como escreves e/ou falas sobre futebol e outros assuntos. Justamente por isso, te escrevo humildemente para dizer que pela primeira vez discordo dos teus comentários. Tenho certeza que vimos o mesmo jogo, mas não concordo quando dizes que o placar foi justo. Na minha opinião, o jogo foi de um time atacando, apesar de muitas vezes desordenadamente, e o outro se defendendo, procurando o contra-ataque. Friso que tomei a liberdade de escrever por ser ‘ainda’ um grande admirador teu”.
Aceito a crítica do amigo Celso e agradeço, principalmente, pelo “ainda”. Quanto à análise do jogo, 48 horas depois, mantenho a opinião expressada. O Paissandu dominou toda a etapa final, poderia ter massacrado, mas se deixou vencer por um time com um homem a menos na maior parte do tempo. Impossível não ver mérito em quem sai vitorioso nessas circunstâncias e com um time ainda claramente em construção. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 13)