E o Botafogo, hein?!?

Que coisa mais fatídica… Jogo duríssimo desde o primeiro tempo, com direito a frangaço do goleiro Jefferson e pênalti mandrake (perdido depois pelo Santa). Quase nenhuma criatividade por parte do Botafogo, que parecia querer ganhar só com o nome. Joel erra nas substituições. Tira Lúcio Flávio, desmonta o meio-campo, que já não estava bem. E o tal Brasão, que já havia cavado o pênalti, faz o segundo gol em novo cochilo do goleirinho alvinegro. Mas, aos 40, eis que Herrera marca um golaço e empata outra vez. Classificação garantida? Coisa nenhuma. A zaga dá mole, o Santa faz pressão e consegue o terceiro gol. Enfim, este é o Botafogo que eu conheço, eliminado por um time da 4ª Divisão. Já estou acostumado com falsetas desse tipo. No ano passado, perdemos a vaga para o Americano, nos pênaltis. Vida que segue…

Jovens estrelas do Santos pisam na bola

Parte do elenco do Santos esteve, na tarde desta quinta-feira, visitando o Lar Mensageiros da Luz, que atende crianças, adolescentes e adultos, portadores de paralisia cerebral e outras deficiências, que, devido às suas limitações, necessitam de atendimento com profissionais especializados e doando ovos de páscoa para as pessoas que recebem assistência na entidade. A instituição de caridade está localizada no Canal 3, em Santos.

Mas, apesar da solidariedade do técnico Dorival Júnior e de parte de seus comandados, outra parte do grupo santista acabou frustrando os funcionários e pessoas que recebem tratamento na instituição beneficente. Isto porque, jogadores como Neymar, Robinho, Léo, Marquinhos, André e Roberto Brum, entre outros, se dirigiram até o local, no ônibus do clube, porém, não entraram na entidade. O caso mais curioso ficou por conta de Paulo Henrique. Ganso chegou dirigindo o seu próprio carro a instituição, só que quando entrava no local, foi chamado por um de seus companheiros, que bateu na janela do ônibus. O meia entrou no ônibus e não mais apareceu.

Não há uma razão específica para que os atletas não tenham descido do ônibus, entretanto, apesar da insistência do presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro e de Dorival, este grupo decidiu por manter a posição de não entrar no Lar Mensageiros da Luz, que segue a doutrina espírita.

Constrangido com a situação e tentando explicar o que aconteceu, o treinador tentou contornar o problema. “Alguns atletas não se sentem bem entrando e vendo uma situação como essa. Temos que respeitar. Todos foram convidados, aqui estão, de livre e espontânea vontade, pois é um grupo e estamos na extensão do nosso ambiente de trabalho, apenas. Não vamos entrar por esse lado, mas cada um faz as coisas dentro daquilo que acha conveniente e necessário”, comentou Dorival Júnior, enquanto os jornalistas escutavam batuques vindos de dentro do ônibus da equipe.

Incomodado, o comandante ainda tratou de enaltecer o trabalho realizado pela instituição, que mantém um apoio a pessoas com paralisia cerebral e outras deficiências, procurando dar estrutura para que todos se desenvolvam, com um acompanhamento de profissionais. O custo total deste trabalho, por mês, chega à R$ 120 mil.

Os jogadores que conheceram as instalações e entregaram 600 ovos de páscoa, para os 34 moradores do Lar Mensageiros da Luz, que existe desde 1970, foram: Felipe, Vladimir, Pará, Edu Dracena, Wesley Santos, Arouca, Wesley, Breitner, Maikon Leite, Zezinho e Zé Eduardo. “Não tem preço o que a gente viu aqui. Às vezes, nós ficamos reclamando de problemas bobos e quando você vê o que é feito aqui, vê como pensamos pequeno”, afirmou Dracena, emocionado com a visita. “Foi maravilhoso. Temos que fazer isso mais vezes. A gente tem que procurar sempre ajudar o próximo”, concluiu Wesley. (Com informações da ESPN e Ag. GE)

Remo dispensa o lateral Índio

O Remo, depois de várias tentativas, finalmente acertou a rescisão de contrato com o lateral Índio, que disputou algumas partidas do campeonato como titular e jamais conseguiu entrar em forma. A dispensa do jogador foi confirmada pelo diretor Abelardo Sampaio, no final da tarde desta quarta-feira. Segundo fontes da diretoria, outros jogadores (Antonelli e Paulinho, principalmente) correm o risco de seguir o mesmo caminho.

Los 3 hermanos

Ao lado de meus manos Edmilson Rodrigues (centro) e Edilson Nogueira, no último sábado, 27, no Hangar, durante a festa de colação de grau de minha sobrinha Joyce (filha do botafoguense Edilson) em Direito pela UFPA - futura magistrada. Trata-se de encontro tão feliz quanto raro em função das distâncias - Edilson mora e trabalha em Tucuruí - e de nossos compromissos profissionais. Peço licença para dividir esse momento de alegria familiar baionense com os amigos de blog e companheiros de viagem.

Coluna: A derrota comemorada

Duas jogadas solitárias de Moisés no começo e no fim do segundo tempo contra 31 finalizações do adversário. Mesmo diante da draga vivida pelo Palmeiras atual foi exatamente esse o tamanho da produção do Paissandu, ontem, no Palestra Itália. Para quem buscava passar à próxima fase da Copa do Brasil, a postura do time paraense foi decepcionante. Nenhuma disposição para pressionar o adversário, nem vestígio de estratégia ofensiva ou, pelo menos, de aproveitamento das chances de contra-ataques.

Na verdade, Charles Guerreiro abraçou o complexo de vira-lata, num retrato das ambições do futebol paraense atual. Escalou um time retrancado, para perder de pouco. Conseguiu e, ao final da partida, admitiu ter ficado muito satisfeito com a derrota magra diante do Palmeiras, um time limitado e intranqüilo durante quase toda a partida.

As duas chances de Moisés expuseram as fragilidades defensivas do Palmeiras. Em tabelas rápidas com Bruno Rangel, o atacante invadiu a área pelo lado esquerdo e confundiu toda a linha de zagueiros. Se houvesse mais insistência com essa jogada talvez o resultado fosse outro, pois a equipe palmeirense, mesmo sob pressão da torcida, em nenhum momento foi agredida pelo Paissandu.   

Charles desperdiçou 45 minutos com Didi no ataque, peça absolutamente decorativa e sem função clara. Bruno Rangel, que entrou no intervalo, foi muito mais produtivo. Ajudava a marcar a saída de bola palmeirense e ainda buscava auxiliar Moisés, esquecido entre os zagueiros.

O meio-campo, ponto mais frágil do Paissandu na partida, primou pela lentidão. Sandro, preocupado com Diego Souza e sem ter pernas para acompanhá-lo, apelou em alguns lances e não cumpriu a função de ajudar a criar jogadas. Marquinhos, o camisa 10, quase não conseguiu se manter de pé. Franzino, caía ao menor sinal de choque com os palmeirenses. Aliás, a diferença de resistência física entre as equipes se manifestou desde o final do primeiro tempo.

Nas alas, Allax e Zeziel tinham pouco a fazer e limitaram-se a jogar como laterais. Incumbidos de marcar, praticamente não passavam do meio-campo. Com isso, a zaga do Paissandu atuou sempre com cinco homens. Do trio central, Leandro Camilo e Rogério Corrêa comportaram-se bem, mas Paulão foi um desastre. Nervoso, cometeu pênalti ao desviar bola com a mão dentro da área, lance que o árbitro não assinalou. Distribuiu pontapés e não acompanhou Robert na jogada do gol palmeirense.

Nesses tempos estranhos, o pragmatismo de Charles talvez faça algum sentido e este escriba baionense esteja apenas destilando um saudosismo que a realidade não ampara. Mas, convenhamos, é sempre feio jogar para perder (mesmo de pouco), ainda mais quando o adversário é esse mal-ajambrado Palmeiras de Antonio Carlos Zago.