Campeonato do Nordeste começa em junho

A Confederação Brasileira de Futebol assinou nesta quinta-feira (8) a autorização para a realização do Campeonato do Nordeste.  Com a decisão, a Liga dos Clubes do Nordeste já deu início aos preparativos para a estreia, prevista para junho. Na primeira etapa, serão disputadas 13 rodadas, de junho a agosto. A tabela de jogos será a mesma da última edição, no entanto com a ordem de jogos invertida. Na próxima sexta-feira (16) os representantes dos clubes participantes estarão se reunindo em Natal-RN para definir detalhes.

A empresa TOP Sports já garantiu a transmissão dos jogos para todo o Brasil e mais 10 países do exterior. Estima-se um orçamento de R$ 20 milhões para a competição e a Liga defende um percentual de 5% desse valor destinado às federações. Os clubes disputantes do Campeonato do Nordeste são os seguintes:  Botafogo e Treze (Paraíba), Bahia, Vitória e Fluminense (Bahia), ABC e América (Rio Grande do Norte), Sport, Náutico e Santa Cruz (Pernambuco), Ceará e Fortaleza (Ceará), Sergipe e Confiança (Sergipe), CRB e CSA (Alagoas). (Da assessoria de imprensa do Treze)

Schelotto pode assumir comando do Boca

Na onda de Leonardo no Milan, Josep Guardiola no Barcelona e Dunga na Seleção Brasileira, o Boca Juniors deve escolher um treinador sem experiência para o cargo. Para a próxima temporada, o ídolo Guillermo Barros Schelotto é o nome mais cotado para assumir o comando técnico do clube argentino. Em reunião realizada na manhã desta sexta-feira, o técnico Abel Alves decidiu entregar o cargo, o que pode antecipar a estreia de Schelotto na função. Além de Schelotto, Diego Cagna também chegou a ser especulado para assumir o clube da La Bombonera, que atravessa um dos piores momentos de sua história.

Aos 36 anos de idade, Schelotto ainda joga profissionalmente e defende a camisa do Columbus Crew, dos Estados Unidos, porém, este é seu último ano como atacante, antes de seguir carreira como treinador, intenção já anunciada. Caso o acerto entre Boca Juniors e o atleta seja confirmado, a saída do meia Juan Román Riquelme fica ainda mais evidente. Apesar de afirmar querer continuar no clube, o jogador não tem uma boa relação com seu antigo companheiro de time e este seria o estopim para o término do casamento entre o camisa 10 e a camisa azul e amarela. (Da ESPN)

Pensata: Como o diabo gosta

Por Juca Kfouri

A eleição no Clube dos 13 é daquelas em que as pessoas de bem torcem para que os dois lados percam…

O MELHOR para o futuro do futebol seria a eleição de uma Patrícia Amorim, de um Luís Alvaro de Oliveira, de um Maurício Assunção, para presidir o Clube dos 13, fundar a Liga Profissional do Futebol Brasileiro, negociar com todas as redes de TV interessadas em ter futebol e deixar a CBF encarregada apenas da seleção brasileira. Ao menos por serem sangue novo, sem vícios, acabando de chegar ao Flamengo, ao Santos e ao Botafogo. Curiosamente, Amorim está com Fábio Koff, Assunção com Kléber Leite, e Oliveira ainda não sabe.

Mas essa hipótese está descartada na eleição desta segunda-feira, que terá Koff defendendo com unhas e dentes o seu trono já caduco e Leite querendo tomá-lo, moderno. Koff tem a maioria hoje, sabe Deus se a terá daqui a quatro dias, porque no futebol nacional tudo é possível. Desde prometer a Taça das Bolinhas para o Flamengo. Ou empréstimo para o Botafogo. Ou a diminuição da pena para o Coritiba.
Ou ameaçar o Goiás com o rebaixamento. Ou acenar com estádio para o Corinthians, golpe no São Paulo.

Não é por acaso que Corinthians, Goiás, Coritiba e Botafogo estão com o candidato Leite, apoiado pela CBF, pela Globo Esportes e pela Traffic, além do Vasco, do Vitória e do Cruzeiro, os quais não se conhece que tipo de acenos receberam. Gente que garante fundar um G7 em caso de derrota no C13, porque imagina ter em dois meses a adesão geral e irrestrita dos demais, depois de um trabalho de persuasão mais demorado por parte da sempre convincente CBF. O pior é que, dentro dos usos e costumes em vigor, dada a necessidade de Ricardo Teixeira em deixar correr o Brasileirão, porque tem uma Copa em 2014 e uma eleição na Fifa em 2015 para pensar, o menos ruim para o progresso de nosso futebol está desse lado e não no de Koff, já conhecido o suficiente para saber que não ata nem desata.

Para ter uma ideia de como a coisa está do jeito que o diabo gosta, mesmo com este surpreendente raciocínio, este escriba, se votasse, não votaria em Leite. Tampouco em Koff, que seu estômago tem limites, mas se absteria, embora torcesse pelo gaúcho, só para ver Teixeira derrotado, mesmo que só por uns dias.

Coisa burra, não é?

Sim, porque o quarteto Teixeira$Leite$Hawilla$Pinto, ao mesmo tempo em que tomaria conta de vez de nosso futebol, sem disfarces, tem mais a oferecer do que a alegada dupla Koff/bispo, uma parceria, se houver mesmo, circunstancial, não tradicional como é a do harmônico quarteto. Quarteto que abriga um trio que tem negócios comuns (T$L$H) e antigos na exploração da Seleção Brasileira, conflito óbvio que Leite nega como se a mistura fosse apenas com café, embora seja com o ervanário que há anos comandam.

Estamos ou não diante de uma jogada diabólica, a ponto de este colunista se ver diante da necessidade de dizer que Leite é menos ruim que Koff, embora torça para o pior? Veja a que ponto chegamos. Mas se há algo que um jornalista não pode fazer é brigar com os fatos. E o fato é que Koff já era e Leite pode ser. Mesmo que venha a ser mais um engodo.

O que é, aliás, o mais provável.

Todos os números do clássico-rei

O jogo deste domingo será o Re-Pa de nº 705. 

São 247 vitórias do Remo, 237 empates e 220 vitórias do Paissandu. Diferença pró-Remo: 27 vitórias.

Total de gols marcados: 1.831, com 921 anotados pelo Remo e 910 pelo Paissandu. Vantagem pró-Remo: 11 gols.

Em títulos estaduais, a vantagem é do Paissandu, que venceu 43, contra 42 do maior rival.

Primeiro Re-Pa da história: em 10 de junho de 1914, Remo 2 x Paissandu 1, pelo Campeonato Paraense. Último jogo: no dia 21 de março de 2010,  Remo 3 x Paissandu 3, pela decisão do turno do Campeonato Paraense. 

Maior vitória do Paissandu: no dia 22 de julho de 1945, 7 a 0, no estádio Evandro Almeida, pelo Campeonato Paraense. 

Maior vitória do Clube do Remo: no 5 de março de 1939, 7 a 2, na Curuzu, pela Taça Abelardo Conduru. 

Maior artilheiro: Hélio (Paissandu, 1941-1952), 47 gols.

Árbitro que mais apitou: Manoel Francisco de Oliveira, 30 jogos.

Jogador que mais atuou: Quarentinha (Paisandu, 1955-1973), 135 jogos.

Jogador recordista de gols em uma partida: Jango (Remo), 5 gols (Remo 7 x Paissandu 2, em 05.03.1939).

Maior série invicta: Clube do Remo, 33 jogos (1993-1997).

Estádio mais utilizado: Evandro Almeida, 201 partidas.

Recorde de público: em 29.04.1979, Remo 1 x Paissandu 1 – Campeonato Paraense . Estréia de Dario no Paissandu. Local: Mangueirão. Total de pagantes: 59.613, mais 3.297 “caronas”, totalizando 64.010 torcedores.

Recorde de arrecadação: R$ 714.320,00, no jogo Remo 2 x Paissandu 1 – 02.03.2008 – Mangueirão – Campeonato Paraense/2008 – 1° Turno. 

(Com informações do jornalista Ferreira da Costa)

Árbitro carioca vai comandar o Re-Pa

O polêmico Marcelo de Lima Henrique foi sorteado e será o árbitro do clássico Re-Pa deste domingo, às 16h, no estádio Edgar Proença. Marcelo tem 39 anos, nasceu no dia 26 de agosto de 1971, no Rio de Janeiro. É sargento fuzileiro naval, estudante de História. Casado, tem 3 filhos e é morador de Itaboraí (RJ). É árbitro profissional do quadro da Fifa desde 2008. Apitou decisões do campeonato carioca e se envolveu em polêmica, há dois anos, ao ser acusado de prejudicar o Botafogo na final do Estadual de 2008, naquele que ficou conhecido como “jogo do chororô” porque os jogadores botafoguenses protestaram bastante contra a arbitragem, que marcou um pênalti sobre o zagueiro Fábio Luciano num empurra-empurra dentro da área. Depois, ainda expulsou um jogador do Botafogo. Nunca apitou o clássico Re-Pa. (Com informações da Rádio Clube)

Coluna: Giba não é milagreiro

Quem viu o Remo se atrapalhar diante do Santa Rosa com um jogador a menos desde o final do primeiro tempo (e um segundo expulso nos acréscimos) deve ter saído do Baenão se perguntando se o técnico Giba conseguirá arrumar o time a tempo de salvar a temporada remista.

Sim, porque o Remo depende da campanha no returno para se classificar à Série D e à Copa do Brasil. Sem isso, viverá o mesmo pesadelo de 2009, quando ficou oito meses alijado de competições oficiais.

O peso que recai sobre os ombros de Giba está diretamente vinculado ao roteiro traçado para o Remo no restante do segundo turno. Na prática, são quatro jogos decisivos. Contra Paissandu e Independente em Belém e diante de S. Raimundo e Águia fora de casa. Com mais duas vitórias é bastante provável que o Remo passe às semifinais.

Em situação normal, seria uma caminhada tranqüila. Ocorre que normalidade não é a palavra que define a atual situação remista. Giba desembarcou ao Baenão como salvador da pátria, como em 2006, mas ninguém pode exigir que opere um novo milagre.

Com um elenco limitado em qualidade e quantidade nas mãos, viu-se obrigado a garimpar opções caseiras para reconstruir o time, depois da devastação técnica e psicológica das finais do turno. Contra o Santa Rosa, anteontem, viu-se a primeira versão desse novo Remo. Os percalços enfrentados pela equipe nos dois tempos, mesmo quando tinha jogadores a mais, indicam que o trabalho de Giba será árduo, quase insano.

O maior entrave está no pouquíssimo tempo disponível para entrosar o time. A partir da mescla de jogadores experientes com garotos, o técnico faz o que pode e tenta montar um conjunto competitivo, capaz de brigar por uma boa colocação no campeonato.

O título estadual, mesmo que ninguém diga isso em público, deixou de ser meta prioritária depois do fracasso na decisão do turno. A preocupação passa a ser com a distância em relação ao Independente. Os sete pontos de diferença podem ser tirados nas próximas rodadas, principalmente se o time de Tucuruí chegar às semifinais e o Remo, não.

As discussões pós-jogo entre o próprio presidente do clube e seus diretores expõem, mais que conflitos filosóficos, o medo real de um segundo ano longe de competições nacionais, afastamento da torcida e privações financeiras diversas.

Em termos técnicos, Giba poderá fazer muito pouco, a não ser que se descubra do dia para a noite um craque oculto no Baenão. Resta apostar em treinamentos para reforçar setores fragilizados, como a zaga, e envelhecidos, como o meio-de-campo.

Sem inventar muito, a volta ao velho 4-4-2 pode ser um bom começo já para o Re-Pa. Pelo que já se viu no campeonato, o time não pode ser muito diferente deste: Adriano; Levy, Raul, Pedro Paulo e Diego Azevedo; Danilo, Marlon, Gian e Vélber; Marciano e Héliton.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 9)