Improvável e merecido campeão

Por Paulo Vinícius Coelho

A última vez que um campeão carioca ganhou a Taça Guanabara e a Taça Rio foi em 1998, quando o Vasco de Antônio Lopes festejava seu centenário. O simples fato de ter vencido os dois turnos obriga a dizer que a conquista alvinegra de 2010 é absolutamente justa. O fato de ter sido surpreendente a hegemonia botafoguense tão grande aumenta a quantidade de motivos para comemorar.
O Botafogo não tem um elenco forte. Jogadores como Alessandro, Marcelo Cordeiro, Fábio Ferreira estão longe de ser exemplos de talento. O único capaz de reforçar a estatística alvinegra em Copas do Mundo é Loco Abreu, da seleção do Uruguai. Mas o time encontrou um jeito de jogar. Limitado, levantando bolas na grande área, explorando a estatura do uruguaio.
Ganhar o título estadual aumenta o número de torcedores, faz pais convencerem seu filho a vestir a camisa alvinegra, chama a atenção de novos patrocinadores.
É muito melhor ser campeão carioca do que ser eliminado na semifinal da Copa do Brasil, possibilidade concreta para para Fluminense e Vasco.
Por tudo isso, o Botafogo, hoje, só tem motivos para festa.
Parabéns, Fogão!

Tribuna do torcedor – 16

Por Ivo Souza (ivodesouzabarbosa@hotmail.com)

Ouvi seus comentários no último jogo do Remo contra o Independente e li sua coluna no DIÁRIO, hoje. De verdade, entendo sua visão de jogo, mas não concordo com a solução que você aponta para o Remo. Na comunidade do Remo no Orkut, a maioria está contra sua ideia de jogo e a teoria de que o erro está no 3-5-2. Mas também a maioria concordou com os 2 volantes nulos do Remo. Assim como você, não me agrado nem um pouco do futebol do Fabrício. Queria ver Didão e Danilo em campo.

Fiquei bastante desapontado também com a falta de entendimento de vocês todos da Rádio Clube com o trabalho do Giba. Mesmo jogando mal, nós, torcedores do Remo, temos um respeito muito grande pela capacidade desse cara como técnico. E de verdade, opinião minha e de alguns remistas, essa ideia de que 4-4-2 ou 3-5-2 resolve jogo e altera rendimento do time, não tem nada a ver – aliás, a mesma visão do Giba e também da maioria dos torcedores. Achamos que o problema está nos erros individuais. Sobre o caso das chuteiras, ele pode ter razão. Não estou dizendo que está totalmente certo. Reproduzo um dos comentários de nossa comunidade: “Não sei se esse caso é de chuteiras erradas, mas eu vi o time perdendo divididas de bola e tempo de jogo no 1º tempo, e no 2º não. Assim qualquer tática não dá certo!”.

Numa análise do trabalho de vocês, como torcedor, eu diria que vocês têm que entender que hoje, mesmo com uma grande torcida, o Remo se encontra em uma situação difícil, não só no cenário nacional do futebol, mas de crédito no Brasil. Jogadores não querem vir pra cá jogar em um time que nem divisão tem, que paga mal seus compromissos. Aí, veio o Giba, um cara que na minha visão dificilmente aceitaria vir para cá, pois é um técnico respeitado. Outra: vocês queriam que a prata da casa fosse usada, moldada, treinada. Pois estão sendo pelo Giba. Erram muito, claro, mas estão sendo treinados! Estou pedindo que vocês revejam suas críticas e suas teorias. Admiro vocês todos, de verdade. Por isso, estou escrevendo esse e-mail, pois não escreveria isso a um meio de comunicação sensacionalista.  

Flu demite Cuca e sonha com Muricy

Não adiantou o lobby de jogadores importantes, como Fred e Conca. Cuca não é mais o técnico do Fluminense. A diretoria comunicou a decisão ao técnico na tarde desta segunda-feira, e ele não dirige o time na quinta-feira, contra a Portuguesa, em jogo válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Muricy Ramalho é o nome mais cotado para assumir o cargo. No jogo contra a Lusa, o Tricolor carioca será comandado pelo técnico da equipe de juniores,  Mário Marques, que assume o posto no time profissional de forma interina. Desgaste com dirigentes é a principal causa da saída do técnico, que operou o milagre de salvar o Flu do rebaixamento em 2009. (Com informações de GloboEsporte.com)

Resultado da enquete sobre Neymar e Ganso

À pergunta “por que Dunga não convoca Neymar e Ganso?”, 44% dos internautas votantes considera que o grupo está fechado; 35% optaram pela opção “porque lembram a Dunga o estilo da Seleção de 82”; 14% acreditam que é porque ambos ainda são muito “verdes”; e 7% votaram na opção “porque gostam de fazer coreografias engraçadinhas”.

DJ Saynha/Lady Green na Superinteressante

Da Superinteressante

Na última terça-feira, Élida Braz, a DJ Lady Green, foi nomeada assessora especial de gabinete da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT) para acompanhar ações e projetos da Casa Civil. Provavelmente, a escolha se deu em nome do currículo, digamos, diverso da moça. Em 2008, quando ainda usava o nome de DJ Saynha, ela se intitulou “a primeira DJ Carbon Free do Brasil”. Atualmente, o codinome de Lady Green, vem acompanhado de aposto: “a musa da sustentabilidade”. E o título está mais ambicioso: Élida Braz se considera a primeira DJ Carbono Neutro do Planeta.

Mas seus dotes não param por aí. Além do visual seminu da atriz, ela é conhecida por fazer streepteases com cobras em Belém e se casou aos 13 anos com o promotor cultural “Kaveira” que, além de ser 19 anos mais velho do que ela, escolheu o slogan “quem fuma e quem cheira vota no Kaveira” em sua campanha para vereador – e, dizem, se arrependeu.

Ela não é a primeira a ocupar o posto de assessora da governadora Carepa. Antes da DJ, uma manicure e uma esteticista passaram por lá, mas não duraram muito, foram exoneradas em seguida pela repercussão negativa. Nem a “musa da sustentabilidade” escapou da reprovação geral e perdeu, hoje, seu emprego e um prometido salário de R$1.500. Por que será?

Confira o site de Lady Green. 

Tribuna do torcedor – 15

Por Marco Antonio Silva (mc.antonio68@gmail.com)

Sou leitor assíduo de sua coluna e concordo com a maioria de seus comentários. Lendo o “Bola” de hoje, concordo com você sobre a desculpa esfarrapada do Giba. Sou torcedor do Clube do Remo – dificilmente perco um jogo e tenho como provar, pois tenho todos os canhotos de ingressos guardados há mais de duas décadas – e para variar estava no estádio Evandro Almeida no sábado. Não estou mandando este e-mail para falar do jogo, mas sim, do trabalho de comunicação interna do estádio, que já fez e continua fazendo relevante serviço de informação, sendo elogiado inclusive pelo grande narrador Luciano do Valle. Mas achei uma tremenda “pisada de bola” o time do glorioso Clube do Remo adentrar no gramado ao som do hino do Payssandu, e o que é pior: a torcida vaiando e os responsáveis deixaram a música tocar até o final. Parafraseando o “Bola” – Os embalos de sábado a noite -, se não tem o belíssimo hino do Clube do Remo para tocar, que colocassem “Night Fever”, do Bee Gees. Ficaria muito melhor. 

“Verdureiro” tucano tenta clonar Obama…

Por Luiz Carlos Azenha

O que me preocupa menos aqui é o suposto plágio. Como dizia Chacrinha, sobre a televisão — e é disso que estamos falando, não de política ou de projetos políticos, mas de uma campanha baseada estritamente na televisão e no marketing — “nada se cria, tudo se copia”. O que me preocupa é que essa imagem e o slogan “Serra é do bem” (que acompanha o “pode mais” na propaganda de Serra para 2010) só fazem sentido, numa campanha eleitoral, se se pretende apresentar alguém como sendo “do mal”.

Quem seria?