Águia lidera returno; Remo é líder geral

Classificação do returno do Parazinho:

1º Águia, 15 pontos

2º Remo, 13

3º Paissandu, 10 (saldo: 6)

4º Cametá, 10 (saldo: 1)

5º S. Raimundo, 8

6º Ananindeua, 6 (saldo: -1)

7º Independente, 6 (saldo: -2)

8º Santa Rosa, 0

Classificação geral:

1º Remo, 32 pontos

2º Paissandu, 27

3º Águia, 20

4º Independente, 19

5º Cametá, 17 (saldo: 0)

6º S. Raimundo, 17 (saldo: -1)

7º Ananindeua, 12

8º Santa Rosa, 8

Água surpreende Independente

Com gols de Soares, aos 25 do primeiro tempo, e Douglas, aos 28 do segundo, o Águia derrotou o Independente Tucuruí na tarde deste domingo, no estádio Navegantão. Com o resultado, o time marabaense isolou-se na liderança do returno com 15 pontos consolidando presença na semifinal. O Independente permanece com 6 pontos, em 7º lugar, já sem chances de classificação.

Remo, de virada, supera Mundico em Santarém

De virada, o Remo derrotou o S. Raimundo por 2 a 1 nesta noite de domingo, no estádio Barbalhão (Santarém), e assumiu a vice-liderança do returno do campeonato estadual com 13 pontos, classificando-se antecipadamente para a semifinal. No primeiro tempo, os times se movimentaram muito, buscando o gol, mas poucas oportunidades reais foram criadas. A rigor, o Remo teve duas chances em chutes de Marlon e Samir e o S. Raimundo ameaçou com Leandrinho logo na primeira manobra de ataque.

Para a etapa final, o Remo veio modificado no meio-de-campo: saíram Gian e Patrick e entraram Marciano e Didão. As mudanças surtiram efeito. Logo nos primeiros movimentos, o time foi à frente trocando passes e quase chegou ao gol em jogadas de Landu e Marciano. O S. Raimundo, que substituiu João Pedro por Marcelo Pittbull e Hélcio por Michel, também mostrava-se mais ofensivo, tentando de todas as formas abrir o placar. E o gol aconteceu logo aos 7 minutos: Michel cobrou escanteio e Filho marcou.

O Remo não se abateu com a desvantagem e partiu para o ataque ainda mais determinado. Levy, pelo lado direito, fazia boas tramas com Landu e cruzava na direção da área, onde Marciano e Samir sempre levavam perigo para a defensiva santarena. Precisando desesperadamente empatar, Giba tirou Otacílio e pôs Vélber em campo, formando um ataque de quatro homens – Landu, Samir, Marciano e Vélber. Logo aos 14 minutos, o Remo quase empatou em cabeceio de Samir que Labilá salvou em cima da linha.

Michel também aparecia bem no jogo, criando jogadas para Branco e arriscando chutes de fora da área. Aos 17 minutos, quase ampliou chutando da entrada da área azulina. Adriano fez grande defesa. Logo a seguir, foi Raul que esteve perto de balançar as redes, escorando escanteio cobrado por Vélber. Aos 26 minutos, veio o empate azulino. Marlon fez grande jogada individual e bateu forte, longe do alcance de Labilá. Em busca da vantagem, Flávio Barros queimou sua última alteração: Déo Curuçá substituiu Flamel.

Mas nem houve tempo de o Mundico se aprumar em campo: aos 29 minutos, Vélber cruzou para a pequena área e Marciano tocou de cabeça, desempatando em favor do Remo. Aos 37, um chute de Landu quase resulta no terceiro gol. No instante seguinte, depois de grande articulação de todo o ataque remista, Landu disparou chute na trave de Labilá. A última oportunidade, porém, pertenceu ao S. Raimundo. Branco escorou de cabeça um cruzamento vindo da esquerda e quase igualou o placar. A renda somou R$ 97.910,00, para um público total de 8.045 espectadores, sendo 7.345 pagantes e 700 credenciados. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Comunidade alvinegra na feijoada campeã

Foi um tremendo sucesso a promoção do Feijão do Fogão Campeão, realizada neste sábado à tarde no Bistrô Baú, na D. Romualdo de Seixas. Presença maciça da comunidade botafoguense, que compareceu para comemorar em alto estilo o título carioca deste ano, o 19º da história do Botafogo. Entre os botafoguenses históricos mais festejados, destaque para Ronaldo Passarinho, Edgar Augusto Proença, Rui Guimarães, Ronaldo Franco, Joaquim Passarinho, Raphael Levy, Artur Tourinho, Alexandre Carvalho e o próprio Dênis Cavalcante, proprietário do bar-livraria que abrigou os festejos. Acima e abaixo, algumas fotos do evento.   

Coluna: De banzo e objetividade

A 47 dias do começo da Copa, o leitor do Bola recebe nesta edição um esboço do que será a nossa cobertura na África do Sul. Como há quatro anos, na Alemanha, terei a honrosa (e espinhosa) missão de acompanhar os passos da Seleção Brasileira, ao lado de Giuseppe Tommaso, Valmir Rodrigues e Geo Araújo, companheiros de Rádio Clube.
Em 2006, num país famoso pela organização e excelência dos serviços, pode-se dizer que cobrir o evento foi tarefa relativamente tranqüila, quase garapa, a não ser pelos percalços do próprio escrete nacional, que tombou aos pés de Zinedine Zidane e Thierry Henry antes mesmo que a gente começasse a perceber que nossas expectativas não tinham bases sólidas.
Daquela noite clara de junho, em Frankfurt, ficou a lembrança de ver, ao vivo, ali à minha frente, o desmoronar de uma geração inteira de craques com bons serviços prestados à pátria de chuteiras. Dida, Roberto Carlos, Cafu e os Ronaldos foram as vítimas óbvias daquela jornada. Nada que os treinos já não revelassem, mas que nossa insistência em pensar positivamente não permitia aceitar.
Estabelecer a sutil diferença entre torcer pelo Brasil e cobrir a Copa será minha missão mais complexa em terras sul-africanas. Longe de casa, o banzo entra em choque com a tal objetividade. Sem dúvida, será um tremendo desafio, bem ao gosto deste escriba baionense.
 
 
O Remo, no 4-4-2 não assumido por Giba, busca em Santarém os três pontos necessários para ir à semifinal do returno. No papel, é a melhor formação que o técnico consegue montar desde sua volta a Belém, dando-se ao luxo de deixar Vélber e Marciano no banco. Um embate duríssimo com o S. Raimundo, mas as chances azulinas são boas.  
 
 
Já lá se vão sete anos da inesquecível façanha alviceleste e parece que foi ontem aquele 1 a 0 sobre o Boca na Bombonera, gol de Iarley, talvez a maior de todas as vitórias paraenses no futebol, pela importância da competição e o histórico fabuloso dos donos da casa. Conversei dia desses com Robgol, que estava lá naquela noite de 24 de abril e acabou expulso de campo. Sua frustração pelo fiasco em casa, na volta, pareceu tão grande quanto o orgulho pelo surpreendente triunfo no templo boquense. 
 
 
Dirigentes de Remo e Paissandu, que adoram chorar sobre leite derramado, deveriam estar bem representados na reunião marcada para quarta-feira, 28, na FPF. Será um encontro importante, para discutir os regulamentos dos campeonatos de 2011 e 2012. Momento certo para que os grandes clubes apresentem idéias, aflições e propostas concretas. Só não pode se repetir a omissão de anos anteriores, quando a dupla mandou à reunião figuras sem autoridade para opinar ou decidir, que limitaram-se a referendar o script traçado pela FPF.

(Coluna publicada no Bola/DIÁRIO deste domingo, 25)

A guerra das pesquisas, segundo Veja

Por Luis Nassif

Matéria surpreendente: Veja quase conseguiu fazer jornalismo. A matéria mostra diferenças metodológicas entre os institutos, é quase isenta na comparação entre a metodologia do Datafolha e do Sensus. Tenta salvar a cara do Datafolha – ao colocar os dez pontos de diferença como questão metodológica -, mas sem praticar assassinato de reputação dos concorrentes.

A matéria é incompleta ao dar espaço às críticas do Datafolha aos questionários do Vox e da Sensus e não explanar os argumentos de ambos em defesa de seu questionário e contra os do Datafolha e IBOPE. No caso dos mineiros, antes de perguntar sobre o voto, menciona-se o governo Lula e, na ficha, aparece claramente o partido de Dilma. No do IBOPE e Datafolha, o nome de Dilma é colocado solto, sem sequer mencionar o partido.

A justificativa dos mineiros é que, se a indicação de Lula pesa, deixar claro essa ligação de Dilma com Lula é fundamental para dar mais objetividade à pesquisa.

A razão é objetiva. Há um bom contingente de eleitores que votarão na candidata de Lula. Hoje em dia, ainda há muito desconhecimento sobre quem seja essa candidata. No dia das eleições, haverá muito maior conhecimento – depois de meses de propaganda gratuita. Então, informar o leitor sobre quem é a candidata de Lula, ajuda a captar com muito mais objetividade quem votará em Dilma pelo fato de ser indicada por Lula. O Datafolha e o IBOPE, pelo contrário, nas planilhas sequer informam o partido de Dilma. Ou seja, extrapolam para as eleições (já que toda pesquisa visa prever qual será o resultado final) o desconhecimento atual dos eleitores.