“Cinturão” critica partidarização do Remo (cont.)

Por J.R. Rodrigues (Bola)

Céticos, Tonhão e Marcelo Carneiro apostam que a transação envolvendo o estádio Evandro Almeida, o Baenão, anunciada por Amaro Klautau, não deverá ser concretizada com um dos grupos empresariais que estariam de olho na área, avaliada em pelo menos R$ 40 milhões. Segundo Klautau, o estádio remista não seria “vendido”, mas “trocado” por uma moderna arena. Entre os pretendentes chegou a ser propalado intramuros o grupo Yamada, que depois negou qualquer interesse. 
         
Na proposta “oficial”, o Baenão só será entregue ao eventual investidor mediante a construção do novo estádio, com capacidade para 20 mil espectadores. O Remo teria direito na troca um saldo de R$ 15 milhões para pagamento de débitos trabalhistas. “Se for do jeito que ele (Amaro Klautau) diz, seria um negócio interessante, mas duvido que alguém esteja disposto a isso”, diz Tonhão, à maneira de São Tomé. “O Amaro disse que falará quem são os grupos interessados no Condel (Conselho Deliberativo). Vamos esperar”, finaliza um incrédulo Tonhão. 

AMISTOSOS 
         
A série invicta de amistosos pelo interior do Estado pode ter enchido de felicidade a direção, mas a exposição da marca azulina foi considerada uma afronta pelo Cinturão de Aço. “O Remo está numa situação difícil, mas jogar em campos de futebol como aqueles, com torcida invadindo… O Remo não é time de pelada, precisa ter respeito com a instituição, que é centenária”, cobra elevando a voz Antonio Carlos Teixeira, o Tonhão, como se considerasse o fato uma espécie de sacrilégio. “Com esses jogos, foi colocada em risco até a integridade física dos atletas, e em troca do quê?”, indaga ele. “Foi trazido algum jogador do interior? Não, e ainda levou ‘cano’ financeiro”, dispara Tonhão, que resume o que pensa sobre o tratamento dado ao clube: “Quem pensa pequeno, colhe pequeno”.

(Matéria publicada no caderno Bola deste domingo, 15)

7 comentários em ““Cinturão” critica partidarização do Remo (cont.)

  1. Inusitado ver o Tonhão, que nunca pagou os jogadores que trouxe, dando lição de moral em AK. Por que Tonhão só aceita ser dirigente-relâmpago e recusa sistematicamente o cargo de presidente?

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  2. Gerson, é uma pena ler esse tipo de coisa, envolvendo, na minha opinião, quem pode fazer com que o Remo cresça Administrativamente(Klautau e Frade) e quem possa salvar o Futebol do Leão(tonhão). Se unir essas três pessoas, o Remo terá um futuro brilhante, por muitos e muitos anos. Uma pena que poucas pessoas, apenas, percebem isso.

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  3. Cleiton, esse negócio de dizer de o porque que o Tonhão não aceita ser presidente, talvez seja por o mesmo não ter condições de assumir tal presidência, mas isso não impede que ele, sempre, almeje o cargo de Diretor de Futebol, uma vez que é do que ele entende, apenas de Futebol e, isso ninguem pode contestar. Veja o Amaro, por exemplo, entende, e muito, da parte Administrativa, mas não entende nada de Futebol, mas insiste em se meter no mesmo. Penso que a pessoa só deve se meter, onde ela pense entender do assunto, caso contrário, só atrapalhará.

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  4. Éééé… até os PICOLEZEIROS dos ESTÁDIOS já sabem que esse PAPO do “CINTURÃO” é FURADO !!!

    É uma página que já foi virada pelo vento da SOBRIEDADE.

    Por falar em SOBRIEDADE do “CINTURÃO”, … bom, deixem prá lá !!! …rsrsrs …

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  5. Enquanto essa fogueira de vaidades teimar em arder, principalmente no palacete azul-marinho da avenida Nazaré, o Remo vai se afundando cada vez mais. O Remo, como o Paysandu, não tem dono. E se tivesse seria da própria torcida, não de cartolas que querem estar na grande imprensa sem tirar uma “ana” do bolso, dando ideias pra tirar o clube do atoleiro ou ainda pregando a união de todos por um bem comum, no caso, o próprio clube de Periçá.

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  6. O que está ruim pode ficar pior. Logo, manter o tal “Cinturão” longe do futebol é medida na qual a Diretoria do Clube do Remo tem de perseverar. Todavia, para o saneamento das finanças do Clube isso só não basta. Cumpre também usar de austeridade noutros setores, como p. ex., imprimindo mais critério na contratação e remuneração dos tais gerentes do Clube e evitando a concessão de mordomias.
    No primeiro caso me reporto à informação prestada aqui mesmo neste blog (contratação indiscriminada e dispendiosa de gerentes), ainda pendente do fornecimento de elementos mais exatos, conforme prometido pelo titular deste espaço (sigo aguardando!). No segundo, falo da disponibilização de 15 “celulares”, com a conta paga pelo Clube, para alguns dirigentes. Este com maior grau de exatidão, eis que se trata de informação completa, divulgada com bem mais abrangência (já que na mídia impressa) e com status de confirmada pelo próprio Presidente do Clube do Remo, sem que este tenha vindo, pelo menos até agora, desmentir ou explicar/justificar o motivo da assunção das despesas telefônicas (os sócios e a torcida estão aguardando a justificativa, se houver). Enfim, se tudo o mais na atual gestão financeira do Clube do Remo, realmente, transcorrer do modo como é suposto nos exemplos acima, o resultado poderá ser tão funesto, como aquele que reiteradamente tem sido deixado pelo “Cinturão”, o que não quer dizer, fique claro, que o “cinturão” seja bem vindo.

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