Os 50 anos da morte de Heleno

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De origem rica, amante do futebol e das belas mulheres, temperamental ao extremo, viciado em lança-perfume e com o fígado corroído pelo álcool, Heleno de Freitas morreu há 50 anos (no dia 8 de novembro de 1959) quando tinha apenas 39 anos de idade. Teve uma vida cheia de aventuras e glórias nos campos. Jogou por várias equipes, mas jamais escondeu a paixão pelo Botafogo, que o homenageou domingo com imagens projetadas nos telões do estádio Engenhão, antes do jogo contra o Coritiba.

Segundo todos que o viram jogar, foi um dos maiores craques do futebol brasileiro. Na biografia “Nunca houve um homem como Heleno”, de Marcos Eduardo Neves, são narradas várias histórias da movimentada carreira de Heleno, que defendeu o Botafogo, o Boca Juniors, o Vasco, o América, o Atlético de Barranquilla (COL) e a Seleção Brasileira.

Uma das deliciosas histórias do livro revela todo o amor de Heleno pelo Botafogo. Ao assinar contrato com o clube, soltou a frase:

“Para que tanto papel, se o Botafogo sabe bem que dentro deste coração não cabe outra esperança?”.

Outra do craque mais cabeça-quente de todos os tempos, segundo Marcos Eduardo Neves: 

“O Campeonato Brasileiro (entre seleções estaduais) de 1946 foi decidido em março de 1947, com a seleção carioca desafiando a paulista no Pacaembu. O jovem pernambucano Orlando de Azevedo Viana – que por sua categoria refinada no meio-de-campo do Fluminense foi apelidado de Orlando Pingo de Ouro -, sentindo a pressão, se mostrava tímido em excesso no primeiro tempo. No vestiário, em vez de dar força ao estreante, Heleno esbravejou:

– Você não é pingo de ouro, é pingo de m…….!

Para os jornalistas, foi mais comedido.

– Se ele é Pingo de Ouro, eu sou as cataratas do Niágara jorrando brilhantes”.

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