Meus bons amigos, onde estão?

O blog se alia à corrente de fé pela recuperação de dois grandes amigos, mestre Afonso Klautau e Raimundo José Pinto.

Força e esperança.

Um goleador barato, no bom sentido

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Val Baiano não é nenhum iniciante. Já rodou o Brasil. Perambulou pelo Nordeste, defendeu o Brasiliense e agora sentou praça no Grêmio Barueri, de Estevam Soares. Sempre fazendo o que sabe – gols. Nunca foi craque, nem mereceu maior badalação. Faz gols de todo jeito – de cabeça, de canela, de sem-pulo, raramente gol de placa.

É uma espécie de “punk da periferia”, um goleador barato, se é que me entendem. Eficiência é a sua marca. Domingo, contra o Náutico, fez os quatro gols do Barueri. Com simplicidade, sem afetação.

Vale aqui explicar como funcionam as coisas no Barueri, que segue à risca a receita criada pelo São Caetano. Empresários do interior paulista investem, trazem jogadores e depois recuperam o dinheiro com a venda para outros clubes. Não há torcida, nem pressão.

Só negócios.

Os salários, baixos para os padrões da Série A (e até da Segundona), são pagos rigorosamente em dia. Mas não existe extravagância. Val Baiano, que nem é o mais bem pago do elenco, fatura cerca de R$ 9 mil. O teto é R$ 11 mil.

Só para se ter uma ideia da política certeira do Barueri, tem jogador no Paissandu que ganha duas vezes mais que isso. No próprio Remo, fora de série, tem gente ganhando quase o mesmo salário de Val Baiano. Sem a mesma produção do artilheiro de aluguel, que lidera a tábua de goleadores do Brasileiro, com oito gols.

Pode não terminar como o goleador máximo, mas já deixou sua marca e está ajudando o Barueri a se destacar no Brasileiro (é o quinto colocado). Sem gastar muito, vivendo dentro de suas possibilidades.

Coluna: Paissandu tem maiores chances

Foi apenas um jogo, mas virou de ponta-cabeça todos os cálculos no grupo A do Brasileiro da Série D. A vitória do Sampaio sobre o Rio Branco, por 4 a 2, sábado, embolou tudo: recoloca na disputa todos os cinco times e cria novas possibilidades até para a definição do rebaixamento.

Na classificação, o Paissandu lidera com 11 pontos. O Águia tem 10. Rio Branco, 9. Luverdense, 8. Sampaio, 7. Restam quatro jogos: Luverdense x Rio Branco, Águia x Sampaio, Rio Branco x Águia, Sampaio x Paissandu. Águia, Rio Branco e

Quem tem mais chances na parada? Em tese, Águia e Rio Branco, porque podem ir a 16 e 15 pontos, respectivamente. A questão é que os dois se cruzam na rodada final, fato que pode resultar na eliminação de ambos. Logo em seguida, na escala de possibilidades, vem o Paissandu, que pode marcar 14 pontos e se classificar sem depender de ninguém. Depois, aparecem Sampaio, que pode ir a 13, e Luverdense, que só vai até 11.

Apesar da torrente de números, alguns pontos precisam ser destacados. Em primeiro lugar, para os representantes paraenses, a boa notícia é que ambos ganharam mais chances na reta final. E tudo ficará mais tranqüilo se o Rio Branco afundar em Lucas do Rio Verde na próxima rodada e o Águia superar o Sampaio em Marabá.

Nesse cenário, teríamos o Águia classificado antes da rodada final, com 13 pontos e Paissandu (11) bem perto da vaga, pois dependeria somente da vitória diante de um Sampaio rebaixado à Série D.

O interessante é que, segundo um matemático colaborador da coluna, até mesmo perdendo em Codó (ou Bacabal) o Sampaio disputam seis pontos; Paissandu e Luverdense, três. Paissandu pode se classificar. Isso acontece se o Águia derrotar o Sampaio, o Luverdense passar pelo Rio Branco por um placar simples, o Rio Branco não vencer o Águia e o Paissandu perder por um gol de diferença no Maranhão. O Águia seria o primeiro e o Paissandu, segundo.

O empate também serve, desde que com a seguinte combinação de resultados: Águia ganha ou empata com Sampaio, Luverdense bate Rio Branco, empate ou vitória do Águia sobre o Rio Branco. O Águia terminaria na liderança e o Paissandu seria vice.

O cenário indesejável para os paraenses seria o empate (ou derrota) do Águia frente ao Sampaio e triunfo (ou empate) do Rio Branco sobre o Luverdense. Nessa hipótese, o Águia iria ameaçadíssimo para a decisão na capital acreana e ao Paissandu só a vitória serviria contra um Sampaio embalado, com chances reais de ficar com a vaga.

 

 

Avalio que só um paraense passará à próxima fase. Como é dificílimo um triunfo do Águia sobre o Rio Branco no jogo final, na Arena da Floresta, o Paissandu reúne as maiores chances de classificação.

Cabe dizer que, depois dos últimos resultados, a chave se transformou na mais equilibrada e indefinida do campeonato. Todos têm possibilidades de se classificar e todos correm risco do rebaixamento.    

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 20)

Brasil lidera “ranking da morte”

Nos últimos dez anos, 42 torcedores morreram em conflitos dentro, no entorno ou nos acessos aos estádios de futebol. Os dados foram contabilizados e estudados pelo sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universo, Maurício Murad, baseado em dados fornecidos por jornais, revistas e rádios das principais cidades do país entre os anos de 1999 e 2008. As informações foram mais tarde checados nos Institutos Médico Legais (IMLs) e nas delegacias de polícia das cidades onde as mortes ocorreram.

“Quando começamos a fazer o levantamento, o Brasil estava em terceiro lugar na comparação com outros países no número de óbitos. A ordem era Itália, Argentina e Brasil. Hoje, dez anos depois, o Brasil conquistou o primeiro lugar. É uma conquista trágica, perversa”, afirmou o professor.

Segundo ele, essa constatação deveria ser uma grande preocupação para um país que vai abrigar um grande evento como a Copa do Mundo de 2014. “Essa violência é uma preocupação para a Copa porque, de todos os problemas que a Fifa (Federação Internacional de Futebol) acompanha, e de tudo o que o caderno de exigências para a Copa do Mundo determina, a segurança pública é um dos principais. O problema da segurança pública é da maior importância para a Copa do Mundo.”

O fato do Brasil estar ocupando o trágico primeiro lugar no número de óbitos em conflitos de torcedores deve-se, segundo o professor, ao fato de não ter ocorrido aqui uma reação a esse tipo de violência, tal como fez a Itália, promovendo reformas na legislação até para punir os dirigentes que incitam a violência. “No Brasil, infelizmente, não houve reação satisfatória e consistente”, concluiu.

(Do iG Esporte)

A dica do torcedor

Gerson, anuncie em seu blog, por favor: acabei de escutar em uma emissora de rádio: “Bomba! Edson Gaucho é o técnico do Remo para 2010 e, já está contactando jogadores para o mesmo”. Ao menos uma boa notícia pra torcida azulina. Gerson, confirmei esta notícia com um jogador do atual elenco do Remo, agora há pouco. Pode anunciar, por favor. Cláudio Santos – Técnico do Columbia de Val de Cans

Caro Cláudio, sem duvidar de sua fonte, avalio que, se a notícia for confirmada, estará o Remo marchando firme para uma nova temporada de insucessos. Esse Gaúcho é um embuste e não duvido que aceite o acordo até porque não tem mercado em outros clubes, nem da Série D. Será que a cartolagem remista não viu o que ocorreu no velho rival?