Reforços para o Bota

Por respeito ao São Paulo, com quem tem contrato até o próximo dia 17, André Lima prefere adotar um discurso evasivo ao comentar o interesse do Botafogo. Entretanto, o jogador já acertou todos os detalhes para o retorno a General Severiano e a expectativa no clube é que a contratação seja anunciada até o fim do dia. Um único detalhe burocrático impossibilita a confirmação: a antecipação do fim de seu vínculo com o tricolor paulista.
Pouco aproveitado no Morumbi, André Lima seria devolvido ao Hertha Berlin. O clube alemão, que detém os direitos do atacante até o fim de 2011, porém, não se opôs a uma negociação com o Glorioso. Toda a transação foi conduzida pelo empresário Eduardo Uram, e o jogador, inclusive, já expressou para amigos a felicidade pela volta ao clube do coração.
Além de André Lima, o Botafogo projeta anunciar ainda esta semana o acerto com Otacílio Neto, do Corinthians. Todos os detalhes da transação já foram solucionados, e o Timão prometeu liberar o jogador após a Copa do Brasil.

Paissandu pode acertar com Edmundo

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Allex Lourenço, do Futebol Interior

No Rio de Janeiro desde a última segunda-feira, o presidente do Paysandu, Luis Omar, espera ouvir, talvez o “sim” mais aguardado de toda sua vida.  Digamos, um sim “Animal”.  É isso mesmo, o mandatário do Papão da Curuzu está na Cidade Maravilhosa com a missão de convencer o ex-jogador Edmundo a voltar para os gramados e disputar a fase decisiva do Campeonato Brasileiro da Série C vestindo a camisa bicolor.

Omar sabe que a missão é quase impossível, mas está bastante esperançoso.

“Sei que vai ser difícil ele (Edmundo) aceitar uma proposta como essa, principalmente depois de ter largado o futebol, mas, só o fato dele demonstrar interesse em ouvir o que tenho pra ele, já me deixa animado”, disse o Presidente, que aproveitou para confirmar que estará com o “Animal” nos próximos dias.

Para tentar realizar esse sonho, Luís Omar conta com o apoio dos fanáticos torcedores do Papão e de empresários paraenses. A Futebol Brasil Associados também apoia a contratação do craque. Edmundo, hoje com 38 anos, apesar de aposentado, está em plena forma. O ex-jogador disputa atualmente o Campeonato Brasileiro de Show Ball, defendendo as cores do Vasco da Gama.

Zé Carlos: a agonia de um ídolo

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Por Fred Soares

Três vezes campeão carioca e uma vez da Copa do Brasil, o ex-goleiro do Flamengo, Zé Carlos está internado em estado gravíssimo no Hospital da Ordem Terceira da Penitência, na Tijuca, Rio de Janeiro. O ex-jogador luta contra um câncer que tomou conta de seu sistema digestivo. Segundo um médico que o atendeu em abril, no Hospital Pasteur, no Méier, a situação é irreversível.

– Ele já nos procurou com um câncer no abdomem, em estado avançado. Não havia mais nada a fazer – disse o doutor, que pediu para não ser identificado.

Depois de uma primeira entrada no hospital do Méier, Zé Carlos, segundo alguns amigos, praticamente desistiu de lutar pela vida. Em junho, o estado do ex-jogador se complicou e ele acabou internado na Ordem Terceira da Penitência.

José Carlos da Costa Araújo, nascido em 7 de fevereiro de 1962, começou sua carreira no Americano-RJ e no Rio Branco-ES. Chegou ao Flamengo em 1984, tornando-se titular dois anos depois. Além dos títulos conquistados pelo rubro-negro, ele entrou para a história ao se tornar o segundo goleiro a marcar um gol pelo clube, em 1987, contra o Nacional, na primeira fase da Copa do Brasil.

Também vestiu a camisa da Seleção Brasileira. Foi reserva de Taffarel na Copa do Mundo de 90. Também na condição de suplente, participou da campanha que lhe rendeu a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Zé Carlos passou também por clubes portugueses, pelo Cruzeiro, Vitória-BA, XV de Piracicaba-SP, América-SP, e Tubarão-SC. Em 2006, ocupou a função de gerente de futebol do América em 2006, quando trabalhou com Jorginho, atual auxiliar de Dunga na Seleção.

Talese e os tempos de Google

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Por Teresa Chaves

Com a elegância costumeira pela qual é famoso, o jornalista norte-americano Gay Talese – usando chapéu panamá, terno, colete verde e gravata amarela, além de reluzentes sapatos de couro – lembrou os jornalistas, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (2), sobre a importância da elegância e das boas maneiras na profissão. “O jornalismo é, essencialmente, bater na porta. Você está vendendo alguma coisa? Está, está vendendo a si mesmo.”

O jornalista falou ainda da importância do acaso, do encontro e das boas maneiras nas relações pessoais, afirmando ser necessário mais empenho e ação pessoal que pesquisa pela internet. “Não é possível usar o Google para construir a sua vida”. É preciso, antes de mais nada, estar presente”. Durante 1h30 – extrapolando os 40 minutos dados pela organização da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) -, Talese conversou com quase 50 jornalistas, respondendo de forma completa e elaborada às três perguntas que foram feitas.

Ao comentar a importância do processo de pesquisa na profissão, Talese falou durante quase 40 minutos sobre um episódio que narra em seu mais recente livro, “Vida de Escritor”. Contou que a partir da final da Copa do Mundo de futebol feminino, em 1999, ele foi por conta própria até a China para tentar entrevistar a jogadora chinesa que perdeu o pênalti que custou à sua seleção o título. Depois de burocracias com o Ministério dos Esportes, Talese conseguiu encontrar a jogadora. A entrevista, porém, não serviu para nada –ela não falava inglês, ele não fala chinês e o tradutor era péssimo.

Porém, ele não voltou para os EUA. Ficou em Pequim para conseguir descobrir o que faria com aquilo. “Como entrevistador, como escritor de não ficção, você tem que ficar e descobrir o que fazer em seguida”, disse, acrescentando que decidiu entrevistar a mãe e a avó da jogadora, e terminou, após três meses em Pequim e de ver a seleção chinesa nas Olimpíadas de Sidney, por escrever uma longa matéria sobre a nova China, do ponto de vista feminino.

Talese explicou que aqueles que em princípio seriam personagens secundários tornaram-se os agentes principais. Ou seja, ele escreveu não sobre a jogadora, mas sobre resistência, mudança e perseverança, que são sentimentos universais. Para ele, essa deve ser a grande preocupação de um jornalista. “Não é preciso escrever em quantidade. Mesmo quando escrevia para um jornal cotidiano, eu não estava preocupado em falar para o leitor do dia seguinte. Procurava fazer textos que perdurassem e fizessem sentido anos depois’, disse. Se a ideia de Talese era mesmo esta, certamente deu certo.

Chacretes & boleiros

Por José Roberto Malia

Roda, roda, e avisa… A boleirada que se cubra. Vem aí o documentário ‘Alô, alô, Terezinha’, de Nelson Hoineff, sobre o inesquecível Chacrinha. O lançamento está previsto para outubro. No filme, a chacrete Luciana Furacão justifica o plenamente nome: pegou Garrincha, Jairzinho e Falcão. Outras bailarinas do Velho Guerreiro também abriram o jogo.

Beckham sob ataque

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Às vésperas de se reapresentar ao Los Angeles Galaxy após o empréstimo ao Milan, o astro David Beckham não deverá encontrar ambiente muito favorável no clube norte-americano. Isso porque em artigo na revista “Sports Illustrated”, Grant Wahl afirma que Landon Donovan, que recuperou a braçadeira de capitão com a saída temporária do meio-campista, classificou o jogador como ‘preguiçoso’.

Donovan revelou algumas outras coisas. Disse que quando o técnico holandês Ruud Gullit dava aos jogadores um treino com a opção de participar ou não, Beckham raramente aparecia, diz o texto de Wahl. “Como capitão, você deveria pelo menos aparecer e mostrar a cara”, disse Donovan ao articulista. Já o zagueiro Greg Vanney confidenciou a Wahl achar que o atleta inglês é ‘um bom homem, um belo pai e um jogador especial nas qualidades que leva ao campo, mas não vive no mesmo mundo que nós vivemos’.

A questão é que Beckham, metrossexual e fashion, não é mais um boleiro. Trata-se de uma grife que joga – e rende milhões aos clubes que defende, somente com a venda de camisas e outras bugigangas.

Lula recebe os campeões

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, abriu espaço em sua agenda e recebeu no fim da tarde desta quinta-feira, no Palácio da Alvorada, a delegação do Corinthians, campeão da Copa do Brasil. Presentes ao encontro apenas seis titulares da partida decisiva contra o Inter (empate por 2 a 2), quarta-feira, no Beira-Rio: o zagueiro William, o lateral André Santos, o volante Cristian e os atacantes Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho. Além deles, também participaram da audiência com Lula, torcedor fanático do clube, o mandatário alvinegro, Andrés Sanchez, e o técnico da equipe, Mano Menezes.

História de boleiro

Do Blog de Cosme Rímoli

Família influente em Santos. Bem nascido. Surfista. Todos os dentes. Dois anos de administração. Um de Direito. Em 2001, foi eleito o jogador de futebol mais bonito do Brasil. Dinheiro, cultura, beleza. Proposta para jogar na Inglaterra. Lesão no joelho. Erro médico. Quatro anos sem poder esticar completamente a perna. E o mais inacreditável:  jogando futebol. Nova operação e erro reparado. Tarde demais. O adeus à bola está muito próximo. Este é o esboço da carreira de Rodrigo “Beckham”. Aos 32 anos, quase trocando o futebol pela representação pela empresa inglesa que cuida dos amistosos da Seleção Inglesa e da Espanha. Consciente de tudo o que viveu, e do que poderia ter vivido, Rodrigo falou ao blog. Mostrou na prática como uma cirurgia mal feita pode truncar uma carreira, uma vida.

Vamos direto ao assunto, Rodrigo. Que erro médico aconteceu com você?

Esse é um assunto mais do que delicado. Minha carreira está indo bem demais. Estava jogando no Atlético Mineiro quando tive um choque com o Juciê. Sobrou para o meu joelho. Ficou inchado, mas não houve necessidade de cirurgia. Ou melhor, até teria de operar, mas não quis. Tinha uma proposta do Everton da Inglaterra. Fui lá e joguei mesmo com os ligamentos não estando 100%. Aguentei até uma partida contra o Liverpool. Lá o ligamento estourou. Eu vim para o Brasil e operei com o melhor cirurgião do Brasil. Jogadores da Seleção Brasileira vão até o Rio para operar com ele. Eu sei que ele é sensacional. Mas, comigo a operação deu errado. Já fiquei muito tempo revoltado. Agora, acho que foi o destino. O nome do médico eu não vou falar. Não adianta, já passou. Mas ele sabe quem é.

Espera um pouco, Rodrigo… Nestes quatro anos você jogou. E por times grandes.

É verdade. Eu joguei e acabei com a minha imagem. Estraguei com tudo que fiz de bom antes de ter me machucado. Foi um erro. Mas, eu conversava com os médicos. Dizia que havia algo errado com o meu joelho. Só que ninguém me levava a sério.

Você voltou da Inglaterra, operou, jogou um pouco no Atlético Mineiro. E depois no Corinthians. Lá foi o seu maior fiasco?

Sim. Eu cometi um grande erro em ter aceitado jogar no Corinthians em 2004. Eu tinha uma proposta do São Paulo. Deveria ter ido para lá por causa da estrutura. Fui apresentado com um bando de jogadores. O Fábio Costa, Adrianinho, Piá e mais outros mais. Fui examinado por especialistas em joelho e aprovado para atuar no Corinthians. Não consegui jogar nada. Minha perna não esticava, meus movimentos estavam comprometidos. Para tentar compensar o desequilíbrio do corpo, esticava ao máximo meus músculos. Resultado: contusões musculares seguidas e péssimo futebol. Foi horrível. Além disso, lá foi uma bagunça só. Cada jogador cuidava de si. Um caos.

Então quer dizer que você passou quatro anos jogando com o joelho ruim?

Sim. E eu mesmo acabei me convencedo que era impressão minha. Eu sempre era aprovado nos exames médicos. Foi assim no Atlético Mineiro, no Corinthians, no Juventude, Atlético Paranaense e Vasco. Por isso não consegui render nem metade do que poderia nesses clubes. Sinto muito, de coração. Depois acabei fazendo a operação e voltei. Atuei pelo Boavista e pelo Fortaleza. Agora estou só treinando. O meu sonho é voltar a jogar no clube pelo qual me apaixonei. E de onde nunca deveria ter saído: o Botafogo do Rio.

No que você está trabalhando?

Nessas coincidências loucas da vida, eu fui chamado para representar a empresa que organiza os amistosos da Inglaterra e da Espanha. Por enorme ironia, essa firma pertence ao empresário do David Beckham. Não é sacanagem, não. É verdade. Quem iria imaginar que eu trabalharia com alguém tão próximo do Beckham. Sei…É muito engraçado.

Você abandonou a carreira?

Quase. Tenho 32 anos. Mas estou treinando em Santos como um louco. Eu quero ter o prazer de parar no Botafogo, que virou o meu clube do coração. Acho que mereço depois de tudo o que eu e a minha esposa sofremos nestes últimos anos…

Zaga indefinida no Papão

No Paissandu, se há um setor questionado por todos desde o campeonato estadual é o miolo de zaga. Roni & Luciano, a dupla titular no time de Edson Gaúcho, nunca conquistou a confiança da torcida e foi responsável direta pela derrota em Lucas do Rio Verde, no último sábado. Nem o próprio EG soube explicar porque manteve seus zagueiros preferidos, lentos e perdendo todas no jogo aéreo, quando tinha no banco o melhor beque do Parazão, Rogério Corrêa, ex-Remo. 

O zagueiro Luciano, abespinhado com as críticas, lembra que nas derrotas o lado mais visado é sempre a defesa. E diz que já cumpriu dois de seus objetivos quando foi contratado pelo Paissandu: “Cheguei aqui com três objetivos: colocar o clube na Copa do Brasil, ser campeão da Paraense e conseguir o acesso à série B. Dois, nós já conseguimos”, disse, orgulhoso. Aproveitou para descartar um pedido de liberação, como chegou a ser especulado. “Até quando quiserem minha presença aqui, vou estar trabalhando, lutando. Coisa que eu sempre fiz. Em alguns momentos, a coisa não sai do jeito que a gente quer. Mas, no futebol não há tempo para lamentar”, disse.

Valter Lima, o novo técnico, ainda não se manifestou sobre a zaga que pretende escalar no importante jogo de domingo frente ao Águia de Marabá, mas tudo indica que vai dar a primeira chance a Rogério Corrêa. O garoto Bernardo, que apareceu muito bem quando foi escalado na Série C 2008, também volta a ter chances. (Com informações do site da Rádio Clube do Pará)

Jardel reforça (?) Rio Branco

O atacante Jardel, um dos muitos nômades do futebol brasileiro, é o novo reforço do Rio Branco para a disputa do restante do Campeonato Brasileiro da Série C. Segundo o presidente do clube, Natal Xavier, que havia anunciado Sorato na noite de quarta-feira, o atleta deve chegar à capital acreana nesta sexta-feira, e a expectativa já é grande para a recepção da torcida alvirrubra. “Precisávamos trazer um jogador de peso para o Rio Branco, e o Jardel aceitou o desafio. Ele vem trabalhando a parte física e fará sua estreia na partida contra o Paysandu”, explicou Natal. 

Ex-jogador em atividade, Jardel se destacou no Vasco e foi campeão da Libertadores vestindo a camisa do Grêmio, sob o comando de Felipão, além de ter tido uma boa passagem pelo FC Porto-POR. Chegou ainda a fazer um gol em uma de suas poucas aparições com a camisa da Seleção Brasileira. Recentemente, defendeu o Criciúma, mas acabou dispensado por deficiência técnica.

Rio Branco promete Sorato

O Rio Branco (AC) não está economizando esforços para chegar à Série B do Campeonato Brasileiro. Na inauguração do memorial do clube na noite da última terça-feira, no estádio José de Melo, a diretoria anunciou a contratação de um “reforço de peso”. Segundo fontes do clube, trata-se do veterano Sorato, de 40 anos. O atacante despontou no Campeonato Brasileiro de 1989, quando marcou o gol que deu o título ao Vasco, sobre o São Paulo. Sua melhor também foi no clube carioca, quando voltou em 97, conquistando o título do Campeonato Brasileiro e da Taça Libertadores. Ultimamente, defendeu diversos clubes do Nordeste e do interior paulista.

O Rio Branco recebe o Paissandu no estádio Arena da Floresta no próximo dia 12.