Em interessante entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, o escritor Gay Talese afirmou que desconhece o buscador mais famoso do mundo, o Google. “Eu nem sei o que é. Minha mulher diz que eu sou preguiçoso. Não sei se é isso, mas acho que o jornalista que se baseia nisso tem uma mediocridade em termos de relato. Porque o importante é encarar a pessoa nos olhos”, revelou.
Talese, que definitivamente não é adepto das novas tecnologias, também enfatizou que a tecnologia pode ser prejudicial ao bom jornalismo. “O laptop é uma armadilha, limita muito o trabalho do jornalista. A pessoa que é curiosa anda por aí atrás de histórias”, afirmou.
Ao contrário do que é considerado pela grande mídia, Talese não classifica “Frank Sinatra está gripado” como a melhor história que já escreveu ou vivenciou. O jornalista considera um encontro com o ex-ditador Fidel Castro e o boxeador Mohammed Ali como sua melhor experiência. “Foi uma entrevista não-verbal. Um encontro genial. Às vezes não é necessário verbosidade. Observar gestos e postura pode ser suficiente”, explicou.
O craque Talese, que escreveu a melhor obra sobre a formação de um jornal, sobre o The New York Times, é dado a chistes. Óbvio que o laptop não limita ninguém e duvido muito que ele não dê suas “googladas” de vez em quando.







